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Projeto Saúde & Alegria é tema de reportagem no programa "Conexões Urbanas" .  


31/08/10

O Projeto Saúde & Alegria (PSA) foi destaque na última edição do programa "Conexões Urbanas", veiculado no canal brasileiro de TV por assinatura "Multishow". José Júnior, coordenador do projeto AfroReggae (RJ) e apresentador do programa, foi até Santarém, entrevistou Eugênio e Caetano Scannavino e conheceu como funciona a iniciativa de proporciornar melhorias para a vida de populações ribeirinhas.

Para assistir a matéria, clique no link abaixo.

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Coomac inicia produção de documentário sobre o trabalho da cooperativa .  

31/08/2010

A Cooperativa Mista dos Caetés (Coomac) inicia amanhã a produção de um documentário sobre seu trabalho e história. A criação da cooperativa é resultado do projeto "Extrativismo Sustentável de Oleaginosas", desenvolvido pela Cáritas de Bragança, em parceria com o Serviço Alemão de Cooperação (DED).

A filmagem é a segunda etapa do documentário. O trabalho foi iniciado na última sexta (27), através de uma oficina ministrada pela cooperante Juliane Greiner, na Cáritas de Bragança, para os integrantes da Coomac. "Junto com quatro representantes da cooperativa, definimos alguns pontos sobre o trabalho de filmagem, como os objetivos do filme, logística, depoimentos que serão gravados, etc", explica Juliane.

As filmagens encerram na sexta-feira (03), e deverá ser realizada nas comunidades de São Raimundo e Urupiuna, além da sede da cooperativa, em Bragança. Entre outros objetivos, o documentário deverá servir como registro e divulgação da Coomac.

Texto: Tiago Araújo (Assessoria de Comunicação - DED Brasil)

Time de futebol une população do Alto Acre.  


Time de futebol do Alto Acre

25/08/10

A Copa do Mundo mostrou que o esporte, em especial o futebol, tem o poder de agregar pessoas, ainda que sejam de diferentes localidades. Partindo dessa premissa, o Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba (Condiac) e as cinco prefeituras acreanas que integram a organização uniram-se para realizar um velho sonho: fundar o Alto Acre Futebol Clube.

Integração – Fundado em 2009, o Alto Acre F.C. fez uma ótima campanha, para um time estreante, no campeonato acreano em 2010: Entre os dez times participantes, ficou em quinto lugar. Os jogadores são de várias regiões do Acre, além da Bolívia. O técnico, que é gaúcho, trabalhou nos últimos oito anos no Peru. Essa mistura significou muito trabalho de entrosamento, mas obteve bons resultados.

Para Silton Melo, secretário executivo do Condiac, a criação do Alto Acre F.C. tem objetivos ainda maiores. “Numa região de fronteira, com riscos sociais ligados ao tráfico de drogas, iniciativas como esta tem um papel fundamental para o desenvolvimento humano, diminuindo diferenças entre as comunidades e atraindo os jovens para atividades positivas”, afirma Silton.

Além do mérito esportivo, o impacto na população, principalmente nos jovens, surpreendeu: Formou-se uma torcida regional, nunca vista na história do campeonato acreano, e o interesse pelos esportes cresceu visivelmente.

Texto: Pavel Jezek e Tiago Araújo

Foto: Condiac

Evento discute cadeia de valor de óleos vegetais no Pará .  


23/08/10

Começa hoje em Santarém (Pará), o Seminário de Óleos Vegetais do Oeste do Pará. O evento, que encerra amanhã, é promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR - Santarém), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) e com o Grupo de Trabalho de Óleos Vegetais do Oeste do Pará, integrado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Participarão do seminário cerca de 100 representantes de comunidades extrativistas, do setor empresarial e de órgãos públicos. Os participantes discutirão as cadeias de valor dos óleos vegetais para o Oeste do Pará, priorizando, neste encontro, os óleos de copaíba e andiroba. A atividade pretende fortalecer a estruturação do grupo e traçar diretrizes para a cadeia, a partir da articulação com representantes dos diversos setores envolvidos.

O objetivo do Seminário é discutir sobre a Cadeia de Valor dos Óleos Vegetais para a região, bem como, fortalecer a estruturação do grupo e traçar diretrizes a partir de articulação com representantes dos diversos setores da cadeia.

O Seminário acontecerá na sede do Centro de Eventos Emaús, Km 11 da Rodovia Curuaúna (Santarém).

Artesanato resgata cultura dos índios Mundurukus.  


01/07/10

Representantes do Centro de Artesanato Praia do Índio, de Itaituba, tiveram a oportunidade de mostrar seus trabalhos em um grande evento, pela primeira vez. O feito ocorreu durante a realização da X Frutal Amazônia, feira que reuniu durante três dias em Belém, produtores das áreas de fruticultura, floricultura, agroindústria e outros produtos tipicamente amazônicos.

Segundo Izicléia da Conceição, uma das fundadoras do Centro de Artesanato Praia do Índio, essa é o momento de conhecer de perto novos clientes, direcionando a produção para aqueles produtos mais procurados. "É muito bom para nós sair da Aldeia e expor nossos produtos para um público grande", diz a artesã, que esteve no estande do Centro na Frutal juntamente com seu marido, o também artesão Everaldo.

Apoio - Desde 2006, através de parceria com o Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), teve início um processo de fortalecimento da cultura indígena Munduruku na região de Itaituba, oeste do estado do Pará, onde os jovens das Aldeias Praia do Índio, Praia do Mangue, Sawré e Aldeia Nova estão aprendendo a usar matéria prima do extrativismo de maneira sustentável. Em Itaituba estão demarcadas 5 comunidades indígenas e estima-se que tenha 2.000 índios no município. Há um grande número de jovens, sendo que estes representam a maior porcentagem da população. As duas principais áreas demarcadas em Itaituba são a Praia do Mangue, com 30 hectares e cerca de 44 famílias e a Praia do Índio, com 28 hectares e um total de 23 famílias.

A produção de artesanatos, a partir da cultura e materiais dos próprios índios, contou com o apoio do DED. "O projeto do Centro de Artesanato foi uma sementinha plantada pelo Jean, técnico do DED que incentivou a gente a trabalhar no que sabíamos e gostávamos de fazer: a cerâmica", afirma Izicléia.

Na década de 1980 os pais de Everaldo, assim como outras famílias da etnia Munduruku, se aproximaram dos núcleos urbanos e saíram da aldeia à procura de trabalho e estudo. A falta de demarcação de suas terras, a carência de recursos e a exploração desordenada dos recursos naturais em seus locais de origem levou muitos indígenas a procurar trabalho nas cidades.

Quando se casou com Izicléia e estava com as filhas pequenas, Everaldo via as dificuldades de sustentar a família como pintor de letreiros e buscou nas raízes indígenas o conhecimento necessário para melhorar a renda da família.

Resgate - A partir do trabalho com a cerâmica, aprendido com seus pais, cresceu o interesse de Everaldo e Izicléia pela cultura Munduruku. "A gente quis voltar pra dentro da Aldeia para criar as nossas filhas e para aprender tudo sobre a nossa origem", conta o casal de artesãos. Em 2006, após terem a permissão das lideranças da Aldeia Praia do Índio para morar com a família dentro da área demarcada e gradualmente irem se aproximando das tradições, outros jovens quiseram aprender a trabalhar com a cerâmica e as pinturas.

Nos anos seguintes, o trabalho rendeu bons frutos: o galpão de trabalho foi ampliado e novos equipamentos foram adquiridos para ajudar na produção, além de cursos de capacitação em marketing e comercialização, culminando com um ponto de venda próprio em 2008. Esses avanços foram possíveis graças ao Fundo Dema (fonte de financiamento gerenciada pelas ONGs Fase e Fundação Viver, Produzir e Preservar; além da Prelazia do Xingu). O Centro já conta com outras importantes parcerias, como a Associação dos Filhos de Itaituba (ASFITA), Instituto Imersão Latina (Imel), Cáritas e Fundação Nacional do Índio (Funai, órgão do governo brasileiro), além da Secretaria de Agricultura do Pará, que fez o convite aos artesãos para participarem da X Frutal e ainda forneceu apoio logístico.

Resultados - Hoje o Centro de Artesanato está suscitando vocação ao artesanato e propiciando um resgate da cultura indígena entre os jovens. Atualmente estão envolvidas nas atividades do Centro, entre trabalhos com cerâmica, sementes e fibras vegetais, cerca de 100 famílias indígenas, contando também com integrantes de aldeias vizinhas. A produção é comercializada diretamente no Centro de Artesanato em Itaituba e também é vendida para outros pontos de comercialização, como lojas deste e de outros municípios, como Santarém.

Com a participação na X Frutal Amazônia, o Centro de Artesanato Praia do Índio já recebeu convites para participar de outras feiras, como as outras edições da Frutal no Rio de Janeiro, Fortaleza e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, entre outras. "Estar na Frutal foi muito importante, porque várias pessoas interessadas em comercializar produtos indígenas fizeram contato. Agora somos conhecidos nacionalmente", diz Izicléia.

Texto: Adriene Coelho (Itaituba) e Elisabeth Bolda (DED)
Edição: Tiago Araújo (DED)
Foto: Adriene Coelho

Grupo Temático “Fomento da Democracia” promove encontro em Belém.  


15/06/10

Durante três dias, integrantes do DED, além de representantes das organizações parceiras do DED Brasil, estiveram reunidos em Belém para o encontro do Grupo Temático Fomento da Democracia. Realizado na sede paraense da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o evento, encerrado ontem, contou com palestras e debates, além de momentos de convivência entre todos os participantes.

Programação - O primeiro dia de encontro, iniciado com um almoço, contou com a abertura do diretor do DED Brasil, Karl Ahlers, que deu boas-vindas aos presentes. Em seguida, foram feitas três apresentações: O programa do DED na Amazônia, os resultados do encontro do Grupo Temático Desenvolvimento Rural e Proteção dos Recursos Naturais e a tradicional Feira de Projetos, onde todos puderam "vender seu peixe" junto aos cooperantes e parceiros. Uma confraternização Brasil-Alemanha, com direito a churrasquinho e cerveja, encerrou o primeiro dia do encontro.

Segundo Elisabeth Bolda, responsável pelo Programa de Apoio Institucional do DED Brasil e uma das organizadoras do evento, "o Encontro foi muito importante para fortalecer a relação entre parceiros e cooperantes, além de nivelar alguns temas, como o Programa Amazônia, e conhecer detalhes das nossas Medidas de Desenvolvimento", destaca Elisabeth. "Achei ótimo também que todos tenham se divertido com as dinâmicas, antes de iniciarmos os trabalhos durante os três dias", afirma.

A união dos participantes em Grupos de Trabalho foi o destaque do segundo dia de evento. Pela manhã, os participantes debateram trabalho em rede e comunicação; o diálogo entre a sociedade civil e governo; e fortalecimento de organizações de base, a partir de perguntas norteadoras propostas, envolvendo desafios, parcerias estratégicas etc.

Já o tema de gênero foi o principal assunto à tarde. Rita Teixeira, da Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (RMERA) e Cristina Silva, do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), relataram suas experiências com o trabalho desenvolvido junto às mulheres e o desafio em mudar paradigmas da sociedade. "Um dos grandes problemas encontrados em muitas organizações é a baixa participação feminina", explica Rita Teixeira. "É fundamental, portanto, iniciativas como essa do DED, que já promove a discussão de gênero entre suas organizações parceiras. A RMERA é um exemplo de como essa proposta do DED pode surtir resultados positivos", afirma Rita.

Após as apresentações, todos os presentes participaram do "Café de Gênero": durante o lanche da tarde, os participantes do encontro revezaram-se em grupos, elaborando propostas para inserir medidas práticas sobre questões de gênero, até o fim do ano. Ao final do Café, cada parceiro se compromete com várias medidas. "Vamos criar um espaço para receber as crianças, durante eventos do Programa Saúde e Alegria, para assim permitir que as mulheres fiquem mais livres para participar ativamente de oficinas, debates, etc.", afirma Alexander Riesen, cooperante do DED Brasil no PSA, em Santarém. Após a apresentação dos resultados e debates, todos seguiram para um passeio de barco pela orla de Belém, animado com danças e músicas típicas do Pará.

Encerramento - No último dia de encontro do Grupo Temático, diversos temas foram apresentados e debatidos pelos participantes: PmuE do DED Brasil, acompanhamento dos cooperantes pelos coordenadores, possibilidades de parcerias com o setor empresarial e Desenvolvimento Organizacional Participativo, além de uma breve apresentação sobre as publicações lançadas com o apoio do DED recentemente, como os Cadernos de Experiência "Os Caminhos do Território" e "Garantir os direitos das mulheres para fortalecer a democracia". Durante o encerramento do encontro, todos fizeram uma breve avaliação.

"Momentos como esses, de troca de informações, é ótimo para todos, pois sempre temos a oportunidade de aprender mais ainda com as outras organizações parceiras", destacou Marcos Mota, cooperante brasileiro do Fórum da Amazônia Oriental (Faor). Para Adriene Coelho, cooperante brasileira do Fórum da BR-163, "foi muito bom poder entender um pouco mais sobre o funcionamento do eixo temático fomento da democracia no programa do DED. Além disso, sinto falta de mais momentos como esse, onde podemos descobrir pontos em comum com outros parceiros", afirmou. Michael Herberholz, responsável pela área de mobilização de recursos e desenvolvimento organizacional do DED Brasil e um dos organizadores do evento, destacou a participação dos cooperantes brasileiros. "Fico feliz de ver que, cada vez mais, os cooperantes brasileiros tornam-se ainda mais presentes nos encontros dos Grupos Temáticos. Acredito que o encontro vai estreitar ainda mais os laços entre cooperantes e parceiros, em prol do desenvolvimento sustentável da Amazônia", afirma Michael.

Texto: Tiago Araújo (DED Brasil)
Foto: DED Brasil

DED Brasil participa de lançamento de publicações sobre direitos das mulheres.  


02/06/10

Reunir a experiência do trabalho de diversas ONG's feministas de Pernambuco, em parceria com o DED Brasil, mantendo viva a memória da luta pelos direitos das mulheres nordestinas. Esse é o objetivo de duas publicações que serão lançadas hoje, às 18h30, na sede da SOS Corpo, em Recife.

A primeira é o novo número do Caderno de Experiências do DED Brasil, intitulada "Garantir os direitos das mulheres para fortalecer a democracia", já disponível para download na sessão "Publicações" do portal do DED Brasil. A publicação reúne a sistematização do trabalho realizado pelo Fórum das Mulheres de Pernambuco (FMPE), SOS Corpo e o Projeto Mulher & Democracia em parceria com o DED Brasil, nos últimos 10 anos.

A segunda publicação, que tem como título "Mulheres Vivas: ações de enfrentamento a violência contra a mulher do Fórum de Mulheres de Pernambuco", reúne dez artigos de integrantes do FMPE sobre várias ações também apoiadas pelo DED Brasil, como as "vigílias", que consistiam em caminhadas pelas ruas de várias cidades de Pernambuco, expondo faixas e cartazes com nomes de vítimas e dados de violência contra a mulher.

Segundo Heike Friedhoff, que trabalhou como cooperante no SOS Corpo, um dos principais assuntos que serão discutidos durante o lançamento é a sistematização. "A ideia é discutir, durante o evento, porque é importante para as organizações realizar a sistematização de experiências, como uma forma não só de registro das atividades, mas da aprendizagem a partir da experiência e divulgar as boas práticas", explica Heike.

Para Sueli Valongueiro, que integra a coordenação colegiada da ONG Grupo Curumim, a parceria de vários anos com o DED Brasil foi fundamental para o fortalecimento das ações e da reivindicação pelos direitos das mulheres. "O DED contribuiu muito conosco nas áreas técnicas com cooperantes e com apoio financeiro, além de ter trabalhado conosco nas ações de comunicação do FMPE durante vários anos. Foi uma contribuição maravilhosa!", afirma Sueli, que foi coordenadora do FMPE na época em que as atividades descritas nas publicações ocorreram.

Programação - O evento contará ainda com um debate, cujo tema será "Memória das ações do movimento social: Desafios para a sistematização", além da apresentação da dissertação de mestrado em serviço social da pesquisadora Maria José Diniz, da Universidade Federal de Pernambuco. "Assim como as ONG's, alguns setores das universidades brasileiras também trabalham para que ações em prol dos direitos das mulheres sejam reconhecidas, tanto no âmbito acadêmico quanto na sociedade em geral", diz Maria José.

Texto: Tiago Araújo (DED Brasil)
Foto: Divulgação

Cacau da Transamazônica/Xingu faz sucesso como sabonete da Natura.  


31/05/10

No dia 25 de maio, agricultores fornecedores e os parceiros do Programa de Produção Orgânica foram convidados pela empresa de cosméticos Natura para participar do lançamento de novos produtos, feitos à base de cacau orgânico produzido na região da Transamazônica. O evento foi realizado em Altamira, Pará, no novo armazém das cooperativas.

Segundo agricultores e parceiros, o esforço da produção valeu à pena. Agora, todos estão satisfeitos por participar da produção um produto de alta qualidade e de ver o próprio nome ser divulgado no nível nacional e internacional. O produto está sendo tão bem aceito no mercado que a Natura dobrou a encomenda, junto aos fornecedores de Altamira, para este ano.

Mauro Costa, Coordenador do Relacionamento com os Fornecedores da unidade da Natura em Benevides, apresentou os novos produtos, fruto de três anos de parceria com as cooperativas de cacau orgânico da Transamazônica.

Foi apresentado ainda o projeto da Natura de criar um site especial divulgando o trabalho e imagens de todos os fornecedores rurais da linha "Ekos".

Parceria - O Programa de Produção Orgânica na Transamazônica/Xingu é uma parceria da Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), apoiado pelo Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED). 180 famílias de produtores rurais recebem apoio na certificação orgânica e de comércio justo, criação e manutenção de cooperativas, comercialização e assistência técnica.

Desde 2008, produtores locais fornecem cacau em amêndoas como matéria prima para a Natura Cosméticos, negócio que representou cerca de 25% das vendas coletivas das seis cooperativas do programa em 2008 e 2009. A Natura recebe e processa o material na sua fábrica em Benevides, na região metropolitana de Belém.

Ao contrário de outras empresas, a Natura exige a mesma qualidade de cacau que a indústria chocolateira para sua produção de cosméticos. Isto fortalece o programa de qualidade das cooperativas, lado a lado com um preço adequado e condições de parceria.

Representantes da Natura visitaram a região várias vezes tanto quanto os produtores foram recebidos na fábrica de Benevides e convidados para a participação em eventos de treinamento da empresa. Em fevereiro deste ano a Natura lançou uma nova linha de sabonetes "Ekos", com alto teor de manteiga de cacau orgânico da Transamazônica. A publicidade e as embalagens desses sabonetes divulgam o nome e o conceito agroecológico e social das cooperativas da Transamazônica em todo Brasil, mudando a imagem da região.

Texto: Linde Nobre, Helmut Weiss e Tiago Araújo
Foto: Helmut Weiss

Sustentabilidade para comunidade de Vila Estância.  


28/05/10

No dia 24 de fevereiro deste ano, uma equipe formada por integrantes do Instituto Refazenda, viajou até a comunidade de Vila Estância, localizada no município de São Sebastião da Boa Vista, na Ilha do Marajó (PA), que também contou com a presença de Elisabeth Bolda, responsável pelo programa de apoio institucional do Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), entidade que ajudou na realização das atividades. Graças também ao apoio do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS Belém), os moradores da comunidade receberam oficinas de permacultura, construção de banheiro seco, criação de hortas suspensas, entre outros.

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DED Brasil realiza encontro do Grupo Temático Desenvolvimento Rural e Proteção dos Recursos Naturais.  


17/05/10

Um momento de troca de conhecimentos e aproximação de parcerias. Assim pode ser definido o encontro do grupo temático "Desenvolvimento Rural e Proteção dos Recursos Naturais", realizado entre os dias 6 e 7 de maio no Recanto Cardoso, no município de Altamira.

O evento contou com a participação de cooperantes alemães e brasileiros, além de vários representantes de organizações amazônicas parceiras e apoiadas pelo DED: Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Porto de Moz (CDS), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Programa Saúde e Alegria (PSA), Cáritas Brasileira, Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC) e Programa Sementes da Floresta (PSF).

O primeiro dia foi reservado para algumas apresentações e debates. Manejo Florestal Comunitário, o Programa Amazônia do DED e o projeto de Produção Orgânica na Transamazônica foram os temas apresentados durante a manhã, com espaço aberto para discussão. O restante do dia foi reservado para os Grupos de Trabalho, cujos resultados também foram apresentados e discutidos por todos os participantes do grupo temático. Para relaxar, a noite foi reservada para um animado churrasco de confraternização. O último dia de encontro contou ainda com apresentações e debates sobre Gênero, PM & E do DED Brasil e Acompanhamento dos Cooperantes pelo Coordenadores, além de momentos internos dos cooperantes alemães e das organizações parceiras.

Para Helmut Weiss, cooperante do DED junto ao CEPLAC e um dos organizadores do encontro, o encontro foi muito importante não só para conhecer os parceiros, mas para fortalecer o trabalho conjunto em âmbito regional. "As organizações parceiras contam com ótimos profissionais. Acreditamos que, juntos, podemos continuar fazendo um ótimo trabalho pelo desenvolvimento sustentável", afirma Helmut.

Segundo Patrícia Reis, cooperante nacional junto a Cáritas de Bragança, conhecer as ações de outras organizações parceiras foi fundamental. "Gostei por ser uma oportunidade de conhecer outros projetos realizados por parceiros e pelo DED, e com isso trocar experiências, conhecimento. Desta forma fortalecemos a relação entre parceiros, público alvo e cooperantes", afirma Patrícia.

Jane Mertens, cooperante do DED no CDS Porto de Moz, acredita que o momento em Altamira serviu para fortalecer os conhecimentos em torno do Programa Amazônia junto aos parceiros, entre outros assuntos. "conseguimos de abrir o espaço para o diálogo e a discussão sobre o programa Amazônia do DED, o manejo comunitário sustentável e agricultura familiar na Amazônia. Com isso damos uma contribuição importante para nivelar os conceitos do trabalho em comum", afirma Jane, porta voz do grupo temático Desenvolvimento Rural e Proteção dos Recursos Naturais.

Texto: Tiago Araújo (DED Brasil)

Foto: Arquivo DED Brasil

Produtores de Cacau Orgânico em Intercâmbio na Europa.  


Da esq. para a dir.: Alino, Elisangela, Batista, Helmut, Sr. Zotter, Jedielcio, Darcírio, Sra. Zotter, Júnior (em pé); Raimundo, Linde, Laécio Mota e José Zeferino (agachados).

14/05/10

O Programa de Produção Orgânica da Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP) e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), em parceria com o Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), visa fomentar a sustentabilidade de agricultores familiares da região Transamazônica/Xingu, Pará, Brasil, baseada em cooperação, manejo orgânico, comércio justo e melhoria de qualidade, gerando valor agregado. O impacto da agricultura no ambiente natural é reduzido e a sustentabilidade da produção na área já cultivada é fortalecida. As famílias melhoram a renda e qualidade de vida sem necessidade de desmatar novas áreas ou de deixar suas propriedades em busca de um futuro melhor nas cidades. Assim sendo, o programa tem efeito direto sobre a conservação florestal na Amazônia.

Um dos aspectos deste programa é o estabelecimento de parcerias comerciais de longo prazo, onde comprador e vendedor desenvolvem uma parceria de comércio justo. Duas parcerias já foram estabelecidas com vendas coletivas consecutivas em 2008 e 2009 de um total de 175 toneladas de cacau. Ambos os clientes, Natura Cosméticos e Zotter Schokoladenmanufaktur, mantém contato direto e tem compromisso com o programa e as famílias participantes. Em consequência disso, a Zotter Schokoladenmanufaktur convidou um grupo de agricultores e técnicos para um estágio na sua fábrica em Riegersburg, Áustria. Seis produtores e três técnicos da CEPLAC e da FVPP, acompanhados por dois cooperantes do DED, viajaram para a Europa em fevereiro de 2010, participando com estande próprio na maior feira de orgânicos do mundo, Biofach (Nuremberg, Alemanha), junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e em seguida passaram um estágio de 10 dias na fábrica de chocolates. A viagem foi apoiada pela Zotter Schokoladenmanufaktur, Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Secretaria de Agricultura do Estado do Pará (SAGRI), Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) e Natura Cosméticos.

Durante a Biofach, no estande do programa foram atendidos vários representantes da indústria chocolateira interessada no cacau da Amazônia, além de cidadãos interessados na cacauicultura familiar. Emissoras de TV, jornais e revistas entrevistaram os participantes. Além disso, o grupo de agricultores representou os fornecedores de cacau no estande da Zotter Schokoladenmanufaktur, visitou os estandes da indústria chocolateira e buscou trocar experiências com produtores de cacau de vários outros países.

O estágio na fábrica de chocolate deu oportunidade de conhecer todo o processo de produção, os padrões de qualidade, além do intercâmbio com os funcionários. Com uma recepção excepcionalmente aberta e gentil, a empresa possibilitou a participação ativa dos visitantes em todas as etapas da produção de chocolate desde a amêndoa até o produto final pronto para o consumidor. Em avaliação final conjunta, ficou claro que a parceria existente com a Zotter foi consolidada pela visita. O caminho do programa junto à Zotter e outros parceiros comerciais se concentrará na busca de um produto diferenciado e de alta qualidade, refletindo as características ecológicas e sociais da região da transamazônica. Os produtores ficaram impressionados com a forma de gerenciamento demonstrado na empresa, caracterizado pela motivação e dedicação de lideranças e funcionários. Ao mesmo tempo, entenderam a importância fundamental do trabalho deles na cadeia produtiva para a qualidade do produto final.

Nos últimos dias da viagem, o grupo visitou orgânicos da Áustria, desde produtores de gado e cereal até um armazém de maçã orgânica. Ficou evidente a importância do incentivo da sociedade e do governo, e da perseverança das associações de produtores, para o sucesso da agricultura orgânica. A existência da agricultura como tradição familiar de gerações, o tamanho das propriedades (média de 20 ha) e o alto grau de mecanização e agregação de valor foram aspectos que chamaram atenção como contraste da realidade da transamazônica.

Texto: Alino Bis, Elisangela Trzeciak, Jedielcio Oliveira, Helmut Weiss, Linde Nobre

Foto: Arquivo DED Brasil

CNS, GTA e Coiab realizam oficina sobre REDD em Belém .  


13/04/10

O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), realizam até o dia 15 de abril, em Belém, o terceiro encontro sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), reunindo lideranças dos movimentos sociais do Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins.

 

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Cooperativa dos Caetés terá trabalho registrado em vídeo do governo paraense .  

membros da cooperativa retiram a polpa de buriti

09/04/10

A Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares dos Caetés (Coomac), sediada no município de Bragança (Pará), fará parte de um vídeo produzido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), autarquia do governo paraense.

As filmagens, que serão realizadas amanhã (10/04), irão registrar o trabalho da cooperativa na extração de óleo de buriti e murumuru, além da comercialização de produtos feitos a partir dos óleos vegetais, como hidratantes e sabonetes. O trabalho conta com a parceria da Cáritas Brasileira Regional Norte e está inserido na Medida de Desenvolvimento "Extrativismo Sustentável de Oleaginosas" do DED.

Ainda neste semestre, a Coomac deve receber, através do Ideflor, uma máquina de prensagem, que permitirá extrair os óleos vegetais com mais eficiência.

Texto e foto: Tiago Araújo (DED Brasil)

Projeto Saúde & Alegria é tema de fórum em Bonn .  


05/04/2010

O Projeto Saúde & Alegria (PSA) foi uma das ações da cooperação Brasil-Alemanha, apresentada durante o Fórum Amazonas, realizado na última semana na cidade alemã de Bonn.

O PSA atua diretamente em três municípios do Oeste do Pará, na região amazônica: Belterra, Aveiro e Santarém (local de sua sede), atendendo aproximadamente 30 mil pessoas, principalmente as populações rurais. As atividades do Projeto Saúde & Alegria vão desde o apoio na defesa das terras de comunidades tradicionais, até ações de saúde e cidadania, possibilitando melhorias na qualidade de vida de milhares de pessoas.

O Projeto, que também conta com o apoio de quatro cooperantes do DED Brasil, terá este ano algumas de suas atividades financiadas pelo Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Planejamento e pela Comissão Européia e Centro Para a América Latina.

Para saber mais sobre o Saúde & Alegria, visite o site www.saudeealegria.org.br

Texto: Tiago Araújo (DED Brasil), com DW e PSA.
Foto: DED Brasil

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DED participa do V Fórum Urbano Mundial .  


Durante a realização do 5o Fórum Urbano Mundial, que está sendo realizado na cidade do Rio de Janeiro até o dia 26, o Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED) teve a oportunidade de apresentar uma de suas experiências realizadas no Nordeste brasileiro.
No último dia 23, a coordenadora do Programa Fomento da Democracia, Heike Friedhoff, apresentou a palestra "O direito à cidade: A luta da rede NUHAB para um plano diretor participativo de Fortaleza".
O Núcleo de Habitação e Meio Ambiente (NUHAB) foi fundado em Fortaleza em 2001 por movimentos sociais, ONGs, grupos da igreja e da universidade que se reúnem em torno de um objetivo comum: a gestão democrática e participativa, o direito à moradia e à cidade.
O maoir desafio do Nuhab até então foi a garantia de um Plano Diretor Participativo, para que incluísse medidas de habitação, criação de espaços públicos, educação, cultura e serviços de saúde principalmente para a população mais pobre.
A união de forças obteve êxito. Em 2004, a nova prefeita da cidade decidiu reiniciar a discussão sobre o Plano Diretor. Após várias discussões com organizações da sociedade, uma proposta de consenso do plano foi aprovada em 2007, que viria a ser votada pela Câmara dos Vereadores de Fortaleza no final de 2008. "Uma das principais conquistas, para os movimentos sociais locais, foi a garantia da proteção da área das favelas (ZEIS - Zonas Especiasi de Interesse Social) contra a especulação imobiliária, além da demarcação de áreas para utilização de planos habitacionais dentro do plano", explica Heike.
Desde a fundação do NUHAB, o DED apoiou a rede de diversas formas. Profissionais alemães, especializados em planejamento urbano, realizaram treinamentos com os membros da organização,além do financiamento do material de divulgação da rede e outras atividades. Um profissional da área de jornalismo,através do programa de profissionais do DED, auxiliou o NUHAB através da melhoria da comunicação entre os membros da rede e dando visibilidade para suas ações.
A experiência de Fortaleza também foi apresentada aos participantes do Fórum através de um vídeo, exibido no stand da Cooperação Alemã.
Fórum - O Fórum Urbano Mundial foi estabelecido pelas Nações Unidas para analisar um dos problemas mais urgentes que o mundo enfrenta hoje: a rápida urbanização e seu impacto nas comunidades, cidades, economias, mudanças climáticas e políticas. Em sua 5ª edição, aproximadamente 20 mil pessoas de 160 países participam do evento. O tema deste ano é "O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido".

Extrativistas discutem situação do litoral paraense.  


RESEX Marinhas do litoral paraense

18/02/10

Qual a situação do litoral da Amazônia e como vive seu povo? Para discutir estas e outras questões, o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) promove a I Oficina das Reservas Extrativistas Marinhas do Pará, no município de Bragança, entre os dias 18 e 20 deste mês. O evento conta ainda com o patrocínio do Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED).

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Fundo vai investir R$ 2 milhões na agroindústria do cacau .  

11/12/09

 

Fonte: Leni Sampaio - Sagri

 

A proposta de investimento do Funcacau, no valor de R$ 2 milhões, foi aprovada na última reunião deste ano do Conselho Gestor do Fundo de Desenvolvimento da Lavoura Cacaueira, realizada na segunda-feira (7), na Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri).


A maior parte dos recursos será aplicada na construção da agroindústria de chocolate no município de Medicilândia, na região da Transamazônica, onde está a maior produção de cacau do Estado. Serão comprados os equipamentos necessários para o Centro de Referência do Cacau, que será inaugurado ainda neste ano, em Altamira, para atender 11 municípios da região.

Kit e capacitação - O Funcacau viabilizará ainda a montagem do kit cacauicultor, composto de uma estrutura para secagem de amêndoas e implementos agrícolas de manejo para famílias de cacauicultores. Os recursos também serão usados na capacitação de produtores e no reforço da capacidade de produção de sementes e prestação de assistência técnica da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).
O Funcacau foi criado em janeiro de 2008 para dar suporte ao Programa de Aceleração do Crescimento da Cacauicultura no Pará, buscando apoiar programas da Ceplac e ações do governo do Estado, voltadas para o desenvolvimento sustentável das regiões produtoras. O Fundo é formado pela taxa de modernização da cacauicultura paraense, no valor de 30 Unidades Padrão Fiscal, paga pelo produtor a cada tonelada de amêndoas exportada. Desde o ano passado foram exportadas cerca de 80 toneladas de cacau orgânico para a Áustria.
O PAC Cacau também objetiva aumentar a eficiência da produção e comercialização do cacau regional e estimular investimentos públicos e privados voltados à verticalização e agroindustrialização do produto.
A reunião teve a participação dos secretários Estaduais de Agricultura Cássio Alves Pereira, que preside o Conselho Gestor do Funcacau, e da Fazenda, Vando Vidal, além do superintendente da Ceplac, Raimundo Melo, do diretor técnico da Emater, Raimundo Ribeiro, e dos representantes da Assembleia Legislativa, deputado Airton Faleiro, e da Federação da Agricultura no Estado do Pará (Faepa), Eliana Zacca.


Rede FAOR Discute Ordenamento Territorial em Seminário .  


01/12/2009

Fonte: Assessoria de Comunicação do FAOR

 

Nos dias 02 e 03 de dezembro na sede da CNBB, em Belém (PA), a Rede FAOR (Fórum Amazônia Oriental) e SDDH, CPT-PA, CIMI-PA, AEBA, UNIPOP e FASE estarão promovendo o Seminário Estadual sobre o Ordenamento Territorial no Pará. O evento será dividido em dois painéis que irão discutir CPI da Grilagem x Programa Terra Legal e o Ordenamento Fundiário e seus Rebatimentos nas Populações Tradicionais e no Clima.

Segundo Luciene Moraes, Secretária Executiva da Rede, o seminário tem por objetivos aprofundar o debate sobre como o governo estadual está executando a regularização fundiária, levando em consideração o processo da CPI da Grilagem e o Programa Terra Legal; dialogar sobre a representação da sociedade civil no Grupo de Acompanhamento e Controle Social do Programa Terra Legal; estudar a Lei 11952 e quais os seus benefícios e os entraves para a regularização fundiária na Amazônia; subsidiar os questionamentos a serem feitos durante a sessão especial na ALEPA (na tarde do dia 03 de dezembro); além de construir/Identificar elementos para a ação política do FAOR através do GT Terra, Água, e Meio Ambiente.


Estarão participando da atividade entidades ligadas aos movimentos sociais dos estados do Pará, Amapá, Tocantins e Maranhão.


 

Especialistas cobram política específica para garantir o desenvolvimento sustentável da Amazônia .  

Fonte: edição de um texto divulgado pelo Fórum Amazônia Sustentável

05.11.2009

O III Encontro Anual do Fórum Amazônia Sustentável, nos dias 28 e 29 de outubro, reuniu empresários, trabalhadores, governos e sociedade civil para discutir as perspectivas do desenvolvimento sustentável na região amazônica. Na abertura do evento, o diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, Ignacy Sachs, ressaltou que o trabalho do Fórum ao promover o debate quadripartite é uma das maiores contribuições para se chegar a um modelo de desenvolvimento na região que seja sustentável do ponto de vista ambiental, e econômico e includente em relação à população. "Se persistir o modelo econômico que predominou na região nas últimas décadas, a miséria tende a aumentar na Amazônia e, em breve, serão as pessoas que estarão ameaçadas de extinção", alertou Sachs.

"Com 25 milhões de habitantes e a maior biodiversidade do planeta, a Amazônia tem condições de se tornar um laboratório para as sociedades do futuro. Considerado um dos mais destacados pensadores do desenvolvimento sustentável da atualidade, Ignacy Sachs defendeu que a busca de desenvolvimento sustentável na região é fundamental não só para o Brasil, mas para o planeta, que depende do futuro da floresta para manutenção de condições de sobrevivência, principalmente diante das ameaças das mudanças climáticas.

Sachs acredita que os caminhos para aplicar o modelo de "biocivilização moderna" à Amazônia dependem de medidas que passam desde a regularização fundiária até a revisão dos sistemas de transporte. Turismo sustentável e valorização da biodiversidade seriam outras formas de gerar trabalho e renda na região.


Ignacy Sachs também afirmou que é preciso haver uma revolução tecnológica a partir de investimentos maciços e estímulo à educação científica. "Ao discutir o futuro da Amazônia, temos que olhar todo o leque de tecnologias, desde as mais simples até as mais futuristas", disse. Ele apontou ainda para a necessidade de investimentos em pesquisa sobre a biodiversidade, a implementação efetiva do Zoneamento Econômico Ecológico e a exigência de certificação para os produtos florestais.

Empresas - Com representação de grandes empresas, o Fórum Amazônia Sustentável está se tornando um aglutinador de propostas para rediscutir o desenvolvimento na região. Para Yuri Feres, da rede Wall Mart, a Amazônia é estratégica, mas falta informação sobre como agir. "Por isso nos unimos ao Fórum e esperamos contribuir para a sustentabilidade". Para Fábio Abdala, da Alcoa, os empresários poderão agregar qualidade às propostas de desenvolvimento da região amazônica.

Fórum Amazônia Sustentável pede em Belém que Lula use sua liderança pelo Acordo Climático Global
Reunido em Belém nos dias 28 e 29.10.2009, em seu III Encontro Anual, o Fórum Amazônia Sustentável assinou nesta quinta-feira uma carta pedindo ao presidente Lula que assuma seu papel de líder mundial e que possa conclamar os governos de todo o mundo por um acordo climático global ambicioso, justo e com força de lei durante a Conferência do Clima em Copenhague (COP15) no final do ano.

O Fórum Amazônia Sustentável alerta o governo para o risco de fracasso da conferência do clima da qual se espera que saia um compromisso real de todas as nações para enfrentar as mudanças climáticas que ameaçam a segurança do planeta. A carta considera que as recentes declarações de líderes mundiais no sentido de que as posições dos governos em relação ao clima sejam adotadas de modo voluntário pelos países possam minar qualquer possibilidade de um acordo climático efetivo.

O documento afirma que é um equívoco adiar os compromissos das nações para diminuir as emissões de gases de efeito estufa (causadores do aquecimento global) e começar o processo de adaptação aos efeitos das mudanças no clima que já afetam milhões de pessoas em vários países.

O Fórum acredita que o apoio de Lula é fundamental para que o acordo do clima não se resuma a uma carta de boas intenções, mas que seja um compromisso com força de lei internacional. Lembrando o discurso feito por Lula na última Assembleia Geral das Nações Unidas, o texto pede que ele diga aos demais líderes políticos internacionais que é inaceitável adiar as decisões que devem ser tomadas em Copenhague.

 

UNESCO lança cartilha de DH para mídia comunitária .  

Além de Direitos Humanos, publicação online trata de cidadania e temas como violência familiar

Fonte: site da Unesco no Brasil

O Setor de Comunicação da UNESCO no Brasil e a Oboré acabam de lançar uma cartilha e uma série de spots para rádio sobre direitos humanos destinados a profissionais e colaboradores de radiocomunitárias. Disponível exclusivamente em versão digital, para download gratuito, a cartilha "Direitos Humanos na Mídia Comunitária - A cidadania vivida no nosso dia a dia" apresenta, em 38 páginas, noções básicas sobre direitos civis, políticos e sociais, entre outros temas.

 

 

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Comunitários aprendem o manejo de açaizais nativos .  


Com informações da SEMMA

08/10/2009

A Secretaria Municipal de Mineração e Meio Ambiente de Itaituba realizou, nos últimos dois meses, em parceria com o DED, cursos em manejo de açaizais nativos em três comunidades rurais do município. Esse treinamento, que contou com a participação de mais de 100 pessoas, teve como objetivo principal disseminar técnicas para a otimização da produção de frutos.


A tecnologia de manejo de açaizais nativos possibilita que a produtividade seja dobrada, garantindo, anualmente, até oito toneladas de fruto por hectare. Enquanto os sistemas não-manejados propiciam uma renda líquida de R$ 400/hectare, é possível, a partir do 3º ano, obter até R$ 900/hectare nas áreas onde é desenvolvido o manejo.


O palestrante do curso, Wyncla Aguiar, explica que a técnica ajuda também na proteção dos igarapés da região. Segundo ele, com a aplicação do manejo proposto, as áreas de várzeas se tornam mais produtivas e, em função disto, mais valiosas. Essa valorização dos frutos, além de incrementar a renda familiar, evita a supressão dos açaizais, ecossistemas super pressionados pela indústria palmiteira.
Esse manejo, que visa principalmente à retirada das chamadas plantas concorrentes, que ficam próximas aos açaizais, propicia a entrada de mais luz e aumenta a disponibilidade de água e nutrientes para as árvores. Esse processo faz com que elas se desenvolvam de forma mais sadia, favorecendo uma produção melhorada de cachos de açai.


Esse trabalho conseguiu atender às demandas de algumas das comunidades que possuem potencialidade em relação à produção do fruto do açaí. No entanto, percebe-se a necessidade de se estender esse serviço a outros grupos que apresentam características semelhantes. Levando em conta esses aspectos e o sucesso dos cursos realizados, que foram muito bem aceitos pelos comunitários, o projeto deverá contemplar, no futuro, um número ainda maior de produtores.

Mapa Amazônia Brasileira 2009 é lançado durante Congresso .  

Com informações do ISA

06/10/2009

 

Atualizado até junho de 2009, o mapa retrata a complexidade socioambiental da Amazônia Legal com 309 Unidades de Conservação federais e estaduais e 405 Terras Indígenas em detalhes. O lançamento foi durante o 6º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação.

No site do ISA, você pode baixar o mapa (em inglês e português).

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Agricultores do Semiárido reúnem-se em Pernambuco .  


Cerca de 150 pessoas vindas de dez estados do País devem participar do Encontro

Fonte: ASACom

21/09/2009

 

Agricultores e agricultoras de dez estados do País estarão reunidos nos dias 21, 22 e 23, em Camaragibe, Pernambuco, no 1º Encontro de Agricultoras e Agricultores Experimentadores do Semiárido.

O objetivo é discutir as políticas públicas de segurança alimentar e de convivência com o Semiárido, além de promover a troca de saberes e discutir as abordagens metodológicas sobre a construção coletiva do conhecimento agroecológico.

De acordo com o coordenador executivo da ASA, Luciano da Silveira, esse encontro busca revalorizar o papel histórico dessas famílias na construção do conhecimento para convivência com o Semiárido, à medida que elas utilizam os recursos locais disponíveis, se adequam às especificidades ecológicas, sociais e econômicas de cada região.

Na programação do evento estão previstos momentos de integração, plenárias, trabalhos em grupo e uma feira de saberes e sabores. A feira, que será realizada no térreo da Prefeitura do Recife, será o grande momento de integração com a sociedade local. Ela acontecerá no dia 23, das 6h até as 11h. As demais atividades do encontro iniciarão na manhã do dia 21 e encerram na tarde do dia 22.

O Encontro também se caracteriza como um momento preparatório ao VII Encontro Nacional da ASA (EnconASA), que será realizado em novembro, em Juazeiro, na Bahia, quando será celebrado os 10 anos da Articulação.

Além dos agricultores, técnicos e representantes do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Petrobras, da Rede de Tecnologia Social (RTS) e da Fundação Banco do Brasil participarão do Encontro.

O I Encontro de Agricultoras e Agricultores Experimentadores do Semiárido é uma realização da Articulação no Semi-Árido Brasileiro.

SERVIÇO:
O QUE: I Encontro de Agricultoras e Agricultores Experimentadores do Semiárido
QUANDO: 21 a 23 de setembro de 2009
ONDE: Hotel Campestre de Aldeia, KM 13, Aldeia - Camaragibe/PE

O que é a ASA?
A Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) é uma rede formada por cerca de 750 entidades da sociedade civil que trabalha na promoção e implementação de políticas públicas adequadas à região através de uma proposta de convivência com o Semi-Árido assentada nos seguintes eixos: promoção da agricultura familiar de base agroecológica; respeito às etnias; valorização do conhecimento dos agricultores e das agricultoras; promoção das relações eqüitativas de gênero; democratização do acesso à terra e à água; combate à desertificação; e educação para a convivência com o Semi-Árido.
Fazem parte dessa rede, diversos segmentos da sociedade, como sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, associações de agricultores e agricultoras, cooperativas de produção, igrejas católicas e evangélicas, ONGs de desenvolvimento e ambientalistas, entre outros. A ASA tem como missão 'fortalecer a sociedade civil na construção de processos participativos para o desenvolvimento sustentável e a convivência com o Semi-Árido, referenciados em valores culturais e de justiça social'.

Pnad 2008: Mercado de trabalho avança, rendimento mantém-se em alta, e mais domicílios têm computador com acesso à Internet .  

21/09/2009

Fonte: IBGE

 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) constatou diversos avanços no mercado de trabalho brasileiro, em 2008, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. De 2007 para 2008, o contingente de trabalhadores cresceu 2,8%, totalizando 92,4 milhões de pessoas de dez anos ou mais de idade, impulsionado pelo setor da construção civil (crescimento de 14,1%), que gerou cerca de 900 mil novos postos de trabalho em todo o país. A formalização também foi destaque, com ampliação dos empregados com carteira assinada, de 33,1% dos ocupados em 2007 para 34,5% em 2008, ou seja, um acréscimo de 2,1 milhões de pessoas nessa categoria - o que resultou, por exemplo, numa elevação de 5,9% entre os contribuintes da Previdência. Também melhorou a escolaridade dos trabalhadores: o contingente de ocupados com 11 anos ou mais de estudo passou de 39,0%, em 2007, para 41,2%, em 2008.

 

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Pesquisador do Ipea diz que desigualdades sociais estão "cristalizadas" na educação .  

15/09/2009

Fonte: Agência Brasil

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),Jorge Abrahão, apresentou diversos dados de acesso ao ensino que mostram que algumas camadas da população estão sempre "atrasadas" em relação ao restante. Se na área urbana o percentual de analfabetos é de 4,4%, na rural ele sobe para 23%.

 

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FAOR organiza ato público contra hidrelétrica no Pará .  

13/09/2009

Com informações da Assessoria da Comunicação da Rede FAOR

 

Nesta terça-feira (15 de setembro), às 18h, no espaço CENTUR, em Belém/PA, acontecerá uma Audiência Pública sobre a construção da hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. Para garantir uma grande mobilização da sociedade civil nesse momento, a Rede FAOR (Fórum Amazônia Oriental) e a Comissão de Articulação do Conselho Internacional (CI) do Fórum Social PanAmazônico (FSPA) realizarão um ato de solidariedade aos povos do Xingu, as 16h, em frente ao local.

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Meio ambiente é pauta de curso oferecido a comunicadores da Amazônia .  

20 de agosto

 

Belém (PA) sediará, de 07 a 18 de setembro, um curso básico de Jornalismo Ambiental, que faz parte de um projeto desenvolvido pela DW-AKADEMIE, um centro internacional de capacitação de profissionais de mídia da Deutsche Welle, empresa de comunicação internacional da Alemanha. A iniciativa, que prevê a realização de três cursos no triênio 2009 a 2011, acontecerá numa parceria com o DED, com o Centro de Comunicação e Educação Popular (CEPEPO) e com o Fórum em Defesa das Rádios Comunitárias (FDRC).

O curso-oficina é dirigido a 12 comunicadores e radialistas da Amazônia envolvidos com a democratização dos meios de comunicação social e preocupados com a questão ambiental da região. O objetivo é motivar uma abordagem ainda mais qualificada sobre a temática do meio ambiente nas rádios.

As matérias do curso-oficina são:


o Introdução aos conceitos básicos de ecologia, meio ambiente e jornalismo ambiental.
o Análise do modelo econômico e desenvolvimentista atual, da globalização e de suas consequências.
o A internet como recurso jornalístico, conceitos básicos de Web, a internet como plata-forma de comunidades temáticas e prática investigativa online.
o Introdução ao planejamento, em geral, e ao planejamento de programas de rádio;
o Introdução à teoria de formatos radiofônicos, como vox-pop, entrevista, spot, mini-reportagem e mesa-redonda.
o Produção de spots, mini-reportagens e mesas-redondas com enfoque na questão ambiental.
o Introdução à teoria e prática geral da comunicação e da linguagem popular.

Serviço
Data: 07 a 18 de setembro de 2009
Local: CNBB - Trav. Barão do Triunfo, 3151, Marco, Belém, PA - Tel.: 91.3266.0055 / 0062
Contato - Janina Budi (91 - 3261.4334 - Cel.: 91- 8828.7589)

 

Minc diz que licenciamento ambiental da BR-317 sai até a próxima semana .  

 

13 /08/2009

Texto: Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil



Brasília - A licença prévia ambiental para as obras da BR-317, na Amazônia, deve sair até segunda-feira (17). A informação é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participa de reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado. Segundo ele, essas obras não representarão grande impacto ambiental na região.

Quanto ao licenciamento da BR-319, também na Amazônia, Minc informou que o licenciamento está em curso. Ele destacou que o governo criou um grupo de trabalho, composto por técnicos dos ministérios das Cidades, dos Transportes e do Meio Ambiente, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes, que condicionou o andamento das obras dessa rodovia à prévia instalação de unidades de conservação ambiental.

Carlos Minc disse ainda que, nesse caso, o Executivo não quer repetir o erro na liberação das obras da BR-163, executadas sem a prévia instalação das unidades de conservação. "O que se viu foi que o desmatamento nas margens dessa rodovia quadruplicou depois de realizadas as obras porque as unidades de conservação não foram previamente instaladas", lembrou o ministro.

Ele comentou o processo de licitação que definirá as empresas responsáveis pela construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro. Minc ressaltou que as exigências ambientais postas pelo ministério não interrompem o andamento da licitação e que a principal exigência, que é a definição do local onde se depositará o lixo atômico, já está praticamente acertada.

Outro assunto levantado no debate com os senadores foi a atuação da pasta nas obras de transposição do Rio São Francisco. O ministro informou que já foi costurado um acordo dentro do governo federal de que os recursos destinados às obras de interligação das bacias serão os mesmos investidos na revitalização do São Francisco. "Isso significa mais dinheiro para obras de saneamento básico, reflorestamento, tratamento dos esgotos das cidades ribeirinhas, turismo e educação ambiental", afirmou.

Carlos Minc também anunciou que em breve o governo colocará em execução um plano nacional para reduzir o lançamento de esgotos nos rios. Ele ressaltou que as medidas em discussão pretendem reduzir significativamente o lançamento de detritos nos rios, principais responsáveis pela poluição observada hoje.

Outra decisão tomada a partir de negociações entre os ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes diz respeito a manter a navegabilidade dos rios onde são construídas usinas hidrelétricas. O ministro afirmou que, a partir de agora, construções de eclusas que permitem a navegação serão realizadas concomitantemente com as obras das usinas. "Isso vai gerar economia de recursos no transporte de cargas e reduzir a emissão de enxofre na atmosfera" [lançado por automóveis].


FAOR participa do encontro Pan-Amazônico .  


Foto produzida por Matheus Otterloo

27/07/2009

 

Por Janina Budi - cooperante do DED no Fórum Amazônia Oriental (FAOR)

 

O encontro Pan-Amazônico, que deu continuidade ao processo de rearticulação dos movimentos sociais da região amazônida, iniciado durante a construção do Fórum Social Mundial 2009, ocorreu em Belém (PA), de 14 a 17 de julho. Participaram da iniciativa, 135 pessoas de 86 entidades da Amazônia Legal, entre integrantes do FAOR de toda a Amazônia Oriental, e representações do Suriname, Guiana Francesa, República Cooperativa de Guiana, Bolívia, Peru e Venezuela.

O evento culminou com a reconstituição do Conselho Pan-Amazônico, que irá preparar o V Fórum Social Pan-Amazônico rumo ao FSM 2011, no Senegal, na África. Durante o encontro, também foi elaborado, de forma participativa, um manifesto público. Nele, os representantes se posicionaram, entre outras coisas, contra o sistema capitalista guiado pelo lucro e não pela satisfação das necessidades humanas, e afirmam a importância de se respeitar os direitos dos povos tradicionais. Outro encaminhamento, foi que a Articulação Pan-Amazônica participará, de maneira coletiva, da Semana de Mobilização Global de Luta pela Mãe Terra e contra a Colonização e a Mercantilização da Vida, que acontecerá em todo o mundo 12 a 18 de outubro.

A abertura do encontro da Pan se deu em solidariedade aos povos indígenas da Amazônia peruana. Duas representantes do povo Ashaninka fizeram um relato sobre o massacre de um grupo de indígenas que estava protestando, de forma pacífica, contra a exploração dos recursos naturais da Amazônia peruana por empresas particulares. O caso ocorreu no dia 4 de junho deste ano.

Durante o encontro, foram abordas as temáticas transversais do racismo e do machismo e, como, na visão da população negra e indígena, elas estruturam as desigualdades sociais na região. Os eixos temáticos trabalhados, e que terão continuidade no V FSPA, foram: migrações humanas, terra e território, mineração e matrizes energéticas.

Na avaliação das representantes do FAOR, o destaque do encontro Pan-Amazônico foi a troca de experiências sobre problemáticas que acontecem em todas as regiões: ¨Por exemplo, existe muito em comum entre os efeitos negativos da mineração no Peru e no estado do Amapá¨, constatou Maria das Dores do Rosário Almeida (Instituto de Mulheres Negras do Amapá - IMENA). Outro elemento importante foi a oportunidade de conhecer as realidades de outros países que fazem parte da Amazônia. ¨Isso dá uma nova dimensão às nossas lutas, já que existem várias possibilidades de convergências, especialmente nas áreas gênero, meio ambiente e populações tradicionais¨, opinou Gláucia Rezende (Fórum Carajás). Já o representante da Guiana Francesa, Jean-Michel Aupoint, da União dos Trabalhadores e Organização Guianense de Direitos Humanos, destacou alguns desafios postos: ¨Precisamos fortalecer, mais ainda, a presença de entidades da Venezuela, Bolívia, Colômbia e Equador, que é pouca em comparação à participação brasileira, porque elas podem dinamizar ainda mais as discussões¨.

O FAOR continuará a fortalecer a articulação a partir dos seus novos representantes no Conselho Pan-Amazônico: Bernadete Aparecida Ferreira (Casa 8 de março/ TO) e Jorge Coutinho Vasconcelos (FAMCOS/ PA), que contribuirão em pautar o Pan dentro da rede.

 

Leia, abaixo, uma entrevista com Matheus Otterloo, integrante da ONG FASE, sobre o Encontro da PAN, e o manifesto produzido durante o evento.


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IX Assembléia Geral da COIAB elege nova diretoria do CONDEF e cria a União das Mulheres da Amazônia Brasileira .  


Fonte: COIAB

22/07/2009

 

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) iniciou nesta segunda-feira, dia 20, na aldeia Krikati São José, no estado do Maranhão, sua IX Assembléia Geral, que este ano comemora os 20 anos da entidade. O principal objetivo do evento é deliberar sobre a proposta de avaliação do movimento indígena amazônico, revisão e aprovação do estatuto, eleição dos novos coordenadores da COIAB e ainda a discussão da conjuntura política indígena, direitos humanos, impacto de mega projetos nas terras indígenas e mudanças climáticas, dentre outros.

Uma apresentação do povo Krikati, anfitriões do evento, deu as boas-vindas aos participantes e antecedeu a mesa de abertura, que contou com a participação do atual coordenador geral da entidade Jecinaldo Sateré Mawé; o vice coordenador Marcos Apurinã; o presidente do CONDEF, Agnelo Xavante; o coordenador-tesoureiro, Kleber Karipuna; o Presidente da Funai, Márcio Meira; o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Zé de Santa; o representante da Coordenação das Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA) Lourenço Krikati; a coordenadora geral da recém-criada União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), Conserlei Sumpré Xerente. Além dos representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica (COICA), José V. Muiba (Bolívia), Juan Carlos Juntiachi (Equador), Diego Escobar (Colômbia); e do Cacique José Krikati, maior autoridade local, que abriu oficialmente o encontro.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), instância nacional das organizações indígenas regionais de todo país, da qual a COIAB faz parte, também participa do encontro, representada pelo coordenador da APOINME e pelo representante da Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e região (ARPIPAN), Nito Guarani.
Mulheres Indígenas.

Durante o período de preparação da Assembléia, na véspera do encontro, já na aldeia São José, aconteceu o III Encontro de Mulheres indígenas da Amazônia, no qual foi definida a criação de uma organização autônoma de mulheres, que atuará de forma independente, em estreita parceria com a COIAB, e que foi denominada União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira - UMIAB.

Foram eleitas para a UMIAB : Concerlei Sumpré Xerente (coordenadora-geral). Edilene Krikati (vice-coordenadora), Matilde Madikai (coordenadora), Letícia Luiza Yawanawa (coordenadora). A iniciativa para a criação da nova organização nasceu a partir do Departamento de Mulheres da COIAB, coordenado por Maria Miquelina Machado Tukano. "Este foi um dos maiores avanços das mulheres indígenas da Amazônia na última década, mas precisamos sempre melhorar e qualificar o trabalho. A UMIAB me deixa bem animada e motivada quanto a isso. A nossa nova organização veio para somar com o trabalho que já vem sendo feito pela COIAB com as mulheres indígenas", afirmou.

A UMIAB terá como primeiro desafio se firmar junto aos parceiros do movimento indígena e buscar recursos para as ações da organização, que inicialmente funcionará na sede da COIAB em Manaus, onde todas as coordenadoras irão trabalhar, com exceção da representante que será responsável pelas articulações em Brasília. Para o cargo foi eleita Geici Mura, do Amazonas.
Eleição do Conselho Fiscal.

No mesmo período houve também a eleição do Conselho Deliberativo Fiscal (CONDEF), que discutiu uma proposta de novo Estatuto para a COIAB, que será apreciado durante a assembléia. O CONDEF é o responsável pela fiscalização e aplicação dos recursos financeiros da COIAB. Para a nova diretoria foram escolhidos Agnelo Xavante, reeleito para a presidência; Letícia Luiza Yawanawa, vice-presidente; Ivan Guarani, secretário-geral e Maximiliano Tukano, assessor do presidente.

Agnelo disse estar satisfeito com a reeleição, fez uma análise do último mandato e falou do que espera de agora em diante "Nos últimos anos precisei pressionar bastante para melhorar a atuação e participação do CONDEF nos assuntos da COIAB. Minha intenção agora é buscar, junto com os novos conselheiros, ainda mais rigidez no cumprimento das deliberações do conselho para podermos melhorar ainda mais. Até um ano e meio atrás, tive muita dificuldade em fiscalizar a aplicação de recursos, o que já melhorou 50 por cento de lá pra cá. Agora temos que chegar a 100 por cento com total transparência na entrada de recursos nas organizações, o que precisa ser informado pelos coordenadores ao CONDEF. A minha expectativa é avançar nisso, para podermos enfrentar os novos desafios", afirmou.

Após um primeiro dia de muito trabalho, a dança dos guerreiros Xavante fechou a noite em grande estilo, preparando os ânimos para a semana.

Com crise, mundo regride na luta antifome .  

08/07/2009

Fonte: PNUD

Proporção de subnutridos cresce nos países em desenvolvimento após alta dos alimentos; crise faz redução da pobreza enfraquecer, diz ONU.

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Trabalho e Família: rumo a novas formas de conciliação com co-responsabilidade social .  

22/06/2009

Fonte: PNUD

Nunca tantas mulheres participaram do mercado de trabalho na América Latina, mas elas têm de aceitar condições piores que os homens no emprego, diz relatório do PNUD em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Acesse a matéria produzida pelo PNUD e o relatório na íntegra.

 

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Empreedimentos familiares da Caatinga recebem apoio em gestão .  


Capacitação atingirá 420 famílias de sete estados do Nordeste

15/06/2009

Começa a ser desenvolvido a partir desta semana o Projeto "Apoio à Gestão dos Empreendimentos Coletivos da Agricultura Familiar (AF) do Bioma Caatinga", resultado de uma parceria entre o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Centro de Apoio aos Microempreendedores (CAM). A iniciativa visa desenvolver um sistema de resolução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos em 42 empreendimentos da AF de sete estados do Nordeste, estimulando uma cultura de sustentabilidade.

A expectativa é que o projeto promova a competitividade desses empreendimentos coletivos, através da potencialização da capacidade que eles têm de agregar valor aos seus produtos, sem perder de vista as crescentes exigências do mercado, como a restrição sobre impactos ambientais e a certificação de origem, entre outras. Trinta e quatro municípios serão atendidos pela iniciativa, que atingirá diretamente 420 famílias. Os estados beneficiados pela proposta serão Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Os empreendedores contarão com a assessoria de uma equipe multidisciplinar contratada pelo CAM, que, inclusive, estará reunida, durante toda esta semana, no Cabo de Santo Agostinho/PE, numa oficina com o MDA e com outra entidade parceira, a Casa Verde, para discutir a metodologia utilizada na implementação do projeto e o planejamento do cronograma de atividades.

A responsabilidade pela implementação do Projeto

O CAM é uma OSCIP(Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Em seus 17 anos de atuação, já capacitou aproximadamente 10.200 pessoas, no Norte e Nordeste do País, através de metodologias/ferramentas participativas, com enfoque na gestão de empreendimentos individuais e coletivos.

Com escritórios no Recife (PE) e em Natal (RN), a organização tem parcerias nos níveis local, nacional e internacional, que ocorrem tanto com organizações da sociedade civil, quanto com o governo e com agências da cooperação internacional, entre elas o DED.

 

Moradia é tema de Seminário Internacional no Recife (PE) .  

04/06/2009

 

Representantes de movimentos populares de moradia de cinco países da América Latina estarão reunidos no Recife (Pernambuco) para o Seminário Latino Americano de Vivência Popular, que acontecerá entre os dias 9 e 11 de junho. Líderes dos movimentos da Argentina, Uruguai, Venezuela, Peru e Brasil já confirmaram presença no encontro, que conta com o apoio do DED.

O evento será realizado pela União Nacional por Moradia Popular e terá em sua programação mesas de discussão, oficinas temáticas, debates e dinâmicas de grupo. A abertura, no dia 9, será marcada por uma caminhada, que percorrerá algumas das principais ruas da cidade até a Câmara Municipal do Recife.

As atividades seguem no segundo dia do seminário com uma mesa de discussão sobre o Balanço das Políticas de Habitação e Solo Urbano na América Latina, pela manhã, e um Painel Latino Americano sobre as Lutas por Políticas de Habitação, à tarde. Nesse dia, acontecerão, também, alguns debates, ligados à moradia popular.

No terceiro e último dia do encontro, serão abordados sete temas referentes à moradia: "Propriedade cooperativa, regularização fundiária e auto-gestão", "Acesso digno à terra urbanizada", "Organização do pós-ocupado", "Gestão social e econômica da produção da moradia", "O lugar da autogestão nas políticas de habitação, "Ferramentas de luta por terra e moradia" e "Avanços e Limites na participação popular e gestão democrática". Na ocasião, acontecerá a aprovação de uma Carta Compromisso.
A expectativa é de que representantes do Paraguai, Bolívia, Equador, Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Chile, México, Costa Rica e Republica Dominicana também compareçam ao Seminário.

12º Encontro - Seguindo o mesmo tema de discussão, acontecerá também o 12º Encontro da Secretaria Latino Americana de Moradia Popular (SELVIP), que é uma rede latino-americana formada por organizações sociais de hábitat no Brasil, Uruguai e Argentina. O evento reunirá cerca de 250 lideranças dos 15 países participantes e acontecerá nas cidades de Caruaru e Recife (Pernambuco), entre 12 e 14 de junho.

O primeiro dia será de atividades na cidade de Caruaru, onde acontecerá uma análise de conjuntura política, social e econômica e da luta pela moradia na America Latina. Os participantes farão uma visita a alguns pontos da cidade e rertonarão ao Recife, à noite.
O encontro seguirá no dia 13, no Recife, sendo iniciado com uma mesa de debate sobre "A SELVIP e a defesa da propriedade coletiva e da autogestão". Os representantes visitarão algumas comunidades e ocupações do Recife e a cidade de Olinda. Na ocasião, serão realizadas, ainda, uma atividade de planejamento do Fórum Urbano Mundial, Fórum Social Mundial, Dia Mundial do Habitat
e algumas definições sobre o 13º Encontro da SELVIP. No dia seguinte, o evento será encerrado.

 

Mulher, comunicação e poder na pauta do Fórum da Rede Mulher e Democracia .  

21/05/2009

A Rede Mulher e Democracia realiza o seu 8º Fórum Permanente, com o tema MULHER, COMUNICAÇÃO & PODER. O evento acontecerá de amanhã até o próximo sábado (30/05), em Lauro de Freitas, na Bahia.

Além dos debates internos, dois momentos serão abertos ao público. O primeiro, acontecerá nesta quinta-feira (28), durante o painel "Mulher e Poder", que terá como expositoras Cristina Buarque, secretária da Mulher de Pernambuco, e Mônica Elbachá, secretária Especial da Mulher do município de Lauro de Freitas.

O outro momento que poderá contar com a participação de diferentes públicos será o painel "Mulher Comunicação & Poder", que ocorrerá no dia 30. O tema será abordado por estudiosas nessa área. A atividade também irá pautar a Conferência Nacional de Comunicação, prevista para dezembro deste ano.

Na mesa do painel (das 8h às 12h) estarão Glória Rabay (professora da Universidade Federal da Paraíba, doutora em Sociologia), discutindo o tema "Visibilidade, imagem pública e eleições de mulheres", Ana Maria Veloso (professora de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco), expondo sobre "Comunicação Feminista e Plano Nacional de Políticas para as Mulheres", e Janna Greve (cientista política e bolsista do DED para a Rede Mulher & Democracia), que tratará sobre "Meios de Comunicação Livres e Alternativos e a Participação das Mulheres nesses Espaços".

Conheça o projeto Mulher e Democracia
www.mulheredemocracia.org.br

Acesse a programação completa do encontro

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Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo (APOINME) lança informativo.  

 

 

O objetivo do jornal é contribuir para uma melhor articulação entre os indígenas do Leste e Nordeste.

Boa Leitura!

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INDÍGENAS APRESENTAM NOVO TEXTO PARA ESTATUTO .  

12/05/2009

 

Mais de mil indígenas, de 130 povos, participaram do 6º Acampamento Terra Livre (ATL), de 4 a 8 de maio, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A mobilização teve como foco principal a aprovação de uma proposta de texto para o novo Estatuto dos Povos Indígenas. Os debates ocorridos durante esses dias serviram para que fossem feitas algumas alterações no documento elaborado pela Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), da qual participam indígenas, organizações indigenistas e representantes de órgãos do Executivo.

Para produzir o texto inicial, a CNPI sistematizou as discussões ocorridas em reuniões de 10 regionais, durante o segundo semestre de 2008. Esses encontros contaram com a participação de mais de mil indígenas de todo o país, que reivindicam grandes mudanças no Estatuto, que está em vigor desde 1973.

É proposto, por exemplo, que o novo texto elimine termos ultrapassados como "silvícolas" ou "tribos", que transmitem uma idéia de "estágio inferior de desenvolvimento". Em relação à exploração mineral e de recursos hídricos, os indígenas reivindicam o direito de veto quando os projetos afetarem as terras onde vivem.

A tramitação do Estatuto está parada há 15 anos no Congresso Nacional. Para a retomada do debate sobre o tema, os indígenas realizaram uma audiência pública no Senado Federal, no dia 7 de maio. Alguns senadores e deputados federais, na audiência ou durante visita ao Acampamento, comprometeram-se a acompanhar os projetos em tramitação que afetam os povos indígenas e a voltarem a debater o Estatuto.

 

Fonte: Site do Cimi (texto com edição)

DED apóia Seminário sobre Mobilização de Recursos (CE) .  


Cerca de mil indígenas de todo o país devem se reunir no AcampamentoTerra Livre, em Brasília .  

30/04/2009



O Acampamento Terra Livre, evento principal do movimento indígena no Brasil, acontecerá, de 04 a 08 de maio, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Cerca de mil indígenas de todo o país devem participar da mobilização, que será a última instância de aprovação da proposta para o novo Estatuto dos Povos Indígenas. O documento, elaborado por indígenas de todas as regiões e pelo Governo Federal, no âmbito da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), será discutido pela plenária do Acampamento. Se for aprovado, o texto será enviado ao Executivo, seguindo posteriormente para o Congresso Nacional. Há mais de 14 anos a tramitação do Estatuto está parada no Congresso.

Outros pontos discutidos durante o evento serão os territórios indígenas (demarcação, proteção, desintrusão e sustentabilidade); as 19 condicionantes instituídas pelo Supremo Tribunal Federal por ocasião do julgamento da homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol e a violência e criminalização contra os povos indígenas. Serão abordados, ainda, temas como saúde indígena, educação escolar indígena e o fortalecimento do movimento indígena nacional.

O Acampamento Terra Livre é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - Apib (formada pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - Coiab; Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo - Apoinme; Articulação dos Povos Indígenas do Sul - Arpinsul; Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e região - Arpipan; Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste - Arpinsudeste e Aty Guasu ) e pelo Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas - FDDI (Conselho Indigena de Roraima - CIR, Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro - Foirn, Centro de Trabalho Indigenista - CTI, Conselho Indigenista Missionário - Cimi, Instituto de Estudos Socioeconômicos -Inesc, Instituto Sociambiental - Isa, Conselho de Missão entre Índios - Comin, Associação Nacional de Ação Indigenista - Anai, Associação Brasileira de Antropologia - ABA, Operação Amazônia Nativa - Opan e Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas).

 

Cooperação Alemã participa de Feira Internacional .  

11/03/2008

Por: Anna Boehm - bolsista do DED Brasil

 

São Paulo - Organizações alemãs executivas do Ministério de Cooperação e Desenvolvimento (BMZ ) estão reunidas, de 12 a 15 de março, na Feira internacional Ecogerma. O evento envolve tanto atores estatais dos governos alemão e brasileiro como do setor privado dos dois países. Entre outras temáticas, a feira dedica-se às energias renováveis, à proteção e o uso sustentável da selva amazônica e a responsabilidade social empresarial.

Além de produtos de alta tecnologia, como carros ecológicos e usinas eólicas, vão ser apresentados produtos de uso cotidiano, como cosméticos e roupas feitas de materiais novos e orgânicos. Paralelo ao evento, acontecerão vários simpósios, que aprofundarão essas temáticas-chave.

Na Ecogerma, as organizações DED, GTZ, KfW, DEG, InWEnt e CIM apresentam suas atividades e focos temáticos num único material publicitário. Essa proposta de comunicar de um jeito homogêneo o trabalho do BMZ no Brasil é coordenada pela Embaixada Alemã. Iniciativas similares estão sendo realizadas na Bolívia e na Nicarágua. Do Ded estará presente na Ecogerma o novo Diretor no Brasil, Dr. Karl Ahlers.

Serviço:
O Evento acontecerá na avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387
Santo Amaro, São Paulo.
Quinta Feira até Sábado: 10h - 20h

Habitafor promove a construção participativa do Plano Habitacional para a Reabilitação da Área Central de Fortaleza .  

27 de fevereiro

Por Caroliny Braga e Anja Nelle

 

 

 

 

 

 

O Desenvolvimento de um Plano Habitacional para o Centro de Fortaleza tem como principal objetivo a elaboração de uma estratégia de atuação para restabelecer a habitação nessa área da cidade. Desde a década de 90, o Centro sofre um processo de degradação ambiental e de esvaziamento residencial. O bairro possui infra-estrutura e possibililidades de trabalho, porém, hoje, há edificações vazias e terrenos provenientes de demolições ocupando vários trechos.

O "Plano Habitacional para Reabilitação da Área Central de Fortaleza" está sendo desenvolvido com base no "Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais", da Secretaria de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, instalado desde 2003, e que funciona com o financiamento da Caixa Econômica Federal. No caso de Fortaleza, a Fundação de Desenvolvimento Habitacional - Habitafor- além de captar os recursos necessários, ficou responsável por acompanhar a elaboração do documento. A cooperante do DED Anja Nelle, que trabalha na Célula de Projetos Especiais da Fundação, desde 2007, faz parte da equipe técnica responsável por esse processo.

O plano está sendo concebido em três etapas, envolvendo participantes das diferentes secretarias, da sociedade civil e da população que trabalha, mora ou está interessada em morar no Centro. As primeiras duas etapas estão concluídas. A última inclui dois fóruns e oficinas. O primeiro, que aconteceu nos dias 11 e 12 de fevereiro, serviu para apresentar o Diagnóstico Definitivo e o Plano Preliminar, que apontou setores estratégicos de intervenção na área central. O momento também serviu para expor potenciais programas habitacionais.

Para informar à população e chamá-la à participar no 1° Fórum e oficinas, a Habitafor realizou uma campanha especial de divulgação, que contou com o co-financiamento do DED. Uma peça na Praça do Ferreira, no coração da capital cearense, apresentou à população as potencialidades habitacionais que esse histórico bairro tem. De forma lúdica, foram destacadas as facilidades de locomoção e o acesso a equipamentos públicos que tornam vantajoso o retorno de moradores ao Centro. Para auxiliar a apresentação teatral foi montada - em plena praça -a planta baixa de uma residência, contendo móveis como mesa, cadeiras, sofá e estante com TV. Além disso, foram distribuídos panfletos explicativos sobre o Plano Habitacional e convites para o I Fórum.

As contribuições do I Fórum estão sendo incluídas na elaboração da versão final do Plano , que será apresentado em um segundo momento, programado para acontecer em abril ou maio deste ano. Esse evento marcará o final do processo de elaboração do documento e o início de atuação coordenada na área central com a finalidade de melhorar as condições para moradia e re-estabelecer a habitação no bairro.

 

NOTÍCIAS ANTERIORES (2008, 2007, 2006).  

NOTÍCIAS ANTERIORES (2008, 2007, 2006) - ver mais...">

Mais informação:

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres lança campanha pela não violência.

30 de novembro

Fonte: Editado a partir de notícia divulgada no site Mais Mulheres no Poder

“Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres” é a nova campanha lançada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) em parceria com o Ministério da Saúde, utilizando o slogan da Campanha dos 16 dias de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Com spot de rádio, vídeo, cartazes, folders e peças para mobiliário urbano (como paradas de ônibus), a campanha nacional busca quebrar as barreiras do medo de falar sobre a violência, incentivando as vítimas a ligarem para a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.

A estrutura de atendimento do serviço também passou por mudanças, aumentando de 20 para 50 pontos de atendimento, além de funcionar por meio da tecnologia VOIP - Transferência Direta de Chamadas –, que permite sistematizar automaticamente os dados das chamadas recebidas (data, local de origem, hora e duração da chamada).

Os números do Ligue 180 revelam que, de abril de 2006 a outubro de 2009, foram registrados 791.407 atendimentos. O aumento de registros foi de 1.704% e tem relação com fatores como a Lei Maria da Penha, o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, melhorias tecnológicas e capacitação de atendentes. A maioria das mulheres que busca a Central Ligue 180 é negra (43,3%), tem entre 20 e 40 anos (56%), é casada ou vive em união estável (52%), possui nível médio de ensino (25%) e é agredida fisicamente pelo próprio companheiro.

II Encontro dos Povos da Volta Grande do Xingu .

Fonte: Informações editadas do texto “O Xingu nasceu livre e vai continuar livre” – produzido por Luis Xipaia – Liderança Indígena

Com a presença de indígenas, ribeirinh@s, trabalhadores e trabalhadoras rurais, especialistas, relatores da Plataforma DHESCA, representantes do Ministério Público Federal, militantes de movimentos sociais e ambientais do Brasil e com a participação especial de várias crianças aconteceu, no período de 05 a 08 de novembro de 2009, na comunidade da Ressaca, Rio Xingu, Município de Altamira, o II Encontro dos
Povos da Volta Grande do Xingu.

O objetivo do evento foi discutir os problemas que podem acontecer caso a barragem de Belo Monte seja construída na Volta Grande do Xingu. A consultora da FASE para o projeto de Avaliação de Equidade e Secretária da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, Cecília Melo, destacou que Belo Monte (PA) é o principal conflito que está acontecendo hoje no Brasil, e que pode ter conseqüências irreversíveis. Por isso, segundo ela, não adianta apenas fazer a crítica ao empreendimento mas é preciso ter a proposta de levar a sério o que a população atingida tem a dizer em relação ao projeto.

Na abertura do evento foi lido o Manifesto de Apoio ao 2º Encontro dos Povos da Volta Grande do Xingu, produzido pelo Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Fórum da Amazônia Oriental(FAOR) e o Fórum Social Pan Amazônico (FSPA)

A participação das crianças

Durante o encontro, as crianças da comunidade da Ressaca foram uma atração a parte. Com o apoio de uma educadora da FASE Amazônia, elas puderam expressar seus sentimentos em relação ao Xingu através de desenhos. Houve ainda uma apresentação de quatro meninas, entre 11 e 13 anos, da quinta e da sexta série do ensino fundamental, que expuseram o que tem na biodiversidade do Xingu e a necessidade de preservá-la. “Destruindo a fauna e a flora e acabando com o Rio Xingu, o que será de nós?” perguntou indignada a garota Denise Sousa, de 12 anos. Um representante do Ministério Público Federal que estava no evento se surpreendeu com a participação das crianças e destacou: “É a primeira vez que eu vejo uma audiência pública, de um tema tão complexo, com a participação de tantas crianças. Creio que precisamos utilizar este modelo mais vezes”.

Os Indígenas

Outro grupo que também marcou uma forte presença foram os indígenas. Representantes do povo Kaiapó vieram do Parque do Xingu, no Mato Grosso, declarar apoio e solidariedade à luta dos povos da Volta Grande. O líder Alexandre Xavante, da Aldeia de São Marcos, quando perguntado sobre as indenizações que os indígenas podem receber caso ocorra o barramento do Riu Xingu, foi direto ao assunto: “Nenhum dinheiro no mundo vai pagar a nossa floresta. Nenhum dinheiro no Mundo Vai pagar o nosso Rio.”

Os moradores e moradoras não indígenas da região da Volta Grande também marcaram presença. Com seus modos serenos e com sua sabedoria demonstraram que a luta é de todos e todas. O Xingu é tão importante para eles que o chamam de “Pai Xingu . O senhor João Martinho de 60 anos, funcionário público do município de Altamira e morador da comunidade da
Ressaca afirmou: “o Xingu é algo para ser contemplado, para ser sentido e não para ser destruído.

Os resultados do evento
No final do evento, as lideranças Indígenas presentes, juntamente com o Instituto Socioambiental (ISA), decidiram que vão enviar um documento a OEA (Organização dos Estados Americanos) exigindo que todos os povos indígenas da área que vai ser afetada pela construção de Belo Monte sejam ouvidos em oitivas, conforme determina a Constituição Federal. Foi tirada também uma carta onde foram relatados os principais problemas enfrentados pelos povos do Xingu e exigindo mais respeito.

Presidente decide amanhã sobre proposta brasileira na Conferência do Clima .

02.11.2009

Fonte: Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O governo brasileiro deve decidir amanhã (3) quanto o país está disposto a reduzir das emissões nacionais de gases de efeito estufa. O número será apresentado pela delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, daqui a pouco mais de um mês.

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Mercosul realizará estudo sobre custos ambientais e econômicos da desertificação . .

Com informações do site do Ministério do Meio Ambiente

02/10/2009




Os custos ambientais e econômicos da não adoção das medidas necessárias para conter o processo de desertificação, e a consequente degradação de terras, serão objeto de um estudo que será realizado, em breve, pelos países do Mercosul. A informação é do secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke. Ele participou nesta semana, em Buenos Aires, da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP-9).

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O GTP+ (organização pernambucana) adere à Marcha Mundial Pela Paz e Pela Não-Violência .

14/09/2009

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OBRA TRAZ REFLEXÕES SOBRE A RELAÇÃO DO PODER COM A DESIGUALDADE NO MUNDO.

08/09/2009


“A luta contra o flagelo da pobreza, da desigualdade e da ameaça de um colapso ambiental definirá o século XXI como a luta contra a escravidão ou pelo sufrágio universal definiu eras pregressas” , defende Duncan Green.

No próximo dia 17 de setembro, a Oxfam lança, no Recife, o livro Da Pobreza ao Poder - como cidadãos ativos e estados efetivos podem mudar o mundo, publicado por Oxfam Internacional. O evento contará com a presença do autor da obra Ducan Green, coordenador de Estudos e Pesquisas de Oxfam, e irá ocorrer no British Council, a partir das 18h. A mesa também contará com a presença de Plínio Pereira, assessor de Política da Oxfam; Jorge Jatobá, doutor em Economia pela Universidade de Vanderbilt (EUA) e professor titular do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco; Betânia Ávila, doutora em sociologia e atual coordenadora geral e pesquisadora da organização SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia.

O conteúdo do livro

A obra se baseia na experiência das organizações, afiliadas de Oxfam International e contrapartes, em mais de 100 países, e em abrangentes discussões com diversos profissionais da área do desenvolvimento. A leitura dos textos permite concluir que a redistribuição necessária pode ser alcançada por meio de uma combinação de cidadãos ativos e Estados efetivos.

O autor aponta como crucial que os cidadãos possam determinar o curso de suas próprias vidas, lutando por seus direitos e por justiça em suas sociedades. Cidadãos ativos constituem um ingrediente essencial para que os Estados da atualidade trabalhem eficazmente para pôr fim à pobreza e à desigualdade em bases sustentáveis. Já em relação aos Estados, ele afirma que nenhum país prosperou sem um Estado capaz de administrar o processo de desenvolvimento ativamente. As extraordinárias transformações observadas em países como China, Vietnã, Coréia do Sul, Taiwan, Botsuana ou as Ilhas Maurício foram promovidas por Estados que garantiram saúde e educação para todos e todas e que administram ativamente seu processo de crescimento econômico e de transformação.

Essas análises possibilitarão um amplo debate sobre a necessidade de promover uma redistribuição radical do poder para romper o ciclo da pobreza e da desigualdade e permitir que essas pessoas em situação de pobreza assumam o comando de seus próprios destinos. A Cortez Editora assina a co-edição brasileira junto com a Instituição.

Biografia do autor

Duncan Green, desde 2004, dirige a área de Estudos e Pesquisas de Oxfam Grã-Bretanha. Ele é também profes¬sor visitante da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. O autor tem mais de 20 anos de experiência e de reflexão nos temas de de¬senvolvimento e de combate à pobreza e as desigualdades.

Formado em Física pela Universidade de Oxford, sua vida profissional mudou radical-mente quando realizou uma viagem para a América do Sul, no final dos anos 1970. Viveu e trabalhou em diversos países acompanhan¬do como jornalista e ativista as dificuldades econômicas, políticas e sociais que carac¬terizaram a região nas décadas de 1980 e 1990. Essa experiência resultou na publicação de diversos livros sobre a América Latina, como, por exemplo, La Revolución Silenciosa, El auge de la economía de mercado en America Latina (Tercer Mundo editores, Colombia, 1997).

Em 1997, integrou os quadros da organização não governamental britânica CAFOD como Analista Político em Comércio e Globalização. Na ocasião, publicou diversos textos, sobre comércio internacional, pobreza e desenvolvi¬mento. Esse novo desafio lhe possibilitou am-pliar seus horizontes e conhecimentos para novas regiões do planeta, especialmente África e Ásia. Em 2004, Duncan assumiu o cargo de As¬sessor Sênior no Departamento de Desenvol¬vimento Internacional do Governo Britânico.

Grupo de mulheres avalia como positiva jornada em defesa da Lei Maria da Penha.

31 de agosto
Fonte: Adital


As representantes da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), dos Movimentos de Mulheres Camponesas, das Mulheres Indígenas, das Mulheres Quebradoras de Coco de Babaçu e de outras redes feministas, avaliaram como positiva a jornada, realizada em Brasília (de 25 a 27 de agosto), que consistiu em uma série de ações políticas em defesa da Lei Maria da Penha.

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ASA realiza oficina sobre desertificação.


17/08/09

Atividade trouxe à tona informações que mostram como a desertificação vem se tornando uma realidade no Brasil, sobretudo nas regiões semiáridas.

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Medo e desinformação impedem denúncias de tráfico de pessoas em Pernambuco .

13/08/2009 Fonte: Adital

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Plano Safra 2009/2010 disponibilizará R$15 bi para os agricultores .

12/08/2009

Fonte: ASACom

Mais crédito e financiamento para o agricultor familiar. É o que prevê o Plano Safra 2009/2010, lançado no último dia 22 de julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia realizada em Brasília-DF. Para os próximos dois anos, o governo federal vai disponibilizar R$15 bilhões para as modalidades de custeio, investimento e comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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Vítimas de tráfico humano recebem maior apoio na Alemanha .

Julho de 2009

Fonte: dw-world.de


O tráfico humano e a submissão de pessoas a trabalhos forçados e à prostituição passam a receber maior atenção na Alemanha. Organizações de direitos humanos procuram garantir o cumprimento dos direitos das vítimas.

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Centro das Mulheres do Cabo realiza curso de Mídia Advocacy no Recife (PE).


07/06/2009
Fonte: Centro das Mulhere do Cabo



O Centro das Mulheres do Cabo está convocando mulheres organizadas, comunicadoras populares, comunitárias e de empresas comerciais, além de integrantes de Pontos de Cultura que atuam em mídias livres para participarem de um módulo do Curso Mídia Advocacy sobre Sustentabilidade, Feminismo e Comunicação. O evento vai ser realizado nos dias 12 e 13 de junho, na sala multiuso do SOS Corpo (Rua Real da Torre, 593, Bairro da Madalena, Recife – PE.

As despesas com alimentação ficarão por conta da organização do evento. Só será garantida uma ajuda de custo para viabilizar o transporte das mulheres do Interior do Estado. As Inscrições podem ser feitas ATÉ O DIA 10 DE JUNHO (QUARTA-FEIRA), com Cirlene Menezes, jornalista do Centro das Mulheres do Cabo, pelo e-mail: cirlene.menezes@hotmail.com ou pelo telefone: (81) 3524.9170 e 8813.0445. O evento conta com o apoio do Ministério da Cultura, Fundação Ford e Ashoka.

Informações: Equipe de Comunicação CMC
Ana Veloso – 81 99655064
Cirlene Menezes – 81 88130445
Flávia Lucena – 81 86057440 ou 35249170


PROGRAMAÇÃO:
12/06 (sexta-feira)
9h às 12:30h - Apresentação de pesquisa/estudo sobre os recursos para as mulheres nos orçamentos públicos | debate sobre a importância do controle social para o movimento feminista.
14 às 17h - Sustentabilidade, Feminismo e Comunicação | O cenário da cooperação internacional | A importância da articulação das mulheres e da comunicação estratégica.

13/06 (sábado)
9h às 12h - Mulher, Mídia e Pode| Políticas públicas | I Conferência Nacional de Comunicação.
13h - Encerramento dos trabalhos | almoço de confraternização.

Cientista Política Marcela Rios fala sobre impacto das cotas.

Durante entrevista concedida ao Serviço Internacional das Mídias – IPS - ela afirmou que o obstáculo para as mulheres na América Latina não é ganhar votos, mas ser indicadas como candidatas pelos partidos políticos.

Texto traduzido por Janna Greve (bolsista do DED para a Rede Mulher & Democracia) e por Sonia J. Wright (assessoria da Rede Mulher & Democracia).

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Experiências independentes participam de encontro sobre comunicação em Fortaleza.



Fonte: Adital

A Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (Adital) realiza, em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o seminário "Boas Ideias em Comunicação - Experiências e Sustentabilidade das Mídias Independentes", que acontece de 2 a 4 de abril de 2009 em Fortaleza (CE). O encontro é restrito a convidados, devido às limitações estruturais, mas a programação tem um momento, na noite do dia 3, que vai ser aberto a todas as pessoas interessadas.

O evento deve ser um espaço para troca de experiências entre iniciativas populares na área de comunicação da região Nordeste e do Norte de Minas Gerais, numa articulação convergente que deve dar maior visibilidade a organizações alternativas e autônomas. Além de compartilhar as metodologias e histórias entre os participantes, o seminário pretende constituir uma rede de comunicadores independentes, fortalecendo a difusão de conteúdos produzidos a partir do cotidiano de movimentos populares e de outros protagonistas da defesa dos direitos humanos.

Apesar de esses segmentos sociais terem pouca presença nos meios de comunicação comerciais, as entidades convidadas representam uma grande diversidade de ações, desde organizações não-governamentais (ONGs), com diversos programas e projetos, a jornais de rua e agências de notícia comunitárias, originados a partir dos movimentos populares. O encontro contribui para afirmar a importância dos setores populares e dos movimentos sociais e reforça a necessidade de democratizar a mídia já em sua origem, percebendo todas as pessoas não só como receptores, mas também produtores de comunicação.

Antes mesmo do seminário, a Adital já começou a divulgar, na seção "Boas Ideias de Comunicação", os principais projetos em comunicação de cada entidade participante. Diariamente, matérias e artigos narram a história das organizações, descrevem metodologias e difundem os conceitos nos quais se baseia a atuação das organizações. Nos últimos meses, foram realizados encontros com uma abrangência maior para fortalecer essas iniciativas, como o Fórum Mídia Livre, ocorrido no Rio de Janeiro (RJ) e, decorrente deste, um encontro internacional organizado nos dias anteriores ao início do Fórum Social Mundial de 2009, em Belém (PA).

Apoiando este seminário como parceiro, o BNB confirma sua missão de promover uma nova política de desenvolvimento do país, do Nordeste em particular, através do apoio a canais inovadores da mídia em diferentes níveis da ação social. A difusão da mídia independente vai ajudar na reflexão sobre os valores humanos, construindo um caminho da inclusão social que alcança milhares de pessoas.

www.adital.org.br

Percepção da sociedade brasileira sobre o fenômeno da violência de gênero é apresentada por pesquisa.

22 de Abril 2009

As entrevistas foram realizadas em âmbito nacional de 13 a 17 de fevereiro deste ano, em cidades com mais de 20 mil habitantes e capitais.

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Ministério da Cultura lança edital para Pontos de Mídia Livre.

O Prêmio Pontos de Mídia Livre, iniciativa do Ministério da Cultura, quer dar visibilidade aos projetos de comunicação alternativos desenvolvidos em diversos estados brasileiros. As inscrições vão até dia 12 de março e serão premiados 60 iniciativas em todo o Brasil.

De acordo com o secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC Célio Turino, o Ministério passa a considerar a comunicação “como um direito humano básico”. A proposta do primeiro prêmio, esclarece o secretário, é mapear a rede de comunicação livre no Brasil, reconhecendo e valorizando Pontos de Cultura e organizações não-governamentais sem fins lucrativos que desenvolvem ou apóiam iniciativas de comunicação compartilhada e participativa.

De acordo como edital do prêmio, são consideradas iniciativas de comunicação compartilhada e participativa aquelas que reúnem pelo menos dois membros em sua equipe editorial e que buscam interatividade com o público. Elas podem desenvolver-se em qualquer suporte típico das comunicações – texto escrito, som, imagens, vídeos e multimeios – e se utilizar tanto de suportes físicos quanto eletrônicos, tais como televisões e rádios comunitárias, blogs, sites, publicações impressas, agências de notícias ou produtoras de audiovisual.

Fonte: MinC

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