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AS MATÉRIAS ABAIXO SÃO DE 2008/2007/2006 .  

Matérias de 2008 .  

Representante do Ministério de Cooperação e Desenvolvimento visita o FAOR

26 de novembro

O Fórum Amazônia Oriental (FAOR) receberá, no próximo dia 4 de dezembro, em Belém (PA), às 17h, a visita da representante do Ministério de Cooperação e Desenvolvimento (BMZ), Sra. Dorothea Groth. Com ela, estará uma delegação constituída por integrantes do governo e de agências de cooperação alemã. O encontro, agendado pela Embaixada da Alemanha no Brasil em parceria com o DED - Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social, objetiva mostrar à comitiva o trabalho desenvolvido por organizações da sociedade civil no país, na defesa dos Direitos Humanos, Econômicos Sociais e Culturais (DHESCs).

A visita ocorre dias depois das consultas bilaterais entre os governos desses dois países, que acontece de 1º a 3 de dezembro, em Brasília, onde serão debatidas as áreas prioritárias de cooperação da Alemanha com o Brasil, para os próximos anos. O diálogo com integrantes do FAOR deve ser uma oportunidade para a Sra. Dorothea Groth conhecer a importância desse tipo de articulação para que o desenvolvimento da Amazônia ocorra realmente de forma sustentável.

Entre os temas abordados pelo FAOR junto à comitiva estarão os desafios atuais na Amazônia, a partir da ótica da sociedade civil, com foco no desenvolvimento urbano sustentável. Na ocasião, a delegação será informada, também, sobre como está o processo de preparação para o Fórum Social Mundial, que acontecerá em Belém, em janeiro de 2009, e o envolvimento do FAOR nessa mobilização.

Várias entidades e movimentos integrantes do FAOR estão sendo convidados para o encontro, objetivando fortalecer esse diálogo. Integrantes do DED Brasil, organização que tem profissionais atuando em várias instituições governamentais e não-governamentais das regiões Norte/Nordeste do País, estarão acompanhando toda reunião e contribuindo com as informações necessárias sobre os trabalhos de cooperação desenvolvidos a partir de diferentes temáticas.

Antes de retornar à Alemanha, a delegação viajará, ainda, a Anapú e Altamira (PA), para conhecer a realidade da região e se reunir com representantes do movimento indígena, sindicatos, movimento de mulheres, além de visitar o projeto Cacau Orgânico, desenvolvido na região com o apoio de técnicos do DED.


 

Mais de seis mil famílias produtoras da Caatinga e do Cerrado estarão representadas na Exposustentat.
Exposustentat 15/10/2008

Entre os dias 23 e 25 de outubro, a Sala Caatinga Cerrado (antes chamada de Nordeste & Cerrado) será, pelo terceiro ano consecutivo, um dos destaques da Exposustentat - feira de bens e serviços voltada para o mercado sustentável - que acontece em São Paulo, junto com a Biofach América Latina. Durante esses dias, compradores, especialistas e a imprensa terão acesso a uma grande variedade de produtos da sociobiodiversidade desses dois biomas. No espaço, estarão 28 empreendimentos, representando 6.300 famílias de dez estados brasileiros.

"É possível perceber que, a cada ano, os produtores que integram essa Sala estão mais bem preparados. Eu estou muito animada com a participação desses empreendimentos na Feira, pois, através deles, esses biomas estão conseguindo se mostrar muito fortes. A Amazônia sempre está visibilizada, por ter uma repercussão internacional, mas a Caatinga e o Cerrado merecem, também, ocupar um lugar de maior destaque, e estão conseguindo", analisa a diretora do Planeta Orgânico, uma das organizações promotoras da Biofach America Latina e Exposustent, Maria Beatriz Martins.

Os empreendimentos selecionados para a Sala Caatinga Cerrado vêm participando de capacitações temáticas desde 2006, as quais objetivam fornecer informações aos empreendedores para a construção de parcerias e a identificação de novas oportunidades de negócios, a partir de uma atuação mais qualificada em espaços de comercialização como as feiras nacionais e internacionais.

A agricultora da Associação dos Produtores Orgânicos de Caraíba e Adjacências (Aproac), que produz frutas no Estado da Bahia, Balbina Carneiro Rios Filho, afirma que, nas capacitações, além de receber informações sobre temas específicos, aproveita o espaço para intercambiar experiências com outros empreendedores. "Aqui, aprendi várias coisas sobre o processo de comercialização: desde o momento da negociação até o estágio final, com a entrega da mercadoria. Também percebi que devo usar mais a Internet", comenta, referindo-se ao encontro ocorrido na segunda semana de outubro, em preparação a Exposustentat.

Os visitantes da Esxposustentat encontrarão na Sala Caatinga Cerrado produtos de qualidade, que trazem na sua essência o trabalho de grupos que produzem de forma sustentável, em harmonia com o meio ambiente e que, ao mesmo tempo em que avançam no uso de novas tecnologias, respeitam e consideram o conhecimento tradicional de suas comunidades. São frutas e derivados, mel, castanhas, óleos, fitoterápicos, fitocosméticos, artesanatos, biojóias e muito mais, produzidos por cooperativas e associações (em anexo a relação dos empreendimentos).

A Sala Caatinga Cerrado consegue reunir o que existe de melhor nesses dois biomas, que é a riqueza de experiências realizadas a partir da diversidade sócio-cultural e ambiental, apresentando diferentes alternativas para o desenvolvimento sustentável. Nesse espaço, a proposta é a de dar visibilidade ao resultado desses processos para que haja uma inserção sustentável dos produtos da agricultura familiar nos mercados nacional e internacional, permitindo que, cada vez mais, a sociedade tenha acesso aos frutos desse trabalho.

A Sala Caatinga Cerrado integra a Caatinga Cerrado - Comunidades Eco - Produtivas, que é um espaço de articulação das redes e empreendimentos da agricultura familiar para a promoção e comercialização de produtos da sociobiodiversidade desses dois biomas. Para o desenvolvimento de suas atividades, essa iniciativa conta com o apoio do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Ministério da Integração Nacional, Ministério do Meio Ambiente, Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ), Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), Fundação Konrad Adenauer (KAS) e Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Caatinga Cerrado na internet:

www.caatingacerrado.com.br

www.nordestecerrado.com.br

Serviço:

Sala Caatinga Cerrado na Exposustentat

De 23 a 25 de outubro

Local: Transamérica Expo Center - São Paulo

Endereço: Av. Mario Villas Boas Rodrigues, 389, Santo Amaro

Horário- das 11h às 20h

Assessoria de Imprensa da Sala Caatinga Cerrado:

Ana Célia Floriano (81) 9924-4575

 

Vão estar presentes as organizações seguintes:

Caatinga

ACB - Associação Comunitária de Barreira - CE

AQCC - Associação Quilombola de Conceição das Crioulas - PE

COAPRE - Cooperativa Agropecuária do Pólo de Remanso - BA

APAEB - Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira - BA

GRIF - Grupo Inspiração Feminina - BA

COOAFAN - Cooperativa de Agricultores Familiares do Nordeste da Bahia - BA

COPACAJU - Central de cooperativas copacaju - CE

APROAC - Associação dos Produtores Orgânicos de Caraíba e Ajacências - BA

Plantus Fitoterápicos e Fitocosméticos - CE

COOPAPI - Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável - RN

Carnaúba Viva - RN

COOPERCAJU - Cooperativa dos Beneficiários Artesanais de Castanha de Caju - RN

COOPES - Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina - BA

COOPERCUC - Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá - BA

Associação da Mulheres Rurais Sítio Macaúba - CE

AASB - Associação de Artesãos de Santa Brígida - BA

AASP - Associação das Artesãs do Sítio Pitombeira(Salguueiro) - PE

AASP - Associação das Artesão do Sertão Pernambucano(Serrita) - PE

Cerrado

UBCM - Associação Comunitária dos Pequenos Produtores de Riacho D'anta e Adjacências - MG

CEPPEC - Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado - MS

APOMS - Rede de Agroecologia APOMS - MS

AAPIVAJE - Associação dos Apicultores do Vale do Jequitinhonha - MG

COOPERJAP - Cooperativa dos Proutores Rurais e Catadores de Pequi - MG

AMAVIDA - Associação Maranhense para a Conservação da Natureza - MA

PACARI - GO

ADCC - Associação de Desenvolvimento Comunitário de Caxambú - GO

ACAPPM - Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros - TO

ASSEMA - Associação em Áreas de Assentamento do Estado do Maranhão - MA
Empreendedores familiares são capacitados para a conquista de novos mercados . Capacitação ocorrida em 2007Por: Assessoria de Imprensa da Caatinga Cerrado


 

Empreendedores familiares são capacitados para a conquista de novos mercados

02 de outubro

Por: Assessoria de Imprensa da Caatinga Cerrado

 

A inserção de produtos da agricultura familiar (AF) no mercado nacional e internacional de produtos da sociobiodiversidade será o tema de um encontro de capacitação que acontecerá em Goiás, de 07 a 10 de outubro. Só dos biomas Caatinga e Cerrado, estarão participando representantes de 28 empreendimentos de dez estados brasileiros, que representam cerca de sete mil famílias produtoras.

O evento, promovido pela articulação Caatinga Cerrado - Comunidades Eco-produtivas, em parceria com a Sala Andes Amazônia (que também contará com a participação de produtores dessas regiões na capacitação), visa fornecer informações que possam subsidiar esses empreendedores na construção de parcerias e na identificação de novas oportunidades de negócios, a partir de uma atuação mais qualificada em espaços de comercialização como, por exemplo, as feiras nacionais e internacionais. Isso porque, são nessas ocasiões que eles têm que estabelecer uma comunicação mais estratégica com diferentes públicos: fornecedores de produtos, serviços e tecnologia, compradores, especialistas do setor e profissionais da mídia; além de participarem de rodadas de negócios, onde precisam apresentar ao comprador o diferencial de seus produtos, o que vem agregado a eles e mostrar que os critérios estabelecidos para que eles chegassem até ali foram respeitados.

Na pauta da capacitação estão, ainda, debates sobre a Política Nacional de Produtos da Sociobiodiversidade e sobre as linhas de apoio à exportação de produtos do Brasil. Em alguns momentos da atividade serão trabalhadas questões especificas sobre a preparação desses empreendimentos para a participação na Sala Caatinga Cerrado, que será montada pelo terceiro ano consecutivo (antes recebia o nome de Sala Nordeste e Cerrado) na ExpoSustentat - feira internacional de bens e serviços voltados para o mercado sustentável - em outubro, em São Paulo. Só ano passado, cerca de 15 mil famílias, organizadas em 130 empreendimentos, de 14 estados brasileiros, apresentaram seus produtos (alimentos, artesanatos e cosméticos) nesse evento.

Uma ação mais efetiva - A Caatinga Cerrado - Comunidades Eco-produtivas é um espaço de articulação permanente das redes e empreendimentos da agricultura familiar para a promoção e comercialização de produtos da sociobiodiversidade desses dois biomas.

Essa iniciativa conta com a parceria e o apoio da cooperação alemã (GTZ, DED e Fundação Konrad Adenauer), do Governo Federal (Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Integração Nacional e Codevasf) e da Ong ISPN.


 

Plano visa promoção de produtos da sociobiodiversidade

23/07/2008

Texto principal : Kamila Rodrigues - ASCOM (Assessoria de Comunicação)/ MDS
Adaptação: ASCOM/DED Brasil

Está definida a proposta de Plano Nacional para Promoção de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB). Aguarda-se, agora, que ele seja instituído por meio de decreto do Poder Executivo e assinado pelo Presidente da República. O DED participou, na semana passada, em Brasília (DF), do Seminário Nacional das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade: Agregação de Valor e Consolidação de Mercados Sustentáveis, onde o plano foi consolidado.

A expectativa é de que O PNPSB se concretize como uma iniciativa coletiva e permanente que trará resultados objetivos e assegurará condições essenciais de convivência socioambiental sustentável para as presentes e futuras gerações, com conservação e uso sustentável dos recursos naturais dos diversos biomas brasileiros e com respeito e valorização dos saberes e tradições culturais dos Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares.

O seminário - realizado com a parceria dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) - envolveu pessoas de todos os Estados brasileiros. Durante o encontro, que durou quatro dias - houve intensos debates e troca de experiências visando o fortalecimento do mercado de produtos da sociobiodiversidade. "A abertura do governo para discussão sobre sociobiodiversidade é uma vitória", diz o representante da Associação de Colonos Ecologistas do Vale do Manpitubá de Santa Catarina, Márcio Mortari.

O resultado do seminário foi considerado animador pelos participantes - representantes de órgãos públicos federais, estaduais e municipais; de Povos e Comunidades Tradicionais; da Agricultura Familiar; de organizações não-governamentais; do setor privado, de universidades e de instituições de pesquisas."´Reunimos pessoas que têm decisões políticas. São três ministérios envolvidos que podem promover estratégias de políticas de sociobiodiversidade", comemorou a coordenadora-geral do seminário, Divani de Souza.



Direitos à comunicação? Direito à comunicação? Direito de comunicar? Direito humano à comunicação? Liberdade de comunicação? Direito à informação? .

Julho 2008

Por: Joana Stuempfig - comunicadora do Programa Jovens Profissionais do DED Brasil

 

"(...) Os seres humanos não podem ser privados de seus direitos de viver e ainda existir; nem podem ser privados de seu direito de comunicar sem que se diminua sua dignidade humana e sem que se negue sua própria condição de humanidade." (Fisher 1984)

Mesmo sendo uma coisa tão essencial, o tema do direito à comunicação ainda não está presente nos documentos normativos internacionais e nacionais. Mas, existem iniciativas e demandas para a positivação do direito à comunicação como um novo direito humano, pois a comunicação não é só de fundamental importância no papel de defensora dos outros direitos humanos, mas é um direito em si.

Os documentos normativos, até hoje, somente tratam o direito à informação, não tocam no direito à comunicação. A grande preocupação nessas normas é a comunicação interpessoal. Dessa forma, não fazem justiça a um mundo com cinema, rádio, indústria de propaganda, comunicação via satélite etc.

Já em 1969, o diretor dos Serviços Visuais e de Rádio no Escritório de Informação Publica da ONU, Jean D´Arcy, publicou um trabalho intitulado "Les droits de L´homme à Communiquer (Os Direitos do Homem de se Comunicar). Nesse, ele chamava a atenção para a necessidade da criação do direito à comunicação, por entender que, até então, os documentos da Organização das Nações Unidas (ONU) que tratavam sobre a comunicação não mais contemplavam a amplitude desse direito e do próprio conceito de comunicar. Esse trabalho, mesmo não conseguindo atingir os seus objetivos, causou uma série de debates.

Em 1983, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) publicou um documento aproveitando as idéias Jean D´Arcy, no qual destacava : "a chegada sucessiva de outros meios de comunicação de massa - cinema, rádio e televisão - da mesma forma que o abuso de todas as propagandas em vésperas da guerra, demonstrou rapidamente a necessidade e a possibilidade de um direito mais preciso, porém mais extenso, a saber, o de procurar, receber e difundir as informações e as idéias sem consideração de fronteiras. (...) Hoje em dia, parece possível um novo passo adiante: o direito do homem à comunicação."

Esse é um debate amplo, com vários aspectos, começando com o nome: "Direitos à comunicação? Direito à comunicação? Direito de comunicar? Direito humano à comunicação? Liberdade de comunicação? Direito à informação?

O tema inclui vários assuntos, entre eles o respeito à diversidade cultural, liberdade de expressão, pluralidade de meios, propriedade intelectual, democratização da comunicação, imperialismo cultural, privacidade nas comunicações, concentração e oligopólio de meios de comunicação, privatização da telecomunicação, acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), governança da internet, inclusão digital, acesso à informações públicas, política do audiovisual e participação da sociedade civil nas decisões sobre essas questões. (Continua abaixo)

 

Acesso no Brasil

A desigualdade na sociedade brasileira se manifesta também no acesso à informação. Muitos brasileiros têm na televisão a sua única fonte de informação. O que piora a situação é que os meios de comunicação estão nas mãos de poucas pessoas. A pesquisa "Direito à comunicação no Brasil", realizada em 2005, pela organização Intervozes, destaca: "quanto maior a concentração dos meios de comunicação, menor a quantidade de grupos que se expressam através desses meios. Atualmente, a oposição à liberdade de expressão não se dá mais pelo Estado - como acontecia na época da ditadura militar - mas pelas próprias empresas jornalísticas. Grosso modo, podemos dizer que existe a liberdade das nove famílias que detém os oligopólios da mídia, controlando cerca de 85% da informação que circula no país, contra cerca de 180 milhões de brasileiros que não têm acesso à produção de sua própria comunicação. Além disso, restrições legais, dificuldade na liberação de outorgas e perseguição criminal aos veículos comunitários ajudam a manter essa situação de desigualdade no cenário brasileiro."

O técnico em comunicação do Centro de Cultura Luiz Freire, Ivan Moraes Filho, afirma que esse é um dos principais problemas no Brasil quando se fala em comunicação: "Os meios de comunicação, controlados por poucas empresas, detém o 'monopólio do discurso' no país. Enquanto isso, os grupos tradicionalmente excluídos (não contemplados pelos meios corporativos) têm muita dificuldade de se inserir nos processos democráticos. Faltam-lhes a voz que poderia ser garantida por políticas públicas de comunicação",analisa.

Nessa situação, segundo ele, a existência de mídia alternativa, como meios comunitários, é essencial. "Os meios comunitários, independentes e populares, têm o papel de fazer aquilo que os meios comerciais não fazem: propiciar à população um veículo para que possa expressar suas demandas, sua cultura, sua visão de mundo. Eles devem estar sempre abertos para os diversos segmentos da sociedade, devem prezar pela diversidade e não podem estar a serviço de empresas, igrejas ou governos."

Ivan explica que, para 2008, uma das expectativas do movimento pelo direito à comunicação refere-se a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, onde a sociedade poderá falar sobre que tipo de políticas precisa. "Algumas delas são históricas, como a revisão da lei e das práticas que regulamentam a radiodifusão comunitária. É preciso também que haja esforços para que sejam formados novos comunicadores e comunicadoras; que nos currículos escolares se inclua a disciplina de estudos de mídia (ou de leitura crítica da mídia); que se crie um sistema público de comunicação... Enfim, as demandas são as mais variadas, visto que nunca houve um esforço do poder público para que esse direito seja efetivado." (Continua abaixo)

Televisão

De acordo com o Estudo "Cartografia Audiovisual Brasileira de 2005", da Fundação Padre Urbano Thiesen, a tendência de que a mídia torne-se o principal espaço de socialização pode ser observado no mundo inteiro. Cerca de 90% da população brasileira tem na mídia sua principal fonte de informação e lazer. A maioria, principalmente aquela com poucas condições financeiras para desfrutar e/ou pagar outras opções de lazer, tem na TV sua principal distração. O documento também destacou o grande poder das emissoras nacionais: "o mercado de TV aberta è de US$ 3 bilhões anuais, quantia que é dividida entre seis redes privadas nacionais - Globo, SBT, Bandeirantes, Record, CNT e Rede TV. (...)Apenas três grupos familiares nacionais estão em quase 100% do território brasileiro".

"O direito a cultura não é só ver filmes. Também temos que garantir a população o direito de conhecer a linguagem audiovisual e realizar suas próprias produções. Sejam elas para o cinema, para a TV, para Internet..."
Orlando Senna, 2004 (adaptação)

(Continua abaixo)


O Nordeste e a Internet



No Nordeste, o acesso aos meios é mais limitado do que em outras regiões. Isso fica bem
visível no caso da Internet, que na visão de muitas pessoas é "a mídia mais democratizada".

Apesar de identificar e acreditar nesse potencial da Internet, o técnico em Comunicação do Centro de Cultura Luiz Freire, Ivan Moraes Filho, destaca que, primeiro, o acesso tem que ser democratizado."A Internet tem, sem dúvida, um grande potencial. Mas, é apenas um meio e precisa também das políticas que o universalizem. Para que ela signifique realmente uma perspectiva democratizante, é preciso, antes de qualquer coisa, que seu acesso seja universalizado. Ainda estamos longe desse ideal e, para isso, são necessárias políticas de inclusão que visem não só ao acesso a computadores, mas às ferramentas e visões críticas que são necessárias para se dialogar também com outros meios." (Continua abaixo)

Experiências de Pernambuco

O DED tem cooperado, ao longo dos seus mais de 40 anos no Brasil, com várias entidades no aprofundamento sobre esse debate do direito humano à comunicação. Conheça o trabalho de algumas dessas organizações em Pernambuco:

A SINOS - é uma organização da sociedade civil, que busca a democratização da comunicação e coloca como seu compromisso "utilizar a comunicação como ferramenta de desenvolvimento humano e social do indivíduo, promovendo inclusão social (...)". Entre outras atividades, a entidade produz um programa semanal exibido na TV Universitária , no Recife/PE, o "TV Solidária" , que abre espaço às organizações da sociedade civil e aprofunda a discussão sobre temáticas sociais, dando prioridade aos Direitos Humanos.

O Auçuba - foi uma das primeiras organizações a trabalhar o tema comunicação como proposta sócio-pedagógica de ensino-aprendizagem. Ela dirige suas ações prioritariamente para a promoção e defesa dos direitos de crianças, adolescentes e jovens. Através dos projetos, "Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia" e a "Escola de Vídeo", ela trabalha a educação pela e para a comunicação com adolescentes e jovens, nas dimensões técnica, humana e política, habilitando-os para o mundo do trabalho e potencializando a prática de uma atuação comunitária. Outro programa do Auçuba, o "Só Para Fazer Mídia", tem implementado suas estratégias através de ações desencadeadas nacionalmente e que atua no fortalecimento do diálogo ético entre jornalistas e os mais diversos atores sociais ligados ao universo da infância e adolescência. A articulação contribui com a qualidade da informação pública, visando a promoção dos direitos das novas gerações.

O Centro de Cultura Luiz Freire - atua na área de Comunicação em três frentes: estimulando as pessoas, organizadas em entidades da sociedade civil ou não, a produzirem meios de comunicação; produzindo seus próprios meios de comunicação, como o site, o Ombuds PE e o programa Sopa Diario; e formulando e monitorando políticas públicas de Comunicação.

Uma campanha nacional importante

Entidades da Sociedade Civil iniciaram junto com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em 2002, a campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania", pela valorização dos direitos humanos na televisão. A campanha consiste no acompanhamento permanente da programação televisiva para indicar os programas que desrespeitam convenções internacionais assinadas pelo Brasil, princípios constitucionais e a legislação. Denúncias podem ser feitas no site da campanha: www.eticanatv.org.br

Outros Sites

www.direitoacomunicacao.org.br - observatório do direito à comunicação

www.mndh.org.br - Movimento Nacional de Direitos Humanos

www.crisbrasil.org.br -Articulação Nacional pelo Direito à Comunicação

www.intervozes.org.br - Coletivo Brasil de Comunicação

www.fndc.org.br - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

www.cclf.org.br - Centro de Cultura Luiz Freire

www.ciespal.net - Centro Internacional de Estúdios Superiores de Comunicación para
América Latina

www.intercom.org.br - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da
Comunicação



DED e parceiros do FAOR discutem comunicação sustentabilidade das redes

Por: Dayse Freitas - Jornalista e integrante do Grupo de Trabalho de Comunicação do FAOR

 

Uma oficina promovida pelo DED em parceria com o Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) discutiu a importância da comunicação para a sustentabilidade das redes que agregam organizações e movimentos sociais. O evento aconteceu entre os dias 16 e 18 de junho, em Belém, no Pará, e teve como facilitador a jornalista Ana Célia Floriano, assessora de comunicação do DED.

Participaram do evento representantes de entidades que fazem parte do FAOR, além de convidados. Na primeira parte da oficina, foram discutidos os principais elementos da comunicação e quais os instrumentos utilizados para a articulação interna de uma rede. Os relacionamentos interpessoais e seus reflexos para o trabalho em equipe também foram discutidos pelos participantes. "Considero muito importante discutir aspectos como esses, pois percebemos que problemas internos podem ser refletidos externamente", ressaltou Paulo Lessa, representante de uma das entidades convidadas.

Algumas dinâmicas feitas com o grupo também ajudaram na reflexão dos principais pontos colocados. "O grande desafio de um fórum misto é trabalhar as lutas de maneira unificada. Isso não é fácil, mas uma boa comunicação pode ser fundamental para alcançar esse objetivo", destacou a facilitadora.

Já na segunda parte da oficina, foi possível trabalhar mais especificadamente a relação entre a comunicação e a sustentabilidade das redes. Um dos pontos destacados foi a importância da articulação entre as organizações e movimentos para o processo de transformação social. Além disso, os participantes puderam entender a necessidade de se rever continuamente o projeto político de uma rede, visto que nenhum grupo pode trabalhar suas propostas sem uma devida contextualização.

A última parte do evento foi marcada por temas expositivos como a ocupação de espaços na mídia e a comunicação para a mobilização social. "A oficina foi marcada por debates muito qualificados. Certamente, foi uma grande troca de experiências", finalizou a jornalista.


Campanha "Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres" . 11/11/2008

 

Por: Fábia Lopes - Assessora de Comunicação e Imprensa
Secretaria da Mulher de Pernambuco

 

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Nilcéa Freire, apresentou no último dia 31 de outubro, em Brasília, o site de assinaturas da campanha brasileira "Homens Unidos pelo fim da Violência contra as Mulheres" (www.homenspelofimdaviolencia.com.br).

Ao aderirem à campanha, os homens se comprometem publicamente a contribuir pela implementação integral da Lei Maria da Penha (11.340/06) e pela efetivação de políticas públicas que visam o fim da violência contra as mulheres.

A iniciativa brasileira conta com o apoio de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), como o Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); a Rede de Homens pela Equidade de Gênero (Rheg); o Instituto Papai; o Instituto Promundo; o Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidades (Gema/UFPE) e a Agende - Ações em

O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro da lista de líderes de todos os setores da sociedade comprometidos com o fim da violência contra as mulheres.

Governo de Pernambuco adere à campanha

O governador Eduardo Campos está entre os doze primeiros homens a assinar a campanha "Homens Unidos pelo fim da Violência contra as Mulheres". Em depoimento encaminhado à comissão organizadora da iniciativa, o governador afirma que é um dever cotidiano dos poderes do Estado, da sociedade organizada e dos indivíduos de ambos sexos formar uma consciência coletiva de que a violência contra as mulheres, em todos as suas formas e níveis, é crime.

"Eu, enquanto chefe de Estado, tenho trabalhado para formar essa consciência e para prevenir, punir e erradicar a violência contra as mulheres em Pernambuco, através da criação da Secretaria Especial da Mulher, do Pacto pela Vida e da aplicação da Lei Maria da Penha. Desde 2007, quando assumi o governo do Estado, o número de assassinatos de mulheres vem diminuindo e diminuirá muito mais com a compreensão e adesão de outros homens à campanha 'Homens pelo fim da Violência contra a Mulher'", afirma.

Para contribuir com a divulgação da campanha no Estado, a Secretaria da Mulher fará uma reunião nesta quarta-feira (12.11), às 14h, com a assessoria de comunicação do Instituto Papai. O objetivo do encontro é traçar estratégias para incentivar os pernambucanos a acessarem o site da campanha e se comprometerem em erradicar a violência contra a mulher no Estado.


COIAB discute Estatuto dos Povos Indígenas

Fonte: Assessoria de Comunicação Coiab

14/10/2008

A CNPI - Comissão Nacional de Política Indigenista realizará uma oficina de avaliação do Estatuto dos Povos Indígenas, no Hotel Davinci - Rua Belo Horizonte, Bairro Andrianopolis - em Manaus (AM), nos dias 15,16 e 17 de outubro. No total, serão dez oficinas, com o objetivo de discutir, juntamente com lideranças indígenas nacionais, o texto do projeto de lei para o Estatuto dos Povos Indígenas, que tramita desde 1991, na Câmara Federal.

Na avaliação do CNPI, o Estatuto, atualmente, não atende mais às demandas dos povos indígenas, por isso, é necessária a reformulação de cada um de seus artigos. A previsão é de que todas as dez oficinas sejam encerradas em novembro, com uma reformulação do Estatuto dos Povos Indígenas, que será encaminhada para o Congresso Nacional. A CNPI foi criada por Decreto de 22/03/2006 e conta com a participação de 13 representantes de órgãos do governo, 20 indígenas (desses, metade tem direito a voto) e dois de entidades indigenista.

 



Congresso Cearense de Agroecologia abre inscrições

25 de novembro

Por: Maristela Crispim

Pela primeira vez será realizado um congresso de Agroecologia no Ceará, promovido pela Associação Científica de Estudos Agrários (ACEG), o Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará (CCA/ UFC) e a sua parceira, a Fundação Konrad Adenauer - Projeto Agricultura Familiar, Agroecologia e Mercado (AFAM). Com o tema "Agricultura Familiar e Sustentabiliade", o evento, que acontecerá de 12 a 14 de novembro, tem como objetivo incluir o Estado nos processos de pesquisa e extensão rural já avançados em outras regiões do País.

O Congresso é de âmbito regional, contando com a presença de professores/pesquisadores, estudantes universitários, técnicos, sociedade civil organizada e agricultores, visando à construção do conhecimento agroecológico envolvendo o Ceará e outros Estados do Nordeste. A expectativa é de 150 participantes, dentre eles 50 agricultores, estudantes, professores/pesquisadores, extensionistas, técnicos e representantes da sociedade civil organizada.

O evento é apoiado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e aguarda financiamento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) / Secretaria da Agricultura Familiar, tendo uma parte garantida através do Projeto AFAM, co-financiado pela União Européia.

Informações e inscrições
www.cnpat.embrapa.br/eco
www.agroecologia.inf.br

Contatos
Associação Científica de Estudos Agrários (ACEG) - Tel.: (85) 3366.9736
Fundação Konrad Adenauer - Projeto AFAM - Tel.: (85) 3261.8478


Ministra Nilcéa Freire participa de encontro no Recife sobre políticas públicas para as mulheres
O evento reunirá gestoras de todos os estados do Nordeste entre os dias 03 e 05 de setembro, no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem

Texto: Assessoria de Comunicação da Secretaria da Mulher de Pernambuco

O objetivo do II Encontro do Fórum de Organismos Governamentais de Políticas para as Mulheres do Nordeste é traçar uma estratégia regional voltada para o desenvolvimento sociopolítico da população feminina da Região. O evento, que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro, no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, reunirá cerca de 60 coordenadoras, assessoras, diretoras, superintendentes e secretárias da mulher nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal).

O Encontro discutirá, entre outros temas, o papel dos organismos de políticas para as mulheres no fortalecimento da atuação parlamentar e executiva de vereadoras e prefeitas, a importância do desenvolvimento socioeconômico das mulheres do Nordeste, e, também fará uma avaliação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que será assinado pelo Governador Eduardo Campos durante o evento (segue programação em anexo).

A Ministra Nilcéa Freire, titular da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, participará do evento e fará uma palestra sobre o andamento das políticas universais, reparadoras e específicas que o governo federal vem adotando para diminuir as desigualdades entre homens e mulheres no Brasil, bem como sobre a importância do fortalecimento dos organismos governamentais de políticas para as mulheres.

Para a Secretária da Mulher de Pernambuco e Coordenadora Regional do Fórum de Organismos Governamentais de Políticas para as Mulheres do Nordeste, Cristina Buarque, "o Encontro representa um momento de fortalecimento político das gestoras na sua tarefa de desenvolver políticas públicas para as mulheres e de construir um Brasil mais justo e igualitário".

Serviço:
Evento: II Encontro do Fórum de Organismos Governamentais de Políticas para as Mulheres do NE
Data: 03 a 05 de setembro de 2008
Local: Hotel Jangadeiro (Av. Boa Viagem, nº 3114, Recife-PE)

Direito Humano à Moradia é colocado em Pauta em Fortaleza (CE)
14/08/2008

Fonte de Informações: Nuhab

A Rede NUHAB- Núcleo de Habitação e Meio Ambiente - e a Defensoria Publica do Ceará estarão realizando, nos dias 21 e 22 de agosto, em Fortaleza, o Seminário Direito Humano à Moradia. O evento reunirá movimentos sociais, Poder Público, Judiciários e entidades auxiliares da justiça, como a Defensoria Pública e o Ministério Público. O debate visa sensibilizar e capacitar esses atores para a temática, além de estimular ações conjuntas que visem a efetivação do direito à moradia.

A metodologia visa promover a abordagem de diversos temas que envolvam a questão da moradia. Os painéis sempre contarão com a presença de convidados de fora do Estado, que irão apresentar experiências exitosas e teorias progressistas no que se refere à questão urbana.

A conferencia de abertura contará com a participação de membros da Defensoria Pública do Estado do Ceará e do Núcleo de Habitação e Meio Ambiente. O palestrante convidado é o representante do Instituto Polis(SP), Nelson Saule Junior, que fará uma análise conjuntural da situação da moradia no Brasil, conjugando os problemas apresentados com a intervenção que o Poder Público faz, ou deveria fazer, inclusive localmente.

No segundo dia, será trabalhado o tema da "Função Social da Posse e da Propriedade". Haverá uma abordagem sobre a questão do conflito fundiário e como esses conceitos de função social da posse e da propriedade dão embasamento jurídico a reivindicações pelo direito à moradia. O palestrante convidado é o representante da organização internacional COHRE, que lida com direito à moradia e despejos, Cristiano Muller. Ele dará o embasamento teórico, que subsidiará as reflexões dos debatedores do Fórum Cearense de Direitos Humanos, do NUHAB e da Defensoria, que também contará com a representação do Defensor Publico Carlos Loureiro, que atua nos casos mais importantes de ocupações da grande São Paulo.

O outro tema será a Lei de Responsabilidade Territorial, que também contará com uma palestra de Nelson Saule.
O Seminário Direito Humano a Moradia é uma realização da REDE NUHAB, Federação de Bairros e Favelas, Fundação Marcos de Bruin, Defensoria Publica do Ceará e Associação dos Defensores Públicos do CE. A atividade conta com o apoio do DED, Fundação Konrad Adenauer, Banco do Nordeste do Brasil, CIDA, UFC.

Informações que contribuem com o debate

No Brasil, as cidades cresceram de maneira desordenada e desigual. Em 1940, cerca de 80% da população brasileira vivia no meio rural, enquanto hoje, sessenta anos depois, a situação é inversa, com 80% da população total vivendo em áreas urbanas.
A população de baixa renda que foi morar nas cidades não teve acesso a terra urbanizada, buscando como alternativa de moradia a formação de assentamentos irregulares como ocupações, cortiços, loteamentos irregulares e clandestinos. Esse processo continua até hoje.
A população que não tem onde morar ocupa áreas antes utilizadas para especulação imobiliária. Assim, terrenos ou imóveis que não seguiam a sua função social passam a ser utilizados para moradia.
No Estado do Ceará, hoje, existe um déficit habitacional de 470.396 unidades. Só em Fortaleza , o déficit é de 77.615.
A cidade de Fortaleza conta com mais de 600 assentamentos irregulares, mais de 100 áreas de risco.
Programação:

Dia 21/08
18:30h - Mesa de Abertura

18:45h - Conferência - Direito Humano à Moradia: perspectivas e desafios nos âmbitos nacional e local.
Conferencistas:
Sr. Nelson Saule Jr. (Professor da PUC São Paulo, Instituto POLIS, Fórum Nacional da Reforma Urbana, Conselho Nacional das Cidades);
Sr. Filomeno Abreu ( Escritório Frei Tito de Alencar, NUHAB,Fórum Estadual da Reforma Urbana.
Coordenação : Sra.Gorete Fernandes- Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza/ CONAM /REDE NUHAB

20h - Lançamento de Publicações e Coquetel

Dia 22/08
8:00 h Painel - As mudanças no parcelamento do solo urbano propostas pelo PL nº3057.
Debatedores:
Sr. Nelson Saule Jr. ((Professor da PUC São Paulo, Instituto POLIS, Fórum Nacional da Reforma Urbana, Conselho Nacional das Cidades);
Sr. Henrique Botelho (Professor UFC, Advogado, Assessor Rede NUHAB)
Coordenação : Sr. Edmar Lopes Albuquerque- Defensor Publico do Estado do Ceará.

10h - Painel - Regularização Fundiária- experiências praticas.
Sr. Carlos Loureiro - Defensor Público de São Paulo e Coordenador do Núcleo de Habitação da Defensoria do Estado de São Paulo.
Valéria Pinheiro- Coordenadora de projetos urbanos - CEARAH Periferia
Coordenação : Dra. Mariana Lobo Botelho Albuquerque- Associação dos Defensores Públicos do Ceará

12h - Almoço

14h - Painel - Conflitos fundiários no Brasil.
Debatedores:
Cristiano Muller (COHRE, Fórum Nacional da Reforma Urbana, Conselho Nacional das Cidades);
Filomeno Abreu(Advogado do Escritório Frei Tito de Alencar, NUHAB)
Eduardo Vilaça - Defensor Público e Coordenador do Núcleo de ações coletivas da Defensoria do Estado do Ceará.
Coordenação : Sra. Auxiliadora Araripe - Fundação Marcos de Bruin

18h - Encerramento

Serviço

Abertura do evento - Assembléia Legislativa do Ceará

Debates do dia seguinte - Anfiteatro da Faculdade de Direito (UFC)

Maiores informações sobre o evento 85 32612607

Ou pelo e-mail: redenuhab@yahoo.com.br

 



III ENCONTRO AMAZÔNICO SOBRE MULHER E GÊNERO: As Faces da Diversidade

e XV Encontro da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas Sobre Mulher e Gênero - REDOR

 

12/08/2008

Com informações repassadas por parceiros do DED

 

Período: 23 a 26/09/2008
Local : UFPA (Universidade Federal do Pará) - Campus Universitário José da Silveira Neto- Guamá

O objetivo do Encontro é dar continuidade ao processo de divulgação, disseminação e integração de pesquisas e produções científicas sobre a temática mulher e gênero na Amazônia, procurando aglutinar as(os) pesquisadoras(es) que se dedicam a essas questões.
O evento é promovido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas "Eneida de Morais" sobre Mulher e Gênero - GEPEM/UFPA e conta com a co-participação dos Programas de Pós-Graduação em Ciência Política - PPGCP/UFPA, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - PPGCS/UFPA e Programa de Pós-Graduação em Psicologia - PPGP-UFPA.
O XV Encontro da REDOR visa avaliar a rede nas articulações aos pesquisadores do Norte e Nordeste, em quinze anos de atividades acadêmicas.

O Encontro acontecerá através de Mesas Temáticas e Grupos de Trabalhos:

Conferência de abertura - Dra. Lourdes Bandeira (UnB e SPM)

I - Mesas temáticas
a - Gênero, conjugalidade e sexualidade
b. Trajetórias de Estudos e Pesquisas em Gênero: (Re)Pensar a REDOR
c. Violência e direitos humanos na perspectiva de Gênero
d. Gênero, Poder e Participação Política
e. Gênero, Arte/Literatura e Educação
f. Gênero, relações de trabalho e meio ambiente e desenvolvimento

II. Grupos de Trabalhos
GT 1) Gênero, Identidade e Cultura
GT 2) Gênero,Cidadania e Participação Política
GT 3) Gênero, Arte/Literatura e Educação
GT 4) Mulher, Relações de Trabalho e Meio Ambiente
GT 5) Gênero, Saúde e Violência

As pessoas interessadas em participar podem solicitar o formulário de inscrição para o email gepem14ufpa@gmail.com e/ ou na Secretaria do Encontro (endereço abaixo). Após preenchê-lo, enviar seus resumos para as coordenadoras dos referidos Grupos de Trabalho. As inscrições presenciais e recolhimento do valor das inscrições deverão ser feitas na Secretaria do GEPEM ou do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política/ UFPA (altos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas).

Endereço: Campus Universitário José da Silveira Neto
Avenida Augusto Corrêa, n° 01. Bairro : Guamá. CEP: 66075-110- Belém-Pará.
Tel .(091) 3201-7441 e 3201-7997 e 3201-8215.
Horários: 9h às 12h e de 14h às 16h.


Levantamento demonstra potencial de assentamento em Itaituba (PA) na produção do óleo da andiroba .

Julho 2008

No último mês de maio, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itaituba (PA), parceira do DED naquela região, realizou um levantamento, em pequena escala, das árvores da andiroba no assentamento Cristalino I. A área foi escolhida para o estudo devido ao interesse da própria comunidade em promover o desenvolvimento sustentável do local, que possui alto índice dessa planta. Nesse mapeamento, levou-se em conta a quantidade da matéria prima e dos recursos humanos existentes. O objetivo foi mostrar que, apesar de Belém ter escassez de andiroba, não tendo fornecedores do óleo e, por isso, estar recorrendo ao reflorestamento de emergência, o assentamento de Itaituba, distante 890 quilômetros da capital paraense, vive uma situação contrária, não encontrando compradores para o seu produto natural.

Metodologia - para identificar a quantidade de matéria-prima existente, os técnicos visitaram cinco áreas da comunidade com alto índice de andiroba. Foram levados em conta os dados em 17 hectares (nas cinco áreas) de todas as árvores acima de 10 centímetros de diâmetro. Além do tamanho, levantou-se a qualidade da copa e a saúde das plantas. O valor total identificado foi de aproximadamente dezesseis árvores, com saúde e copas boas ou excelentes, por hectare. Supondo-se que a produção média de sementes de árvores pequenas seja de aproximadamente 30 kg; de árvores medianas - de 60 kg; e das grandes - acima de 70 centímetros, de 90 quilos, os técnicos calcularam que a produção total média num hectare seria de 814 kg por ano.

Estimativa de Capacidade de Produção - O cooperante DED, Samuel Ebert, que participou do levantamento, explica que, supondo-se que da área total do assentamento, de aproximadamente 10.000, hectares, só 1% (=100 hectares) seja de alto índice de andiroba e que, nessas áreas, só 50% das sementes (pouco mais 400 kg /hectare) sejam colhidas e transformadas manualmente pelos colonos em óleo, o potencial de produção seria de aproximadamente 2.000 litros por safra. Contudo, a Secretaria identificou que o fator dos recursos humanos disponíveis no assentamento é limitante, especialmente porque o processo de extração manual de óleo das sementes é demorado.

Apesar dos desafios, o estudo concluiu que, no assentamento "Cristalino I" e, provavelmente, em uma grande parte da região de Itaituba, há grande quantidade de matéria prima para a extração de óleo de andiroba disponível. Os técnicos acreditam que o uso da mini-usina aumentaria consideravelmente a quantidade de óleos extraídos através de um processo mais rápido e eficaz.

No entanto, como o que se observa em muitas regiões da Amazônia, e também no assentamento Cristalino I, é o grande avanço no desmatamento para a plantação de pasto, criação de gado, ovinos e outros, Samuel alerta que, se não forem implantados meios de produção para agregar valor através de maquinários e/ou mercado seguro, com preços reais, é provável que os assentados optem por obter renda, a curto prazo, através da derrubada de grande quantidade de árvores e a plantação de pasto.

Histórico
O assentamento foi criado em 1988 e está localizado a, aproximadamente, 60 quilômetros da cidade de Itaituba-PA, na estrada de Barreiras. No Cristalino I, um total de 193 famílias foram assentadas, a maioria oriunda do Estado do Maranhão. Cada família recebeu um lote de 50 hectares, sendo que as casas dos assentados se encontram, na sua grande maioria, nos lotes. De Cristalino I se acessa mais 3 comunidades (Cristalino II, Jaguarão, Santa Inês), com 350 famílias assentadas. Hoje, cerca de 150 famílias moram no assentamento "Cristalino I". As outras migraram para outros lugares, principalmente para a cidade de Itaituba.

A principal fonte de renda da comunidade é a venda de arroz, milho, farinha de mandioca e pequenos animais (galinha, porco, etc.). Apesar das péssimas condições da estrada, existe três vezes por semana um transporte que faz linha para o assentamento e facilita o escoamento da produção agrícola. Além disso, vários assentados trabalham como empregados (peões) nas fazendas mais próximas.

Um dado preocupante, constatado durante este estudo, foi o incremento da importância econômica do gado de corte no assentamento, tendo em vista que instituições financeiras incentivam, através de linhas de créditos, esse tipo de pratica. Varias pessoas da comunidade (± 20 %) também extraem manualmente óleos vegetais, especialmente de andiroba e de copaíba, em pequena escala.
Os assentados mencionaram que se pode extrair mais óleo, mas devido à falta de demanda, a produção no assentamento é pequena.


 

Municípios cearenses terão seus planos diretores avaliados por pesquisa . Fonte: Cearah Periferia

No último mês de maio, o Ministério das Cidades deu início a uma campanha para formação da Rede Nacional de Avaliação e Capacitação para Implementação dos Planos Diretores Participativos (PDP's) nos municípios brasileiros. Os objetivos da Rede são: mobilizar atores sociais e pesquisadores para avaliação dos Planos Diretores Participativos elaborados, com vistas a subsidiar as estratégias locais de implementação dos PDP's e cumprimento do Estatuto da Cidade; trazer o conhecimento técnico especializado dos pesquisadores para um esforço unificado de avaliação do quadro do planejamento urbano no Brasil.

O trabalho da Rede consistirá numa pesquisa qualitativa, que será realizada por amostragem em 526 municípios, avaliando três eixos básicos nas implementações dos Planos Diretores Participativos: o acesso à terra urbanizada, o acesso aos serviços e equipamentos urbanos (com ênfase no acesso à habitação, ao saneamento ambiental e ao transporte/mobilidade) e o sistema de gestão e participação democrática. No Estado do Ceará, inicialmente, foram escolhidos 25 municípios que passarão por uma leitura crítica dos Planos Diretores aprovados, podendo haver ainda alguma alteração após as primeiras informações a serem recebidas acerca da revisão/elaboração dos Planos.

A pesquisa obedecerá a critérios previamente estabelecidos pela Secretaria Nacional de Programas Urbanos que compõe a Coordenação Executiva do projeto juntamente com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ), Instituto Polis e Fase-RJ. Cada estado terá uma coordenação composta por um pesquisador responsável e pelos Conselheiros Nacionais das Cidades, que no Ceará são: Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza/CONAM, Movimento dos Conjuntos Habitacionais/UNMP, CEARAH Periferia e Prefeitura Municipal de Fortaleza.

A pesquisa será realizada de 15 de julho a 15 de setembro de 2008, por uma equipe multidisciplinar, sob a responsabilidade do CEARAH Periferia. Ao fim da mesma será elaborado um relatório estadual e realizada uma oficina para socializar o resultado da pesquisa.



DED e parceiros discutem Desenvolvimento Rural.

O DED realizará, nos dias 12 e 13 de junho - em Santarém (PA), o Encontro do Grupo Temático Desenvolvimento Rural.A iniciativa, que reunirá entidades parceiras do DED no Norte e Nordeste, visa estimular a transferência de conhecimentos e o intercâmbio de experiências entre essas regiões. Esse é o segundo momento promovido este ano pelo Serviço Alemão com essa proposta. O primeiro, ocorreu em maio, e reuniu organizações que atuam na área urbana para discutir o Fortalecimento da Democracia.

Entre os temas abordados no encontro sobre Desenvolvimento Rural estão a comercialização e a certificação nos diversos tipos de mercado; o desenvolvimento territorial; a assessoria a cadeias produtivas; o conceito de agroecologia; agroestrativismo e uso sustentavel das florestas e os biocombustiveis. A gestão de conhecimentos e a participação dessas organizações no Fórum Social Mundial 2009, em Bélem (PA), também serão assuntos em pauta no evento. A expectativa é de que 18 entidades participem dos debates.

Brasil e Alemanha: um diálogo sobre os desafios urbanos  

 

Junho 2008

Fazer um diálogo sobre a necessidade de novas políticas urbanas para o Brasil e para a Alemanha, tendo como foco orientador das abordagens a realidade do Recife e de Dresden (cidade do leste alemão reconstruida depois de ter sido reduzida a ruínas no final da II Guerra Mundial – em 1945). Essa é a proposta do Projeto Desafios Urbanos, realizado dentro da programação oficial do Kulturfest - uma iniciativa de entidades, pesquisadores, técnicos e representantes de cidades e universidades alemães e brasileiras, que objetiva favorecer trocas culturais entre esses dois paises, através de diferentes atividades (exposições, palestras, simpósios) realizadas em estados brasileiros.

O ¨Desafios Urbanos¨, que acontece na capital pernambucana, de 09 a 13 de junho, envolve uma exposição, intitulada ¨Dresden - a reinvenção de uma cidade¨, e um Simpósio Internacional, que contará com a presença de pesquisadores, técnicos e representantes de cidades alemães e brasileiras. Na pauta ,os desafios apresentados pelas questões urbanas para esses dois paises e para o mundo. A gestão e meio ambiente nas cidades brasileiras; experiências inovadoras na legalização fundiária de assentamentos de baixa renda na Região Metropolitana do Recife, o medo generalizado e a militarização da questão urbana; e a cidade como palco de politicas culturais serão alguns dos temas trabalhados.

Entre os palestrantes estão o prefeito de Dresden, Lutz Vogel; o diretor do Departamento de Patrimônio Histórico e Artístico da Baviera, professor Eckhart Ribbeck, que tem ampla experiência com o tema habitações informais ; o geógrafo do Rio de Janeiro, Marcelo Souza, uma referência na questão da violência urbana; e o cartógrafo Jürgen Philips e o jurista Andreas Krell, que farão um comparativo sobre a administração urbana no Brasil e na Alemanha. Na área cultural haverá uma exposiçao do diretor do Fórum Cultural Mundial, no Rio, Dieter Jaenicke.O encontro deverá contar, ainda, com representantes de universidades, ongs, do governo de Pernambuco e das prefeituras para subsidiar o debate.

A iniciativa do projeto Desafios Urbanos é do Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Recife e do Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA), contando com o apoio do Centro de Treinamento e Desenvolvimento Profissional das Associações Empresariais da Baviera(Bfz); Prefeitura da Cidade do Recife/Secretaria de Cultura/Museu da Cidade/Teatro Apollo; Prefeitura da Cidade de Dresden; Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social - DED ; Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico - DAAD e Universidade Federal de Pernambuco(UFPE)

Inscrições:www.ccba.org.br - 3221 6418

Serviço:

A abertura do Projeto Desafios Urbanos ocorre no dia 09 de junho – as 19h com aExposiçao¨Dresden - a reinvenção de uma Cidade¨– no Forte das Cinco Pontas, no Recife.(Também serao expostos materiais sobre a historia do Recife)

O Simpósio Internacional Desafios Urbanos– acontecerá de 10 a 13 de junho – no Teatro Apolo – a partir das 8h30


 

 

Pauta do combate à desertificação ganha mais força no Nordeste  

 

05 de maio de 2008

 

O governo do Estado de Pernambuco anunciou, no início do mês de abril, que  financiará projetos de combate ao problema da desertificação. São R$ 600 mil, provenientes do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA), que atenderão 20 municípiosque têm em seus territórios áreas suscetíveis à desertificação. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente lançou o edital público (http://www.sectma.pe.gov.br/download/edital_desertificação.doc ) no último dia 28. Serão contemplados projetos que variam entre R$ 30 mil e R$ 50 mil e que devem ser apresentados até o próximo dia 17 de junho por prefeituras, sindicatos, movimentos sociais e outras entidades da sociedade civil organizada. O cooperante do DED na ASA (Articulação no Semi-árido Brasileiro), Wouter van Oosterhout, que trabalha diretamente com a temática da Desertificação, comenta a importância de iniciativas como essa para o combate aos efeitos da degradação do solo nesta Região.

Comunicação DED (ComDED) O que esse anúncio do Governo de Pernambuco significa para o trabalho já  desenvolvido pela ASA com o apoio do DED?

Wouter - Significa um reconhecimento do nosso trabalho e do conhecimento que está sendo gerado com novas soluções para conviver com o semi-árido e combater os efeitos da desertificação e das mudanças climáticas. Significa também que estamos mudando de escala: passamos alguns anos colocando o tema da desertificação no meio de atores importantes (governamentais e da sociedade civil) e, agora, verificamos que esses atores querem agir com base nas suas atribuições e competências.

Essa proposta do FEMA de Pernambuco vem potencializar uma outra ação, a do Fundo de Apoio a Iniciativas Locais (FAIL), criado por nós (Cooperação Alemã, ASA e Ministério do Meio Ambiente), no ano passado, já na perspectiva de dar ênfase às aprendizagens e novas abordagens locais. Em 2007 – o FAIL teve uma verba de R$ 140.000 e, este ano, contamos com R$ 500.000. A expectativa é de que outros Estados também direcionem recursos específicos para essa temática da desertificação.

ComDED - Que tipo de projetos são  urgentes dentro dessa questão da desertificação no semi-árido e que deveriam ser submetidos ao edital  do governo?

Wouter - São projetos voltados para o combate aos efeitos da desertificação e das mudanças climáticas, pois, na verdade, não podemos mais separar esses temas. A idéia original do fundo é de fomentar soluções geradas a partir de situações e necessidades locais, de comunidades vivendo o dia-a-dia da degradação dos solos e ecossistemas nas áreas susceptíveis à desertificação. São projetos que tentam vincular as atividades produtivas das famílias e comunidades com a preservação dos ecossistemas. Alguns têm mais o caráter de construção de conhecimento, já outros têm objetivos mais práticos. As experiências do ano passado, quando financiamos 13 projetos, são riquíssimas. Em junho, promoveremos uma Feira de Troca de Saberes para sistematizar essas experiências, e faremos uma publicação com base nisso.

ComDED - Explica um pouco pra gente o que é desertificação?

Wouter - Desertificação, no sentido restrito, é o processo de gradual degradação do solo. Dois conjuntos de fatores são relevantes: os de origem relacionada às atividades humanas e os relacionados aos fatores naturais, climáticos. As atividades humanas que mais pesam na nossa realidade são os desmatamentos, para vários fins, e as atividades agropecuárias baseadas em tecnologias não-apropriadas. Os fatores climáticos têm a ver com o regime de chuvas, intensidade dos raios solares etc. Evidentemente, os fatores se agravam quando, entre outras situações, uma área é desmatada.

No sentido mais amplo, a desertificação pode ser entendida como o gradual empobrecimento dos ecossistemas, causado por atividades humanas e a degradação do solo.

ComDED - Qual a influencia do aquecimento global sobre essa temática?

Wouter - Os fatores que dão origem ao aquecimento global são da mesma ordem que os fatores que causam a desertificação, embora, no caso dessa segunda, seja mais fácil apontar para relações locais de causa-efeito. Mas, no fundo, são atividades humanas e sistemas produtivos inadequados para os ecossistemas. É uma questão de falta de equilíbrio da presença humana na natureza.

ComDED - Por que o semi-árido é um alvo fácil para a desertificação?

Wouter - Porque ele tem ecossistemas ricos, mas vulneráveis, e quanto mais degradados, mais difícil recuperá-los. A vegetação protege o solo, e, se retiramos essa vegetação, expomos o solo aos extremos do nosso clima.

ComDED - O que a sociedade civil pode fazer para combater os processos de desertificação?

Wouter - Desenvolver novas tecnologias visando à preservação e ao manejo sustentável; ficar em alerta para práticas inapropriadas; dialogar com outros atores, principalmente governamentais e do setor privado, para discutir questões fundamentais como a matriz energética e as políticas ambientais no nordeste; assegurar a produção de alimentos com qualidade e o manejo de recursos hídricos; mudar comportamentos que têm impacto direto sobre o meio ambiente; cobrar a promoção da igualdade e acesso sustentável para todos a bens e serviços dos ecossistemas; buscar e promover a participação em processos democráticos e cuidar dos ecossistemas do sertão e cerrado.

ComDED - Como o DED tem contribuído, em nível macro, para a discussão dessa temática?

Wouter - Desde a sua presença no Nordeste, o DED é pioneiro na introdução de tecnologias para a convivência com o semi-árido. O DED está no berço da introdução de sistemas de manejo sustentável de recursos naturais, sempre valorizando a agricultura familiar. Ultimamente, tem buscado contribuir para a integração da agricultura em arranjos econômicos mais amplos, garantindo mais segurança para as famílias e comunidades.


 

Naturais da Amazônia e DED apostam na experiência das comunidades para garantir qualidade de cadeia produtiva de cosméticos

 

Uma proposta  que une o cuidado com a natureza e com as famílias que dela sobrevivem. Um trabalho que visa um desenvolvimento  socioambiental sustentável. Assim é desenvolvida a parceria do DED com a Naturais da Amazônia, em Belém, no Pará. A empresa de cosméticos naturais, que extrai óleos vegetais de sementes oleaginosas que estão disponíveis em abundância naquela região através de processos criteriosos de qualidade, conta com a participação efetiva das comunidades ribeirinhas e quilombolas na cadeia produtiva.

A Naturais extrai óleos de sementes como pracaxi, andiroba, buriti, castanha do pará, bacuri e cupuaçu, entre outras. Todo o processo é certificado pelo IBD (Instituto Biodinâmico), que comprova o não desmatamento ou não agressão à natureza e, também, a ausência de produtos químicos. São produzidos óleos, cremes e sabonetes, comercializados  através da internet em todo o mundo.

Participam do  projeto, aproximadamente, 350 famílias, divididas em oito pólos produtivos. Numa cooperação do DED, dentro da Parceria Público Privada (PPP),  a Naturais adquiriu uma prensa (componente da mini-usina comunitária), que beneficia o pólo de Tracuateua (Bragança - PA). Naquela localidade, foi possível  realizar um treinamento com as comunidades em tempo hábil para a safra das sementes no ano de 2007 e 2008. Em outros pólos produtivos, a iniciativa também contou com a parceria da  Caritas Norte II, do Governo do Estado, e do Governo Federal.

As famílias integrantes do projeto são ribeirinhas e quilombolas, que vivem do extrativismo da floresta amazônica. Na grande maioria tem baixa escolaridade e péssimas condições de vida. “Antes dessa iniciativa, elas não aproveitavam as sementes de qualidade, porque não tinham para quem vender a  preços justos. Já o nosso trabalho garante a comercialização de toda a produção das comunidades e, com isso, agregamos valor lá na própria comunidade” – comenta o diretor da Naturais daAmazônia, Arnoldo Luchtenberg.

Arnoldo diz que sem o apoio do DED, provavelmente, o projeto ainda estaria no marco zero. “Agora, com a chegada de um cooperante do DED no mês de abril, temos certeza que a iniciativa vai apresentar ainda melhores  resultados nas comunidades e na sustentabilidade do extrativismo”.

Os resultados-  A iniciativa apresenta resultados diretos importantes. O diretor da Naturais enfatiza, entre eles, que “as comunidades beneficiadas deixam de desmatar, porque entendem que melhor ter floresta em pé, e, com a opção de renda que o projeto apresenta, elas passam a ser fiscais da floresta e não deixam que outras pessoas a destruam para  plantar soja. Temos exemplos vivos disso. Uma situação que representa, ainda, melhor qualidade de vida para as famílias”.

Ele diz que espera ampliar a PPP para outros pólos já na safra de 2009. “Também contaremos muito com o trabalho do cooperante. Acho que é fundamental este trabalho com esse profissional, pois ele entrega conhecimento como produto final para as comunidades, algo que é valioso e nunca acaba”.

A multiplicação de Experiências .  

A partir dos resultados da  experiência desenvolvida com o apoio do DED, a Naturais da Amazônia conquistou uma parceria importantíssima com o Governo do Estado do Pará, já para  este ano de 2008, que começa em maio,  ainda dentro do calendário agrícola de coleta das sementes oleaginosas.  O projeto  garante a formação das comunidades no campo da gestão, bem como a entrega dos equipamentos para o processo de extração com agregação de valores lá nas próprias áreas de trabalho dessas famílias. Nessa proposta, serão beneficiados quatro grupos maiores (pólos), distribuídos nas comunidades de  Rio Fábrica e  Monte Orebe - Breves (Marajó),  Tracuateua (próximo a Bragança),  (Marajó) e URUARA (transamazônica) . Ao todo serão atendidas  218 famílias.

Para o diretor do DED Brasil, Dieter W. Schneider, essa nova etapa de atividades da Naturais da Amazônia mostra a importância de um trabalho planejado e realizado em conjunto por todos os atores que se preocupam com os segmentos da população que ainda não tiveram acesso ao desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida através da geração de renda. "Nesse caso, as entidades da sociedade civil garantem a participação dos grupos organizados de ribeirinhos e quilombolas, que são quem realmente implementam o projeto; o setor público oferece o aporte para que as metas e medidas correspondam a proposta de desenvolvimento apresentada pelo Governo; o setor privado atua para que o processo corresponda às exigências  do mercado, sendo, porém, sustentáveis; e a cooperação contribui com uma assistência técnica e pequenos financiamentos iniciais, caso esses ainda não estejam ao alcance do projeto".

Mais informações você encontra no site www.naturaisdaamazonia.com.br

Fortalecimento da Democracia é pauta de discussão entre DED e parceiros.  

Maio 2008

O DED realizará, de 19 a 21 de maio, em Fortaleza (CE), um Encontro do Grupo Temático Fortalecimento da Democracia, que reunirá representantes de Entidades parceiras da Organização que atuam no Norte e Nordeste do País. Desenvolvimento Urbano Regional e Trabalho com (e) em Redes serão os principais focos de discussão.

As instituições presentes aproveitarão o encontro, ainda, para intercambiar informações sobre o processo de construção do Fórum Social Mundial de 2009, que acontecerá em Belém (PA). O objetivo é pensar estratégias para uma participação mais conjunta - com temáticas comuns.

Um outro ponto de pauta da atividade será o debate sobre Gestão do Conhecimento como temática transversal. A cooperante do DED dentro do Fórum Amazônia Oriental, Janina Budi, fará uma abordagem sobre esse assunto, possibilitando que os participantes possam interagir sobre a compreensão desse tema dentro dos seus contextos de atuação.

Desde o ano passado, durante sua Assembléia Geral, o DED Brasil decidiu reunir os parceiros e cooperantes anualmente para o debate de assuntos divididos em duas grandes temáticas: Desenvolvimento Rural, que reúne entidades com maior atuação na zona rural; e Fortalecimento da Democracia, com entidades da zona urbana. O objetivo é fortalecer o intercâmbio de conhecimentos entre as regiões.

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Articulação de Mulheres Indígenas: conquistas e desafios.  


15 de abril de 2008

Na semana em que está montado o Acampamento Terra Livre, evento central do Abril Indígena, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o DED divulga uma entrevista especial realizada com duas lideranças indígenas. Elas que, além de atuarem na perspectiva  do fortalecimento das lutas dos seus povos (pelo direito à terra, à educação, à saúde etc), trabalham, especialmente, pelos direitos das mulheres indígenas dentro desse contexto. Para que existam políticas públicas que respeitem as especificidades e a identidade dessas mulheres.

Fortes e lutadoras, elas são Valeria Paye Pereira -  Kaxuyana da Terra Indígena Parque do Tumucumaque/PA - representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), em Brasília; e Maria da Conceição Alves Feitosa (Ceiça) – do Povo Pitaguary, do Ceará – do Departamento de Mulheres da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME)

DED - Por que as mulheres começaram a se articular de uma forma específica dentro do movimento indígena? A partir de quando isso aconteceu?

Valéria - Embora sempre acompanhando seus maridos ou pais nas discussões dos movimentos indígenas, desde a década de 80, somente no começo dos anos 90, as mulheres indígenas passaram a se organizar como movimento feminino, para discutir questões de gênero. Esse tema ainda é muito recente e pouco claro, inclusive em termos conceituais. Porque, embora estejam discutindo entre mulheres, acabam abordando as políticas gerais voltadas para a comunidade e, na maioria das vezes, as suas demandas são para as questões da saúde e educação indígena, sem se atentarem propriamente para o enfoque de gênero.

Ceiça - As mulheres começaram a se articular porque perceberam que muita coisa dentro das aldeias já eram feitas por elas, como reuniões, organização de eventos, participação em  conselhos. Mas, elas identificaram, também, que apesar disso tudo, quando era necessária uma representação do movimento para um evento fora, aí, só quem ia eram os homens. No Nordeste, especificamente, esse movimento já é antigo e tem muita força em alguns Estados. Tudo começou graças a uma grande líder que se chamava Maninha Xukuru Kariri, que sempre teve como sonho organizar o movimento de mulheres indígenas.

DED - Como está sendo viabilizada essa articulação, que meios estão sendo usados para que haja uma maior comunicação entre as mulheres, já que as distâncias são bem grandes?

Valéria - As mulheres, como forma de amadurecimento no processo do movimento indígena, vêm se articulando e se organizando em grupos, associações, coordenações ou departamentos das organizações gerais dos povos. Exemplo disso é o Departamento de Mulheres da COIAB e o Departamento de Mulheres da APOINME. O grau de discussão é variado, indo desde o mais primário, como as reuniões internas nas aldeias, até a defesa de propostas em instâncias nacionais, como a Conferência Nacional de Política para as Mulheres e a Comissão Nacional de Política Indigenista - CNPI.

Não há representatividade indígena nacional, tanto no movimento geral quanto no movimento das mulheres indígenas. O que se tem são representações regionais, que discutem em nome da sua região, do seu povo, do coletivo. As mulheres compartilham com a sociedade a visão do papel que essa sociedade reserva às mulheres.

Ceiça - Recentemente foi criado o Departamento de Mulheres da Apoinme, que conta hoje com uma representante do Ceará (EU) na coordenação e é integrado também por uma representante de cada Estado da região de abrangência da Organização. Esse espaço é um instrumento importante de articulação do Movimento de Mulheres Indígenas do Nordeste e Leste do País. Para a comunicação entre essas representantes são usados telefone, e-mail (para as poucas aldeias que têm acesso) mas, principalmente, são aproveitados os eventos dos quais essas mulheres participam para se fazer reuniões. O grande desafio, este ano, é juntar essa comissão que forma o departamento para pensar as reuniões, assembléias e como podemos estar mais presentes nas comunidades.

DED - Quais são as conquistas que as mulheres indígenas já conseguiram depois de articuladas (na Amazônia, no NE, em nível nacional)?

Valéria - O Estado brasileiro tem demonstrado ações ainda muito incipientes voltadas para a mulher indígena. São ações pulverizadas dentre os ministérios e, muitas vezes, embora tenham como um de seus alvos as mulheres indígenas, não têm nenhuma rubrica ou programa oficial específico para este público. Em janeiro de 2007, a Fundação Nacional do Índio – FUNAI, órgão indigenista oficial, criou a Coordenação de Mulheres Indígenas, subordinada à presidência do órgão, e chefiada pela indígena Wapichana. A iniciativa teve a finalidade de, dentre outras coisas, coordenar, articular e acompanhar a implementação de ações relacionadas à questão de gênero no âmbito da FUNAI, bem como estimular a participação das mulheres indígenas nos fóruns de discussão  e instâncias de proposição e formulação de políticas públicas com foco na perspectiva de gênero.

Por ocasião da II Conferência Nacional de Mulheres pela SNPM, em agosto de 2007, onde das 2.500 mulheres representantes dos mais diversos segmentos sociais do país, apenas 31 eram indígenas, a CMI/FUNAI consolidou, em conjunto com o Departamento de Mulheres da COIAB, todas as propostas até então encaminhadas pelas mulheres indígenas do país ao longo dos anos e dos eventos nacionais. A consolidação dessas propostas apontou para a necessidade de se implementar políticas públicas direcionadas ao fortalecimento do movimento indígena.

O mesmo aconteceu durante as reuniões da Comissão Nacional de Política Indigenista, instância composta por órgãos oficiais do governo, representações indígenas e representações da sociedade civil, cuja finalidade é discutir e elaborar diretrizes para a construção de políticas públicas voltadas para as populações indígenas do país. Na CNPI, dentre as várias subcomissões, há a subcomissão de Gênero, Infância e Juventude, cujo objetivo também é formular políticas públicas levando-se em consideração a realidade local das populações indígenas e a busca de melhorias.

Esse é o retrato superficial das conquistas das mulheres indígenas no movimento social dos povos e no âmbito governamental.

Ceiça - Na verdade, não foram muitas. A principal internamente ( dentro da Apoinme) foi demandar e conquistar a criação de um departamento para elas dentro dessa articulação. Também é importante citar que, em alguns estados, está ocorrendo uma divisão paritária das vagas para os eventos que envolvem o movimento indígena. Em nível externo, o Grupo de Gênero da  Comissão Nacional de Política Indigenista resolveu discutir mais amplamente a  participação das mulheres no Movimento  e  políticas públicas mais voltadas para ela. Para isso, decidiu  buscar informações nos departamentos de mulheres constituídos dentro das articulações já existentes e das comunidades. Isso é muito importante.

DED - Quais são os maiores desafios vivenciados pelas mulheres indígenas nas aldeias e na sociedade de um modo geral?

Valéria - Fortalecer as articulações do movimento indígena de mulheres, nos níveis local, regional e nacional; garantir recursos para a implementação do plano de trabalho das organizações de mulheres indígenas, que inclui reuniões, encontros, oficinas de capacitação e atividades produtivas sustentáveis; definir mecanismos e estratégias de comunicação entre as organizações e regiões; capacitação permanente das mulheres indígenas em assuntos como elaboração e gerenciamento de projetos, prestação de contas e redação de relatórios, assim como sobre políticas públicas, especialmente aquelas relacionadas com os direitos das mulheres indígenas; ter políticas e instrumentos eficientes e eficazes de combate à violência contra as mulheres; elaboração de Lei específica que atenda e defenda os direitos das mulheres indígenas, além do aproveitamento de brechas existentes na Lei Maria da Penha.

Ceiça - São muitos. Dentro das aldeias, a sustentabilidade dos povos indígenas, que é uma responsabilidade de todos, foi muito assumida pelas mulheres. Como as terras do Nordeste são pequenas demais e não se tem como fazer reprodução cultural (ligada ao desenvolvimento da economia, artes etc) e nem física (filhos), muitas  mulheres acabam tendo que  sustentar a casa com o  artesanato, por exemplo. Um outro problema é o alcoolismo. Muitas vezes, quando o homem não tem ocupação, começa a beber e ficar agressivo. No sentido mais amplo, uma questão desafiante é conseguir que as demandas das mulheres, como projetos de auto-sustentabilidade, entrem no PPA do governo, respeitando as especificidades dessas mulheres.

DED Como é percebida pelos homens, dentro das comunidades indígenas, essa proposta de articulação das mulheres?

Valéria -Superado o entendimento de que as mulheres estavam querendo concorrer para ocupar os seus espaços, os parentes homens têm sido companheiros, tem nos apoiado e nos acompanhado nas nossas lutas e nos animado para fortalecermos as nossas articulações nas diversas regiões do país, através das organizações regionais.

Ceiça - Alguns homens ainda acham que a mulher vai tomar todo o espaço.  Outros chegam a comentar que o Movimento Indígena vai perder a qualidade, já que em alguns estados têm a participação paritária em alguns eventos. No entanto, isso está mudando graças à visão da coordenação da Apoinme, que tem incentivado a inserção das mulheres nesses espaços.

DED - As mulheres indígenas têm se articulado com o Movimento de Mulheres?

Valéria - O movimento indígena Brasileiro é um dos movimentos mais fechados em termos de articulação com outros movimentos sociais. Apenas há bem pouco tempo tem retomado os diálogos com os diversos movimentos como Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), no âmbito da Amazônia Brasileira. O movimento de mulheres indígenas não é diferente, porém tem mais abertura para o diálogo com outros movimentos, tais como Movimento Articulado das Mulheres da Amazônia (MAMA) e com outros movimentos no âmbito regional.

Ceiça - Um pouco, às vezes recebemos alguns convites, mas ainda estamos distante. Isso acontece por conta da diferença de bandeiras de luta. Existe muita coisa defendida pelo Movimento de Mulheres, que não cabem para as mulheres indígenas. Queremos coisas amplas, mais comunitárias, como a conquista do nosso território. Já, elas, lutam por coisas mais práticas. Elas têm uma casa e nos lutamos pela terra.

Como o Movimento percebe a Lei Maria da Penha?

Valéria - É admitido que a violência doméstica atinge as mulheres indígenas. Elas questionam os efeitos da lei nas suas comunidades. Seus maridos e filhos terão que responder nas cadeias e prisões, nas cidades, pelo abuso cometido? Quem irá caçar? Quem irá pescar? Quem irá ajudar na roça?

Talvez, o que elas queiram é ter maiores informações sobre a lei para poderem decidir se a Maria da Penha é para elas, ou se preferem a utilização dos códigos de conduta já estabelecidos pelos seus povos.

É necessário proporcionar às mulheres indígenas fóruns específicos nas regiões, em parceria com os departamentos de mulheres das organizações regionais, para discutir e entender a Lei Maria da Penha. Isso porque, uma vez que as mulheres indígenas não discutem de forma isolada os seus problemas. Tendem, sempre, a envolver a comunidade, os seus parceiros, caciques e professores. Só assim, os homens passarão a compreender que a violência tem que ser combatida. Seria acertado ouvir das mulheres indígenas se esta nova lei se aplica também à realidade étnica de cada povo indígena deste país ou se elas preferem manter a tradicionalidade dos códigos de conduta e de punição próprios de seus povos ?

Ceiça - A Lei Maria da Penha foi um avanço para as mulheres e estamos incluídas. Mas, ainda não tem muita aplicabilidade no interior de nossas aldeias, visto que possuímos leis  e formas de organização próprias. A violência contra a mulher é um tabu ainda maior dentro das aldeias. Existe muito silêncio. Seria importante que a Maria da Penha contemplasse as especificidades de alguns grupos de mulheres. Não só das indígenas, mas também das negras, entre outras.

DED - Como você acha que o DED contribuiu ou pode contribuir para o fortalecimento das mulheres indígenas?

Valéria - A contribuição do DED pode ser feita através do apoio às atividades do movimento de mulheres, tais como reuniões, seminários nas regiões e o III Encontro Nacional para discutir as estratégias de atuação; à realização de capacitações em temas como gestão organizacional; além de, quem sabe, proporcionar troca de experiências entre as organizações no âmbito nacional e internacional, principalmente na América Latina.    

Ceiça - Infelizmente, o Movimento Indígena ainda recebe mais o apoio de organizações de outros países do que do Brasil. Então, precisamos de muitos parceiros. O DED é um deles. Acho que ele pode estar ainda mais presente dentro dessa articulação.

Audiência pública e caminhada marcarão o 08 de Março em Fortaleza (CE).  

Março 2008

Texto: Assessoria de Comunicação Nuhab

"Papel, a Participação e a Situação da Mulher em Fortaleza" será o tema da Audiência Pública solicitada pelo Centro Socorro Abreu junto à Câmara Municipal de Fortaleza (CE) em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. A atividade ocorrerá no dia 07 de março, às 9h30min, no auditório da Câmara. Na ocasião serão homenageadas mulheres escolhidas pelas suas histórias de luta em defesa da construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Entre as homenageadas destacam-se: a Sra. Maria da Penha inspiradora da Lei Maria da Penha; Dra. Francilene Gomes Bessa, Defensora Pública Geral do Estado; a Sra. Roberta Carneiro, vítima de violência doméstica, que após 10 anos de muita luta, obteve o julgamento e a condenação de seu agressor.

Em conjunto com entidades, movimentos de mulheres e o Poder Público, a audiência pretende debater sobre os avanços nas políticas públicas, o que pode ser melhorado e a implantação da Lei Maria da Penha em conjunto com os governos municipais, estaduais e federais para que a praticidade e agilidade possam então facilitar a vida e garantir a integridade física das mulheres.

Para complementar as comemorações do Dia Internacional da Mulher, o Centro Socorro Abreu de Desenvolvimento Popular e Apoio à Mulher vem, junto à Rede Comunitária de Enfrentamento à Violência à Mulher, realizando oficinas nas comunidades com o objetivo de fortalecê-las e sensibilizá-las quanto à importância de ir às ruas, numa grande caminhada pelo Centro de Fortaleza no dia 08 de Março. A concentração será a partir das 9 horas na Praça da Igreja do Carmo, encerrando na Praça do Ferreira.

SERVIÇO

Audiência Pública e Caminhada marcarão o 08 de Março

LOCAL DA AUDIÊNCIA PÚBLICA: Câmara de Vereadores

DATA e HORA: 07 de março, às 9h30min

LOCAL DA CAMINHADA: Praça da Igreja do Carmo (concentração)

DATA e HORA: 08 de março, às 9 horas

 


 

ASA retoma parceria com o governo federal para implementação de tecnologias para captação da água de chuva no Semi-Árido .  

Foto: ASACOM

Março 2008

Texto: ASACom - Fernanda Cruz

A Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) e o governo federal assinaram dois novos Termos de Parceria, sendo um no valor de R$ 8.056.554,53 e outro no valor de R$ 11.700.000,00, para a construção de tecnologias de captação de água de chuva para o consumo humano e para produção de alimentos, respectivamente.

Todo o processo de mobilização, capacitação das famílias e construção das tecnologias ocorrerá em um ano.   As ações fazem parte de dois programas:  Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2), ambos propostos e desenvolvidos pela ASA.

A expectativa é que através do P1MC sejam construídas 23.154 cisternas de 16 mil litros cada uma. Além disso, o Programa prevê a mobilização de comunidades e famílias, intercâmbios para multiplicadores em gerenciamento de recursos hídricos, oficinas sobre técnicas de construção de cisternas e de confecção de bombas manuais, e oficinas de avaliação eplanejamento. Tudo isso em nove estados (BA, MG, PI, RN, AL, SE, CE, PE e PB). O P1MC visa à captação de água para o consumo humano.

Já o P1+2 deve implementar 1.146 cisternas calçadão, 143 barragens subterrâneas, e 208 tanques de pedra, beneficiando 3.369 famílias, em sete estados (PI, CE, PE, AL, SE, BA e MG). Todas as tecnologias do P1+2 são voltadas para produção de alimentos. O recurso também prevê a realização de 26 intercâmbios interestaduais, 52 intercâmbios municipais, e a produção de boletins contando a história dos agricultores e agricultoras.

Parceria– A retomada da parceria com o governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), representa a continuidade do apoio que existia desde 2003 e que foi interrompido em outubro do ano passado, devido à finalização do primeiro Termo de Parceria. De 2003 até 2007, a ASA em parceria com o MDS, construiu 221.362 cisternas, mobilizou 228.538 famílias, e capacitou 5.664 pedreiros, em 1.031 municípios.  

Em tempo  –  ASA também assinou no dia 12 de março um Termo de Parceria com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), para a construção de 7.945 cisternas, através do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC). Serão investidos recursos na ordem de R$ 12,6 milhões, beneficiando municípios da calha do rio São Francisco nos estados de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. 

O QUE É:

P1MC
O Programa de Formação e Mobilização Social: Um Milhão de Cisternas (P1MC) tem como objetivo beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas em toda região semi-árida, com água potável para beber e cozinha, através das cisternas de placas de 16 mil litros. O P1MC tem promovido a descentralização das estruturas de abastecimento de água e, conseqüentemente, a democratização desse elemento essencial à vida.

P1+2
O Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: Uma Terra e Duas Águas (P1+2) tem como objetivos fomentar a construção de processos participativos de desenvolvimento rural no Semi-Árido brasileiro e promover a segurança alimentar e a geração de renda das famílias agricultoras através do acesso à terra e à água e do seu manejo sustentável para a produção de alimentos.

ASA
A Articulação no Semi-Árido Brasileiro é uma rede de organizações da sociedade civil que trabalha pelo desenvolvimento social, econômico, político e cultural da região. Atualmente, a ASA reúne cerca de 750 organizações da sociedade civil, entre elas sindicatos de trabalhadores rurais, associações de agricultores, cooperativas de produção, igrejas católicas e evangélicas, ONG´s de desenvolvimento e ambientalistas, entre outras.

TECNOLOGIAS:

PARA CONSUMO HUMANO – P1MC

Cisternas de 16 mil litros
São reservatórios cilíndricos, construídos próximo à casa do (a) agricultor(a), que armazenam a água que cai no telhado e é captada por uma estrutura construída com calhas de zinco e canos de PVC. A cisterna é uma tecnologia de baixo custo, de domínio dos agricultores e das agricultoras e de comprovada eficiência técnica. Cada cisterna do P1MC tem capacidade para armazenar 16 mil litros de água, quantidade suficiente para uma família de 5 pessoas beber e cozinhar, por um período de 6 a 8 meses – época da estiagem na região.

PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS – P1+2

Cisterna calçadão/adaptada à roça
É formada por uma área de captação de chuvas - que pode ser o desnível do terreno ou uma área pavimentada, como um calçadão; por um reservatório (que deve ser bem maior que a cisterna para o uso humano) e um sistema de irrigação - que pode ser operacionalizado manualmente ou por sistemas de bombeamento e gotejamento. Com a água de uma cisterna de 50 mil litros é possível irrigar um "quintal produtivo" de verduras, regar mudas ou ter água para galinhas e abelhas.

Tanque de Pedra/Caldeirão
Possibilitam o armazenamento de grandes volumes de água captada nos lajedos, aproveitando a inclinação natural neles existentes. Em alguns locais, é necessário construir paredes ou muretas facilitando a contenção ou o direcionamento da água para os tanques e conseqüentemente maior acumulo de água. É uma das inovações técnicas que tem como base à valorização do conhecimento dos agricultores familiares nas estratégias de uso e gestão da água. O tanque de pedra armazena água para os gastos domésticos, para alimentação animal e irrigação de um "quintal produtivo" de verduras.

Barragem subterrânea
Conserva a água de chuva infiltrada no subsolo nas áreas de baixios, fundos de vales e áreas de escoamento das águas de chuva, mediante um muro cavado até a camada impermeável do solo. Ela tem um grande impacto sobre a estabilidade do sistema produtivo, aumentando a resistência em períodos de seca, quando a área da barragem parece uma ilha verde no meio da caatinga seca. Ela garante a autonomia no que se refere à alimentação, permite a criação de um número maior de animais e diminui a dependência de insumos externos.


 

Caantinga conquista a isenção do INSS.  

Fevereiro 2008

O Caatinga (Centro de Apoio e Assessoria aos Trabalhadores e Organizações Não Governamentais Alternativas ), instituição parceira do DED em Pernambuco, conseguiu, depois de oito anos enfrentando burocracias, a isenção previdenciária da cota patronal do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A conquista, que afeta diretamente a sustentabilidade da entidade, representa a permissão de não recolher ao INSS a contribuição de 20% sobre a folha de salários da organização.

A Instituição atua na Região do Sertão do Araripe, no estado de Pernambuco. Sua ação é direcionada para o desenvolvimento humano e sustentável de famílias agricultoras do semi-árido brasileiro, contribuindo para a formulação de políticas públicas adequadas e a articulação de parcerias para a definição de estratégias e propostas técnicas capazes de oferecer mais dignidade às populações do semi-árido.

O processo

Desde 1999 - a Entidade é reconhecida como de Utilidade Pública Municipal pela Câmara de Vereadores de Ouricum (PE).

Em 2004 , foi reconhecido como de Utilidade Pública Federal .

Já em dezembro de 2006, recebeu do CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) o Atestado de Registro e o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social.

Todos esses títulos foram necessários para agora conseguir a isenção do INSS

Para manter esses títulos e a isenção, o Caatinga terá de prestar contas financeiramente e socialmente para o Ministério da Justiça, para o Conselho Nacional de Assistência Social e para a Secretaria da Receita Previdenciária.

Veja mais: www.caatinga.org.br/materia5.html

Conheça mais sobre isenção previdenciária

 1. O que é isenção previdenciária?
Isenção previdenciária da cota patronal é a permissão de não recolher ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) contribuição de 20% sobre a folha de salários da entidade.


2. Toda entidade filantrópica tem isenção previdenciária?
Não.


3. Por quê?
Para obter a isenção, a entidade precisa atender a uma série de exigências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A primeira delas é possuir o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Ceas).


4. Quais os requisitos para uma entidade obter o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social?

- Estar legalmente constituída no País e em efetivo funcionamento;
- possuir inscrição no Conselho Municipal ou Conselho Estadual ou Distrital de Assistência Social;
- ser registrada no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS);
- aplicar rendas, recursos e resultado integralmente no território nacional e nos objetivos institucionais;
- aplicar as subvenções e doações recebidas nas finalidades a que estejam vinculadas;
- aplicar 20% da receita bruta em gratuidades;
- não distribuir resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcela do seu patrimônio;
- não remunerar nem conceder nem conceder vantagens a diretores, sócios, instituidores ou benfeitores;
- destinar em seus atos constitutivos, no caso de dissolução ou extinção, patrimônio a outra entidade congênere registrada no CNAS;
- não constituir patrimônio de indivíduo ou de sociedade sem caráter beneficente de Assistência Social;
- prestar serviços de forma permanente e sem discriminação de clientela.


5. Basta ter o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social para a entidade ganhar isenção previdenciária automática?
Não. A responsabilidade de conceder o Certificado é do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). O Certificado é apenas um dos requisitos legais para entidades que pretendem ter isenção previdenciária. Cabe ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) avaliar se a entidade tem condições de ser considerada isenta de recolher a cota patronal, conforme a legislação.


6. Quais as exigências para ganhar isenção da cota patronal, segundo a Lei?

- Que seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal;
- que seja portadora do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Ceas)
- promova a assistência social beneficente a pessoas carentes, especialmente crianças, idosos e portadores de deficiência;
- não remunere seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores; vedando-se, ainda, a concessão de vantagens ou benefícios a qualquer título a esses dirigentes;
- aplique integralmente o eventual resultado operacional de suas atividades na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais.


7. Qual o número de entidades beneficentes de assistência social isentas da cota patronal?
Até junho de 2003, havia 6.545 entidades filantrópicas registradas no Conselho Nacional de Assistência Social, das quais 4.174, ou 64% do total, eram isentas.


8. Além da contribuição patronal para a Previdência, as entidades filantrópicas ficam isentas do pagamento outros tributos?
Sim.


9. Quais?
1) Contribuições
- Cofins
- Pis/Pasep
- CPMF
- para o salário-educação (FNDE)
- CSLL
- de preços públicos e tarifas (depende de lei local)

2) Impostos
- ITR
- ITBI
- IPVA
- IPTU
- ITBCM
- sobre a renda;
- sobre serviços de qualquer natureza
- ICMS
- de importação
- IPI


10. A renúncia fiscal das filantrópicas equivale a que valor anual?
A projeção dos técnicos da Previdência Social é que as 4.174 entidades filantrópicas com isenção previdenciária serão responsáveis por uma renúncia da ordem de R$ 2,73 bilhões em 2003 e R$ 2,98 bilhões no próximo ano. Em 2002, o valor ficou em R$ 1,99 bilhão.


11. Uma entidade beneficente de assistência social pode perder a isenção previdenciária?
Sim, quando o INSS considerar que ela descumpre as exigências legais. Em março deste ano, por uma decisão de governo, auditores fiscais do INSS e da Receita Federal intensificaram seus trabalhos nas 350 maiores entidades filantrópicas registradas isentas.

Fonte e outras informações:

http://www.mpas.gov.br/pg_secundarias/previdencia_social_15_04-B.asp

Decreto fortalece produção orgânica familiar.  

Janeiro 2008

Com a assinatura do Decreto nº 6.323, publicado em dezembro de 2007, a agricultura familiar caminha para o fortalecimento significativo da produção orgânica no País. O decreto instituiu o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica, integrado por órgãos e entidades da administração pública federal, sob responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Detalhes no site do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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Observatório da Cidadania 2006/2007 destaca desenvolvimento, política, violência e atuação parlamentar.  

 

Jan 2008

O Fórum da Amazônia Oriental – FAOR - parceiro do DED naquela Região, lançou em CD e livro o terceiro “Observatório da Cidadania - Controle Social sobre as Políticas Públicas na Amazônia Oriental, 2006/2007”. O documento apresenta 31 relatórios e artigos nas categorias desenvolvimento, política, violência e atuação parlamentar. Entre os assuntos abordados estão a monocultura da soja, o tráfico de seres humanos,a mão-de-obra escrava e a violência contra mulheres e homossexuais

Esta terceira edição do Observatório da Cidadania, lançado Dezembro 2007, inclui  os Estados do Pará,  Amapá, Maranhão e Tocantins. O objetivo da publicação é “monitorar as ações dos governos e controle social sobre as políticas públicas para construir, coletivamente, uma plataforma estratégica para o desenvolvimento regional sustentável, com garantia dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais da população local, na perspectiva da sustentabilidade e da solidariedade na cidade e no campo”.

Para planejar os relatórios de forma participativa, desde o ano de 2005, vários seminários e oficinas foram realizados, reunido  diversos grupos da sociedade civil da Amazônia, entre eles Quilombolas, Movimento de Mulheres, de Negros e Negras, Quebradeiras de Coco, Pescadores e Pescadoras, Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e Povos Indígenas.

Como objetivos do Observatório da Cidadania da Amazônia Oriental 2006/2007, o FAOR colocou os seguintes:

• Ampliar a experiência do Observatório da Cidadania Pará para todos os Estados da Amazônia Oriental, fortalecendo a articulação entre os atores da sociedade civil que atuam sobre as políticas públicas e o controle social sobre a gestão pública, na Amazônia.

• Desenvolver a cultura dos DhESCA (Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais) qualificando e unificando a ação reivindicadora dos direitos na Amazônia.

• Construir o Observatório da Amazônia Oriental sobre as Políticas Públicas na Região, desenvolvendo habilidades técnicas de elaboração de relatórios junto aos representantes das entidades, favorecendo a apresentação de uma análise mais qualificada sobre as políticas públicas.

• Ampliar a capacidade da sociedade civil de dialogar com o poder público, aumentando seu poder de negociação e de influência sobre as políticas públicas e a participação na tomada de decisões de interesse público.

• Fortalecer a cultura de rede na qual cada um se conheça e reconheça o outro e a convergência de objetivos, percebendo que cada um e todos juntos estão em busca de soluções para os mesmos problemas.

• Fortalecer mecanismos de comunicação e mobilização social para que as informações geradas pelo Observatório da Cidadania contribuam com o aprofundamento da democracia participativa, apresentando soluções testadas com sucesso para serem adotadas como políticas públicas sob controle social.

O começo - O FAOR atua desde 1993 articulando Organizações Não Governamentais e Movimentos Sociais. No entanto, somente em 2000, o Fórum lançou o primeiro “Observatório da Cidadania” , tendo como foco o Pará. Entre os impactos da publicação daquele ano foram destacados:  a instauração de inquéritos pelo Conselho de Segurança nos casos de homicídios cometidos por policiais; a instauração de um processo administrativo por parte do Ministério Publico para a implementação dos Conselhos Tutelares e de Direitos em todos os municípios do Estado e uma sessão Especial na Assembléia Legislativa, em função da avaliação do desempenho dos parlamentares.

Tenha acesso ao documento

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Semana de Mobilização e Ação Global - Programação Belém/PA.  

Janeiro 2008

 
Seminários Temáticos de 23 a 25 de janeiro
Local: Teatro Margarida Schivasappa - Centur (Av. Gentil Bittencourt, nº. 650)
Horário: 8h30 às 12h

Dia 23/01/08
Exposição: O que é o FSM e sua Carta de Princípios?
Seminário: Amazônia Brasileira, Pan-Amazônia e Integração: Território,
Autonomia e Soberanias Nacionais e Popular.
Expositores (as): Aluisio Leal (cientista político), Guilherme Carvalho (Fase
Amazônia) e Rosa Acevedo (Unamaz)

Dia 24/01/08
Seminário: DHESCAs (Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e
Ambientais) e Migrações Humanas".
Expositores/as: Marcel Hazeu (SóDireitos), Marco Apolo (SDDH), Socorro Gomes
(Cebrapaz)

Dia 25/01/08
Seminário: Multiculturalismo, Intolerância e Construção da Paz.
Expositores/as: Zélia Amador (Movimento Negro e Mulheres), Paulinho (MHB),
Pina Tembé (Coiab) e Anaíza Virgolino (antropóloga).

Dia 26/01/08
Cortejo Político-Cultural, com saída do Complexo Feliz Lusitânia e chegada na
Praça da República na qual haverá um grande show com artistas da terra.
8h - Concentração: Praça Frei Caetano Brandão, no complexo Feliz Lusitânia.
Chegada de barco e saudação às águas pelos afro-religiosos na rampa do
anfiteatro da Casa das Onze Janelas; encontro dos tambores e roda
multicultural.

1º Ato Globalização Neoliberal (Feliz Lusitânia)
2º Ato Guerra e Paz (Praça do Relógio)
3º Ato Patriarcado e a Luta das Mulheres (Solar da Beira)
4º Ato Racismo, Um dos Pilares da Exclusão (Praça Pedro Teixeira)
5º Ato Colonialismo Ontem e Hoje (Praça da República, frente ao HSBC)
6º Ato Desastres Ambientais (Teatro da Paz)

Atividades Autogestionadas

Dia 22/01/2008
12h - Encontro dos Maracás - Saudação ao Povo das Águas
Local: Parque do Utinga (Av. João Paulo II, antiga 1º de Dezembro)
Organização: Acaoã

Dia 23/01/2008
15h - Painel: Mudanças Climáticas na Amazônia: Uma Abordagem Popular
Local: Aud. da Semma
Organização: Fórum dos Lagos, Semma e Cepepo.

15h - Oficina: Legislação para Defesa das Rádios Comunitárias
Local: SDDH (Av. Gov. José Malcher,1381, entre 14 de Março e Generalíssimo)
Organização: Fórum em Defesa das Rádios Comunitárias, NAJUP Isa Cunha, SDDH-PA

15h - Oficina: Material Reutilizável - Confecção de Utensílios
Local: Rua da Olaria, 34. Terra Firme.
Organização: Acyomi

16h - Workshop - Culinária Tradicional da Amazônia
Local: Dr. Américo Santa Rosa, 42.
Organização: Acaoã

17h30 - Oficina: O Mercado e a vida das mulheres: do padrão de beleza ao
tráfico internacional.
Local: Aud. Sind. dos Bancários (rua 28 de Setembro, 1210 - entre Doca e
Quintino).
Organização: Marcha Mundial das Mulheres - MMM

Dia 24/01/2008
9h - 1º Encontro de Irmandades da Região Norte
Local: Parque dos Igarapés
Organização: Afaia

14h - Triálogos Feministas
Local: Aud. da Fase (Rua Bernal do Couto, 1329)
Organização: AMB/FMAP

15h - Oficina - A Criminalização dos Movimentos Sociais e de Defensores de
Direitos Humanos
Local: SDDH (Av. Gov. José Malcher,1381, entre 14 de Março e Generalíssimo)
Organização: SDDH, MMCC, Cedenpa, MST, Fetagri, CPT, CJP/CNBB, MNDH

15h - Debate: Segurança Alimentar e Nutricional, Sustentabilidade e Soberania
Local: Aud. da Conab (Rua Joaquim Nabuco, 23, entre José Malcher e Nazaré)
Organização: RECID (Rede Cidadã), Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e
Pela Vida - Comitê Pará, Fase Amazônia.

15h - Exibição de filmes: "Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil" e "O
afeto que se encerra em nosso peito juvenil", que documentam a história da UNE.
"Reforma Universitária", de Felipe Peres Calheiros (PE)
Local: Sala de Vídeo UNAMA (Alcindo Cacela)
Organização: União Nacional dos Estudantes - UNE

16h - Palestra: O Movimento Estudantil no Pará.
Local: Aud. UEPA - CCSE (Rua Djalma Dutra, s/n.)
Organização: Centro de Estudos e Memória da Juventude Amazônica - CEMJA

17h - Mostra de Vídeo e debate sobre a Realidade Socioambiental na Amazônia.
Local: Casa da Linguagem
Organização: Cepepo

19h - Palestra: Crédito produtivo e sustentabilidade na Amazônia
Local: Aud. Sind. dos Bancários (rua 28 de Setembro, 1210)
Organização: Sindicato dos Bancários PA/AP - SEEB PA/AP


Dia 25/01/2008
Manhã - Oficina "Identidade Histórica do Povo Paraense - a Cabanagem".
Local: Acampamento da Juventude na Pça. Waldemar Henrique
Organização: Via Campesina/ MST e Fórum de Lutas Pela Reforma Agrária

15h - Ato Público contra a Criminalização das Rádios Comunitárias e Pela a
Democratização dos Meios de Comunicação.
Local: Em frente a Anatel (Tv. Rosa Moreira, 476, Telégrafo)
Organização: Abraço

11h - Performance da Cia Infinito de Artes
Local: Teatro Margarida Schivasappa - Centur
Organização: Cia Infinito de Artes

15h - Oficina Gênero e Moradia
Local: Aud. da Fase (rua Bernal do Couto, 1329)
Organização: FMRU, FASE e FMAP.

15h - Gincana FSM Cedenpa
Local: Cedenpa (rua dos Timbiras, pass. Paulo VI, 244. Cremação)
Organização: Cedenpa

15h - Oficina: Arte e Cultura: Instrumento de Contestação Social e
Transcendência do Ser.
Local: Aud. da UEPA - CCSE (Rua Djalma Dutra, s/n.)
Organização: Circuito Universitário de Cultura e Arte -CUCA/UNE

16h - A Mulher Presente no FSM
Local: Sind. dos Bancários (rua 28 de Setembro, 1210)
Organização: AMNEIDA.

16h - Oficina: Socialismo no século XXI: O papel da juventude nas
transformações sociais e exibição do curta metragem 'Um pouco mais, um pouco
menos'.
Local: Aud. da UEPA - CCSE (Rua Djalma Dutra, s/n.)
Organização: União da Juventude Socialista - UJS

Dia 26/01/2008
16h - Ritual Para Oxalá
Local: Trav. Enéas Pinheiro, 697.
Organização: FEUCABEP.

OBS: em Altamira/PA  acontecerá um Ato Político na Transamazônica contra a Hidrelétrica de Belo Monte e suas implicações na vida das mulheres, simultâneo ao Cortejo
Político-Cultural.


Fonte: Boletim do FSM BELÉM 2008
 

Semana de Mobilização e Ação Global - Programação Belém/PA - ver mais...">


AS MATÉRIAS ABAIXO SÃO DE 2007


3ª Edição do Selo Cidade Cidadã premia Belterra.  


Cartilha integra o Kit sobre o Plano Diretor

Dez 2007

Belterra (PA) é um dos ganhadores da 3a edição do Concurso ‘Selo Cidade Cidadã’, promovido pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, que premia este ano os municípios que se destacaram em ações concretas de implementação de seus Planos Diretores, especialmente no que tange aos aspectos inovadores da Lei 10.257, denominada Estatuto da Cidade.

Esta Lei trouxe os instrumentos para que as cidades, particularmente as maiores de 20 mil habitantes e de regiões metropolitanas, possam melhor enfrentar seus problemas, por meio da elaboração dos Planos Diretores.

Belterra foi premiada como um município que transformou as leis dos planos em ações concretas, ou seja, em uma cidade com melhores condições de vida e justiça social e por isso suas experiências servem como exemplo e estímulo aos demais municípios.

Puderam participar do concurso todos os municípios que tiveram a Lei do Plano Diretor aprovada na Câmara de Vereadores, com base no Estatuto da Cidade. Para concorrer o município elegeu ações e instrumentos mais significativos de aplicabilidade dentro de sua realidade territorial e de importância social.

A avaliação dos relatórios considerou os seguintes critérios:

  • relevância - avaliou se a implementação do instrumento e/ou ação trouxe benefícios perceptíveis à cidade e à comunidade, demonstrados por meio de evidências de melhoria na condição de vida dos habitantes do Município;
  • inovação - avaliou se o instrumento e/ou ação apresenta uma nova forma de trabalho ou aborda de maneira criativa um problema enfrentado pelo Município;
  • efetividade - avaliou se o instrumento e/ou ação demonstra o uso responsável e sustentável, de forma eficiente e eficaz, dos recursos econômicos, sociais e ambientais disponíveis, garantindo sua continuidade no tempo;
  • inclusão social - avaliou se o instrumento e/ou ação reconhece e responde às diversidades social e cultural, promovendo a igualdade e eqüidade social.

A participação no concurso se deu em duas categorias populacionais: até 50.000 habitantes e acima de 50.000 habitantes. Foram selecionados 3 (três) municípios de cada categoria para receber o prêmio “Selo Cidade Cidadã”.

São eles:
Abaixo de 50.000 habitantes:
Iperó (SP); Conceição do Araguaia (PA) e Belterra (PA).
Acima de 50.000 habitantes: Osasco (SP); Macaé (RJ) e Belo Horizonte (MG).

Os prêmios deverão ser entregues, em cerimônia com coquetel, na reunião da próxima quarta-feira, dia 19 de dezembro.


Fonte: Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU).

Plano Diretor de Belterra

Belterra, localizada na região do Baixo Amazonas, no oeste do Pará, tem pouco mais de 17,5 mil habitantes espalhados em uma área de quase 3 mil quilômetros quadrados. Os habitantes da área urbanizada do município são 35%, enquanto os 65% restantes vivem em diferentes tipos de área rural. Nada menos que 60% do seu território é constituído pela Floresta Nacional dos Tapajós. Ao mesmo tempo, a ocupação territorial é desigual e repleta de interesses conflitantes.

A publicação do “Mapa dos Conflitos Socioambientais (em anexo)” foi parte da elaboração de um Plano Diretor Participativo em Belterra. O material é uma realização do Observatório Comova, Universidade Federal do Pará e Fase Amazônia.

O Plano Diretor Participativo de Belterra, com a produção do mapa feito pelo Comova, tornou possível à prefeitura fazer um ordenamento territorial com bases reais. Agora que se sabe onde estão os conflitos socioambientais, a intervenção pública visando garantir direitos fica muito mais fácil.

Basicamente, o plano diretor de Belterra tem três eixos. Uma linha diz respeito à política de ordenamento territorial do município. O segundo é relacionado às políticas públicas estruturantes e setoriais, das quais um fundo de financiamento das intervenções é parte importante. O terceiro diz respeito ao sistema de planejamento e gestão municipal. No quesito de participação social, o plano criou o Conselho da Cidadania, instância que reúne tanto o governo quanto a sociedade civil para tomar decisões sobre o município em discussões abertas.  

Além disso, está em curso a construção do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), que conterá informações físico-territoriais e socioeconômicas georeferenciadas, que farão parte do Sistema de Informação Municipal (SIM). Este trabalho é fruto da parceria entre prefeitura de Belterra, Comova (FASE e UFPA), o serviço de cooperação alemã (DED) e está sob coordenação do Projeto Saúde e Alegria (PSA), financiado pela Fundação Ford.

Informações retiradas do site: www.fase.org.br/_fase/pagina.php?id=1620  

E mais:

O kit Plano Diretor Participativo de Belterra: relato de experiência de planejamento municipal na Amazônia foi lançado no início de novembro, na Câmara de Vereadores de Belterra (PA). A publicação é composta por cartilhas populares, mapa dos conflitos socioambientais, CD-Room com informações digitalizadas e vídeo que apresentam o processo de elaboração do Plano Diretor Participativo e as ações relacionadas ao pós-plano. O kit foi lançado pelo Observatório COMOVA (FASE Amazônia e UFPA) e organizado pelo Núcleo Cidadania e Políticas de Reforma Urbana/Fase Amazônia. A publicação contou, ainda, com o apoio Financeiro do Serviço de Cooperação Alemão (DED) e da Fundação Ford e  tem como parceiros a Prefeitura Municipal de Belterra, Conselho da Cidadania, Projeto Saúde e Alegria e Fórum dos Movimentos Sociais de Belterra.

O que é o Plano Diretor?

O Plano Diretor está definido no Estatuto das Cidades como instrumento básico para orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana do município.

É uma lei municipal elaborada pela prefeitura com a participação da Câmara Municipal e da sociedade civil que visa estabelecer e organizar o crescimento, o funcionamento, o planejamento territorial da cidade e orientar as prioridades de investimentos.

Objetivos do Plano Diretor:

O Plano Diretor tem como objetivo orientar as ações do poder público visando compatibilizar os interesses coletivos e garantir de forma mais justa os benefícios da urbanização, garantir os princípios da reforma urbana, direito à cidade e à cidadania, gestão democrática da cidade.

Funções do Plano Diretor:

1. Garantir o atendimento das necessidades da cidade

2. Garantir uma melhor qualidade de vida na cidade

3. Preservar e restaurar os sistemas ambientais

4. Promover a regularização fundiária

5. Consolidar os princípios da reforma urbana

Quem participa do Plano Diretor?

Todos os cidadãos. O processo de elaboração do plano diretor deve ser conduzido pelo poder executivo, articulado com o poder legislativo e sociedade civil. A participação da população deve ser estimulada para que o Plano Diretor corresponda a realidade e expectativas quanto ao futuro.

1 - Setores do governo
Prefeitura (secretarias e órgão municipais);
Poder público estadual (quando setores de serviços e outras questões extrapolam os limites do município);
Poder público federal (quando as questões lhes dizem respeito, por exemplo, áreas da marinha e aeroportos).
2 -Segmentos populares
Associações, sindicatos, conselhos comunitários e outros.
3-Segmentos empresarias
Sindicatos patronais, comerciantes, incorporadores imobiliários, etc.
4- Segmentos técnicos
Universidades, conselhos regionais, ONGs, e outros.

Informações retiradas do site: http://www.saogoncalo

Luta pelo fim da violência contra a mulher é reforçada nesta semana (Fortaleza/CE) .  

Texto: Milene Madeiro (assessora de comunicação do NUHAB)

Está acontecendo em Fortaleza a Semana Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher em alusão ao 25 de novembro – Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher. O Centro Socorro Abreu e as demais entidades da Rede Comunitária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (RCVM) promovem até o dia 26 de novembro diversas atividades com o objetivo de ampliar a discussão sobre a questão na cidade e envolver mais parceiros nesta luta.

A programação inicia com rodas de conversa nos bairros Padre Andrade (dia 21, às 19:00), Presidente Kennedy (dia 23, às 14:30), Goiabeiras (dia 23, às 14:30) e Jardim Iracema (dia 24, às 15:00). 

No dia 22 de novembro, em parceria com o Grupo de Trabalho (GT) Gênero e Políticas Públicas do Fórum DED & Parceiros a Rede realizará o seminário "Avanços e desafios da política de enfrentamento à violência contra a mulher", no Hotel Meridional (Av. Santos Dumont, 779), das 14 às 18 horas. Acontecerão exposições e debates em torno da experiência da RCVM, das questões jurídicas e legais da Lei Maria da Penha e da posição do Governo do Estado quanto à implantação do Juizado Especial de Defesa da Mulher.

Durante o seminário também serão homenageadas cem entidades locais que atuam na luta pelo fim da violência contra a mulher. Elas receberão o selo "Aqui combatemos a violência contra a mulher" e serão convidadas a se envolverem na campanha que pretende ampliar esta luta na cidade. O GT Gênero e Políticas Públicas do Fórum DED & Parceiros é composto pelo Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), a Obra Kolping do Brasil, o Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS), a Fábrica de Imagens, o Cearah Periferia, o Centro Socorro Abreu, o Grupo de Apoio às Comunidades Carentes e o Núcleo de Habitação e Meio Ambiente (NUHAB). O grupo reúne-se periodicamente para discutir questões de gênero, casos de violência contra a mulher e promover eventos com vistas a ampliar a discussão sobre o tema com a sociedade.

A programação da semana prossegue no dia 25, a partir das 8 horas, com a caminhada "Mulheres? Presente!", que sairá da Casa de Encontro Amanhecer (Rua Larga, 32, nas Goiabeiras) com destino ao galpão dos pescadores que fica na praia. E no dia 26, às 14 horas, na Câmara de Vereadores, com a realização de uma audiência pública enfocando o tema "Mulher, Gênero e Ações Afirmativas".

Carta de compromisso do FAS propõe uma nova relação com a Amazônia . .  

A região Amazônica é um ícone da biodiversidade. Ela abriga a maior bacia hidrográfica e a maior floresta tropical do mundo. Por esses motivos, o local é alvo freqüente de debates sobre sua sustentabilidade e preservação. No sentido de pensar estratégias de prevenção à ação nociva do homem a essa região, representantes de diferentes setores da sociedade se reuniram no Fórum Amazônia Sustentável (FAS), no mês de novembro, em Belém (PA). Na ocasião, foi construído um plano de trabalho para 2008, na busca de que a temática seja abordada e aprofundada de forma permanente. Do evento também nasceu uma Carta de Compromisso, assinada pelas instituições presentes.

O futuro - De acordo com o especialista em ecologia amazônica, o americano Daniel Nepstad, a área desmatada da Amazônia cresce de 17% para 31% e a área seca ou danificada pelo corte seletivo chega a 24% da mata. Esses dados,publicados pela Folha Online, também alertam para uma transformação gradual da floresta tropical em savana, segundo Nepstad, em 2030.

Download

· pdf.gifCartas de Compromisso

· pdf.gifSignatários


 

DED  discute estratégias de cooperação para redução de impactos do aquecimento global no Brasil


Debate integrou as atividades da Assembléia Geral da Organizaçao

Nov 2007

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concluiu, no dia 16 de novembro, em Valência (Espanha), seu relatório político sobre a situação do clima no planeta. No documento, um alerta: os impactos podem ser irreversíveis caso os governos não tomem medidas concretas contra o aquecimento global. A atividade humana é vista como a “possível” grande causadora desse problema. Anterior a esse encontro, mas já com base em alguns dados que vêm sendo divulgados há algum tempo pelo IPCC e outros órgãos, o DED realizou no início de novembro,em Alter do Chão, Santarém/PA, o Debate "Mudanças Climáticas: pontos de partida e desafios para a cooperação alemã no Brasil".Nas discussões, informações que ajudarão  no fortalecimento das estratégias de atuação da organização para os próximos anos, principalmente na região amazônica, em conjunto com os parceiros brasileiros e da cooperação internacional. O eventou intregrou as atividades da Assembléia Geral do DED Brasil 2007.

Na mesa do debate promovido pelo DED estavam o gerente executivo da Large Scale Biosphere Atmosphere Experiment in Amazônia (LBA),  Antônio O. Manzi , o professor indígena e ex-integrante  da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Euclides Pereira (Macuxi), o coordenador da GTZ  (Serviço Alemão de Cooperação Técnica Alemã) para o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais no Brasil,  Helmut Eger, e o conselheiro chefe do Departamento de Cooperação Técnica e Financeira da Embaixada da Alemanha no Brasil,  Dr. Michael Grewe. Com as contribuições dos expositores, foi possível ampliar as  discussões sobre o que já se faz e as futuras possíveis iniciativas da cooperação alemã no Brasil para minimizar os efeitos negativos dentro dessa conjuntura.

Antônio Manzi explica que, entre os principais desafios para o país, nessa questão do aquecimento global, está o de conhecer melhor as próprias vulnerabilidades, o que, segundo ele, hoje em dia, conhece-se muito pouco. “O sistema de monitoramento de medidas do Brasil, por exemplo,  é bastante deficitário. Precisamos estar medindo temperatura, umidade, chuva, qualidade das águas dos rios e uma série de outras medidas ambientais para saber o que está mudando. Na Amazônia, a coisa é ainda pior por causa das dificuldades de acesso a algumas áreas”, esclarece.

Como um outro destaque, Manzi apresenta – o que acredita ser de interesse internacional –  a necessidade do Brasil definir sua posição sobre a Amazônia. “Nela, há grande estoque de gás carbono, mas, não é só isso, tem, também, a questão da biodiversidade. O Brasil precisa chegar a uma posição de como tratar suas florestas de uma maneira satisfatória internamente e junto à comunidade internacional”.

Sobre o trabalho  do DED nessa área, ele diz que pode perceber que a organização já tem muitas ações que colaboram para o combate ao aquecimento global – entre elas, destaca  o desenvolvimento de tecnologias para que as populações nativas consigam um retorno econômico cada vez maior,  evitando desflorestamento e a conseqüente emissão de gases; as iniciativas de desenvolvimento territorial e agrícola; e a recuperação de áreas degradadas –  questão importante para a  Amazônia e para o Nordeste.  “Essas já são contribuições muito valiosas oferecidas pelos profissionais do DED”, analisa.

De acordo com o relatório do IPCC,  a Amazônia corre risco de virar parcialmente uma savana se continuarem as atuais políticas públicas. Já sobre a região Nordeste, é colocada a possibilidade de ela perder manguezais e de secar grande parte de suas fontes de água, transformando-se de território semi-árido em terra árida. 

Manzi sugere que, para uma interação ainda mais forte com a comunidade científica, além dessas questões, o DED possa contribuir na comunicação. “Como existe na organização um componente social forte, é preciso que ela colabore para conscientizar, para comunicar as possibilidades que existem ou, mesmo,  tentar levar informações dos problemas globais, mostrando como eles influenciam local e regionalmente, e vice-versa”, argumenta

Preocupado com a situação das populações, dentro de todo esse contexto, Euclides Pereira chama a atenção para o fato de que a Floresta Amazônica já foi bastante desmatada, e que é necessário se começar uma nova cultura de relação com esse meio ambiente para evitar novas queimadas e derrubadas. Ele diz que é fundamental que, nesse processo, haja um diálogo com a sociedade de uma forma geral. “Ao longo do tempo, a terra sempre sofreu para dar de comer às pessoas e, nesse momento, é preciso mudar essa forma de relacionamento das pessoas com a terra, e com a utilização dos seus recursos. Somente dessa forma, vamos poder garantir não só a vida de quem mora na Amazônia, mas de todas as populações do nosso planeta”.

O professor  afirma, ainda,  que as coisas não vão mudar apenas com discursos dos políticos dos diferentes países. “É preciso envolver todo mundo, desde os ribeirinhos até a cidade, numa nova visão da terra. Na visão da terra como fonte de vida. Afinal, é necessário que se entenda que Floresta Amazônica é bem mais rentável e mais importante economicamente se ficar de pé”.

A cooperação Alemã no Brasil participa do Programa de Proteção das Florestas Amazônicas e tem três linhas temáticas: Criação de Unidades de Conservação – manejo sustentável nas florestas; Demarcação e Gestão de Terras Indígenas; e Ordenamento Territorial. “Todos esses temas estão contribuindo para conservar a natureza, as florestas, o que implica na redução de gases para o efeito estufa e, com isso, também na prevenção de mudanças climáticas”, explica o Dr  Michael Grewe ao comentar sobre a participação da Cooperação Alemã  no combate ao aquecimento global.

O diretor do DED Brasil – Dieter Werner Schneider afirma que para a Organização, o tema Mudanças Climáticas é central. “Isso não somente devido a sua importância global, mas, especialmente, pela interação que existe entre o DED e as instituições brasileiras e da cooperação na busca de uma colaboração sustentável para a solução dos problemas gerados por esse contexto”, justifica. Ele complementa que, com o encerramento das atividades do DED no Nordeste do Brasil, e a conseqüente transferência dos postos de trabalho para a Amazônia, com foco especial no estado do Pará, a discussão sobre esse assunto ganha importância estratégica interna, tanto para o DED Brasil quanto para o DED em âmbito mundial.

O representante no Brasil da CRS (Catholic Relief Services), Richard Hoffman, afirma que é muito importante essa ênfase dada pelo DED no debate desse assunto. “U ma das contribuições que nós, que trabalhamos com a cooperação internacional, podemos fazer é informar e divulgar esse tipo de tema. Para nós de  CRS é uma novidade essa abordagem ambiental, principalmente com foco na Amazônia. A partir dos próximos meses, começaremos duas experiências nesse sentido: uma em Manaus e, outra, no Estado do Acre, onde trabalharemos com catadores de materiais recicláveis. Estamos aprendendo”.


 

Familiares de cooperantes contribuem para a transformação da realidade das comunidades

A parceria entre o Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED) e organizações  não-governamentais e governamentais tem trazido ao Brasil, há mais de 40 anos, cooperantes da Alemanha e de outros países europeus para assessorarem diferentes temáticas dentro dessas instituições. O objetivo é contribuir, através de profissionais especializados em determinadas áreas, para o fortalecimento dos projetos de inclusão social desenvolvidos no Nordeste e no Norte do país. A decisão desses/as cooperantes de assumirem um compromisso com uma determinada região também representa o deslocamento de seus familiares. O período de adaptação é longo, mas, em alguns casos, as/os companheiras/os desses/as profissionais logo encontram uma forma de transformar a realidade das localidades onde moram, seja apoiando o trabalho de seus maridos ou esposas ou desenvolvendo um projeto próprio.

Foi assim com a dona-de-casa e profissional em computação Silvia Lamaison, esposa do engenheiro agrônomo e cooperante Diego Barreiro. Ele atua no Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não-Governamentais Alternativas (Caatinga), no município de Ouricuri (PE), dentro do Projeto Beneficiamento e Comercialização de Produtos Agroecológicos da Agricultura Familiar da Região do Araripe de Pernambuco. Silvia, que chegou ao Brasil em 2005, atualmente colabora com seu esposo no acompanhamento e na  produção de material de divulgação para o grupo de mulheres da Agrovila Nova Esperança, que realizam o beneficiamento do umbu  de outras frutas. Além disso, elabora cartazes, folders e outros produtos para o Caatinga e, sempre que possível, para uma outra ONG chamada Retome Sua Vida, do Recife (PE). “É realmente um trabalho muito gratificante e interessante, que me permite continuar ativa e não ficar parada”, comenta.

A união do casal no trabalho tem dado resultados muito positivos. Em dezembro de 2006, quando as mulheres da Agrovila começaram a produção de doces do umbu, foi observada a perda de uma grande quantidade desse material, que em poucos dias acabavam mofando. Observando esse problema, Silvia  resolveu desenvolver uma ação voluntária, colaborando com a preparação das receitas e apresentando novas formas de preparo.  “Os produtos estragavam porque estava sendo colocada uma grande quantidade de água. Atualmente, estamos utilizando técnicas que, além de mais econômicas, dão um maior rendimento e garantem um prazo de validade também maior”. Ela, ainda, tem colaborado para uma maior difusão dessa produção, a partir da criação de material de divulgação. “É muito bom ver o trabalho da Silvia com as mulheres. Ela é muito dinâmica, sempre está dizendo:vamos trabalhar, vamos criar. Ela também tem participado de um grupo de mulheres na zona urbana de Ouricuri e integrado várias mobilizações sobre a questão de gênero”, comenta Diego, entusiasmado.

Região Amazônica - No Acre, a mesma parceria entre cooperante e esposa é feita através da arte. A recifense Walderes Jezek, casada com Pavel Jezek, cooperante do DED no Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Rio Acre e Capixaba (Condiac), além de colaborar com o marido em algumas das ações desenvolvidas no seu trabalho, na região fronteiriça acreana, ela  teve a idéia de montar o projetoArtes Sãs. A iniciativa é a versão brasileira doArtes Sanas, projeto criado por Walderes com mais duas amigas no período em que morava no Chile. No Brasil, a proposta é reaproveitar recursos da região Amazônica para produzir sabonetes vegetais, sais de banho, utilitários e jóias de vidro, de forma sustentável. “Trabalho com vitrofusão (técnica de moldar o vidro reciclado, pintado-o com tintas minerais, em alta temperatura), reciclagem e também com sabonetes artesanais naturais biodegradáveis e feitos manualmente com óleos vegetais e essências  puras”, explica a artesã.

O casal procura repassar técnicas que podem ser facilmente utilizadas pelos moradores e, assim, contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas de baixa renda. “No trabalho, há uma sensibilização sobre o uso de materiais naturais ou reutilização de componentes que seriam destinados ao lixo, princípios mais responsáveis, em amostras concretas e facilmente replicáveis”, avalia Pavel.

Ainda na região Amazônica, há uma iniciativa da psicóloga dominicana Rosaura Gutiérrez, moradora de Santarém, no estado do Pará. Ela chegou ao Brasil em 2005, acompanhando o marido Thomas May, cooperante do DED. Por meio de contatos e recomendações de amigos, conheceu o trabalho da Pastoral do Menor. “Faço acompanhamento e apoio psicológico na instituição através de terapia individual, familiar e grupal com os pais e mães, o que chamamos de Circulo afetivo. A bordo a influência que a falta de relacionamento positivo entre marido e mulher exerce sobre a criança e o adolescente, pois o modelo de relacionamento que os pais assumem será o modelo que os filhos irão adotar, defender e viver”, analisa.

Segundo a psicóloga, seu trabalho tem como objetivo pessoal estabelecer algum tipo de projeto que possa ser utilizado pelos educadores e pais, mesmo quando ela for embora de Santarém. Ela tem encontrado algumas dificuldades como falta de recursos e a barreira do idioma, mas nada que atrapalhe as mudanças provocadas na vida de professores e da comunidade nesses dois anos de atendimento. “É interessante o desejo da equipe de educadores de que eu faça parte de todo o trabalho de acompanhamento. Para eles, o mito e o medo do profissional de Psicologia desapareceram. Eu avalio esses depoimentos como um bom sinal”, diz Rosaura.

Um projeto pessoal a serviço do coletivo.  


As/os companheiras/os dos/as cooperantes, muitas vezes, ajudam na concretização de atividades em organizações onde há um profissional do DED. Porém, muitos/as deles/as desenvolvem, ainda, iniciativas independentes para auxiliar e cooperar com a comunidade onde estão inseridas/os. Walderes Jezek, esposa de Pavel Jezek, trabalha com artesanato no bairro da Brasiléia, no Acre, e este ano divulgou seu projeto na Mostra de Desenvolvimento e Oportunidades Expoacre 2007.

O evento aconteceu entre os dias 28 de julho e 4 de agosto, em Rio Branco, e nele foram apresentados os trabalhos em vitrofusão feitos por Walderes. Parte da produção está à venda no Centro de Informação Turística em Brasiléia, lugar de 18 mil habitantes. “A intenção é estimular as artesãs e os artesãos locais a aproveitarem da riqueza de aromas da Amazônia”, afirma. É uma relação sustentável com o meio ambiente, gerando renda e respeitando os conhecimentos das comunidades tradicionais.

Já na área de desenvolvimento social, a pesquisa de doutorado sobre violência na escola da psicóloga Rosaura Gutiérrez, realizada na cidade de Santarém (PA) deve colaborar muito para que a região aprofunde essa temática. No ano passado, ela iniciou um trabalho com a unidade educacional Gonçalves Dias de Santarém para levantar dados sobre “Sentimentos e emoções em vitimas e agressores da violência”.   

O estudo ainda está em andamento, mas alguns resultados já podem ser observados. Um deles  é referente ao processo de reflexão dos estudantes sobre seus sentimentos e emoções. Há uma procura de alternativas com o objetivo de melhorar a convivência em suas casas.Sobre o trabalho de sua esposa, Thomas May avalia: “É muito positivo. As atividades correspondem às necessidades e são reconhecidas. Além disso, é muito importante para ela poder aplicar sua capacidade profissional nessas instituições”.

Publicação aborda o papel da família na ressocialização de adolescentes e jovens em conflito com a lei (Recife/PE) .  

O que é Liberdade Assistida? Como mães e pais lidam com os filhos depois que esses cometem um ato infracional? Qual é o papel da família no processo de ressocialização de adolescentes e jovens em conflito com a lei? As respostas a essas perguntas estão sendo trabalhadas em uma cartilha do Centro de Articulação Retome Sua Vida (PE), lançada este mês (outubro), com o apoio do DED e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco. A publicação traz a sistematização da experiência de três anos de atuação da Instituição junto a 114 famílias de meninos e meninas que integram essa Medida Socioeducativa em Meio Aberto.

O título da publicação, "Família - Base da Ressocialização", apontapara a principal conclusão tirada a partir dos trabalhos desenvolvidos pelo Retome dentro do seu Programa de Apoio à Medida Socioeducativa em Meio Aberto (PAMSEMA). O acompanhamento relatado foi realizado com famílias moradoras da RPA 1 (Região Político-Administrativa) do Recife, formada pelas comunidades da Ilha Joana Bezerra, São José, Recife, Santo Antônio, Cabanga, Santo Amaro, Soledade, Boa Vista, Ilha do Leite, Paissandu e Coelhos.

Entre as muitas informações apreendidas, durante o acompanhamento,estão a de que as mães são as mais atuantes nesse processo de  ressocialização, participando de reuniões promovidas pelas organizações que fazem a implementação da medida, solicitando acompanhamento psicossocial e psicológico, e buscando novas posturas para  garantir uma maior aproximação e apoio aos seus filhos nesse momento. Umaconstatação de ordem mais ampla é de que é urgente que a execução dessa  medida se efetive enquanto política pública, para que, dessa forma, tenha um orçamento próprio. Atualmente, os recursos usados são de projetos  financiados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, ligada à  Presidência da República.

O relato do trabalho desenvolvido agrega as sensações experienciadas por toda a equipe desse programa do Retome na desafiante  caminhada junto a essas famílias. Em cada página, são compartilhados  sentimentos de carinho, orgulho, alegria, satisfação, mas também detristeza e angústia vivenciados por esses profissionais. A idéia de fazer uma sistematização da metodologia implementada pela organização surgiu com o objetivo de contribuir com o atendimento realizado junto aadolescentes e jovens em cumprimento dessa medida, no Estado.

PAMSEMA - O Programa, que começou em 1994, tem por objetivo executar a medida socioeducativa de liberdade assistida. O acompanhamento  é feito por duas assistentes sociais, uma psicóloga, uma estagiária de  psicologia, um educador e sete orientadores. O trabalho de atendimento consiste em ajudar na reconstrução da vida desses adolescentes e jovens através de ações multidisciplinares e diárias, educação social,  complementação escolar e atividades lúdicas.

Retome Sua Vida participa da Feira dos 3RS (Recife/PE)   .  


“Reduzir, Reutilizar e Reciclar”. Essas são as palavras de ordem da 6º Feira dos 3RS, evento que reunirá 60 expositores, nos dias 27 e 28 de outubro, na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife (PE). Entre as organizações participantes está o Retome Sua Vida, instituição parceira do DED, que divulgará o trabalho de cinco grupos, constituídos por 200 catadores de materiais recicláveis. A Feira, realizada pela Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (ASPAN), acontecerá das 9h às 21h, e tem como objetivo despertar o interesse da população para a importância da reutilização de materiais sólidos.

Um dos atrativos do evento será a exposição de peças artesanais feitas por trabalhadores ecológicos. Porém, a Feira também terá momentos educativos, apresentações culturais e mostra de vídeos. No estande do Retome, além da venda de artesanato, o espaço será dedicado a atividades pedagógicas. Uma delas será a separação de materiais recicláveis e não-recicláveis pelos visitantes. Dessa forma, as pessoas conhecerão quais deles podem ser reutilizados e quais, realmente, são lixo. “Vamos divulgar, ainda, a leiestadual de Resíduos Sólidos, que afirma que empresas e organizações devem doar seus materiais para a coleta seletiva, garantindo, assim, a reciclagem”, informa a cooperante do DED, Raja Litwinoff, que atua no Retome.

A Lei nº 12.008, de 2001, estabelece a Política Estadual de Resíduos Sólidos, na qual o Governo do Estado, entre outras coisas, cria formas de proteger o meio ambiente, apoiando o uso racional desses materiais, além de estimular a recuperação de áreas degradadas. “Muitas pessoas não conhecem essa política e vamos utilizar a Feira para divulgá-la”, diz Raja.

A Feira dos 3RS acontece desde 2002, sempre em outubro. O período é proposital, pois nesse mesmo mês acontece a Semana Internacional de Redução de Lixo. Por isso, o mesmo evento se realiza em diversos países, como Canadá, Bélgica, Cuba e Chile.

Números – O Brasil é um dos países que mais recicla, principalmente materiais como latinhas de alumínio. De acordo com a pesquisa de 2005 doCompromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), foram recicladas no Brasil 96,2% das embalagens de alumínio, apenas 46% das embalagens de vidro, 29% das de aço e 20% das de plástico (exceto PET). Nesse mesmo ano, o País foi tetracampeão em reciclagem de latas. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma, com dados de 2000, que em Pernambuco são coletados 6.281 toneladas por dia, sendo o terceiro no ranking dos estados nordestinos que mais faz coletas. Os primeiros são Bahia e Ceará.

DED apoia Sala Nordeste&Cerrado na Biofach  .  

Os números apontam para uma diversidade impressionante: mais de 17 mil famílias de agricultores estarão representadas pelas redes e articulações expositoras da Sala Nordeste&Cerrado, dentro da Biofach/Exposustentat, que acontecerá de 16 a 18 de outubro, em São Paulo.  Os 150 empreendimentos associados à iniciativa apresentarão experiências desenvolvidas a partir do respeito às diferenças socioculturais e ambientais presentes nessas regiões.

A sala - nos seus  200 m2 - contará com  iniciativas de 14 estados (PE, BA, AL, RN, PI, PB, CE,  SE, MA, MG, MT, MS, GO, TO),   que demonstram  que é possível gerar renda com inclusão social e segurança alimentar. Nos stands, estarão produtos de qualidade como frutas, doces, geléias, óleos, essências, mel e derivados, artesanatos, dentre outros, coletados e processados por agricultores familiares e comunidades tradicionais, que atuam em harmonia com o meio ambiente nos biomas Cerrado e Caatinga.

A iniciativa irá valorizar, também, as mudanças estabelecidas na forma de organização dos agricultores (em grupos produtivos, cooperativas, associações, redes sociais), que apontam para uma descentralização da gestão e permitem  superar e avançar as barreiras da comercialização e industrialização. Nesse sentido - um dos critérios da composição da Sala foi a representação a partir de redes e articulações. Ao todo serão 15, sendo 10 do Nordeste e 05 do Cerrado.

Os expositores da  Sala Nordeste&Cerrado querem mostrar aos grandes compradores do mercado interno e externo por que 80% dos produtores de orgânicos do país são da agricultura familiar, e por que  apostam em formas produtivas que valorizam mais a mão de obra do que o capital - onde predominam modelos organizativos e de cooperação mais democráticos.

Alternativas- As experiências da Sala Nordeste&Cerrado são respostas sustentáveis à forte descaracterização  vivenciada por dois grandes biomas do país. No Cerrado, a expansão desordenada da fronteira agrícola, que já ocupa cerca de metade da região, além de devastar sua exuberante biodiversidade, põe em risco as águas das principais bacias hidrográficas brasileiras que lá estão. Além disso, compromete a base da sobrevivência cultural e material de extrativistas, indígenas, quilombolas e produtores familiares agroextrativistas, que têm, no uso dos seus recursos, a fonte de sua subsistência e geração de renda.

Já na Caatinga, bioma mais expressivo do Nordeste, os solos rasos, clima quente, chuvas irregulares e, ainda, o elevado índice de evaporação, torna-a um meio ambiente vulnerável. Com uma cobertura vegetal reduzida a menos de 50% da sua área e situado numa das regiões semi-áridas com maior pressão demográfica do mundo; com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e  caracterizado historicamente por profundas desigualdades socioeconômicas, o bioma enfrenta grandes desafios e necessita que nele sejam estabelecidas formas alternativas de sustento, que gerem desenvolvimento e garantam justiça social e conservação ambiental.


Organizadores - A 2ª Edição da Sala Nordeste&Cerrado é uma realização da GTZ (Agência Alemã de Cooperação Técnica), DED (Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social), Fundação Konrad Adenauer, ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), MDA (Ministério de Desenvolvimento Agrário), PDHC (Projeto Dom Hélder Câmara) MI (Ministério da Integração Nacional) e CODEVASF (Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba), e conta com o apoio do Banco do Brasil.

Biofach  - é a maior feira de produtos orgânicos e naturais do mundo, realizada, anualmente, em fevereiro, pela empresa alemã Nürnberg Messe GmbH, em Nürnberg, Alemanha. No Brasil, já ocorreu durante três anos consecutivos no Rio de Janeiro, e um em São Paulo, sendo as duas primeiras edições do âmbito nacional e as seguintes com a abrangência Latino-Americana.

Local:Transamérica Expo Center - São Paulo - Brasil
Endereço:Av. Dr. Mario Villas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro
Data:16, 17 e 18 de outubro de 2007
Horário:das 10:00 às 19:00h

DED e organizações parceiras debatem, durante seminário, sustentabilidade das Ongs no Nordeste   .  

 

O DED promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, o Seminário Sustentabilidade das ONG’s no Nordeste. O evento aconteceu em Olinda/PE e reuniu pessoas que trabalham em organizações parceiras do Serviço Alemão, cooperantes e profissionais brasileiros que atuam na região. Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí  estavam representados. No primeiro dia, o encontro abordou temas como sustentabilidade, desenvolvimento institucional, cooperação internacional e acesso a recursos públicos. Já no dia seguinte, grupos de trabalho tiraram algumas recomendações para os próximos dois anos da cooperação do DED no Nordeste.

O consultor independente Domenico Corcione abriu as atividades do Seminário com a palestra Sustentabilidade e Desenvolvimento Institucional: Avanços e Desafios. Ele fez um apanhado histórico sobre o surgimento e consolidação das organizações não-governamentais no Brasil e, conseqüentemente, suas transformações. Para Corcione, essas instituições mudaram e buscam, hoje, além da defesa de suas causas, uma forma de sustentabilidade integrada ao campo político, que influencie a vida pública. “A diversificação das fontes financiadoras e o engajamento para a promoção de políticas públicas são grandes avanços realizados por essas entidades. Muitas das ONG’s souberam entender essas mudanças conjunturais atuais”, avalia Corcione.

Durante a sua exposição, o consultor também afirmou que é preciso fortalecer o campo sociopolítico e técnico-gerencial para que a sustentabilidade ocorra. “No geral, as ONG’s não se solidarizam. Elas devem operar juntas para superar os empecilhos econômicos e políticos. Além disso, é necessário uma aproximação, buscando uma visibilidade maior, para se tornarem referencial na luta contra as injustiças e desigualdades do País”, acrescenta Corcione. Logo após a palestra, as instituições formaram grupos para discutir inquietações e desafios em suas trajetórias. A atividade também funcionou como um diagnóstico do DED sobre os problemas e avanços das organizações com as quais tem parceria.

No período da tarde, a palestra Atualidade na cooperação Internacional, acesso a recursos públicos e perspectivas para o Nordeste foi  realizada por Evanildo Barbosa, coordenador da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase/PE). Durante sua fala, ele destacou as mudanças na cooperação internacional (CI) e as estratégias de futuras relações entre ONG’s, CI e os fundos públicos. Para ele, é necessário um grande investimento na participação e no controle social das políticas públicas, com esforço mútuo entre todas as partes.

No dia seguinte, os grupos de trabalho apresentaram recomendações sobre ações que podem ser realizadas pelo DED, nos próximos dois anos, na perspectiva do desenvolvimento das instituições. Investimentos nas áreas de Comunicação e Formação foram algumas das propostas apresentadas. O DED também expôs iniciativas que estão sendo pensadas dentro dessa questão do fortalecimento. O seminário Sustentabilidade das ONG’s no Nordeste contou com a presença de 28 instituições  que atuam no Nordeste brasileiro.  

O que eles/las disseram

“O seminário expressa a ousadia e a coragem do DED porque compreendeu a necessidade de fazer com que esse conjunto de ONG’s se debruce sobre essa questão que é vital. Foi muito bem pensado começar as atividades com essa temática abrangente da sustentabilidade. Parabéns ao DED pela ousadia no momento oportuno”.

Domenico Corcione, consultor independente

“O mais importante no encontro é compartilhar sentimentos vivenciados no dia-a-dia das instituições como dificuldades e as demandas para a busca da sustentabilidade. Quando chegamos num espaço como esse, trazemos para o coletivo, sentimentos e dificuldades vivenciadas no individual. As reflexões, os indicativos levantados por Domenico e o debate feito por outras organizações sobre a sustentabilidade serão pontos que levarei de volta para a instituição”.

Mônica Tavares, do Retome sua vida (PE)

“Apesar de todos os desafios, a atitude do DED de chamar todos os parceiros para conversar foi muito acertada. Penso que é preciso aprofundar ainda mais esse debate sobre quais são os desafios que as organizações nordestinas precisam enfrentar para alcançar a sustentabilidade. Penso, ainda, que esse tema deve ser entendido como uma dimensão muito mais ampla do que os recursos financeiros, embora essa discussão também seja necessário”.

Antonio José, da Obra Kolping (CE)

“A avaliação sobre o seminário é positiva, pois a discussão interessa as organizações de maneira geral e, especialmente, para as do Nordeste. Para nossa organização, só acrescenta, no sentindo de reforçar algumas questões como o campo político, além de refinar esse discurso sobre a capitação e mobilização de recursos. Achei bastante válido. As questões como a diversificação de recursos e do trabalho com o meio ambiente foram pontos importantes na fala de Corcione que levarei para organização onde trabalho”.

Claudia Gazola, do Coletivo Leila Diniz (RN)

DED realiza seminário sobre Sustentabilidade das Ongs no Nordeste .  

O Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED) promoverá, nos dias 24 e 25 de setembro, o Seminário Sustentabilidade das ONG’s no Nordeste. O encontro acontecerá no Convento das Dorotéias, no Alto da Sé, em Olinda/PE, e mobilizará representantes das organizações parceiras do DED, cooperantes e profissionais brasileiros que trabalham nessa região.

O seminário tem como objetivo socializar informações sobre o trabalho de mobilização de recursos para projetos sociais no Brasil e refletir sobre os aspectos financeiros, políticos e pedagógicos da sustentabilidade das ONG’s no Nordeste. Além disso, pretende elaborar recomendações para estratégias de apoio do DED à sustentabilidade institucional de seus parceiros nessa região.

A cooperante Raja Litwinoff, que está na equipe de organização do evento, chama a atenção para o fato de que sustentabilidade institucional é algo maior do que sustentação financeira. “Ter recursos assegurados não é o suficiente. Existem muitos outros elementos que fazem com que a gente possa dizer que essas Ongs daqui a dez ou vinte anos ainda estejam trabalhando dentro de uma perspectiva de desenvolvimento. Achamos que a partir desse seminário, teremos uma idéia um pouco melhor de como estão essas instituições”, comenta.

Para o debate, no dia 24 de setembro, o seminário terá as exposições Sustentabilidade e Desenvolvimento Institucional: Avanços e Desafios, com o consultor Domingos Corcione; e Atualidade da Cooperação Internacional, Acesso a Recursos Públicos e Perspectivas para o Nordeste,  com Evanildo Barbosa, da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE). Já no dia 25, a pesquisa do DED sobre Mobilização de Recursos no Brasil será apresentada por Wouter van Oosterhout, cooperante do DED na Articulação do Semi-árido (ASA). “Pelo perfil dos convidados, acredito que haverá encaminhamentos interessantes que poderão ser introduzidos, posteriormente, no trabalho no DED”,  analisa Raja.

Agricultores familiares discutem mercados para produtos orgânicos .  


Agricultores  familiares representando cerca de 50 empreendimentos de sete  Estados do Nordeste estiveram no seminário “Mercados para produtos orgânicos e agroecológicos: a participação da agricultura familiar em feiras nacionais  e internacionais”, que aconteceu na última semana de agosto, em Fortaleza(CE). Além de assistirem a painéis que os subsidiarão no processo de comercialização de seus produtos, os trabalhadores planejaram a realização da Sala Nordeste e Cerrado na Exposustentat 2007, que acontecerá em outubro, em São Paulo.

 
A Agricultura Familiar é responsável pela produção da maior parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Além disso, possui uma ampla variedade de produtos orgânicos que podem e já estão sendo comercializados nos mercados nacional e internacional. Quase 25% de toda a área destinada à agricultura orgânica certificada no mundo encontram-se na América Latina. Dentre os países mais ativos estão a Argentina, o Brasil e o Uruguai.  No ano de 2006, o comércio mundial de produtos orgânicos foi de R$ 65 bilhões. O Brasil contribuiu com cerca de R$ 500 milhões, sendo 70% para exportação e 30% para o mercado interno. Diante dessa perspectiva, uma das estratégias para tornar os produtos mais  conhecidos e concretizar processos de comercialização é a participação desses produtores em feiras e eventos de comércio. Espaços esses que reúnem compradores, especialistas no setor, serviços e tecnologia. 

 
Foi justamente com o objetivo de colaborar para a qualificação da participação desses agricultores familiares e suas organizações nesses eventos que esse seminário está sendo organizado.  A iniciativa foi da Cooperação Alemã , através da GTZ e do DED, da Fundação Konrad Adenauer e do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA (Secretarias da Agricultura Familiar e de Desenvolvimento Territorial), e conta com apoio do  Ministério do Meio Ambiente (MMA),  Banco do Nordeste,  Programa Dom Hélder Câmara, ISPN e  Planeta Orgânico, do Rio de Janeiro, que organiza a BioFach e a  Exposustentat da América Latina.

 
Durante o seminário – os agricultores trouxeram alguns dos seus produtos para expor, trocar e vender.

 
A BioFach/Exposustentat América Latina 2007 - onde acontecerá a sala Nordeste e Cerrado - será de 15 a 18 de outubro em São Paulo. A BioFach é a maior feira de produtos orgânicos e naturais do mundo, realizada, anualmente, em fevereiro, pela empresa alemã Nürnberg Messe GmbH, em Nürnberg, Alemanha. No Brasil, já ocorreu durante três anos consecutivos no Rio de Janeiro, e um em São Paulo, sendo as duas primeiras edições do âmbito nacional e as seguintes com a abrangência Latino-Americana.

No ano passado, 31 empreendedores participaram da Sala Nordeste e Cerrado dentro da BioFach/Exposustentat América Latina. Entre os ganhos dessa participação, eles destacaram os contatos que realizaram e os negócios que estabeleceram durante o evento e no período pós-feira. A iniciativa proporcionou, ainda, a oportunidade de um intercâmbio com outros produtores, identificando elementos que os ajudaram no processo de  comercialização dos seus produtos, como por exemplo a necessidade de melhorar embalagens e rótulos. Para a edição de 2007, serão 30 expositores na sala, que representarão cerca de 500 empreendimentos familiares (grupos, associações e cooperativas) trazendo uma grande variedade de produtos. Entre eles: artesanato, mel e derivados, doces, geléias, farinha de jatobá, baru, castanha de caju, café, frutas, óleos, cachaça e rapadura.

Mulheres indígenas do Nordeste e Leste definem estratégias para uma maior articulação    .  

As mais de 120 mulheres indígenas do Nordeste e Leste que estiveram reunidas na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, de 14 a 16 de agosto, encerraram a atividade com um ato público na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, contra todas as formas de violência vivenciadas pelos povos indígenas no país. Só este ano, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) registrou 40 homicídios em diferentes etnias. Nesse cenário, destaca-se a grande vulnerabilidade de mulheres e crianças indígenas que sofrem várias formas de violência: física, moral, psicológica.

Durante o ato, as mulheres, que representaram mais de 40 etnias dos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Espírito Santo, realizaram  rituais característicos da cultura de seus povos. Foi  entregue à população um documento elaborado como resultado da I Assembléia das Guerreiras Mulheres Indígenas do Nordeste e Leste,  apresentando a situação atual dos povos indígenas no Brasil. O texto também será enviado para autoridades estaduais e do governo Federal.

Nos três dias de encontro, as mulheres apresentaram o resultado do diagnóstico realizado por Estado sobre a realidade das mulheres nas aldeias. Entre as várias questões identificadas estão a necessidade de políticas públicas nas áreas de educação, saúde e moradia indígenas. O questionário aplicado para fazer esse mapeamento da situação pediu o olhar da mulher indígena sobre temas como terra, saúde, educação, meio ambiente, entre outros. “No resultado, elas identificaram a luta pela terra como a ação mais importante para garantir a existência indígena, a identidade dos seus povos”, comenta a educadora Eliene Amorim, da Ong Centro de Cultura Luis Freire, que fez a síntese do diagnóstico. Ela concluiu, ainda,  que as mulheres têm muita preocupação com a invasão dessas terras e com a destruição causada por muitos fazendeiros através de queimadas. “Elas também falaram que isso acaba com os alimentos e com as plantas medicinais tão usadas por seus povos”, analisa.

Já quando o tema é saúde, as mulheres percebem esse assunto de uma forma mais ampla, envolvendo o alimento, o lugar para morar, as condições de trabalho. “Na educação, as indígenas se percebem como de grande importância para o desenvolvimento de seus filhos, e admitem a ausência dos homens nesse processo”, explica Eliane. Segundo a educadora, elas também apontam em suas respostas o desejo de ter uma participação paritária nas articulações que envolvem os povos indígenas como movimentos e conselhos.

Num outro dia do encontro, além de fazer uma leitura sobre a atual conjuntura política indigenista no Brasil, as mulheres abordaram temas como o protagonismo dos povos indígenas sobre os Direitos Humanos nas instâncias internacionais (ONU, OEA, OIT); os caminhos para a igualdade de gênero entre indígenas; e o problema da violência contra a mulher.

A I Assembléia das Guerreiras Mulheres Indígenas do Nordeste e Leste teve como principal objetivo criar um espaço de diálogo entre essas mulheres, para que elas construíssem um mecanismo de organização permanente entre si e definissem estratégias para uma maior intervenção política nos âmbitos local, regional e nacional.

No final da atividade foram identificadas lideranças nos estados, que deverão facilitar esse processo de mobilização entre as mulheres. Elas também definiram que o dia 11 de outubro será o dia de Resistência da Mulher Indígena do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. Isso significa que deverão ser desenvolvidas várias atividades nessas regiões durante essa data.

A iniciativa da Assembléia foi  da  Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), com o apoio do DED – Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social, INESC,  CESE, Oxfam e Fundação Redistribuir (Alemanha).

Assembléia define estratégias para uma maior intervenção política das mulheres indígenas do Nordeste e Leste .  

Minas Gerais irá sediar, de 13 a 16 de agosto, a "I ASSEMBLÉIA DAS GUERREIRAS MULHERES INDÍGENAS DO LESTE E NORDESTE". A iniciativa visa criar um espaço de diálogo entre essas mulheres, para que elas possam construir um mecanismo de organização permanente entre si e definam estratégias para uma maior  intervenção política nos âmbitos local, regional e nacional.

O evento, que contará com 120 mulheres, representantes de mais de 50 etnias  dos Estados de PE, AL , PB, SE, BA, CE, PI, RN, MG, ES, é realizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), com o apoio do DED – Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social, INESC,  CESE, Oxfam e Fundação Redistribuir (Alemanha).

Os debates propostos pretendem visibilizar a importância da mulher no fortalecimento das diferentes mobilizações feitas pelo movimento indígena, entre elas pela conquista da demarcação da terra, pelo reconhecimento étnico e pelo acesso a políticas públicas diferenciadas na educação, saúde, habitação. Também será destacado o papel fundamental dessas mulheres na promoção da cultura de cada povo, dialogando para que o governo e a sociedade respeitem esses valores. 

A metodologia utilizada durante a Assembléia possibilitará, entre outros pontos, a produção de um diagnóstico com os principais problemas vivenciados pelas mulheres indígenas em suas regiões e a definição de estratégias de mobilização e articulação para superar os desafios apresentados. Também serão elencadas as prioridades a serem trabalhadas até a próxima assembléia.

A APOINME é fruto de uma longa caminhada (1990 a 1995) dos povos indígenas e suas lideranças na construção de um instrumento de articulação permanente. Suas bases estão nas diversas frentes de luta pela conquista e garantia de seus territórios e pela melhoria da qualidade de vida nas aldeias (através de assistência à saúde, direito a uma educação diferenciada, entre outros) e do respeito aos conhecimentos intelectuais e tradicionais dos indígenas, consolidando os direitos desses povos. Atualmente, a instituição está sediada em Olinda/PE.

A APOINME subdivide-se em 08 (oito) Microrregiões. Nesse espaço geográfico, estão localizados 48 povos indígenas, distribuídos em mais de 165 comunidades, com uma população superior a 100.000 índios.

DED propõe seminário sobre as tendências da cooperação internacional no Nordeste   .  

O Fórum Social Nordestino é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil na perspectiva da elaboração de propostas que, entre outras coisas,  façam prevalecer uma globalização solidária, que respeite os direitos humanos universais. Ele se caracteriza também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um caráter não confessional, não governamental e não partidário. Dentro desse contexto e diante da atual conjuntura política e social, o DED e Organizações Parceiras estarão realizando durante o FSNE  um seminário, em conjunto, pautando a temática da Cooperação Internacional e o Desenvolvimento Sustentável no Nordeste. A iniciativa objetiva ajudar as organizações da sociedade civil a compreenderem as tendências da cooperação internacional nessa região.

“Nos últimos anos, a cooperação internacional com o Brasil e, especificamente, com o Nordeste mudou bastante. Enquanto algumas organizações reduziram sua atuação ou se retiraram dessa região e, em alguns casos, até do país, outras, modificaram suas linhas temáticas de apoio. Debater essa conjuntura e identificar como, mesmo com este cenário, a cooperação pode contribuir para um outro Nordeste possível será  o grande foco do nosso seminário” – afirma a Coordenadora do Programa de Fortalecimento da Sociedade Civil do DED Brasil, Heike Friedhoff

A mesa do seminário será formada por  Mônica Oliveira (Observatório Negro), Heike Friedhoff (DED Brasil - Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social) e Richard Hoffman (CRS - Catholic Relief Services ). A proposta é que outras organizações da cooperação internacional e instituições brasileiras presentes também possam contribuir para essa troca de experiências.

São parceiros do DED na realização dessa atividade: Articulação de Povos Indígenas do Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo; Casa da Mulher do Nordeste ; Fórum Estadual de Reforma Urbana (PE); Fórum Estadual de Reforma Urbana (CE); Coletivo Mulher Vida (PE); Movimento dos Trabalhadores Sem Teto(PE); Equip (PE); Etapas (PE); Centro das Mulheres do Cabo (PE); Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste; Auçuba - Comunicação e Educação (PE); Fórum de Mulheres de Pernambuco; Aspan (PE);  Centro de Articulação Retome Sua Vida (PE); Articulação de Entidades na Zona da Mata/PE;  Núcleo de Habitação e Meio Ambiente de Fortaleza (CE).   

O seminário acontecerá no dia 04 de agosto - das 9h às 13h - na Universidade Federal da Bahia (UFBA) - PAF 1— Auditório 1  (é importante confirmar dia e local na programação  oficial do  FSNE, que deverá ser divulgada durante o credenciamento)

SEMINÁRIO DISCUTE "GÊNERO E CIDADE"   .  

O Grupo de Trabalho (GT) Gênero e Políticas Públicas do Fórum DED & Parceiros realizará no dia 05 de julho o seminário "Gênero e Cidade", em Fortaleza, no auditório do Instituto Teológico Pastoral (ITEP), das 14 às 17h30min. O objetivo do evento é discutir as relações de gênero, enfocando especialmente a participação de homens e mulheres nos espaços públicos democráticos de desenvolvimento urbano.

O seminário terá como expositoras Taciana Gouveia, coordenadora de educação da ong SOS Corpo (Recife) e diretora da Abong nacional, e Josefa Francisca de Lima, presidenta estadual da Federação das Associações de Moradores e Conselhos Comunitários do Piauí (FAMCC-PI) . Após as exposições, representantes de diferentes setores sociais contribuirão com o debate: Joísa Barroso, da ong Cearah Periferia; Eliana Gomes, da Fundação de Habitação de Fortaleza (Habitafor); Gorete Fernandes, da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF), e a professora Dolores Mota, do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Idade e Família (Negif) do Departamento de Economia Doméstica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em seguida o debate será aberto à participação do público.

Antecipando um pouco das discussões que acontecerão no seminário, Taciana Gouveia coloca que "analisar as sociedades numa perspectiva de gênero é desvelar e buscar transformar os complexos mecanismos sociais, políticos e institucionais que têm mantido as mulheres em situação de opressão, submissão e injustiça". É importante destacar, segundo ela, que "a experiência concreta das lutas urbanas revela que as mulheres estão desde sempre na construção, manutenção e avanço dessas lutas". Entretanto, o quadro ainda é bastante adverso para a instauração de políticas para as cidades que sejam capazes de promover a igualdade para as mulheres. Neste sentido, Gouveia aponta como uma questão fundamental e urgente a necessidade da "democratização e a conseqüente abertura de espaço para a ação política das mulheres nos lugares e instâncias onde a experiência cidadã é vivida e definida". Por fim, ela deixa um questionamento: "Quem sabe as conferências das cidades que ocorrerão durante este ano não são o momento ideal para avançarmos na construção da igualdade?".

O GT Gênero e Políticas Públicas do Fórum DED & Parceiros é composto pelo Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), a Obra Kolping do Brasil, o Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS), a Fábrica de Imagens, o Cearah Periferia, o Centro Socorro Abreu, o Grupo de Apoio às Comunidades Carentes e o Núcleo de Habitação e Meio Ambiente (NUHAB). O grupo reúne-se periodicamente para discutir questões de gênero, casos de violência contra a mulher e promover eventos com vistas a ampliar a discussão sobre o tema com a sociedade.

As inscrições podem ser feitas até o dia 05, no CEARAH Periferia pelo telefone (85)3261.2607 (falar com Markus).

Prêmio UNIFEM: Diga Não ao Tráfico de Mulheres   .  

Banner da Campanha organizada pelo Coletivo Mulher Vida, em parceria com o DED

 

O Fundo das Nações Unidas para Mulheres (UNIFEM) tem como objetivo fortalecer a participação igualitária de mulheres no processo de desenvolvimento econômico, social e político. Nesse sentido, existe um comitê alemão para o UNIFEM que apóia essa proposta e funciona como fórum para aquelas/es que estão envolvidas/os na cooperação para o desenvolvimento e seus impactos na vida das mulheres.

Neste ano, o prêmio alemão da UNIFEM  será entregue aos projetos que atuam  com a temática Tráfico de Mulheres, na área de prevenção, apoio e proteção às vitimas; na promoção de medidas de sensibilização da sociedade;  e no combate a esse tipo de violência.

No Brasil, o DED está apoiando, como Instituição Interlocutora, as ONGs VIOLES (Grupo de Pesquisa da Universidade de Brasília) e Coletivo Mulher Vida, do Recife/PE, através do Programa "Você não é só". A decisão sobre os vencedores deve sair no mês de junho.

Para a cooperante responsável pelo Programa de Apoio Institucional do DED, Nina Musmann, que também está acompanhando as instituições no envio de seus projetos, o perfil das duas iniciativas que foram enviadas mostra que a temática do tráfico de mulheres está tratada de maneira transversal no Brasil. “Enquanto o Coletivo trabalha a intervenção política e a base, em nível local, o VIOLES atua na área acadêmica e com abrangência Nacional e Internacional. As ações se complementam”, garante. Mais informações no menu DESTAQUES, no site www.dedbrasil.org.br 

As inscrições estiveram abertas até o dia 31 de maio, podendo participar programas e projetos da África, Ásia, América Latina e Europa Oriental, que já ocorram há mais de três anos e que tenham como proposta atingir  pelo menos alguns desses objetivos:

Sensibilização do público geral/sociedade sobre a temática “tráfico de mulheres”

Esclarecimento/capacitação sobre medidas legais de migração

Apóio jurídico e informação  para as vítimas e potencias vítimas

Fortalecimento das capacidades econômicas, sociais e políticas das vítimas

Melhoramento do estado legal das vítimas

Medidas de reabilitação/restabelecimento das mulheres afetadas e das suas crianças

Medidas e programas de sensibilização para funcionárias/os em instituições públicas

Política de informação dirigida/conscientização no ambiente das vítimas

Capacitação/conscientização de grupos vulneráveis

Fortalecimento da auto-estima de mulheres

Igualdade para ambos os sexos em todas as esferas da vida (gênero).

Ainda como requesito, foi solicitado que os projetos fossem entregues por organizações/iniciativas alemães como interlocutoras. O valor do prêmio é de 10 mil Euros.

A decisão sobre os vencedores será tomada neste mês de junho. Já a entrega do prêmio acontecerá no dia 21de novembro, em Bonn/Alemanha.

www.unifem.de

Prefeitura de Fortaleza realiza projeto de revitalização e urbanização do centro da cidade .  

 

Por: Márcia Ximenes – assessora de comunicação da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza –Habitafor

Diego Silveira – estagiário da assessoria de comunicação da Habitafor

A Prefeitura de Fortaleza (CE) vem traçando um plano de revitalização e urbanização para o centro da cidade. Um dos projetos desenvolvidos é o chamado "Plano Habitacional do Centro", elaborado pela Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) e pela Defesa Civil. A ação conta a parceria da Caixa Econômica Federal, da instituição alemã ASA, responsável por realizar estudos urbanísticos e arquitetônicos, e do DED - Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social. O projeto, que é uma demanda do Orçamento Participativo (OP), já verificou a existência de mais de 80 prédios vazios ou subutilizados na área central da cidade.

O Plano Habitacional do Centro, estando inserido no Programa de Reabilitação de Áreas Centrais criado pelo Governo Federal, objetiva, dessa forma, recuperar essas construções, garantindo a famílias de baixa renda o acesso à moradia de qualidade. Um dos locais beneficiados com o projeto será o Mercado Velho, localizado no bairro Jacarecanga, próximo ao Mercado São Sebastião.

O Mercado Velho, que manteve suas atividades comerciais até o início da década de 80, hoje é ocupado por um grande número de famílias. As condições estruturais do local, entretanto, estão longe de oferecer conforto aos moradores. Iluminação deficiente, ausência de esgotamento sanitário e um precário sistema de abastecimento de água são apenas alguns dos problemas com os quais os moradores são obrigados a conviver.

Ao todo, serão 175 famílias beneficiadas com a construção de unidades habitacionais, equipamentos sociais e áreas de lazer. Será feito ainda um trabalho técnico social com os moradores do antigo mercado e se dará início ao processo de regularização fundiária do local.

Outra área contemplada com os benefícios do projeto será a Vila Duquinha, adjacente ao antigo mercado. Os moradores do local, por fazerem parte da Associação de Moradores do Mercado Velho reivindicaram uma intervenção em caráter integrado.

A primeira fase do projeto, que contou com a cooperação alemã, foi desenvolvida através de um processo participativo com as comunidades e gerou um estudo preliminar da futura intervenção.

Fortaleza é hoje a 4º maior capital do país, com mais de 2 milhões e 100 mil habitantes. De acordo com dados levantados pela Habitafor, estimados com base no censo do IBGE de 2000, a demanda reprimida por moradia, tanto qualitativa quanto quantitativa, gira em torno de 159.000 unidades, o que mostra a necessidade de serem adotadas políticas públicas em habitação de interesse social.

Juventude descobre “no hoje” da agroecologia um amanhã mais justo   .  


Jovens tiveram acesso a novas tecnologias

 

“Já conversei com o presidente da associação de moradores e estamos agendando o repasse de tudo que aprendi na oficina para a minha comunidade”. A declaração, em tom de muita expectativa, é de Marcio Manoel  dos Santos – 24 anos –  descendente da comunidade indígena Pipipan, de Serra Negra, que hoje mora no município de Floresta, em Pernambuco. O comentário é sobre a formação que recebeu, durante um mês, dentro do Projeto de Fortalecimento dos Grupos Orgânicos do Território Itaparica através da Capacitação de Jovens Lideranças. O Estágio ocorreu no Centro Tecnológico da Agricultura Familiar da Ong Serta (Serviço de Tecnologias Alternativas), em Ibimirim, no final do ano passado. A ação, apoiada pelo DED Brasil, que acredita na possibilidade do desenvolvimento da agricultura familiar com o respeito ao meio ambiente, já tem dado bons frutos. Os participantes estão assumindo o papel de multiplicadores das informações apreendidas em suas próprias comunidades e, muitos deles, já são alvos de políticas públicas em suas áreas de atuação.

A iniciativa, que reuniu 15 jovens, entre 16 e 26 anos, articulados pelo Pólo Sindical PE/BA, trabalhoudiversas temáticas. Na parte introdutória, os participantes fizeram uma visita à mata e aprenderam os princípios da agricultura orgânica(diversidade, interdependência, reciclagem, conectividade). Eles estudaram a conservação e recuperação do solo, adubação, controle de pragas e doenças com defensivos naturais, piscicultura entre outros tópicos. Na prática, construíram um desidratador de frutas e fizeram a produção de biofertilizantes. As novas tecnologias surpreenderam o grupo. Além da formação técnica, também foi trabalhada a formação social, discutindo o acesso a novas tecnologias, as formas de comunicação e a importância de fortalecer a cidadania através dos espaços de participação.

Apesar de ser técnico agrícola, Márcio afirma que  quase tudo que aprendeu, durante este mês,  nunca tinha visto na escola  agrotécnica, durante três anos de estudos. “Enquanto na escola  só ouvimos exemplos, na capacitação fizemos a  prática”, comenta. Segundo ele, o que mais lhe chamou a atenção foram as possibilidades apresentadas pelas novas tecnologias. “Pretendo implementar algumas delas. Vamos tentar parcerias para isso, pois elas são muito importantes. No entanto, enquanto elas não chegam, vamos aproveitar o que temos, vamos reciclar”. O rapaz disse que deseja criar um grupo de agricultura orgânica, inclusive chamando o povo Pipipan para participar. “É preciso mudar o pensamento de algumas pessoas, levar informação para elas”.

O grupo ficou tão satisfeito que já relacionou encaminhamentos que dão conta de uma continuidade, para eles, fundamental. Entre os próximos passos apontados estão a participação dos jovens e das instituições nas discussões e atividades de desenvolvimento da região e a articulação das entidades parceiras para a elaboração de novos projetos contemplando as demandas da juventude como, por exemplo, o desenvolvimento de uma Unidade Demonstrativa de Agricultura Orgânica e a criação do Movimento de Articulação, Capacitação e Organização da Produção Orgânica. Ao final da capacitação, eles escreveram uma carta para as diversas instituições de apoio divulgando seus objetivos e solicitando recursos e espaço de atuação.

A proposta - A iniciativa representou o complemento ao trabalho do Projeto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar Orgânica no Território Itaparica (DAFO-Itaparica), do qual o cooperante do DED e assessor do Pólo Sindical, Thomas Jaeschke,faz parte. Segundo ele, que foi um dos responsáveis pela capacitação dos jovens, são múltiplos e variados os problemas enfrentados pela agricultura familiar orgânica na região. “A escassez da assistência técnica, a carência de planejamento e gerenciamento, a fragilidade da organização econômica (cooperativas), a falta de estratégias de comercialização e a dificuldade de acesso a mercados são apenas alguns exemplos”. Ele também diz que, respondendo à esse desafio, o estágio teve como objetivo capacitar essas jovens lideranças com conhecimento técnico no manejo agroecológico e competência de gestão para que elas possam assumir a posição de Agentes de Desenvolvimento Local (ADL) e multiplicar os resultados.

Outros Depoimentos:

“Os meus conhecimentos foram enriquecidos nesse curso. Muita coisa apresentada lá, eu não conhecia. Aprendi, por exemplo, como evitar que as frutas não sejam desperdiçadas. Além de repassar as informações para a minha família, também quero ensinar a outros jovens”, afirma a agricultora Joanna Darc Oliveira, 25 anos, de Orocó (PE).

“Tive muitas aulas na vida, mas o trabalho feito nesses dias de capacitação,  me ensinaram tudo de bom que existe na relação com os processos produtivos. Ficamos loucos por novas oportunidades nesse sentido. Explorei muito os educadores.  Vou fazer agricultura orgânica na minha  plantação para ser um modelo, pois não adianta só falar. Fiquei feliz em também aprender sobre  a comunicação social - entender melhor o ser humano, dar oportunidade das pessoas falarem - trabalhar a igualdade.Isso aumentar a auto-estima. Acho que trabalhar a pessoa é mais importante. O caminho é o trabalho coletivo”, avalia o agricultor Jerson José de Souza – 22, de Abaré (BA).

Em Fortaleza - criatividade marca o encerramento do Grupo de Estudos sobre Gênero    .  

 
 
 
 
Com oficinas e muita comemoração foi encerrado o Grupo de estudos sobre “Gênero, Políticas Publicas e Desenvolvimento Urbano“ ,  realizado pelo Centro Socorro Abreu, entidade de Fortaleza (CE) que defende os direitos das mulheres. O objetivo da iniciativa, que contou com a assessoria da bolsista do DED, Anne Schalper, foi levar aos bairros a discussão acadêmica sobre gênero, inter-relacionando-a com as experiências práticas das mulheres.
 
Durante quatro meses, dezenove mulheres e um homem se reuniram a cada duas semanas para ler textos acadêmicos e discutir juntas várias questões de gênero. Com esse conhecimento, as participantes, com idade entre 22 e 59 anos, das diferentes associações comunitárias, demonstraram mais segurança e motivação para participar ativamente nas discussões sobre a temática em outros espaços. Exemplo disso foram as participações dessas mulheres na Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, em abril deste ano, e do seminário “Gênero e Cidade", realizado pelo GT de Gênero do DED & Parceiros, em junho.
 
No encontro de encerramento, no dia 11 de agosto, as participantes do grupo de estudos apresentaram, em pequenos grupos, o que aprenderam durante o Curso. Elas fizeram quatro oficinas sobre os temas: “O Que é Gênero“, “Gênero e Políticas“, “Conceitos Políticos“ e “Gênero e Cidade“, mostrando um profundo conhecimento dos conteúdos.
 
Para marcar essa participação e a resistência dessas mulheres, cada uma recebeu um certificado, durante uma cerimônia com a presença  da comunidade. Para continuar a discussão de gênero nos bairros de Fortaleza, o Centro Socorro Abreu estará incentivando as mulheres a fazerem as oficinas em suas comunidades, com apoio da organização, para repassar o conhecimento adquirido.
Texto: Anne Schalper (Bolsista DED) e Jeane Freitas (Centro Socorro Abreu)

SERTÃO DE PERNAMBUCO – Mulheres descobrem no beneficiamento do umbu uma forma de geração de renda .  

Numa iniciativa do projeto Beneficiamento e Comercialização, realizado a partir de uma parceria da Ong Caatinga (Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não-Governamentais Alternativas), de Pernambuco, com o DED Brasil, mulheres da Agrovila Nova Esperança, a 22 quilômetros do centro da cidade de Ouricuri, estão aprimorando a atividade de beneficiamento do umbu. Em três meses de trabalho, elas já estão fazendo doces e polpas, e também estudando como será a distribuição desses produtos.

O processo de discussão dessa atividade começou em agosto de 2006, quando o cooperante do DED Diego Barreiro, que atua no Caatinga, realizou visitas ao grupo para identificar potencialidades e necessidades. Depois de alguns encaminhamentos, em dezembro último, as 12 mulheres começaram a produzir o material. A princípio, elas perdiam grande quantidade do que era beneficiado, pois, com dois dias, os doces se estragavam. Observando este problema, a esposa de Diego, Silvia Lamaison, resolveu fazer um trabalho voluntário, colaborando com a preparação das receitas e apresentando novas formas de preparo.

“Os produtos mofavam, pois estava sendo colocada uma grande quantidade de água. Atualmente, estamos utilizando técnicas que, além de mais econômicas, dão um maior rendimento e garantem um prazo de validade também maior. No ano passado, elas conseguiram beneficiar nove quilos. Este ano, em menos de um mês, já garantiram 77 quilos”, diz Silvia.  Ela explicou que estão sendo feitos testes para verificar a qualidade da água utilizada. Desta forma, será possível dar mais segurança ao consumidor.

Animadas com as propostas apresentadas, as mulheres começaram a organizar quintais nas suas casas para fazerem suas próprias plantações. A safra do umbu acontece nos meses de janeiro, fevereiro e março. Para qualificarem-se melhor para o mercado, elas também farão oficinas de Custo de Produção. Estimulando o trabalho, o Caatinga conseguiu dois freezers para o beneficiamento e tem garantido outros itens de infra-estrutura. A gestão dos recursos das vendas dos doces e polpas ainda está sendo discutida.

Silvia comenta que está preparando vídeos e fotos sobre os estágios de produção. Material que poderá servir para apresentar essas delícias ao mercado consumidor. A idéia é vender os produtos a partir do mês de abril – quando não se acha umbu na região. O material deve ser comercializado em sorveterias, lanchonetes e restaurantes.

Uma interface entre o campo e a cidade – Diego explica que um dos desafios no começo do trabalho era onde conseguir potes de vidro, por um preço acessível, para colocar os produtos. Numa conversa com outros cooperantes do DED Brasil foi descoberta uma solução que tornou o trabalho ainda mais interessante: os recipientes comprados foram reciclados. O material provém de uma outra ação apoiada pelo DED, que é o projeto Cepare – Centro Popular Articulado de Reciclagem, desenvolvido pela Ong Retome sua Vida, do Recife (PE). A boa proposta de preço aliada à qualidade dos potes tem provocado outros grupos a procurarem o Cepare para comprar os frascos.

Caatinga – 20 anos de atuação por um semi-árido mais respeitado

Perto das famílias do Semi-Árido – A Ong Caatinga tem como missão construir uma proposta de intervenção de Educação e desenvolvimento agroecologico que possa servir como referencial para as políticas publicas voltadas para a agricultura familiar da região semi-árida brasileira. Ela atua em 11 municípios da região do Araripe, que têm, juntos, um total de 260 mil habitantes. Nesse território, 65% da população é urbana, embora as cidades tenham uma economia rural. Dentro do Projeto Um Milhão de Cisternas, por exemplo, a entidade atende 3.500 famílias e já tem construídas mais de 5.000 cisternas na região.

O Caatinga tem quatro áreas de ação: Desenvolvimento e Tecnologia de Processos, Desenvolvimento  Socioeconômico; Educação Agroecológica e Foco em Políticas Públicas. Dentro desses eixos, discute gestão de recursos hídricos, cultivos orgânicos, geração de renda não-agrícola, acesso ao mercado, créditos, educação agroecologica, entre outros temas. No dinamismo de sua  articulação política, integra a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), conselhos e fóruns que têm um pensar político sobre o semi-árido.

A entidade tem parceria com o DED desde 1996, através de um trabalho com técnicos da cooperação. “A cooperação internacional tem contribuído do ponto de vista técnico, metodológico, tem nos dado referenciais para a discussão política com o governo”, comenta  o coordenador geral da instituição, Reginaldo Alves. Ele explica que as tecnologias de convivência e a geração de conhecimento, o acesso ao mercado e a certificação foram conquistas que só aconteceram por causa do apoio da cooperação.

Desafio no trabalho do Caatinga – Para Alves, vive-se um processo de incapacidade de produção na agricultura familiar e o desafio é discutir com as famílias mudanças de produção na perspectiva  da sustentabilidade.  “Há degradação. Eles acham que pequenos animais não dão retorno. A educação dos jovens não é voltada para a formação de jovens agricultores. Se eles adquirem leitura têm  que deixar de ser agricultores.É como se conhecimento não fosse para a agricultura”, analisa.

Outros desafios apontados são segurança alimentar, geração de renda e  consciência política  - isto é: fazer o sertanejo pensar sobre sua  realidade.

Avanços – Apesar de todos esses desafios, muitos são os avanços identificados pelo Caatinga durante os seus 20 anos de atuação nessa região. “Não se falava em convivência, agroecologia,  tecnologia. A perspectiva e visão das famílias sobre o semi-árido é totalmente nova: hoje elas discutem o que querem para o seu desenvolvimento”, destaca Alves, complementando: “o Caatinga nasceu para pensar e desenvolver tecnologias da convivência e ficamos felizes em dizer que muitas outras entidades beberam dessa fonte”.

Conheça mais sobre o Caatinga - www.caatinga.org.br

Pernambuco tem II Conferência de Políticas para as Mulheres..  

A II Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres (II CEPM) de Pernambuco acontece neste final de semana (01 a 03/06). Com os temas Mulher e Poder e Fortalecimento Social, o evento tem como objetivo levantar as diretrizes para a construção do Plano Estadual de Políticas para as Mulheres. Na ocasião também será criada a Comissão de Instalação do
Conselho da Mulher de Pernambuco. Mais de mil delegadas, autoridades e 100 convidadas (entre elas representantes do DED) devem participar da abertura do evento. A secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Nilcea Freire, também estará presente à solenidade.

A II CEPM vai reunir representantes das diversidades de raça e etnia, regionalidade, classe, geração e orientação sexual. São elas que vão apresentar as propostas nos campos da saúde, segurança, educação, meio ambiente, geração de emprego e renda, entre outras. Para a secretária Especial da Mulher, Cristina Buarque, a conferência é um lugar de discussão ampla, no qual o governo e a sociedade, por meio de suas mais diversas representações, travam um diálogo de forma organizada, pública e transparente. "Esse é um instrumento de gestão pública participativa que permite a construção de espaços de negociação, a construção de consensos, o compartilhamento de poder e a co-responsabilidade entre o Estado e a sociedade civil", conclui

O ciclo estadual culminará da II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres que será realizada de 18 a 20 de agosto de 2007, em Brasília/DF. O estado de Pernambuco estará representado por 101 delegadas entre gestoras e sociedade civil. Em nível nacional, elas também apresentarão propostas para a elaboração do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres-PNPM.

Abaixo a programação:

Dia 01 de junho - Sexta

08h às 10h Recepção das/os Participantes

08h às 14hCredenciamento para Delegadas, Suplentes e Convidadas/os

10h Mesa de Abertura

11h Leitura e Aprovação do Regulamento

12h Almoço

14:30h Primeira Mesa Expositora:

Avaliação do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e Perspectivas para o Plano Estadual

16:30h Segunda Mesa Expositora:

Análise da Realidade Local e Nacional, no Contexto dos Direitos Humanos das Mulheres

Debate

18:50h Encerramento do 1º dia

Dia 02 de junho - Sábado

8:30h Terceira Mesa Expositora:

Participação das Mulheres nos Espaços de Poder

10:30h Quarta Mesa Expositora:

Fortalecimento do Controle Social

12h Almoço

14h Grupos de Trabalho

-        Grupo 1: Autonomia, igualdade no mundo do trabalho e cidadania;

-        Grupo 2: Educação inclusiva e não sexista

-        Grupo 3: Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos

-        Grupo 4: Enfrentamento à violência contra as mulheres

-        Grupo 5: Participação das mulheres no espaço de poder

-        Grupo 6: Fortalecimento do controle social

16:30h Entrega dos Relatórios dos Grupos

17h Grupos de Articulação Política

18h Encerramento do 2º dia

20h Atividade Cultural

Dia 03 de junho - Domingo

8:30h Plenária Final para Aprovação das Propostas

12:30h Almoço

14h Eleição das Delegadas para a II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

16h Encerramento da Conferência

Mais informações: 3224 6593

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria Especial da Mulher de Pernambuco

"Amazônia Brasil" é apresentada aos alemães  .  


O Projeto Saúde & Alegria e o Grupo de Trabalho Amazônico estão organizando uma edição da Exposição Multi-Cultural “Amazônia Brasil”, no Estado da Bavária, na Alemanha. A proposta é fazer uma leitura completa e organizada da maior floresta tropical contínua do planeta, a partir das informações mais recentes disponíveis, numa visão equilibrada entre os problemas e as iniciativas promissoras.

Para atingir seu objetivo, a exposição transporta o visitante ao seio da floresta, através de painéis e fotos gigantes, vídeos e instalações cenográficas, que recriam o ambiente multifacetado da Amazônia, com suas contradições, sua biodiversidade, sua gente, suas vilas e cidades. Segundo os organizadores, não se trata de uma exposição “sobre” a região, mas “da região”.

O trabalho apresentado é o resultado de estudo extenso e de varias consultas a especialistas, além de parcerias com instituições de pesquisa, de cooperação e governamentais de execução de políticas públicas positivas na Amazônia

A exposição traz, no que expõe, comunidades locais, os povos da floresta e os projetos inovadores apresentando a Amazônia sobre a ótica de quem vive e trabalha com soluções possíveis e realistas em seus diversos caminhos e dimensões.

Serviço

Local: Nationalparkverwaltung Bayerischer Wald Parque Nacional da Bavária - www.nationalpark-bayerischer-wald.de

Período: Junho a novembro/2007

Abertura oficial: 7/7/2007

Conheça mais detalhes sobre a exposição http://www.amazoniabrasil.org.br/pt/apresentacoes/pt.htm

O Projeto Saúde & Alegria – PSA – parceiro do DED na Amazônia - atua na região desde 1987, em comunidades extrativistas dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, localizadas na zona rural dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro - oeste do Estado do Pará. A partir de 2003, iniciou de forma gradual a ampliação de sua área de cobertura para 143 localidades, envolvendo cerca de 29 mil beneficiários.

Tem por objetivo apoiar processos participativos e integrados de desenvolvimento comunitário global e sustent, geridos pela própria população, interativos capazes de se multiplicar a partir das dinâmicas e realidades locais, contribuindo de maneira demonstrativa com experiências concretas na constituição de políticas sociais e ambientais na Amazônia.

http://www.amazoniabrasil.org.br/pt/saudeealegria.htm

Presidente da Câmara de Vereadores do Recife (PE) parabeniza DED pelo trabalho realizado no Brasil   .  

O presidente da Câmara de Vereadores do Recife (PE), Josenildo Sinésio, fez uma visita, no dia 23 de maio, à sede do DED Brasil.  Ele foi convidado para conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela organização nas regiões Amazônica e Nordeste, especialmente no Estado de Pernambuco, na luta em defesa dos Direitos Humanos, pela preservação e o uso racional dos recursos naturais e a eqüidade das relações de gênero e etnia. Ao final do diálogo com a direção do DED, o vereador parabenizou a toda equipe e afirmou: “o trabalho desenvolvido por essa organização está em sintonia com a proposta de desenvolvimento humano, sustentável e solidário que todos sonhamos e para o qual trabalhamos”.

Durante o encontro, o diretor do DED Brasil, Dieter Werner Schneider, e os coordenadores dos programas implementados pela Instituição fizeram uma apresentação sobre como ocorre o apoio às iniciativas da sociedade civil e do Governo. Na ocasião, também houve um diálogo sobre articulações que podem ser feitas conjuntamente.

O vereador demonstrou grande interesse pelo debate sobre a participação popular nas discussões vinculadas a processos de formulação de políticas públicas e  por uma maior democratização da informação, fazendo-a chegar principalmente às comunidades mais pobres da sociedade.

Desde o início do ano, autoridades têm visitado o DED para compreender como ocorre a cooperação no Nordeste. No mês de fevereiro, estiveram na sede da organização o secretário executivo de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Fernando Matos, e a secretária da Mulher, Cristina Buarque, que já atuaram em instituições apoiadas pelo DED no Estado.

Presidente da Câmara do Recife visita sede do DED.  

O DED estará recebendo em sua sede, nesta quarta-feira, 23 de maio, às 14h30, o presidente da Câmara de Vereadores do Recife (PE), Josenildo Sinésio. O vereador foi convidado para conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela organização nas regiões Amazônica e Nordeste, especialmente no Estado de Pernambuco, na luta em defesa dos Direitos Humanos, pela preservação e o uso racional dos recursos naturais e a eqüidade das relações de gênero e etnia.

A proposta da diretoria do DED Brasil é apresentar quais as estratégias estão sendo usadas pela organização no apoio às iniciativas da sociedade civil e do Governo. É também esperada uma discussão sobre possíveis atividades que possam vir a ser realizadas conjuntamente.

Desde o início do ano, autoridades têm visitado a organização para compreender como ocorre a cooperação no Nordeste. No mês de fevereiro, estiveram na sede do DED o secretário executivo de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Fernando Matos, e a secretária da Mulher, Cristina Buarque, que já atuaram em Instituições apoiadas pelo DED no Estado.

Evento discute gênero e raça nas políticas públicas.  

O Fórum Estadual de Reforma Urbana – FERU - estará realizando, nos dias 25 e 26 de Maio,no município de  Camaragibe – PE,  o Seminário Estadual: Gênero e Raça nas Políticas Públicas Urbanas .

 Objetivos:

·     Contribuir na compreensão das abordagens de gênero e raça como elementos estruturadores das desigualdades no ambiente urbano.

·     Subsidiar a intervenção dos delegados e delegadas do FERU nas Conferências das Mulheres, das Cidades; do Meio Ambiente e da Igualdade Racial.

Programação

 Dia 25/05 – Sexta-feira Dia 26/05 - Sábado
Manhã

1º momento: Painel: Políticas Públicas Urbanas, Gênero e Raça

  • Representante da Secretaria da Mulher
  • Representante do Fórum de Mulheres - PE
  • Representante do Observatório Negro
  • Representante do Poder Legislativo 
  • Representante do FERU

4º momento: Reconhecimento e análise da realidade urbana destacando os dados relativos a gênero e raça

  • Identificar, através da construção de painéis, situações-problema relativas às desigualdades de gênero e raça nas cidades;
  • Trabalho de grupo por temáticas: habitação, saneamento e meio ambiente, transporte e participação política.
  • Apresentação e reflexão acerca de alguns dados que expressam desigualdade de gênero e raça no contexto urbano.
Tarde

2º momento: Apresentação do grupo e da proposta do seminário

·        Integração do grupo

·        Apresentação da programação proposta.

3º momento: Compreensão dos conceitos de gênero, raça e políticas públicas no contexto urbano.

  • Exercício: sondagem das visões do grupo;

 Socialização de outras referências conceituais

5º momento: Apreciação e atualização de proposições – Gênero e raça nas políticas urbanas

  • Apresentações das propostas existentes
  • Complementação das propostas
  • Identificação de propostas prioritárias para subsidiar a atuação nas Conferências.
Noite

Reunião das Coordenações Regionais e Estadual do FERU –Socializar informações e definir encaminhamentos.

Realização : FERU / PE -

Organização:  FASE / Centro das Mulheres do Cabo / CEMPO / SOS Corpo

Apoio : DED – Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social ;  Intermon Oxfam; FASE (Consórcio Urbano).

"Justiça = Atitude - Movimente-se!" .  

A partir do tema nacional "IMPUNIDADE" e com o foco local na temática “JUSTIÇA = ATITUDE. MOVIMENTE-SE”, a Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Estado de Pernambuco e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente realizarão uma série de ações dentro da Campanha do 18 de Maio – Dia Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

As atividades envolverão a Região Metropolitana do Recife e Municípios onde são desenvolvidos Programas SENTINELAS. Além da programação conjunta, as entidades que compõe a Rede de Combate estão planejando ações específicas para seus públicos sobre o tema. Para essas organizações, o Dia 18 de Maio é momento ímpar de reflexão sobre a Violência Sexual praticada contra Crianças e Adolescentes.

AGENDA

Panfletagem em diferentes pontos de Recife e Olinda 

(Podendo aderir outros municípios do Estado )

DATA: 14/05/07

HORA: MANHÃ E TARDE

LOCAL: Terminais Integrados de Ônibus, Avenidas de Olinda, Escolas, etc. **1

Seminário “Política de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes em PE - Avanços e Entraves”.

DATA: 16/05/07

HORA: 8h30 às 17h30)

LOCAL: Teatro Ribeira Centro de Convenções - Olinda

**2

Caminhada pelo Fim da Impunidade nos Crimes de Violência Sexual .

“JUSTIÇA = ATITUDE - MOVIMENTE-SE”

DATA: 18/05/07

HORA: 15h Concentração

          16h Saída

LOCAL:

Concentração: Parque 13 de Maio - Centro do Recife

Encerramento: Pátio de São Pedro (Com apresentações culturais). **3

IMPORTANTE

**1 - Mande um e-mail para rededecombate@yahoogrupos.com.br ou para cercarecife@yahoo.com.br (Coloque no assunto “Rede de Combate/ Panfletagem 18 de Maio”), caso sua Instituição queira compor uma equipe de panfletagem. Escolha o local e indique quantos panfletos estima distribuir.

**2 - Cada Instituição pode inscrever até 3 participantes ( não contando as pessoas que freqüentam o Pleno da Rede de Combate ) . Encaminhar solicitação de inscrição com nome dos participantes para os e-mails divulgados acima.

**3 - Cada Instituição pode solicitar até 30 camisas que devem ser distribuídas exclusivamente  para pessoas que vão para CAMINHADA.

Fonte dessas Informações: Coordenação Colegiada Rede de Combate

Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza realiza 13º Congresso.  

25/04

 

Por Assessoria de Comunicação Nuhab

A Federação de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF) realizará o seu 13º Congresso neste final de semana, dias 27, 28 e 29 de abril, tendo como mote e desafio principal "Reforçar a Participação e Organização Comunitária". A ocasião inaugura também o ano de comemorações e atividades alusivas aos 25 anos da entidade (Jubileu de Prata). A abertura política e festiva será nesta sexta-feira, 27, às 18 horas, no Cine São Luis, onde serão prestadas homenagens às pessoas que contribuíram com a história da FBFF.

Nos dias 28 e 29, o Congresso acontecerá no Complexo de Cidadania João Marçal de Mesquita, localizado na Avenida Francisco Sá, s/nº, na Barra do Ceará. A expectativa é reunir em torno de mil delegados e delegadas, representantes de 200 associações de moradores de diversos bairros da cidade. Para além do caráter eletivo, a cada dois anos o Congresso da Federação se constitui como um fórum de discussão acerca das questões urbanas e relacionadas ao direito à cidade.

No dia 28, a programação inicia às 8 horas e ao longo do dia acontecerão debates e trabalhos em grupo. Pela manhã dois painéis abrem as discussões: "Os desafios da organização e participação popular" e "Políticas públicas e controle social". À tarde os/as participantes se dividem em grupos para discutir diversos temas, relacionando-os com o controle social. Estarão em pauta: participação e conjuntura; educação; juventude, cultura, esporte e lazer; segurança; trabalho, emprego e renda; saúde; mulher; habitação; inclusão; meio ambiente e desenvolvimento urbano. No dia 29, às 9 horas acontecerá a plenária de discussão e aprovação dos relatórios dos grupos e, às 14 horas, a eleição da nova diretoria. O encerramento está previsto para as 16 horas.

Em 8 de agosto de 1982, a fundação da Federação de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza representou o culminar de um longo processo de formação de entidades comunitárias na cidade, estas baseadas, principalmente, na luta por moradia digna com organização e participação popular. A Federação surgiu num contexto de articulação de grandes lutas em Fortaleza, tais como: as ocupações de terra e a histórica ocupação da Avenida José Bastos (1979), marco da luta por moradia e contra a política de despejos; as passeatas da "panela vazia", integrando a luta contra a "carestia". Fato importante é que todas estas mobilizações populares estavam aliadas aos movimentos nacionais pelo retorno à democracia e contra a ditadura militar. Foi a partir da articulação em torno destas lutas que se percebeu a necessidade de criação de uma entidade federativa. Atualmente, a FBFF é um espaço que congrega atores sociais e políticos diversos, cumprindo um importante papel no fortalecimento da luta em favor da reforma urbana. Em âmbito nacional a entidade é filiada à Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM).

Preservação da caatinga é urgente - É possível produzir sem destruir.  

 

26/04

Por: Assessoria de Comunicação da ASA

Em 28 de abril é comemorado o Dia da Caatinga. Sua fauna e flora são bastante ricas e diversificadas. Estudos revelam que existem mais de 900 espécies vegetais, sendo 30% delas endêmicas, ou seja, que não ocorrem em nenhum outro lugar do mundo. A conservação desse bioma, o único exclusivamente brasileiro   é muito importante para o equilíbrio do meio ambiente (proteção do solo, manutenção do clima, entre outros) e preservação da diversidade biológica.

Segundo um estudo multidisciplinar publicado pelo Banco de Dados Tropical  (www.bdt.fat.org.br), a caatinga originalmente abrangia uma área de aproximadamente 1 milhão de km2. Atualmente, sua área remanescente é de 734.478 km2, sendo que menos de 1% está sendo sob proteção de unidades de conservação.

Nesse contexto, as comemorações do Dia da Caatinga devem ser acompanhadas de um debate sobre a urgente necessidade de formular ações que visem a preservação desse bioma. É importante ressaltar que essa problemática envolve todas as pessoas, de todas as regiões, e não apenas os sertanejos e/ou organizações sociais e ambientalistas que trabalham com a temática. 

As conseqüências da degradação da caatinga para o homem e para o meio ambiente são várias: desertificação, seca, fome e perda de espécies exclusivas da fauna e da flora brasileira. A caça em excesso, as queimadas e o desmatamento são algumas das práticas que provocam essa situação. 

Iniciativas –Organizações da sociedade civil que fazem parte da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) vêm desenvolvendo ações de conservação e preservação do bioma caatinga. Uma dessas experiências é a agrofloresta – sistema onde são cultivadas, numa mesma área, diversas variedades de plantas: frutíferas, madeireiras, graníferas, ornamentais, medicinais e forrageiras. Em Pernambuco, no Sertão do Pajeú, a agrofloresta é desenvolvida a partir de um consorciamento de plantas nativas da caatinga junto com outras espécies. Como as chuvas são irregulares nessa região, os agricultores utilizam a cobertura morta - camada natural de resíduos de plantas espalhadas sobre a superfície do solo, para diminuir a evaporação da água e garantir a  umidade do solo, evitando a erosão e aumentando a atividade microbiológica do solo.

A apicultura desenvolvida na região do   Semi-Árido é outra atividade importante para a manutenção do bioma caatinga. Toda abelha mantém uma relação direta com as plantas. Assim como o vento e alguns pássaros, as abelhas são agentes polinizadoras, contribuindo para fecundação das flores e, consequentemente, para a manutenção das espécies vegetais. As árvores também servem de morada para as abelhas. As da espécie Jandaíra, por exemplo, fazem morada no caule da umburana, árvore típica da caatinga.

Mais informações: www.asabrasil.org.br

Programa Uma Terra e Duas Águas é colocado em prática.  


14/04

 

A Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) lança no próximo dia 17, às 9h, na comunidade Lajedo de Timbaúba, no município de Soledade, a aproximadamente 71 km de Campina Grande (PB), o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). O foco do programa é a promoção da segurança alimentar e geração de renda dos agricultores e agricultoras familiares, a partir do acesso e manejo sustentáveis da terra e da água para a produção de alimentos.

 As atividades desta primeira etapa do P1+2, chamada projeto demonstrativo, serão desenvolvidas em 60 municípios de 10 estados (AL, BA, CE, MA, MG, PB, PE, PI, RN, SE), através da sistematização, intercâmbio e implementações de 144 experiências de captação da água para produção agrícola familiar. Essas experiências são baseadas em quatro tecnologias: tanque de pedra, barragem subterrânea, cisterna calçadão e barreiro trincheira, que beneficiarão 818 famílias. Já as atividades de formação irão atender 3.074 famílias.

Ao contrário das grandes pesquisas científicas para a agricultura, centrada no modelo do agronegócio, na monocultura agroquímica e nos grandes projetos de irrigação, o P1+2 valoriza o conhecimento popular do/a agricultor/a, que durante anos vem mostrando que é possível conviver com o Semi-Árido, por meio de tecnologias simples, baratas e eficientes. 

Lançamento - Cerca de 100 pessoas entre agricultores/as, representantes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Prefeitura Municipal, parceiros e técnicos da ASA devem participar do evento.

Na ocasião, será possível conhecer as barragens subterrâneas de três famílias agricultoras e também experiências comunitárias, como o trabalho do grupo de mulheres de Lajedo de Timbaúba - no beneficiamento de frutas e vegetação nativa, e o Banco de Sementes Comunitário - onde são armazenadas sementes crioulas que garante ao agricultor autonomia produtiva e segurança alimentar.

Uma Feira de Saberes e Sabores será instalada no local, onde agricultores de outras regiões do Semi-Árido terão oportunidade de falar sobre suas experiências, e comercializar sua produção agroecológica 

O Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) é desenvolvido pela ASA em parceria com a Petrobras e Fundação Banco do Brasil, com apoio da Rede de Tecnologia Social (RTS). A fase demonstrativa do programa terá duração de um ano.

Serviço:

O quê: Lançamento do P1+2

Quando: 17 de abril

Onde: comunidade Lajedo de Timbaúba – Soledade – Paraíba

Horário: a partir das 9h

Entendendo os conceitos 

Experiências

Existem várias experiências relevantes de captação de água de chuva desenvolvidas no Semi-Árido por agricultores familiares. Nesta fase demonstrativa, o P1+2 vai trabalhar com quatro tipos:

Cisternaadaptada para a roça: É formada por uma área de captação (para captar água das chuvas que escorre dos desníveis do terreno ou de áreas pavimentadas como um calçadão), por um reservatório de água (que deve ser bem maior que a cisterna para o uso humano) e um sistema de irrigação (que pode ser operacionalizado manualmente ou por sistemas de bombeamento e gotejamento). Com a água de uma cisterna de 16 mil litros (outra que não a de consumo doméstico) é possível irrigar um “quintal produtivo” de 10 m2 de verduras, regar mudas ou ter água para galinhas e abelhas. 

Barragem subterrânea:  Aproveita as águas das enxurradas e de pequenos riachos disponíveis na região.  Sua parede é construída para dentro da terra. Desta forma, ela barra as águas de chuvas que escorrem no interior do solo e forma uma vazante artificial onde os agricultores  ficam com  um terreno molhado por longo período após a época chuvosa . No tempo de seca, aquela área inundada  permite  plantar  fruteiras, verduras e culturas anuais.   

Barreiro trincheira (caxio): O intemperismo  - alterações físicas e químicas as quais estão sujeitas as rochas -, transforma a rocha cristalina de uma maneira que pode ser cavada manualmente, com relativa facilidade, mas que preserva a total impermeabilidade.  A construção de um caxio é uma tarefa de vários anos e, possuindo duas partes separadas, pode-se usar primeira a água da parte mais rasa e continuar o aprofundamento durante toda a época da estiagem anual. É utilizado para armazenar água para os animais, para “irrigação de salvação”, e para complementar o abastecimento de cultivos anuais.

Caldeirão (tanque de pedra): É uma caverna natural, escavada em lajedos (às vezes aumentada nos períodos de seca) que representa excelente reservatório para a água das chuvas para uso humano, animal e agrícola.

Intercâmbios

Os/as agricultores/as visitarão as propriedades um/a do/a outro/a, na mesma comunidade, município, e estados vizinhos; para troca e socialização de conhecimentos relacionados à convivência com o Semi-Árido.

Sistematização de Experiências

As experiências conhecidas e selecionadas pelos agricultores/as serão sistematizadas em 57 boletins, a partir de um processo de construção coletiva. Os boletins devem ter uma linguagem mais próxima do agricultor, valorizando seu depoimento, e contribuindo para troca de informações entre eles, a sociedade e as organizações sociais.

Contexto do Semi-Árido - O Nordeste Brasileiro é uma região tropical com mais de 1,5 milhão de Km2, onde se verifica uma grande mancha de semi-aridez, abrangendo 70% desta área e influenciando 63% de sua população. É justamente no semi-árido brasileiro que se encontra o maior número de estabelecimentos agrícolas familiares do Brasil. Nesta região, concentram-se também mais de dois terços dos pobres rurais brasileiros e, segundo estimativas do Instituto de Pesquisas e Economia Aplicada – IPEA, mais da metade da população é vítima de fome e de má-nutrição.

Em 2004, o Brasil teve um aumento de 21 % na produção de grãos, mas isso   representa pouco para o semi-árido brasileiro, que não consegue alimentar sua população dignamente , mais ou menos 18 milhões de pessoas, sendo na metade na área rural.

Outra característica marcante do Semi-Árido está relacionada às políticas públicas de acesso à água, baseadas na construção de grandes obras hídricas espacialmente concentradas e geralmente alocadas nas proximidades das grandes fazendas, gerando concentração de poder nas mãos dos fazendeiros e de dependência econômica e política das famílias agricultoras para o acesso a esse bem.

O que é a ASA ?

A Articulação no Semi-Árido Brasileiro, criada em julho de 1999, é um fórum de organizações da sociedade civil, que atuam em prol do desenvolvimento social, econômico, político e cultural do semi-árido brasileiro. Atualmente, cerca de 750 entidades dos mais diversos segmentos, como igrejas católicas e evangélicas, ONGs de desenvolvimento e ambientalistas, associações de trabalhadores rurais e urbanos, associações comunitárias, sindicatos, federações de trabalhadores rurais, movimentos sociais e organismos da cooperação internacional públicos e privados fazem parte dessa rede.

Uma das propostas concretas da ASA para a convivência com o Semi-Árido é o Programa Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), que visa garantir acesso à água para consumo humano (beber e cozinhar) para cinco milhões de pessoas, a partir da construção de um milhão de cisternas de placas. Até o dia 19 de março de 2007, o P1MC construiu 187.778 reservatórios e mobilizou 198.651 famílias.

Mais informações: www.asabrasil.org,br

Apresentação Oficial do Programa Amazônico Tri-nacional .  

Do evento participaram autoridades dos três países,membros da Iniciativa MAP (Madre de Dios/PERU, Acre/BRASIL e Pando/BOLÍVIA).

Apresentação Oficial do Programa Amazônico Tri-nacional - ver mais...">

Água para a vida e vida para a água.  

14/03/2007

 

De 15 a 22 de março acontece em todo o país a Semana da Água, uma iniciativa que visa ampliar o debate sobre a realidade hídrica no mundo, com seus limites e desafios. O tema proposto para este ano é “Aquecimento global, desmatamento e proteção dos recursos hídricos”. No Brasil, que detém 11, 6 % da água doce superficial do mundo, as organizações têm dado cada vez mais importância a essa Semana, promovendo atividades que objetivam sensibilizar os atores sociais para a responsabilidade de cada um e cada uma no cuidado com esse líquido fundamental, que torna-se cada vez mais escasso. As iniciativas também pretendem colaborar na elaboração de medidas práticas voltadas à solução de problemas. O Dia Mundial da Água é 22 de março.

Do total de gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil, 75% devem-se a queimadas e desmatamento. Essa situação aumenta o aquecimento global, destrói as fontes de água doce e ameaça as culturas tradicionais. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, se nada for feito em 20 anos, 70% da população mundial sofrerá com a falta de água.

Em algumas regiões do mundo, a água é um recurso natural ainda mais escasso do que em outras, como acontece com o semi-árido brasileiro. Nessa área, é preciso desenvolver estratégias que permitam às famílias conviver com a realidade das secas.  E sobre esta convivência com a estiagem, já em 1999, a Articulação no Semi-Árido Brasileiro apresentava a Declaração do Semi-Árido, que é válida até hoje, e que destaca em um dos trechos :

“O semi-árido brasileiro caracteriza-se, no aspecto sócio-econômico, por milhões de famílias que cultivam a terra, delas ou de terceiros. Para elas, mais da metade do ano é seco e a água tem um valor todo especial. Além disso, as secas são fenômenos naturais periódicos que não podemos combater, mas com os quais podemos conviver.

Vale lembrar, também, que o Brasil assinou a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, comprometendo-se a “atacar as causas profundas da desertificação”, bem como “integrar as estratégias de erradicação da pobreza nos esforços de combate à desertificação e de mitigação dos efeitos da seca”. Partindo dessas reflexões, nosso Programa de convivência com o Semi-Árido incluí:

  • O fortalecimento da agricultura familiar, como eixo central da estratégia de convivência com o semi-árido, em módulos fundiários compatíveis com as condições ambientais. 
  • A garantia da segurança alimentar da região, como um objetivo a ser alcançado a curtíssimo prazo.
  • O uso de tecnologias e metodologias adaptadas ao semi-árido e à sua população, como ferramentas básicas para a convivência com as condições da região.
  • A universalização do abastecimento em água para beber e cozinhar, como um caso exemplar, que demonstra como tecnologias simples e baratas como a cisterna de placas de cimento, podem se tornar o elemento central de políticas públicas de convivência com as secas.
  • A articulação entre produção, extensão, pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico adaptado às realidades locais, como uma necessidade.
  • O acesso ao crédito e aos canais de comercialização, como meios indispensáveis para ultrapassar o estágio da mera subsistência”.

A Semana da Água vem sendo realizada desde 1999, por uma iniciativa da Cáritas Brasileira, do Instituto da Pequena Agropecuária (IRPAA), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Comissão Pastoral da Terra, com o apoio de parceiros locais e nacionais.

Já o Dia Mundial da Água  foi instituído em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco 92), no Rio de Janeiro. Este ano o tema central é “Lidando com a escassez de água”.

 A Programação

A programação da VI Semana da Água no Sertão de Pernambuco gira em torno de quatro objetivos: levar para comunidades rurais a reflexão sobre o gerenciamento das águas; trabalhar a preservação da Caatinga tendo como base principal o uso de tecnologias apropriadas à convivência com o Semi-Árido; garantir um melhor aprendizado em políticas de desenvolvimento sustentável e, por fim, vivenciar as culturas locais da região como espaços de resgate e resistência da população sertaneja. Palestras, oficinas, reuniões, plenárias, visitas de campo e caminhadas envolverão  30 comunidades. Elas se espalham pelos municípios pernambucanos de Afrânio, Dormentes, Santa Filomena, Santa Cruz, Petrolina, Ouricuri, Queimada Nova e Paulistana.

O tema desta edição na região é “Água e Cultura para a Vida e Revitalização para os Rios e a Caatinga”. Ele foi estabelecido pelo Núcleo de Educadores Populares do Sertão de Pernambuco (NESP), organização que promove evento em nível local. Entre os parceiros da NESP para a VI Semana da Água no Sertão de Pernambuco está o DED, que apóia a organização e a realização das atividades.

Agende-se

VI Semana da Água do Sertão de Pernambuco

Realização: NESP

Dia 17 – dia de campo sobre as cadeias produtivas do caju, mandioca e apicultura na comunidade de Serra do Inácio, município de Santa Filomena;

Neste mesmo dia a escola Nossa Senhora de Fátima realiza plenária com os alunos sobre desertificação, em Monte Ourebe, município de Dormentes.

dia 21 – primeira Conferência das Águas do município de Dormentes, com três subtemas: água e meios de produção, identidade cultural e preservação da Caatinga e combate à desertificação.

dia 22 - Encontro Regional sobre a Água, no Caatinga

dia 31 – VI Festival das Águas do Sertão de Pernambuco, na cidade de Afrânio. Contará com 700 participantes e um grande número de produtoras e produtores da região do São Francisco e de outros estados vizinhos.

Semana da Água Amazônica

Realização: AGRONAUTAS, CEPEPO, UFPA, CAP NET

De 19 a 21 – Oficina sobre gestão estratégica de recursos hídricos na Amazônia e no Estado do Pará. Acontece no Centro de Capacitação da Universidade Federal do Pará (Belém-PA).

Inscrições:http://www.argonautas.org.br/oficinarh.htm

Semana da Água em Brasiléia (Acre)

Realização: Prefeitura Municipal de Brasiléia, SDAC - Sociedade de Desenvolvimento Ambiental do Acre, CONDIAC - Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba, DED - Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social e outros parceiros da comunidade

Dia 19, às 14h, no Centro Cultural Sebastião Dantas - Seminário  Água Doce. Um olhar sobre a legislação dos recursos hídricos, a situação da água no planeta, a realidade da água na região amazônica, entre outras questões.

Dia 20 - serão realizadas palestras para as crianças nas escolas de Brasiléia.

Nos dias seguintes - caminhadas pela cidade em grupos para identificar a situação dos recursos hídricos

Embaixador Prot von Kunow fala sobre a importância da visita do presidente da República da Alemanha ao Brasil .  

23/O2/2007

O presidente da República Alemanha, Horst Köhler,estará no Brasil na primeira quinzena de março, e Pernambuco será o único Estado do Nordeste visitado pela comitiva – dias 10 e 11.  Em entrevista à Assessoria de Comunicação do DED Brasil, o Embaixador da Alemanha, Sr.Prot von Kunow,falou sobre a importância desse momento para a cooperação entre os dois países.

DED - Qual o objetivo da visita do Presidente da Alemanha ao Brasil?

Embaixador - É primeira vez que o atual presidente da República da Alemanha visita a América Latina.  Isso acontece porque existem laços muito estreitos entre a Alemanha e a América do Sul, especialmente com o Brasil, mas também com outros países da região. Temos boas relações também com Mercosul. Nos interessamos muito por esta cooperação regional na América do Sul. O Brasil tem boas relações com a Alemanha: muitos descendentes de alemães  vivem aqui e são muito importantes para a vida cultural e a vida econômica no país. Temos também muitos investimentos no lado da Alemanha, um intercâmbio comercial que é muito forte. A Alemanha é hoje o terceiro parceiro do Brasil no comércio. Claro, a União Européia é agora o primeiro parceiro comercial do Brasil. E nós somos o maior país da União Européia. Por isso, temos muitas razões para uma visita de Estado.

DED - Além do Brasil, nessa mesma viagem serão visitados outros países?

Embaixador - Sim, o Presidente Federal vai visitar o Paraguai, antes do Brasil, e depois a Colômbia. Dois paises com os quais temos também boas relações. Temos grande interesse também na cooperação regional. Por isso, o  primeiro passo do presidente no Brasil vai ser a visita à Binacional Itaipu, um bom exemplo de cooperação regional entre o Brasil e o Paraguai.

DED - Além de Pernambuco, quais os outros estados que ele estará visitando?

Embaixador - Bom, no início o Paraná, a Binacional em Itaipu. Depois, o Distrito Federal, porque faz parte da visita de Estado, claro. Em seguida, São Paulo, com um encontro com a economia: não só as filiais de empresas alemãs, mas também com empresas brasileiras, líderes da economia brasileira. Depois Pernambuco (Recife) e, no final, Amazonas (Manaus). São cinco dias.

DED - Por que Pernambuco foi um dos Estados escolhidos?

Embaixador - Bom. O Presidente Federal tem sempre um pensamento quando faz uma visita de Estado (visita na América do Sul desta vez) sobre tópicos como economia, desenvolvimento social e direitos humanos. Para as relações entre a economia e desenvolvimento, o Nordeste do Brasil é uma região fundamental para aprender o que acontece aqui. O presidente acha que esta visita é muito importante para ele, para ver como esta região pode se desenvolver, o que já foi feito, e o que vai acontecer nos próximos anos.

DED - O senhor falou da questão da força do Nordeste. Qual é a sua avaliação sobre a cooperação alemã no Nordeste?

Embaixador- Temos uma cooperação no Nordeste que funciona muito bem. Existem alguns projetos da cooperação oficial através da KFW, da GTZ e do DED. Mas, o que ainda é bem mais importante são os contatos e a cooperação da sociedade civil. Temos muitas entidades privadas da Alemanha que têm cooperação com entidades privadas no Nordeste do Brasil. Existe, claro, as igrejas, que têm muitos contatos, muitos projetos juntos, mas também muitas  entidades particulares. Eu acho isso muito importante e dá um bom exemplo da cooperação. Há uma boa cooperação nas ciências, nas universidades. Temos cooperação, por exemplo, entre UFPE e algumas universidades na Alemanha, o mesmo acontece no Ceará e em Salvador. É muito importante este intercâmbio, com estudantes da Alemanha que estudam aqui; também, ainda mais, estudantes do Brasil, especialmente do Nordeste, que fazem estudos de mestrados, doutorados na Alemanha. Especialmente nos setores da Engenharia, das Ciências, mas também nas faculdades de Direito, Línguas, Comunicações.

DED - Qual a perspectiva da cooperação alemã no Brasil?

Embaixador-  Bom. Nós achamos que o Brasil é um país que vai se desenvolver muito bem no futuro. Tem todos esses estudos sobre as Brics        ( Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), as economias no futuro, e também há uma amizade de longa data entre a Alemanha e o Brasil. Nós achamos que, até agora, esta cooperação foi um bom sucesso para os dois lados. E, claro que, economicamente, o Brasil tem um futuro, eu acho, com muito sucesso, porque tem matérias-primas como ferro e muitas outras. No futuro, vai ser um dos grandes produtores de Etanol e do Biodiesel. O Nordeste, especialmente para o Biodiesel, eu acredito.

DED - E por último, quais são os grandes desafios da cooperação entre os países?

Embaixador- Sabe, somos dois países que são bem longe um do outro. E, algumas vezes, fica difícil o entendimento, porque temos também culturas diferentes. Mas, por outro lado, eu acho que existem bem mais laços estreitos, porque temos a mesma cultura política, com a democracia, direitos humanos. A mesma estrutura estadual: estado federal, estados e municípios. Temos muitas coisas e muitos valores comuns e, por isso, uma boa chance de uma cooperação que vale a pena.

Governo de Pernambuco tem plano de enfrentamento à violência contra a mulher no carnaval .  

Fevereiro/2007

As ações serão integradas entre as secretarias da Mulher, Defesa Social, Saúde e prefeituras de Recife e Olinda 

O Plano Integrado de Enfrentamento à Violência Contra Mulher para o Carnaval 2007, do Governo de Pernambuco, inclui uma campanha de comunicação educativa, ampliação das delegacias e reforço nos centros de referência para atender às vítimas de violência, bem como prevê parcerias com coordenadorias da mulher das cidades de Recife e Olinda. A rede de proteção e atendimento é composta por mais de 30 serviços com o objetivo é reduzir o número de casos de violência contra a mulher que tende a crescer durante as festas de momo.

A medida conta com o apoio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, cuja Ministra, Nilcéa Freire, esteve presente durante o lançamento da campanha. O evento aconteceu nesta quinta-feira, 15 de fevereiro, no Salão das Bandeiras, Palácio do Campo das Princesas.

À Secretaria da Mulher caberão ações de articulação entre as pastas, e ainda a realização de uma pesquisa para avaliar a qualidade do atendimento e a caracterização dos crimes cometidos contra as mulheres no período. Também será publicada uma ampla campanha de comunicação para informar e sensibilizar a população sobre os direitos das mulheres, o papel do Estado na garantia da cidadania feminina e o rigor e intolerância do novo Governo na punição dos culpados.

Para a Secretaria da Defesa Social estão previstas medidas de reforço e ampliação do atendimento nas delegacias. A rede conta com mais duas Delegacias da Mulher em Plantão 24 horas. Uma Delegacia da Mulher Móvel que será instalada na Casa da Cidadania, na cidade de Olinda e a Delegacia da Mulher do bairro de Santo Amaro, em Recife, que ganhará reforço.

Quanto a Secretaria de Saúde, o Centro de Referência Vilma Lessa, situado no Hospital Agamenon Magalhães vai funcionar 24 horas com serviços de apoio psicológico e de assistência social, coquetel anti-retroviral para prevenção HIV/DSTs, juntamente com acompanhamento durante seis meses, e também a Pílula do Dia Seguinte para interrupção da possível fecundação resultante de estupro.

Entram ainda na parceria as coordenadorias da mulher das prefeituras de Olinda e Recife,disponibilizando sua rede de atenção às mulheres vítimas de violência, com centros de referência, casa abrigo, unidades de saúde e assistência judiciária.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria Especial da Mulher

Livro conta história da comunicação na redemocratização do Brasil .  

17/02/2007

“Vozes da Democracia”, uma publicação do Intervozes, resgata experiências de resistência à ditadura militar pouco conhecidas no país. Lançamento acontece no Recife no próximo dia 26 de fevereiro.

Não existe democracia sem comunicação democrática. Foi com base nessa reflexão que nasceu o livro “Vozes da Democracia”, que mostra o papel da comunicação no processo de resistência à ditadura militar e de redemocratização do Brasil. A publicação – uma obra do Intervozes publicada em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e licenciada pelo Creative Commons (o que permitirá, entre outros usos não comerciais, seu download pela Internet) –, resgata experiências pouco conhecidas no país. Fala do fortalecimento da comunicação comunitária, da volta da liberdade nas redações, da multiplicação de veículos de informação populares, alternativos e independentes. Também conta a história de iniciativas, movimentos e atores relacionados à construção de políticas democráticas de comunicação.
 
São 23 textos, pesquisados e escritos por 32 repórteres, de Porto Alegre ao Vale do Juruá, no Acre, que incluem depoimentos, entrevistas e relatos de ações de resistência coletados em todas as regiões do país – a grande maioria até hoje restritos ao espaço local de sua incidência histórica.
 
O livro traz ainda uma pesquisa de contextualização política e social das lutas do período nos mais diversos estados das cinco regiões do país, elaborada com a participação de nomes como Élson Faxina, Bernardo Kucinski, Sérgio de Souza Brasil, Vito Giannotti, Sérgio Gomes, Dom Paulo Evaristo Arns, José Marques de Melo, Gilberto Nascimento, Washington Novaes, Dom Luciano Mendes de Almeida, Regina Festa, Luiz Momesso, Albino Rubim e Lúcio Flávio Pinto. O prefácio é de Venício Artur de Lima.
 
“O resultado é uma publicação que, acreditamos, consegue lançar um olhar sobre o Brasil como um todo, com suas diferenças e contradições, especialmente quando o país busca, mais uma vez, compreender o significado deste período para o momento político que vivemos hoje”, avalia o jornalista Antonio Biondi, um dos editores do livro. “Dessas histórias, podemos apreender que não existe democracia se cada pessoa não puder exercer seu direito de se comunicar”, completa, destacando que a publicação deve servir não somente como material de reflexão, mas também de estímulo a novas iniciativas.
 
O lançamento do livro “Vozes da Democracia” acontece no Recife, no próximo dia 26 de fevereiro, às 18h, na Casa da Cultura, e contará com a presença do vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, dos Professores da Universidade Federal de Pernambuco, Luís Momesso e Denis Bernardes, do vereador de Olinda e do Membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Marcelo Santa Cruz.  Participarão ainda das homenagens aos convidados, os cantadores repentistas, Edmilson

Intervozes

O Intervozes é um coletivo que atua para transformar a comunicação em um bem público e efetivá-la como um direito humano fundamental, imprescindível para a realização plena da cidadania e da democracia. Busca o fortalecimento da esfera pública e a ampliação radical da participação da sociedade nos debates e nas decisões pertinentes ao campo da comunicação. Sua atuação tem como pilares o debate de políticas públicas, o diálogo com os movimentos sociais e a ocupação de espaços de referência que potencializem as experiências de comunicação alternativa, independente e comunitária.
 

Fonte: Intervozes

Recuperação de mata ciliar no Pará é feita por famílias assentadas.  

  

Fevereiro de 2007

A mata ciliar no Pará está sendo recuperada por um grupo de agricultores do Projeto de Assentamento (PA) Palmeira Jussara, localizado em Itupiranga, no Pará. Daqui a dois meses é prevista a avaliação dos resultados do trabalho da equipe, que é composta por quatro famílias de assentados e uma prestadora de assistente técnica. Trata-se de um projeto-piloto em convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e que conta também com a parceria do Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED) e da Secretaria Municipal de Agricultura de Marabá (PA). Segundo o ecólogo e cooperante do DED Brasil Harald Weinert, que orienta a equipe em questões ambientais, o objetivo é plantar sistemas agroflorestais semelhantes à vegetação nativa das matas ciliares deixando de transformar a terra totalmente em roça.

Mais detalhes: http://www.incra.gov.br/index.php?visualiza=5642,23

Mapas possibilitam uma ampla visão sobre a situação da região amazônica.  

23/02/2007

O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançaram, no mês de janeiro, dez mapas sobre a Amazônia Legal. Eles mostram a demarcação geográfica e ambiental, mas também abordam aspectos sociais relacionados com a vida humana nessa região.

As transformações da floresta Amazônica são evidentes: a devastação, a urbanização e a diversidade cultural têm aumentado consideravelmente. Quanto ao impacto ambiental, a extração de madeira, a pecuária e as grandes lavouras de soja, milho e algodão levam principalmente ao desflorestamento. Em termos absolutos, a maior área de vegetação devastada está no Pará, devido também à presença de rodovias federais como a Transamazônica e a BR-163. O desenvolvimento da infra-estrutura facilita os fluxos migratórios do sul, sudeste e nordeste brasileiro. Muitos municípios da Amazônia Legal têm mais de 50% de sua população constituída por pessoas não originárias da região.

Segundo a coordenadora do Programa Regional Amazônia do DED Brasil, Silke Tribukait, para o DED, este material representa um avanço significativo para a democratização da informação na Amazônia. “Esses mapas também serão fundamentais para que os governos atuais e a sociedade civil tenham acesso a informações que os ajudem a construir estratégias de desenvolvimento sustentável para essa região”, avalia.

A Amazônia é a região compreendida pela bacia do rio Amazonas, a mais extensa do planeta, formada por 25.000 km de rios navegáveis, em cerca de 6.900.000 km2, dos quais aproximadamente 3.800.000 km2 estão no Brasil. Já a Amazônia Legal, estabelecida no artigo 2 da lei nº 5.173, de outubro de 1966, abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, parte do Maranhão e cinco municípios de Goiás. Ela representa 59% do território brasileiro, distribuído por 775 municípios, onde viviam em 2000, segundo o Censo Demográfico, 20,3 milhões de pessoas (12,32% da população nacional), sendo que 68,9% desse contingente em zona urbana.

Os mapas levaram cerca de quatro anos para serem concluídos e foram constituídos com base em informações do IBGE, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

 

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Governo de Pernambuco divulga resultado de Plano Integrado de Enfrentamento à Violência contra a Mulher no Carnaval.  

O Plano Integrado de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher -Carnaval 2007 já apresenta resultados. O número de casos caiu significativamente no período. A DPMUL(Departamento de Polícia da Mulher)registrou 72 BOs (Boletins de Ocorrência), contra 92 do ano passado representando um decréscimo de 21,74%. Enquanto os TCOs(Termos Circunstâncias de Ocorrência) caíram 60%, sendo 14 contra 35 com relação ao mesmo marco.

Dos cinco homicídios de mulheres ocorridos nas festas de momo, apenas um configura-se como violência doméstica e sexista, já que a vítima foi estrangulada por seu companheiro. Nos demais casos,duas estavam envolvidas com tráfico de drogas, outra foi baleada acidentalmente por uma criança que brincava de caçar e um homicídio ainda está sob investigação da polícia.

Mas, o trabalho não acaba aí.A Secretária de Defesa Social, através da DPMUL(Departamento de Polícia da Mulher) se compromete em concluir todos os processos de homicídio de mulheres, ocorridos no carnaval 2007, no prazo de 30 dias.“A impunidade é fator determinante no crescimento do número de casos de violência contra a mulher”, afirma a diretora do órgão, a delegada Verônica Azevedo.

Na avaliação da Secretaria da Mulher, a redução de casos de violência contra a mulher tem a ver com a implementação da Lei Maria da Penha 11.340/2006 e a campanha de prevenção realizada em parceria com a Secretaria de Defesa Social e Secretaria de Saúde. “Estamos no caminho certo. Vamos fortalecer e ampliar nossas ações”,destaca a secretária da pasta, Cristina Buarque. Entre as medidas, anunciadas figura a criação de uma Comissão Governamental Permanente de Enfrentamento à Violência contra a mulher. O grupo composto pelas secretarias de Defesa Social, Saúde, Educação e Mulher vai trabalhar no planejamento e execução de atividades integradas com vistas a prevenir a violência, acolher as vítimas e concluir os processos para punir os criminosos.Além disso, as campanhas educativas vão prosseguir durante todo ano de 2007.

Serviço Alemão recebe visita de secretários do Governo do Estado de Pernambuco .  

16/02/2007

 

O DED recebeu em sua sede, no Recife/PE, nesta quinta-feira (15/02), o secretário executivo de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Fernando Matos, e a secretária da Mulher, Cristina Buarque. Eles foram convidados para conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela organização, nas regiões Nordeste e Amazônica, na promoção dos DH, incluindo um amplo debate sobre a igualdade de gênero. Antes de integrar a Equipe do Governo Estadual, ambos faziam parte de entidades apoiadas nessas áreas pelo DED: Gajop e Casa da Mulher do Nordeste, respectivamente.

Durante o encontro, o Diretor do DED Brasil, Dieter Schneider, a coordenadora do Programa Fortalecimento da Sociedade Civil e Desenvolvimento Municipal, Heike Friedhoff, e a cooperante responsável pelo Programa de Apoio Institucional, Nina Musmann, falaram sobre o apoio do DED às iniciativas da sociedade civil e do Governo na perspectiva da defesa dos Direitos Humanos e da igualdade de gênero.

Cristina e Fernando apresentaram algumas das propostas de suas secretarias e os desafios previstos. Ambos colocaram a importância do apoio da sociedade civil para a caminhada desses setores do governo. O destaque foi para a formação dos conselhos estaduais de Direitos Humanos e da Mulher.

Para Cristina, o Serviço Alemão tem muito a contribuir com a Caminhada da Secretaria da Mulher na discussão técnica e no espaço de construção de seminários e de propostas. Ela também considerou fundamental o apoio da organização na área de enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecendo a proposta de uma campanha mais permanente sobre esta temática. "Depois de termos acumulado uma relação de parceria em outro espaço, precisamos ver como fazer essa parceria nesse espaço governamental. Penso que podemos fazer publicações e seminários juntos, além de muitos planos", reforça Cristina.

Fernando Matos também classificou como muito rica a possibilidade da troca da experiência entre o DED e a Secretaria de Direitos Humanos. "Contar com uma assessoria técnica que nos permita avançar para superar alguns problemas aqui no Estado será uma contribuição muito importante que a cooperação poderá nos oferecer. Podemos pensar em eventos e em produção do conhecimento juntos. Tenho certeza que esta é uma etapa de enriquecimento mútuo nas relações da cooperação com o governo do Estado", concluiu.

Após o momento na sede da organização, Fernando Matos participou de um almoço com a Equipe do DED e com o Embaixador da Alemanha no Brasil Sr. Prot von Kunow  e o Consul Geral Sr. Walter Weinberger. Cristina, no entanto, teve que seguir para o lançamento da Campanha de Enfretamento à Violência contra a Mulher no Carnaval

Militante feminista assume desafio do combate à violência contra a mulher em Pernambuco .  

Por: Assessoria de Comunicação DED Brasil

A instalação da Secretaria Executiva da Mulher pelo novo governo de Pernambuco e o fato de a administração desta ficar sob a responsabilidade da feminista Cristina Buarque representaram grandes avanços para o Movimento de Mulheres. Em carta à nova secretária, o Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE) expõe as suas expectativas diante desse novo modelo de gestão, principalmente no que se refere aos grandes desafios que precisarão ser enfrentados, destacando a violência como um dos maiores. Em um dos trechos do documento, o FMPE se coloca à disposição para o diálogo e interlocução, apresentando como de fundamental importância "um amplo processo de construção participativa da secretaria associado à realização da Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres e à criação do Conselho Estadual de Direitos da Mulher".

Cristina sabe que o seu trabalho será árduo, mas, como militante feminista, parece estar consciente do que vem pela frente. Em entrevista à Assessoria de Comunicação do DED Brasil, deixa algumas coisas muito claras: "O principal desafio que terei na secretaria, sem dúvida, diante da conjuntura, e a conjuntura não vem de graça, vem com toda uma estrutura, será toda essa violência doméstica, sexista, de gênero - a violência contra a mulher", analisa. Dentro dessa perspectiva, ela já avisa: "Para enfrentar esse desafio, a gente vai ter que trabalhar em várias frentes também desafiantes: educação, habitação, saúde, defesa social. Então, sem dúvida nenhuma, temos que nos juntar, refletir para agir rápido, construindo políticas públicas que tenham capacidade de coibir esse avanço da violência contra a mulher".

Quando questionada sobre possíveis estratégias para o combate à violência, Cristina não titubeia em responder: "Propostas? O Movimento Feminista tem todas. Só que elas ainda não foram aplicadas porque a gente não teve espaço dentro do governo. Também não se pode garantir que elas sejam, de fato, eficazes ou que venham a dar todos os resultados esperados porque não existe nada pronto. E é muito feminista o pensamento de que vai se fazendo e vai se melhorando o tempo todo. É a reflexão sobre a prática que faz melhorar".

A secretária reforça a necessidade de se fazer com que a Lei Maria da Penha consiga ser efetivada. No entanto, deixa clara a urgência de se trabalhar a prevenção e o cuidado com as mulheres. "Isso significa que vai ter que ter defensoria, casa-abrigo, núcleo de referência, formação para as equipes de todos os lados: judiciário, polícia, dentro da própria secretaria da mulher. Fazendo esse mundo de trabalho, a gente acredita que vai deixar alicerçado alguma coisa que vai coibir essa violência estrutural contra a mulher de Pernambuco" - explica

Sem esquecer a história, e tomando-a principalmente como experiência nessa nova etapa de sua vida, Cristina diz que para que as coisas andem bem será preciso muito diálogo. "Para o meu trabalho, vou precisar ouvir o movimento social. Eu vou seguir as diretrizes básicas do governo, mas precisarei seguir as diretrizes fundantes do Movimento de Mulheres", conclui.

Perfil - Cristina Buarque é militante feminista, tendo atuado no exterior na década de 1970, período em que esteve exilada no Chile e na Alemanha. É presidente da Casa da Mulher do Nordeste, secretária executiva do Projeto Mulher & Democracia e pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco. Formada em Economia, é Mestra em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco, Doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba, Especialista em Gênero e Desenvolvimento Rural, Gênero e Administração, e Planejamento em Ciência e Tecnologia. Tem realizado palestras, pesquisas, consultorias e publicado artigos nas áreas de gênero e desenvolvimento agrário e gênero e democracia. Além disso, Cristina Buarque é conferencista em gênero e políticas públicas para as mulheres em seminários locais, nacionais e internacionais. (Fonte do Perfil: Página do projeto Mulher e Democracia www.cmnmulheredemocracia.org.br).

* No menu Artigos - leia o texto Fórum de Mulheres atua na prevenção e enfrentamento da violência sexista  

A participação feminina na política brasileira é colocada em pauta .  


Logomarca do Projeto

06/02/2007

O Projeto Mulher e Democracia promoverá, nos dias 9 e 10 de fevereiro, um debate sobre a Reforma Política e o Apoio à Candidatura de Mulheres em 2008.  A idéia é discutir estratégias para a maior participação feminina na política brasileira. Estão sendo aguardadas aproximadamente 50 representantes de Organizações Governamentais e Não Governamentais (ONG’s), que olham a política sobre a perspectiva de gênero. O evento irá acontecer na  Fundação Joaquim Nabuco, no bairro de Casa Forte (Recife/PE).

Entre as organizações confirmadas estão o Instituto Negra (Ceará) e as Ong Cupim (Sergipe) e  Gênero, Desenvolvimento e Ação para a Cidadania (GEMDAC/ Piauí). Foram convidadas, ainda, a socióloga especialista em análises eleitorais e integrante do Instituto Patrícia Galvão/SP, Fátima Jordão,  a secretária da Mulher do Estado de Pernambuco, Cristina Buarque, e  a cientista política Christiane Alcântara.

O encontro servirá como preparação para a 6ª Sessão do Fórum Regional Permanente “Gênero, Poder e Democracia”, que vai ocorrer em maio, no Maranhão, com o tema “O Direito da Mulher à Cidade: Estratégias para a América Latina”.

O Projeto Mulher e Democracia conta com apoio do DED e da CIDA. É uma ação conjunta entre a Casa da Mulher do Nordeste, a Fundação Joaquim Nabuco e o Centro das Mulheres do Cabo. Dentro das linhas de apoio do DED, o projeto está inserido  nas áreas de desenvolvimento urbano e gênero. A idéia é aprofundar este debate, porque, segundo a Coordenadora de Fortalecimento da Sociedade Civil e Desenvolvimento Municipal do DED, Heike Friedhoff , não pode haver desenvolvimento sustentável sem a igualdade de gênero.

Para informações sobre o projeto Mulher e Democracia: www.mulheredemocracia.org.br

A arte que transforma a comunidade é debatida por jovens do projeto Kabum! .  

Causar transformação sócio-política a partir da arte produzida nas comunidades e das redes de solidariedade. É com este gancho que os 80 jovens da Kabum ! Escola de Arte e Tecnologia (projeto do Instituto Oi Futuro realizado no Recife pela
ONG Auçuba – Comunicação e Educação) discutem, no primeiro “Sextão” de 2007, o tema “Comunidade”. Para facilitar o debate, nada melhor do que a apresentação de uma realidade vinda da base: a experiência do Coletivo Êxito D’ Rua.

O representante do Êxito D’ Rua, Galo de Souza, irá fazer um resgate histórico do surgimento das periferias no Recife e de como, dentro delas, articulam-se as redes de solidariedade. Ele também contará como seu grupo tem conseguido
expressar sua leitura de mundo a partir de manifestações artísticas e de diferentes articulações. Para problematizar essa abordagem, Galo utilizará um vídeo e abrirá espaço para o debate junto aos jovens da Kabum!

O Coletivo Êxito D’Rua  vem utilizando a cultura Hip Hop - com o graffiti, a dança (break) e as rimas musicadas -  como ferramenta pedagógica, filosófica e sócio-cultural para ações sócio-educativas na construção de uma sociedade mais
igualitária a partir do público jovem. Entre as estratégias de ação estão a comunicação, a formação, a articulação e a autogestão.

O “Sextão” é uma iniciativa da Kabum! Escola de Arte e Tecnologia, que provoca os jovens  a discutirem temas que permeiam o seu cotidiano. Entre as temáticas já abordadas nesses encontros estão comunicação, política e violência. A
atividade ocorre sempre na última sexta-feira do mês, por isso é chamada de “Sextão”.

A Kabum! Escola de Arte e Tecnologia é um projeto concebido pelo Instituto OI Futura, realizado em Salvador, Rio de Janeiro e no Recife, onde acontece através da parceria com a ONG Auçuba – Comunicação e Educação. O foco da Kabum! é a formação humana e profissional da  juventude popular e urbana, na perspectiva da ética e da cidadania. Oitenta adolescentes e jovens, entre 16 e 19 anos, de 10 comunidades do Recife, estão integrando a primeira turma da
Escola, desde maio de 2006.

A formação na Kabum! tem duração de um ano e meio e abrange oito Núcleos de Linguagem: design, fotografia, vídeo, computação gráfica, comunicação digital, história da arte, oficina da palavra e convivência.

O Auçuba - Comunicação e Educação é parceiro do DED



Profissional brasileira do DED recebe o prêmio Cristina Tavares de Jornalismo .  

25/01/2007

A jornalista Nataly Queiroz, que atua como profissional brasileira (EFK) do DED na Assessoria de Comunicação do Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE), foi a grande vencedora, na noite de ontem (25), do Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo 2006, na categoria Assessoria de Imprensa. Ela foi premiada pelo trabalho “Vigília pelo fim da Violência contra a Mulher”.

 No seu discurso, Nataly lembrou que a assessoria de imprensa feita por ela ao Fórum deu maior visibilidade a uma temática que precisa ser debatida na sociedade: a violência contra a mulher. No entanto, fez questão de destacar que essa mobilização da sociedade tem ocorrido principalmente pela força de mulheres que não desistem de lutar pelos seus direitos. Nos agradecimentos, a jornalista lembrou o Fórum de Mulheres e, em especial, os familiares de mulheres assassinadas e as mulheres vítimas de violência. Representantes do FMPE e do DED Brasil marcaram presença na solenidade.

 O prêmio Cristina Tavares é uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Pernambuco.

 Leia um texto de Nataly Queiroz sobre o Fórum de Mulheres no menu ARTIGOS

Força feminina do FSM.  

25/01/2007

No debate sobre as diferentes temáticas sociais no Fórum Social Mundial (FSM), que termina hoje (25/02), as mulheres ocuparam um grande espaço. Elas foram a maioria e o número de eventos organizados por movimentos feministas foi bastante elevado. Também os espaços comuns se tornaram palco de manifestações feministas, como foi o caso do protesto de meninas africanas pelo fim da mutilação genital.

As mulheres discutiram  a distribuição de títulos de posse de terra, o financiamento das campanhas de promoção dos direitos da mulher, a feminilização da pobreza e muitos outros temas. O painel “Mulheres construindo um outro mundo” reuniu três laureadas com o prêmio Nobel da Paz - Jodi Williams (1997), Shirin Ebadi (2003) e Wangari Maathai (2004). Elas integram a organização “Nobel Women’s Initiative”, que visa usar o prestígio do prêmio para ajudar outras mulheres em Nairóbi e ao redor do mundo O enfrentamento da AIDS, abordado intensamente  no FSM, principalmente destacando o flagelo causado pela doença na África, também não fugiu a esse debate de gênero.

Fórum Social Mundial acontece no Quênia.  

 

20/01/2007

Começa hoje e vai até o dia 25 de janeiro, em Nairóbi (Quênia), a sétima edição do Fórum Social Mundial (FSM). As portas do Moi International Sports Centre, que localiza-se em Kasarani, a 10 km do Distrito Financeiro de Nairóbi, vão estar abertas para receber jovens e adultos de cinco continentes e 140 países, que desejam trocar informações sobre as mais diferentes temáticas que afligem a sociedade mundial. Na programação, estão painéis, workshops, simpósios e uma série de atividades culturais.

O Fórum, que é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil para a transformação social, tem nove objetivos gerais. Entre eles estão o acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza; a democratização do conhecimento e da informação; e adignidade, diversidade, garantia da igualdade de gênero e eliminação de todas as formas de discriminação. Orientando-se por esses objetivos e pelo lema do FSM "um outro mundo é possível", as organizações irão debater em atividades auto-gestionadas ou co-gestionadas  temas como gênero, Aids, trabalho e moradia.

Mais informações: www.forumsocialmundial.org.br

Pernambuco - Prorural/ Projeto Renascer tem novo gerente .  

16/01/2007

O novo gerente do Prorural/Projeto Renascer de Pernambuco, que está ligado à secretaria de Planejamento e Gestão, José Patriota, tomou posse nesta segunda-feira (15/01) afirmando que a principal meta do Estado é aumentar a capacidade hídrica para consumo humano e uso produtivo. Ele chamou a atenção para a necessidade de se acabar com o uso de carros-pipas, oferecendo a infra-estrutura básica para as famílias do sertão.

Patriota argumentou que no Brasil já são experienciadas várias formas de armazenamento d’água, como as barragens subterrâneas e as cisternas,  e que não será necessário importar tecnologias de outros países. “Quero trabalhar de forma integrada com as demais secretarias, com o governo federal e com a sociedade civil”. O gerente informou, ainda, que manterá um amplo diálogo com a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) - um fórum de organizações da sociedade civil, que vem lutando pelo desenvolvimento social, econômico, político e cultural do semi-árido brasileiro, desde 1999.

Segundo ele, agora, o momento é de mobilizar mais recursos para o programa, que tem como objetivo possibilitar uma melhor qualidade de vida para a população da zona rural. Atualmente o orçamento é de US$ 30 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para os próximos 3 anos, e mais R$ 10 milhões do Estado.

O DED Brasil foi representado na solenidade pelo seu Coordenador de Desenvolvimento Rural do Nordeste, Martin Schüller.

NUHAB dialoga com poder público em apoio a comunidades pobres de Fortaleza.  

Por: Milene Madeiro*


Na primeira semana deste mês, membros do Núcleo de Habitação e Meio Ambiente (NUHAB) participaram de reunião com a presidenta da Fundação de Habitação de Fortaleza (Habitafor), Olinda Marques, e um representante da Defesa Civil do Município, Franklin Martins, para entregar relatório da visita de monitoramento às áreas de risco da cidade, realizada no dia 16 de dezembro de 2006.

O relatório apresentou uma série de reivindicações, a fim de evitar diversos problemas que atingem as comunidades constituídas em áreas de risco durante o período chuvoso que se aproxima. Entre as reivindicações estavam: as limpezas de rios, dos canais que atravessam a cidade e das bocas de lobos; contenção de morros; vacinação contra tétano, hepatite, meningite e outras; desratização e limpeza de entulhos nas áreas de risco; uma equipe preparada e equipada para atender bem as famílias durante as possíveis enchentes; a retirada das famílias antes de perderem seus pertences; distribuição de cestas básicas (com leite); abrigo digno para as famílias, respeitando a privacidade das mulheres e espaço para as crianças; banheiros químicos nos abrigos, colchonetes, lençóis, roupas de crianças, filtros e outros materiais necessários.

Na ocasião, também foi solicitada uma reunião ampliada com as defesas civis municipal e estadual; as secretarias da Saúde, de Ação Social e de Meio Ambiente, estaduais e municipais, Coelce, Cagece, Corpo de Bombeiros. Outra reivindicação foi de que seja realizada, dentro de noventa dias, a Conferência de Habitação para escolha dos conselheiros(as) e ampla discussão com a população sobre a política de Habitação de Interesse Social.

Durante a reunião, após receber o relatório, a presidenta da Habitafor relatou as ações dos programas de habitação voltados para os moradores de áreas de risco na cidade, as quais já somam 105, onde moram 22.900 famílias. Ela ainda esclareceu dúvidas dos representantes das comunidades a respeito das condições de acesso aos programas habitacionais do município. O representante da Defesa Civil do Município apresentou as providências que o órgão vem tomando como a realização de diagnóstico das áreas de risco para nortear o trabalho de limpeza de rios e lagoas, capacitação de agentes da Defesa Civil, aquisição de equipamentos para ajudar as famílias que venham ficar desabrigadas e entregou uma relação de abrigos públicos em cada regional da cidade.

Participaram da reunião representantes da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, do Centro Socorro Abreu, do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza e da Cáritas Diocesana (todas entidades membros do NUHAB), além de cooperantes e bolsistas do DED e representantes de comunidades que historicamente enfrentam problemas no período de chuvas.


* Jornalista - Assessora de Comunicação do Nuhab

 

Alto Acre Lança Agendas 21 Locais  .  

01/12/2006

No mês de novembro, foram lançadas e divulgadas as Agendas 21 e os Planos Locais de Desenvolvimento Sustentável dos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Capixaba, que formam o Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba – CONDIAC.

Iniciado em Julho de 2005, o trabalho de construção dessas Agendas Locais foi coordenado pelo CONDIAC, contando com o apoio do DED e do WWF Brasil. Esses processos integram a região trifronteiriça, denominada “MAP” (Madre de Dios/Peru, Acre/Brasil e Pando/Bolívia).

O desafio, agora, é o de implementar ações que possam aplicar critérios de sustentabilidade nas diversas obras de infra-estrutura que estão projetadas ou em andamento na região como, por exemplo, a pavimentação da Estrada do Pacífico/BR-317, entre Rio Branco/Brasil e Lima/PE, chegando aos portos de Illo e Puno, no Peru.

 

Participação de Agricultores Familiares em feira internacional de produtos orgânico já começa a "dar frutos".  

Dezembro 2006

O mercado para alimentos orgânicos e produtos do comércio justo cresce a cada ano. Para garantir o espaço da agricultura familiar ecológica no Nordeste e Cerrado nesses locais de comercialização, foi realizado o seminário “A participação da agricultura familiar do Nordeste em feiras nacionais e internacionais”, nos dias 21 e 22 de setembro, em Fortaleza. Cento e dez produtores familiares do Nordeste (Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará) participaram e, como resultado dessa ampla articulação, foi possível abrir a Sala Nordeste&Cerrado na feira internacional de produtos orgânicos BioFach/Exposustentat América Latina, que aconteceu dias 25 e 27 de outubro, em São Paulo.

Cerca de 20 representantes de grupos do Nordeste e Cerrado apresentaram seus produtos e fecharam negócios. A sala foi muito visitada e elogiada. A avaliação dos participantes foi positiva. Eles fizeram muitos contatos com possíveis compradores nacionais e internacionais, além de poderem conhecer o mercado, observar a apresentação dos produtos e participar de palestras e rodadas de negócios. Também foi importante a aproximação entre os produtores dos estados do Nordeste com os do Cerrado.

Texto veiculado no Boletim Notícias do Campo – do Projeto Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar no Nordeste do Brasil – www.agroecologia.inf.br

Repercussão da BioFach

Os resultados da BioFach começam a aparecer. É o que relata o cooperante do DED Brasil Thomas Jaeschke:

Como consequência das articulações ocorridas na BioFach, no dia 17 de novembro, aconteceu a "Reunião de Articulação de Politicas Públicas para a Agricultura Familiar Orgânica no Submedio São Francisco". O objetivo foi de identificar pontos em comum entre os trabalhos realizados e desenvolver estratégias conjuntas entre as diferentes instituições.

O evento contou com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Integraçao Nacional (MI), Codevasf, GTZ, DED e das ONGs Agendha e Irpaa, além do Pólo Sindical PE/BA e de diversas cooperativas da região. Depois do nivelamento conceitual e de conhecer as demandas e atuações existentes, foi colocada a necessidade e vontade de aprofundar a articulação para o desenvolvimento da Agricultura Familiar na região. Num primeiro momento, foram apontadas várias linhas de atuação:

- melhoria da capacidade da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) no conhecimento da agroecologia;

- aumento da capacidade das organizações para acessar aos mercados alternativos com foco na Agricultura Familiar, como orgânicos e comércio justo;

- discussão sobre sistemas de certificação adaptados às necessidades da Agricultura Familiar da Região.

“Pela frente, temos o desafio de concretizar essas linhas em forma de estratégias e atividades”. Nesse sentido, já foi marcada uma reunião para este mês de dezembro, na qual serão apresentados programas/projetos existentes nos diferentes ministérios e elaboradas demandas concretas da Agricultura Familiar com o foco agroecologico.

Paralelamente a esse trabalho, a Rede de Comercialização do Território Itaparica PE/BA está reforçando um projeto em convênio com o MDA. Através dele, um consultor contratado vai fazer um diagnóstico do potencial produtivo/organizativo e um estudo de mercados. "Cabe destacar o compromisso da rede de estar desenvolvendo o acesso aos mercados para a agricultura orgânica e o comércio justo".

Outras informações: http://www.codevasf.gov.br/noticias/2006/producao-de-organicos/CodevasfNoticia_view

Guerreiras indígenas definem estratégias de participação nos espaços políticos .  

Por: Assessoria de Comunicação DED Brasil - 23/11/2006

A necessidade de organização, a busca de recursos para uma melhor articulação junto às bases, o combate à violência contra a mulher e a luta contra os preconceitos foram alguns dos desafios apontados pelas mais de 70 participantes do I Encontro Regional das Guerreiras Mulheres Indígenas do Nordeste e Leste (MG e ES). O evento, que foi promovido pela Apoinme (Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo), com o apoio do DED e de outros parceiros, ocorreu em Salvador (BA), nos dias 21 e 22 de novembro.

No rosto das mulheres, a vontade de continuar lutando por uma vida mais digna; nas palavras, a força para fazer isso acontecer em grupo. “Quando a gente se encontra, se fortalece, se conhece, troca informações. Vou levar o que discuti aqui para a minha base”, comentou Zenilda Xucuru – viúva do Cacique Chicão, assassinado em 1998 por causa da luta pela terra. Nas palavras, ela lembra o papel que cumpriu, enquanto mulher, durante a atuação do seu marido como líder Xucuru: “Eu fortalecia a luta dele. Fazia reuniões nas comunidades, mostrava às mulheres a importância da nossa união”, e completa a história: “Depois que ele morreu, entreguei meu filho a essa luta. Aprendi a conviver sem deixar o medo me dominar. Quando perdi meu marido, eu sofri, fui ameaçada, mas não desisti”.

As mulheres também discutiram no encontro as estratégias de articulação para garantir que as propostas se efetivem. “É preciso valorizar os pequenos espaços. Não queremos concorrer com os homens, mas trabalhar juntos naquilo que nos preocupa: nosso povo, nossa família”, explicou Valéria Paye, coordenadora do Departamento de Mulheres da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira). Ela comenta que a mulher vem ocupando cada vez mais o seu espaço. “No passado, os homens indígenas saíam de casa e as mulheres ficavam. Se os homens em geral são machistas, os índios são muito mais. Com o decorrer dos anos, percebeu-se que, quem realmente pensava toda a sustentabilidade da família era a mulher e, aí, as coisas começaram mudar”.

Num olhar para o futuro e percebendo os avanços da presença das mulheres nos espaços políticos, Valéria diz que é preciso que as indígenas decidam como vão participar da Conferência Nacional das Mulheres Brasileiras, no próximo ano. “Precisamos nos organizar e ocupar nosso espaço”, enfatiza. Ela coloca que o Estado brasileiro não respeita o direito das índias de se organizarem de acordo com sua cultura e que organização formal é uma cobrança do Estado de difícil absolvição para essas mulheres, que têm dificuldade de acompanhar o que se passa fora de suas aldeias.

Joênia Wapichana, que coordena o Departamento Jurídico do Conselho Indígena de Roraima, em sua fala comenta que, em Roraima, 50% das terras (quase 12 milhões de hectares) são oficialmente reconhecidas como dos indígenas, o que é um privilégio. Segundo ela, o grande desafio da índia nos dias atuais é ser identificada como liderança pela sua aldeia e pela sociedade de uma maneira geral. “ A mulher indígena já é uma líder, mas precisa que isso seja visualizado. Para isso, é necessário saber ocupar os espaços políticos, o que só acontece falando, expondo suas idéias e se fazendo respeitar e compreender”.

Entre as estratégias para uma caminhada mais articulada das mulheres indígenas foram apontadas a formação de comissões de mulheres dentro da Apoinme e uma maior atenção à produção de conhecimento junto às bases. Durante todo o encontro foram feitas homenagens a Maninha Xucuru Cariri, uma das fundadoras da Apoinme e coordenadora da Articulação por 15 anos, que morreu no mês de outubro deste ano, em Alagoas, depois de, segundo seus familiares, não encontrar o atendimento adequado no hospital da cidade onde morava.

A irmã de Maninha, Rachel Xucuru Cariri, diz que ela sempre lhe inspirou porque era honesta e corajosa. “Ela era uma mulher de garra. Não via obstáculos, tornava-os sempre desafios, que buscava superar. Ela sempre me dizia que era preciso pensar antes de falar. Era sensata e tinha diplomacia. Talvez um dia eu consiga ser assim”, coloca.

A APOINME é fruto de uma longa caminhada (1990 a 1995) dos povos indígenas e suas lideranças na construção de um instrumento de articulação permanente. Suas bases estão nas diversas frentes de luta pela conquista e garantia de seus territórios e pela melhoria da qualidade de vida nas aldeias (através de assistência à saúde, direito a uma educação diferenciada, entre outros) e do respeito aos conhecimentos intelectuais e tradicionais dos indígenas, consolidando os direitos desses povos frente a setores integracionistas, conservadores e anti-indígenas na conjuntura política do Governo Federal. Atualmente, a instituição está sediada em Olinda.

A APOINME subdivide-se em 08 (oito) Microrregiões. Nesse espaço geográfico, estão localizados 48 povos indígenas, distribuídos em mais de 165 Comunidades, com uma população superior a 100.000 índios.

Mais informação:

Textos de 2008.

Congresso em Belterra (PA) reafirma importância da gestão participativa


Cerca de 370 pessoas participaram, nos dias 01 e 02 de agosto, do II Congresso da Cidadania, ocorrido em Belterra (PA). Durante a atividade, que contou com o apoio do DED e da FASE Amazônia, novos conselheiros da cidadania foram eleitos para garantir a continuidade da implementação do plano diretor participativo.

No congresso, também foram debatidos assuntos como a avaliação da gestão municipal e o fortalecimento da participação da sociedade civil. Grupos temáticos sobre qualidade da vida, meio ambiente, saúde e educação tiveram a oportunidade de decidir sobre o orçamento participativo de 2009, cujo resultado dos trabalhos vai ser encaminhado pela Câmara Municipal.


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Coletivo Mulher Vida realiza capacitação "POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES" (PE)

Dialogando sobre gênero, Violência Doméstica Sexual e Sexista, legislações, mobilização e controle social.

Público: lideranças femininas, conselheiras tutelares e participantes de grupos e cursos do Coletivo Mulher Vida e entidades parceiras.

Inscrição: 28/07 à 15/08/08 (fax,e-mail,presencial)

Seleção: 22/08/08 às 14:00 hs na Sede do Coletivo Mulher Vida (presença indispensável).

Duração: agosto a novembro de 2008

Encontros: 2ª final de semana de cada mês (sexta e sábado)
Hora: 8h as 18h

Local: Sede do Coletivo Mulher Vida - Av. Ministro Marcos Freire, 4263 - Casa Caiada - Olinda
Fone: 81-34311196 / 81-3432-3265
Contato: Elisângela Raposo
elisangelarbarreto@hotmail.com.br

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Movimentos sociais lutam pela garantia das ZEIS no Plano Diretor (CE) - Agosto 2008

Texto: Assessoria de Comunicação do Nuhab


Na próxima quinta-feira (14 de agosto), a partir das 14h30, na Câmara de Vereadores, acontecerá mais uma audiência marcante sobre o Plano Diretor de Fortaleza (CE). O capítulo que define as Zonas Especiais de Interesse Sociais (ZEIS) entrará em discussão e promete ser polêmica em razão dos diferentes interesses que envolve.

De um lado, movimentos populares e entidades da sociedade civil organizada defendem a criação das ZEIS como forma de assegurar o direito à moradia à milhares de famílias que vivem em comunidades históricas como Pirambu, Serviluz, Praia do Futuro, entre muitas outras. De outro, entidades empresariais do ramo da construção civil, além de especuladores imobiliários, têm interesses econômicos em muitas destas áreas.

Diante deste quadro, a expectativa para audiência pública desta quinta-feira é que haja grande discussão acerca do futuro destas comunidades, assim como sobre a garantia dos seus direitos.

O Projeto de Lei do Plano Diretor Participativo de Fortaleza (PDPFor) foi entregue à Câmara Municipal de Vereadores no dia 12 de março e está sendo discutido em audiências públicas semanais abertas desde o dia 29 de maio. Para garantir ampla participação popular durante as audiências, movimentos e entidades do campo popular estão articulados e mantêm uma rotina de reuniões semanais, nas quais discutem antecipadamente os artigos a serem debatidos a cada quinta-feira, contando para isto com assessoria de uma equipe técnica composta por advogados/as, assistentes sociais, jornalista, arquiteta, urbanista, geógrafos/as e ambientalistas.

SERVIÇO
Movimentos sociais lutam pela garantia das ZEIS no Plano Diretor
DATA E HORA: 14 de agosto – 14h30
LOCAL: Auditório da Câmara de Vereadores

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Estudantes podem fazer laboratório de jornalismo ambiental .23 de Abril

Fonte: Adenauer


A Fundação Konrad Adenauer promove um Laboratório Ambiental para Estudantes de Jornalismo – Meio Ambiente e Mudanças Climáticas na Amazônia, em Santarém, PA, no período de 22 a 25 de junho de 2008. O Laboratório, em parceria com o Projeto Saúde e Alegria, tem como finalidade oferecer um mosaico de experiências e ajudar a identificar o interesse de futuros jornalistas pela Amazônia brasileira na pauta do jornalismo ambiental.

A iniciativa pretende, ainda, incentivar jovens estudantes nas capitais do Nordeste e Norte do Brasil, que tenham interesse na área ambiental; promover o intercâmbio e a troca de experiências; e estimular o jornalismo ambiental, proporcionando maior cobertura de temas relacionados ao meio ambiente (proteção e conservação da biodiversidade, sustentabilidade, gestão ambiental, desmatamento, gerenciamento de recursos naturais, consumo, agricultura) e às mudanças climáticas (energias alternativas, matriz energética, biocombustíveis, efeito estufa, conseqüências/impactos das mudanças/aquecimento global).

Para participar, basta seguir as orientações do regulamento. Depois é só baixar o formulário de inscrição, preencher e enviá-lo para o e-mail: kas-fortaleza@kas.de juntamente com os outros documentos solicitados.

Textos de 2007.

DED realiza seminário para apresentar propostas de cooperação com o PNPB.

O DED realizará um seminário, nos dias 05 e 06 de março, para apresentar suas intenções de cooperação com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no contexto do Programa Nacional da Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), na Amazônia.

O evento acontecerá em Santarém/PA e deverá contar com representantes das instituições parceiras do DED naquela Região. Durante o encontro, serão refletidas as oportunidades e desafios dos biocombustíveis para o País e como a cooperação deseja contribuir para que essas iniciativas sejam desenvolvidas da melhor forma possível dentro do contexto sócio-ambiental.


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Aquecimento global numa leitura mais coloquial (Antônio Manzi)

Existem alguns gases na atmosfera que fazem com que a terra se torne mais quente do que ela seria se não tivesse esses gases. O principal deles é o vapor d’água e, o segundo, o gás carbono. Tem alguns outros – mas - esses dois representam mais de 90% dessa conta que forma o efeito estufa natural.

O que tem acontecido é que a utilização – principalmente de carvão mineral, de petróleo, de gás natural e, também, os desflorestamentos, que contam com 20% do total – estão fazendo com que aumente a concentração especialmente de gás carbono na atmosfera, consequentemente aumentando a temperatura do planeta e intensificando o efeito estufa – o que leva ao aquecimento global.

Esse aumento de temperatura provoca mudanças na circulação dos oceanos, e na circulação atmosférica e, com isso, além de ter aumento de temperatura – acaba tendo mudanças nos regimes de chuva. Aí, vem um monte de outras conseqüências – isso falando de valores médios de mudança. Mas têm sido observados, ainda, nas últimas décadas, mais eventos extremos: tempestades, grandes secas, inundações, ondas de calor. Para a população se fala em poluição atmosférica – e essa poluição ocorre principalmente para a geração de energia – por queima. A queima de carvão mineral – que é muito grande em outros países ocorre muito pouco no Brasil. Aqui, o nosso problema são os desflorestamentos. “Esse era um carbono que estava estocado lá no subsolo quietinho – ele não estava interagindo com a atmosfera – quando você tira ele de lá e produz energia - você queima, aí há a liberação de gases para a atmosfera”.



INDICAÇÕES DO IPCC


O IPCC afirmou que a temperatura da Terra pode subir entre 1,1ºC e 4ºC até 2100, com o derretimento das camadas polares fazendo os oceanos se elevarem entre 18 cm e 58 cm no período. Indicou ainda que a elevação de 2ºC na temperatura da Terra colocará em risco de extinção um terço das espécies do mundo, modificando o meio ambiente planetário de maneira tal que 1 bilhão de pessoas estarão vulneráveis à fome, à sede e a doenças.

Entre as recomendações do IPCC está a de estabilizar a emissão de gases que causam o efeito estufa até 2030, e reduzi-la até 2050. Neste contexto, o relatório destaca a importância de medidas como a adoção de energias limpas e de biocombustíveis, como o etanol brasileiro.

“Indígenas da amazônia levantam a voz” em evento paralelo do COP 9 - na Alemanha.


Um seminário com o tema “Indígenas da Amazônia levantam a voz - proteção e preservação de conhecimentos tradicionais indígenas no Estado do Acre, Amazônia Brasileira”, acontece em Bonn – na Alemanha, no próximo dia 23 de maio. O evento ocorre paralelo à COP 9 – Conferência das Partes da Convenção da Biodiversidade (de 19 a 30 de maio).

O COP é a instância máxima de decisão da Convenção da Biodiversidade, assinada durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, por cerca de 150 países, entre eles o Brasil. No entanto, atualmente, no país, somente os estados do Acre e do Amapá possuem leis específicas sobre a biopirataria. No Acre, para ter acesso aos recursos naturais da floresta Amazônica, as empresas estrangeiras precisam se associar a uma empresa ou entidade brasileira de pesquisa.”

O evento “Indígenas da Amazônia levantam a voz” acontece no contexto do projeto “Aldeias Vigilantes: uma nova abordagem na proteção dos conhecimentos tradicionais e no combate a biopirataria na Amazônia”, idealizado e coordenando pela ONG Amazonlink, parceira do DED no Brasil.

A biopirataria é a exploração, manipulação, exportação e/ou comercialização internacional de recursos biológicos que contrariam as normas da Convenção sobre Diversidade Biológica.

A ONG Amazonlink destaca sobre o assunto: “A biopirataria não é apenas o contrabando de diversas formas de vida da flora e fauna, mas, principalmente, a apropriação e monopolização dos conhecimentos das populações tradicionais no que se refere ao uso dos recursos naturais. Ainda existe o fato de que essas populações estão perdendo o controle sobre esses recursos. No entanto, esta situação não é nova na Amazônia. Esse conhecimento, portanto, é coletivo, e não simplesmente uma mercadoria que se pode comercializar como qualquer objeto no mercado”.

Saiba mais sobre
O projeto Aldeias Vigilantes: www.amazonlink.org/aldeiasvigilantes
A COP 9: www.cbd.int/cop9/



CEPARE recebe apoio da associação “FuturoSozial Brasil”



A ONG Retome Sua Vida, parceira do DED em Pernambuco, através do Projeto Centro Popular Articulado de Reciclagem (CEPARE), receberá um apoio da associação alemã “FuturoSozial Brasil”. A entidade foi constituída em 2007 e escolheu CEPARE para ser primeiro projeto patrocinado.

A parceria se dará através do financiamento de 300 depósitos para papel, que podem ser colocados em empresas e organizações, e 2 contêineres de navio, para armazenar o papel coletado pelos catadores que integram o CEPARE. Membro da direção do FuturoSozial Brasil, Rüdiger Hülskamp comenta: “Nos interessamos em projetos sociais nos quais as pessoas querem ser donos do próprio destino”.

Ele acrescenta que a escolha do CEPARE como primeiro projeto apoiado ocorreu porque o objetivo da iniciativa é o melhoramento da renda dos catadores, a preservação do meio ambiente e uma maior articulação política dos interesses desses trabalhadores. “Aqui os catadores são os donos do próprio desenvolvimento” - afirma.


O CEPARE atualmente articula seis grupos de catadores dos municípios de Recife, Olinda, Garanhuns, Cabo de Santo Agostinho e Abreu e Lima.


Abong - Regional Nordeste I - realiza seminário para analisar a sustentabilidade das ONGs nos dias atuais.

A ssociação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) - Regional Nordeste I - realizará, nos dias 27 e 28 de fevereiro, um seminário para analisar a conjuntura e a sustentabilidade das ONGs nos dias atuais. Entre os temas abordados está “O lugar do Brasil na agenda da Cooperação Internacional”. Para esse momento, uma das expositoras será a Coordenadora do Programa Fortalecimento da Sociedade Civil e Desenvolvimento Municipal do DED Brasil, Heike Friedhoff.

O encontro, que contará com cerca de 50 pessoas de mais de 20 organizações do Regional NE I , além de representantes dos Regionais Nordeste II e III e da Abong Nacional, acontecerá no Recife – no SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia.





NUHAB realiza visita de monitoramento a áreas de risco da cidade (CE).Jan 2008


Com a chegada da quadra chuvosa em Fortaleza/CE, uma velha cena se repete: milhares de famílias que residem em áreas de risco espalhadas pela cidade são vítimas de alagamentos e desabamentos. Atualmente, segundo dados da Fundação de Habitação de Fortaleza (Habitafor), mais de 22 mil famílias moram em 103 áreas de risco localizadas nas encostas marítimas e nas bacias dos rios Cocó e Ceará/Maranguapinho.



Na manhã da próxima quinta-feira, 24 de janeiro, o Núcleo de Habitação e Meio Ambiente (NUHAB) realizará uma visita às áreas de risco das regiões leste e oeste da cidade. Há cinco anos o NUHAB monitora essas áreas, com o objetivo de conversar com as comunidades, traçar um breve diagnóstico da situação enfrentada por elas, denunciar e reivindicar uma ação mais eficaz do poder público.



Embora a visita tenha um caráter emergencial, a ação sistemática do NUHAB tem ressaltado a necessidade de políticas públicas que enfrentem o problema do enorme déficit habitacional de Fortaleza e que propiciem a reestruturação da cidade, de maneira que ela se torne democrática e sustentável para todos os seus habitantes. Exemplo disso é a luta pela aprovação de um Plano Diretor que contemple a criação das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), que respeite os espaços verdes e coloque limites no mercado imobiliário.



A visita de monitoramento é organizada pelo NUHAB com apoio direto de duas de suas entidades membros, o CEARAH Periferia e a Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF) - filiada à Confederação Nacional das Associações de Moradores/Conam. Também integram o NUHAB: Cáritas Arquidiocesana de Fortaleza, Central de Movimentos Populares, Comunidades Eclesiais de Base, Movimento dos Conjuntos Habitacionais, Centro de Assessoria Jurídica Universitária (Caju), Núcleo de Assessoria Jurídica Comunitária (Najuc), Escritório Frei Tito de Direitos Humanos, Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS) e Centro Socorro Abreu.

Texto: Assessoria de Comunicação Nuhab

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