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O FSM dez anos depois: em busca de mais ação .  

27/01/2010

Reprodução de texto produzido por Clarissa Pont, para a Carta Maior


Dez anos depois, o futuro do FSM é debatido em Porto Alegre. O acúmulo de forças conquistado e a certeza de que ele pode e deve gerar ações efetivas no mundo aparece em diversas avaliações do Seminário Dez anos depois: Desafios e propostas para um outro mundo possível. Para João Pedro Stédile, do MST, Fórum precisa construir idéias mais unitárias. "Não conseguimos ter um programa mais propositivo, não que o FSM tenha que ter um programa próprio, mas que neste espaço pudéssemos construir idéias mais unitárias que representem um acúmulo de forças".

No primeiro livro sobre o processo do Fórum Social Mundial, publicado em 2001 sob o título "FSM: A construção de um mundo melhor", Bernard Cassen narra uma conversa com Francisco Withaker e Oded Grajew no escritório do Le Monde Diplomatique, em Paris. Era a primeira das incontáveis reuniões que surgiriam para a construção do FSM. "Há momentos na vida em que, numa fração de segundo, temos a intuição e a absoluta certeza que uma iniciativa está destinada a um futuro promissor", resume Cassen no livro. Dez anos depois, muitas das mesmas pessoas que estiveram em Porto Alegre em 2001 reencontram-se para debater o futuro do FSM. O acúmulo de forças conquistado até agora e a certeza de que ele pode e deve gerar ações efetivas ao redor do mundo aparece em diversas avaliações do Seminário Dez anos depois: Desafios e propostas para um outro mundo possível.

"Em menos de uma hora de discussão, nos pusemos de acordo em três pontos. O anti-Davos não poderia ser na França, país muito próximo da Suíça: era preciso uma ruptura geográfica e simbólica. De longe o Brasil me parecia ser o melhor candidato. E no, Brasil, a cidade de Porto Alegre me parecia a mais adequada, tendo em vista a sua experiência de democracia participativa, mundialmente conhecida como Orçamento Participativo. Eu havia tido a oportunidade de visitá-la pela primeira vez em julho de 1998 e encontrado especialmente, além de Raul Pont, o prefeito da época, Tarso Genro, ex-prefeito, e Olívio Dutra, que preparava ativamente a campanha eleitoral que o faria governador do Estado do Rio Grande do Sul. Para se opor a Davos, tirando partido de sua existência, seria preciso dar à nossa iniciativa o mesmo nome, mudando apenas um adjetivo. Para continuar com o paralelismo conflitivo com Davos, era preciso o FSM ocorresse nas mesmas datas", conta Cassen sobre a conversa.

E o resto é história. De lá pra cá, Porto Alegre e o Rio Grande do Sul deixaram de ser exemplos progressistas para o mundo, mas o balanço de uma década de Fórum volta à cidade natal, talvez para que se reencontrem, depois de passar por Mumbai, Caracas, Nairóbi e Belém do Pará. Para Cândido Grzybowski, a decisão de permitir que o FSM rodasse o mundo foi um dos acertos do processo. "Isso deu chance às pessoas de cada um destes locais aproveitarem melhor o Fórum. Quando começamos, parecia louco quem ousasse dizer que outro mundo era possível. Hoje, um outro mundo não é só possível, como ele se impõe pelos fatos. Isso não quer dizer que construímos a alternativa. E é aí que entra pensar o Fórum para mais adiante. Seremos capazes de tal construção?".

A pergunta do diretor do Ibase e integrante do Comitê Internacional do FSM não é de fácil resposta e é exatamente este questionamento que circula por Porto Alegre nestes dias. Para o também membro da membro do Comitê Internacional e representante da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Francisco Whitaker, na prática, o FSM se concretizou como praça pública. "O Fórum virou um espaço aberto onde os movimentos e organizações altermundialistas pudessem se encontrar livremente, identificar convergências, pensar ações e articular alianças. Com isso, se tornou um instrumento a serviço da reflexão engajada, mas tal objetivo pode ser questionado".

Whitaker acredita que questionar o FSM é sempre fundamental até porque, após um período de desânimo vivido pelo Fórum, o último encontro em Belém do Pará significou uma retomada de forças, segundo ele. "Lá pelas tantas, não sabíamos quais rumos tomar frente à força da globalização neoliberal. E aqueles que não faziam a necessária distinção entre o movimento altermundialista e o próprio FSM começaram a acreditar que era o Fórum que começava a se esvaziar. Essa impressão se reforçou quando, em Nairóbi em 2007, ele atraiu menos da metade dos participantes do Fórum de 2005, em Porto Alegre. Essa tendência só foi interrompida em 2009, quando reunimos de novo um número recorde de 150 mil participantes".

Reforçando a idéia de que o FSM não morrerá, nem se tornou menos importante, mas que precisa rever objetivos, as falas em Porto Alegre 2010 convergem em uma palavra: ação. "Nesta idéia de que não se pode ficar eternamente discutindo e é preciso passar mais depressa à ação, surgiu a proposta de que o FSM tenha como objetivo a própria ação. Lançando ele mesmo as suas comitivas para superar o modelo neoliberal e assumindo um papel de maior protagonismo nessa luta. Para mim, o FSM continua sendo uma praça pública de encontro e reflexão em nível mundial e local com vistas a ação do altermundialismo e a criação de novas articulações", avalia Withaker. Sem dúvida, a proposta de maior protagosnimo ganhou mais força após a crise financeira de 2008, quando parecia que o capitalismo estava prestes a ruir e que teria chegado o momento da virada. "O fórum de Davos foi realizado naquele momento em clima de velório" relembra Withaker.

Para Oded Grajew, o pensamento de ação comum deve transcender o Fórum. "A ação deve existir o ano inteiro, em formação de redes e fortalecimento das existentes. Essa foi a grande sacada do FSM, abrir um espaço onde todos se sentissem contemplados, onde nenhum causa é mais importante que a outra, porque a diversidade é um dos valores da nossa Carta de Princípios. Ela continua válida? Certamente que sim. Avançamos em muitas coisas e nossa tarefa ainda é gigantesca. A discussão do papel do FSM é interessante porque envolve nossa cultura patriarcal, piramidal, onde temos que ser mandados a fazer as coisas. O FSM não orienta subordinados, ele não manda em ninguém", grifa o presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.

Entre a partidarização dos movimentos sociais e do FSM e a máxima "mudar o mundo sem tomar o poder", outros debates aparecem pelos corredores da Usina do Gasômetro e dos Armazéns do Cais do Porto, construções a beira do Rio Guaíba que abrigam as discussões do Seminário Dez Anos Depois. Para o membro da Direção Nacional do MST, João Pedro Stédile, o acerto do Fórum foi justamente aceitar a todos, "até aos partidos", grifa. "Acertamos em ser um espaço de debates onde todos se sentissem convidados, mesmo os companheiros que tem militância partidária, não em nome dos seus partidos, pela natureza do FSM. Sempre lutamos dentro do Fórum para que ele fosse massivo. Não poderia se transformar em uma reunião de sabidos ou em um evento acadêmico analisando a luta social. Acho até que em alguns momentos fomos democráticos demais. Mas avançamos em contribuir para derrotar o neoliberalismo não como modelo econômico, mas como ideologia".

De todo modo, para Stédile ainda falta ação. "Não conseguimos ter um programa mais propositivo, não que o FSM tenha que ter um programa próprio, mas que neste espaço pudéssemos construir idéias mais unitárias que representem um acúmulo de forças. Também falhamos em construir dentro do Fórum espaços que possibilitassem ações de massa internacional". Segundo ele, a única articulação internacional que pode ser citada foram as mobilizações contra a Guerra no Iraque, em 2003. Naquele ano, manifestantes contrários à guerra saíram às ruas de dezenas de cidades em todo o mundo para protestar. Foram mais de 150 mil pessoas em Paris, em dois protestos contra a guerra ao Iraque. Na Tunísia, centenas de pessoas tomaram as ruas da capital cantando "Give peace a chance" (Dê uma chance à paz). Em Milão, 300 mil pessoas participaram de um protesto. Os organizadores do evento, porém, falavam em 700 mil pessoas e explicavam que a manifestação significa uma oposição à guerra em qualquer circunstância. O protesto foi organizado por cerca de 70 entidades, entre sindicatos, partidos de esquerda e organizações não-governamentais.

"Inaugurado em 25 de janeiro de 2001, exatamente na mesma data que o de Davos, o FSM, em menos de 48 horas se colocou mediaticamente no mesmo nível que WEF, onde os grandes chefes das finanças e da indústria há 30 anos se encontram para decidir, de acordo com suas conveniências, o futuro do mundo. Portanto, o que aconteceu em Porto Alegre se constituiu numa verdadeira virada. Na sua diversidade, os movimentos opostos à globalização liberal irão não apenas seguir contestando, através da organização de anticúpulas, fóruns e manifestações, os que decidem nas assembléias do FMI, da OMC, do Banco Mundial, da Associação de Livre Comércio das Américas (Alca). Este é o grande desafio do próximo Fórum Social Mundial", imaginava Cassen no mesmo texto do primeiro parágrafo.

O mundo certamente não é mais o mesmo de uma década atrás, com a derrubada das tratativas pela Alca, a crise econômica que povoou os debates do Fórum de Porto Alegre e a quantidade de governos progressistas eleitos na América Latina. Mas Porto Alegre também não é mais a mesma e o Rio Grande do Sul hoje é palco da maior batalha contra movimentos sociais, travada pelo Governo no Estado. O FSM voltou a sua cidade natal para avaliar a última década e encontrar tudo bem diferente de como deixou. No final das contas, as transformações vividas na última década são as provas da essencialidade do Fórum até hoje.

Fonte: Envolverde/Carta Maior

FSM volta a Porto Alegre para comemorar 10 anos de atividades .  

Fonte: Adital

10.12.2009

 

 

Karol Assunção


O Fórum Social Mundial (FSM) completa, em 2010, dez anos de atividades. Para comemorar, o Fórum volta a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cidade onde ocorreu a primeira edição, para promover o Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre. O evento, porém, não será a única atividade do FSM 2010, que, no próximo ano, terá caráter descentralizado e permanente.
De acordo com Salete Camba, diretora de relações institucionais do Instituto Paulo Freire, entidade que integra o comitê internacional do evento, as ações do FSM 2010 começarão em janeiro do próximo ano, em Porto Alegre, e se estenderão até janeiro de 2011, com o próximo Fórum centralizado, em Dakar, no Senegal. A abertura do FSM 2010 será marcada pelo Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre, que acontecerá na capital gaúcha e região metropolitana entre os dias 25 e 29 de janeiro.

Durante as manhãs dos cinco dias, as discussões em Porto Alegre serão a respeito do próprio Fórum: "avaliação dos 10 anos, perspectivas para os próximos anos e análise da conjuntura atual", enumera Salete. Esses são os principais assuntos a ser debatido no Seminário Internacional "10 anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível".

Para Salete, a expectativa é que cerca de 10 mil pessoas participem do seminário que, além do balanço dos 10 anos e das propostas para as próximas edições, ainda debaterá sobre os elementos de uma nova agenda. Ela acredita que, no total, "entre 50 [mil] e 60 mil pessoas devem participar do Fórum Social Grande Porto Alegre, que ainda contará com o Acampamento da Juventude e com atividades autogestionadas".

Tais atividades acontecerão durante o turno da tarde dos cinco dias do Fórum nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga. Já o Acampamento Intercontinental da Juventude ocorrerá entre os dias 23 e 29 de janeiro, na Sociedade Gaúcha Lomba Grande, em Novo Hamburgo.

Atividades descentralizadas

A décima edição do FSM será descentralizada, com atividades ao longo do ano de 2010 e em diferentes lugares do mundo. Ao todo, mais de 30 ações e eventos do Fórum já estão previstos para acontecer no próximo ano. O primeiro deles será o I Fórum Social de Economia Solidária, em Santa Maria, região metropolitana de Porto Alegre, entre os dias 22 e 24 de janeiro.

A diretora de relações institucionais do Instituto Paulo Freire destaca ainda o Fórum Social Temático da Bahia, que sucederá de 29 a 31 de janeiro. Para ela, esse evento será um passo importante para a construção do Fórum de 2011, já que a Bahia foi a principal entrada da rota de escravos vindos da África, continente que sediará a próxima edição do FSM.

Salete explica que todos os eventos vão estar de acordo com o calendário e com a Carta de Princípios do Fórum. Além disso, afirma que a ideia é promover um intercâmbio entre os eventos. Para isso, de acordo com ela, a Comunicação do FSM 2010 promoverá uma articulação com a organização de cada evento. "O ideal é que algumas pessoas de cada evento possam ir para outro", comenta.

Mais informações: http://www.forumsocialmundial.org.br/

 

* Jornalista da Adital

Informes rápidos sobre articulações do Fórum Social Mundial .  

13 de agosto de 2009

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Belém (PA) sedia Encontro da Pan-Amazônia .  

10/07/2009

Fonte das informações: FAOR

A atividade é uma continuidade dos debates ocorridos antes e durante o Fórum Social Mundial 2009.

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Leia o mais recente boletim sobre o FSM 2009 .  

23/03/2009

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Cobertura do FSM 2009 .  

O Fórum Social Mundial teve uma cobertura significativa na mídia mundial: 800 veículos vindos de 30 países estiveram presentes. Cerca de 2500 jornalistas e profissionais de mídia estiveram presentes em Belém e outros 2000 cobriram o Fórum à distância.

Cobertura do FSM 2009 - ver mais...

Jornal DED&Parceiros - Especial para o FSM 2009 .  

Nesta publicação, leia matérias sobre Tráfico de Mulheres, Direitos dos Povos Indígenas, Agricutura Familiar Agroecológica e Articulação da Cooperação Internacional no Nordeste.

Jornal DED&Parceiros - Especial para o FSM 2009 - ver mais...

Fórum termina em Belém, mas mobilizações continuam .  

 

 

Publicado em 02/02/2009

 

 

 

 

 

 

 

O Fórum Social Mundial 2009, que terminou no último domingo (01/02), em Belém, no Pará (Brasil) reuniu, segundo o balanço feito pela coordenação do evento, 133 mil pessoas, de 142 países. Desse total, 1900 eram índios e índias de 120 nações indígenas. Ao final do encontro, que durou seis dias, as organizações, movimentos sociais e articulações definiram uma série de campanhas e mobilizações, que deverão ser trabalhadas em diferentes cantos do mundo, nos próximos meses. O objetivo é dar continuidade ao processo de construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento.

Apesar do FSM não tem caráter deliberativo e não se propor a promover, oficialmente, eventos posteriores, nem produzir uma declaração final, essa mobilização tem sido o espaço mais importante de articulação internacional da sociedade civil pela transformação do mundo. Nele, é possibilitada aos participantes a proposição de ações concretas, desde que não se manifestem em nome do Fórum - o que garante a diversidade de pensamentos.

O combate à criminalização dos movimentos sociais e a garantia dos direitos das mulheres e dos povos indígenas serão eixos fundamentais das grandes mobilizações realizadas nos diferentes continentes. "Um outro mundo não será possível se os direitos das mulheres não forem respeitados. A discriminação de gênero deve ser parte dessa pauta de preocupações para que possamos construir uma sociedade baseada nos direitos humanos" - afirmou o documento construído por um dos grupos temáticos durante o encontro.

Representante das lideranças indígenas, o peruano Mario Palacios disse que o FSM 2009 foi importante pelo protagonismo dos povos da floresta e comunidades tradicionais. "Somos atores políticos vivos, não somos a parte folclórica da democracia", avaliou

O membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, Cândido Grzybovski, declarou que a realização da mobilização em Belém fez dessa 9ª edição um marco para o FSM pela relação entre a Amazônia e a utopia. "Terminamos a semana com um cansaço cívico e cidadão, com novas inspirações, renovados na busca de um outro mundo. Ocupamos o enorme vazio que existe na agenda mundial", analisou.

O diálogo com os governos - O dia 29 de janeiro foi marcado por discussões entre os movimentos sociais e cinco chefes de Estado, algo inédito no FSM. Durante a tarde, a Via Campesina e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se reuniram com os presidentes da Venezuela (Hugo Chávez), da Bolívia (Evo Morales), do Paraguai (Fernando Lugo) e do Equador (Rafael Correa). Após os discursos, eles apontaram a "necessidade de unificar a América Latina para enfrentar a crise econômica e, para completar, pediram o apoio da esquerda mundial para seus governos". Nesse mesmo dia, à noite, 12 mil pessoas se aglomeraram para presenciar o debate "'A América Latina e o Desafio da Crise Financeira", que contou, também, com a presença do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesse último debate, as palavras diversidade, soberania e integração foram colocadas como chave para a construção do que os chefes de Estado chamaram de "uma nova política liderada pelos países em desenvolvimento para fazer frente ao neoliberalismo" . As críticas à crise econômica e a proposta de construção de um novo modelo econômico, que permita mais solidariedade entre as nações e que garanta a mudança de padrões de consumo foram apontadas como "a salvação para o planeta". No intervalo entre o momento da tarde e o da noite, os presidentes realizaram uma reunião fechada

Durante o Fórum, as questões internacionais, como o conflito entre Israel e a Palestina, foram lembradas com muitas manifestações. A crise financeira e os caminhos para superá-la também marcaram os debates nas diferentes atividades promovidas durante o encontro.

Depois da America do Sul, que teve mais de 4 mil participantes no evento (fora o Brasil), a Europa foi a segunda maior delegação presente no Fórum com 491 inscritos. Pouco mais que a Ásia - que contou com 489 pessoas. Em 2010, o Fórum Social Mundial acontecerá de forma descentralizada, com um dia de mobilização global. Para 2011, ainda não está fechado o local, mas a expectativa é de que seja no continente africano.

DED - As atividades realizadas pelo DED Brasil, durante o Fórum, favoreceram debates estratégicos sobre temáticas trabalhadas pela organização. Os direitos dos povos indígenas, a agricultura familiar agroecológica e as relações entre cooperação internacional e entidades da sociedade civil brasileira foram questões trabalhadas pelas mais de 150 pessoas que participaram dos debates.
O DED também montou um estande no território do FSM, onde, além de apresentar seus materiais de divulgação, visibilizou produções de parceiros locais e distribuiu um jornal com matérias que aprofundaram alguns assuntos que integram os eixos apoiados no Brasil, entre eles o combate ao tráfico de mulheres. Sobre esse último tema, a organização também apoiou a OONG Sodireitos, da Amazônia, que abordou os temas "Tráfico de Mulheres na Pan-Amazônia" e "Tráfico de Pessoas, Trabalho Escravo e Migração numa perspectiva de Gênero".


"Para o DED e seus parceiros, o FSM foi um espaço estratégico para aprofundar, tanto os debates no contexto do Brasil, principalmente entre as organizações das regiões Norte e Nordeste, como também relacionar esses debates às discussões globais. O diálogo entre cooperação internacional e organizações da sociedade civil brasileira, por exemplo, teve resultados concretos no sentido de fortalecer a articulação Norte - Sul em relação à cooperação. É importante manter e alimentar essas discussões além do megaevento FSM, quando todos e todas estamos de volta às nossas regiões", avalia Heike Friedhoff, coordenadora de programa do DED Brasil."


Forum Social Mundial termina neste domingo .  

Publicado em 31/01/2009

O Fórum Social mundial chega ao seu penúltimo dia, na capital paraense. As ativididades autogestionadas, que são aquelas produzidas por diferentes movimentos, organizações, articulações e redes continuam nas diferentes salas e tendas das universidades Federal e Federal Rural do Pará.

Grandes nomes da sociedade civil e do governo, que têm contribuido com o debate socioambiental, nos últimos tempos, passaram pelo Fórum desde o seu início, na última terça-feira. Entre eles o geografo geógrafo David Harvey, o sociólogo português Boaventura de Souza Santos, o teólogo Leonardo Booff, um dos coordenadores do MST, João Pedro Stédile , a senadora e ex- ministra do Meio Ambiente Mariana Silva e o atual ministro da pasta Carlos Minc. Nos diálogos, esse e outros milhares de participantes têm discutido sobre problemas da área rural e urbana, na busca de soluções para o que o FSM aponta como o momento de “ recriação do mundo“. Harvey, por exemplo, durante a conferência “Alternativas ao Neoliberalismo e o Direito à Cidade”, fez críticas à forma como é pensada o espaço urbano hoje. “O direito à cidade não é o direito a ganhar migalhas dos ricos, todos deveriam ter o direito a viver em uma cidade diferente das que existem hoje. Quando vejo as cidades, vejo que foram construídas para atender os interesses do capital e não das pessoas”.

Tráfico de mulheres, trabalho escravo, exploração sexual de crianças e adolescentes, devastações no campo causadas pelo avanço da pecuária, violação dos direitos dos povos indígenas são algumas das problemáticas que têm pautado os debates no Fórum.

DED – Hoje (31), o DED Brasil e um grupo de parceiros realizarão a oficina “Entidades da sociedade civil brasileira e cooperação internacional: um diálogo mais propositivo”. Na mesa, estarão representantes da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), Fórum de Mulheres de Pernambuco, Oxfam GB e o DED (representando a articulação de agências da cooperação Diálogo CI Nordeste). O evento acontecerá na UFPA - Pavilhão: Hb – Sala: H3 - das 12h às 15h.

Amanhâ – O último dia desse grande encontro da sociedade civil será marcado pelas assembléias de redes e entidades, que discutirão temas comuns, e que deverão estabelecer propostas concretas para a realização de campanhas e manifestações, que dêem continualidade a essa mobilização em suas bases. Também está previsto um grande evento público para mostrar a sociedade os encaminhamentos deixados pelo FSM.

SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE ALGUNS DOS TEMAS DISCUTIDOS NO FSM .  

Publicado em 30/01/2009Q

 

Questões Habitacionais - Fonte Adital

SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE ALGUNS DOS TEMAS DISCUTIDOS NO FSM - ver mais...

Tráfico de Mulheres - Fonte: Revista Fórum

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Novas Tecnologias no FSM - Fonte: Revista Fórum

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Cobertura do FSM é realizada pelo Fórum de Rádios ´Fonte: Revista Fórum

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Chefes de Estado participam do Fórum Social Mundial .  

29.01.2009

 

Além do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, confirmaram participação no Fórum Social Mundial (FSM), hoje, Hugo Chávez ( Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Corrêa (Equador), e Fernando Lugo (Paraguai). Eles participarão do painel "América Latina e o Desafio da Crise Internacional".


Milhares de pessoas devem participar do debate, que está entre as mais de 2 mil atividades que integram a mobilização. As alternativas para se gerar emprego e renda tomando como base sistemas ambientais sustentáveis devem dar o tom do diálogo.

DED e parceiros - Hoje, o DED e um grupo de parceiros promoverão uma mesa de diálogo com o tema "Efetivando os direitos dos povos indígenas - discussão da conjuntura atual no Brasil". Entre outros convidados, participarão da abordagem as duas maiores organizações indígenas do país: Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), além do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Nas exposições, será enfocada a grande luta dessas comunidades para impedir o retrocesso na garantia dos seus direitos constitucionais.

A demarcação de suas terras tradicionais, um atendimento de saúde de qualidade, um sistema diferenciado de educação e segurança para suas famílias são alguns dos principais desafios enfrentados, segundo as organizações indígenas, pelos 220 povos existentes no país, falantes de mais de 180 línguas diferentes, que vivem em 654 Terras Indígenas (TI). Nesse aspecto, a mobilização em redes e articulações, que representam a diversidade desses povos, será mostrada como um marco que tem dado visibilidade a questão indígena brasileira, inclusive, em nível internacional.

Pan-Amazônia- No dia de ontem, as atividades do FSM foram dedicadas aos temas ligados à Pan-Amazônia (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname). Seminários e apresentações culturais abordaram as questões indígenas, quilombolas e dos povos da floresta, além de temas como a preservação do meio ambiente e as mudanças climáticas. Também foram denunciadas a criminalização dos movimentos sociais e a perseguição a pessoas que lutam pela defesa dos Direitos Humanos.

A Articulação Nacional de Mulheres Brasileiras (AMB) destacou, através de falas e dramatizações, a questão da violência contra a mulher . "Não queremos discutir se os números da violência baixaram ou subiram no Brasil. O que nós queremos é ter políticas efetivas para acabar com esse problema", afirmou Joana Santos integrante da AMB e uma das coordenadoras do Fórum de Mulheres de Pernambuco.

O Brasil é o território do Fórum Social Mundial 2009 .  


Publicada no dia 28/01/2008

Por Ana Célia Floriano - Assessora do DED Brasil


A região amazônica brasileira está recebendo, desde ontem (27), a 9ª edição do Fórum Social Mundial (FSM). A mobilização, que ocorrerá até o próximo domingo (01/02), tem mais de 90 mil inscritos, de 150 países. O FSM acontece na cidade de Belém, no Pará. Na pauta das principais discussões estão a crise econômica mundial, as mudanças climáticas e as estratégias para um desenvolvimento realmente sustentável. Ao todo, serão 2.400 atividades. "Nossa função, aqui, é elaborar idéias capazes de aglutinar forças políticas na sociedade e pressionar por mudanças no poder, mudanças na economia. Não esperem de nós idéias únicas. Afinal, o Fórum é a afirmação da diversidade" - declara Cândido Grzybowski, membro do conselho internacional do FSM.

Durante a abertura do evento, na tarde dessa terça-feira (27), a marcha 'Da África para a Amazônia' reuniu, segundo organizadores, cerca de 100 mil pessoas, entre integrantes do Fórum e moradores da região. Nem a forte chuva que caiu no início da caminhada atrapalhou o momento da consagração da cidade como acolhedora dos movimentos sociais mundiais e suas bandeiras de luta.

A programação oficial começa nesta quarta-feira (28) com o Fórum Pan-Amazônico, que abordará o tema "500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular". O dia agregará um conjunto de debates sobre a região, promovido por diversos movimentos sociais que lutam por uma Amazônia sustentável, solidária e democrática. "O nosso grande desafio é aglutinar propostas e, principalmente, trazer para o foco das discussões as organizações indígenas, quilombolas, ribeirinhas, de mulheres pescadoras, quebradeiras de coco e trabalhadoras rurais. Essa é a maior riqueza do Fórum Social Mundial. O Fórum não é um só um evento episódico, mas um processo, que pode construir convergências de ações e, especialmente, definir e visibilizar a sociedade que queremos, o desenvolvimento que desejamos" - afirma a integrante da coordenação local FSM 2009, Aldalice Moura da Cruz Otterloo, que também é diretora executiva da ABONG e membro da coordenação executiva do Fórum Amazônia Oriental (FAOR).

Para Aldalice, é fundamental, nesse grande debate, focar as populações secularmente violentadas nos seus direitos. "Por isso, nós temos, por exemplo, 1980 indígenas, de mais de 85 etnias dos países Pan-Amazônicos, participando do FSM deste ano", destaca. Dentre os principais temas a serem debatidos pelos indígenas estão: os grandes projetos de infra-estrutura e os acordos de livre comércio que ameaçam suas terras; a importância dessas terras indígenas para a sustentabilidade do planeta; a violência contra esse povos e a criminalização das lideranças que lutam por seus direitos.

Depois do Dia Pan-Amazônico, começa uma seqüência de atividades autogestionadas, promovidas por entidades, movimentos, redes e articulações que atuam com os mais diferentes temas, em todo o mundo. Entre outros grupos, o Movimento de Mulheres terá uma forte presença na mobilização. Nesta edição do Fórum, a articulação em nível de Brasil está trabalhando com quatro eixos: corpo, trabalho, violência e Estado (reforma do sistema política). Mais de 400 militantes devem participara das atividades pautadas. A maior caravana sairá do Nordeste.

O DED BRASIL - A primeira atividade realizada entre o DED e parceiros no FSM acontecerá amanhã (29). Será uma Mesa de Diálogo sobre a atual conjuntura brasileira no que diz respeito à efetivação dos direitos dos povos indígenas. Participarão da iniciativa as duas maiores organizações indígenas do país: Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).


Local: UFPA Básico - Pavilhão: Ab - Sala: A2 - 15h30 às 18h30


Mais de 100 mil pessoas devem participar do Fórum Social Mundial 2009, em Belém (PA) - Brasil.  

 


Publicado em 27/01/2009

 

 

 

 

 

 

 

A região amazônica está recebendo, a partir de hoje, a 9ª edição do Fórum Social Mundial (FSM). Para essa grande mobilização estão sendo esperadas mais de 100 mil pessoas, de 150 países. O FSM acontece na cidade de Belém, no Pará, até o dia primeiro de fevereiro. Para garantir a hospedagem de caravanas e das mais de cinco mil delegações inscritas, além dos hotéis e pousadas existentes na cidade e área metropolitana, que dão conta de atender menos de 50% dos participantes - ainda foram organizadas hospedagens solidárias, acampamento da juventude e alojamentos para comunidades indígenas e quilombolas. Na pauta das principais discussões estão a crise econômica mundial, as mudanças climáticas e os caminhos para um desenvolvimento realmente sustentável. Ao todo serão 2.400 atividades. É a sociedade civil debatendo e apontando os caminhos para o que o slogan do fórum resume como "um outro mundo possível". Hoje, acontecerá uma Marcha de Abertura, que simboliza o encontro dos participantes com a cidade que acolhe o evento.

Amanhã, a programação oficial será iniciada com o Fórum Pan-Amazônico, que abordará o tema "500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular". O dia agregará um conjunto de debates sobre a região, promovido por diversos movimentos sociais que lutam por uma Amazônia sustentável, solidária e democrática.

A socióloga e economista Tânia Bacelar afirma que, atualmente, o Brasil, assim como outros cantos do mundo, está mudando o seu conceito de desenvolvimento, percebendo que mais que crescer economicamente e ter progresso material, desenvolver tem a ver com respeito à natureza e com a inserção da maioria das pessoas nos frutos do desenvolvimento econômico. Para Tânia, o FSM é fundamental neste momento. "O Fórum é importante porque a primeira batalha a vencer é no mundo das idéias, no mundo das concepções. E o Fórum faz isso. Ele vem botando o dedo na ferida, identificando onde a gente errou no passado e para onde a gente pode ir. Não é à toa que ele, apesar de ser mundial, tem sua semente plantada no Brasil. Eu acho isso muito simbólico, pelo potencial que a gente tem para construir uma civilização justa dentro do nosso país".


Entre os chefes de Estado aguardos para os debates promovidos pelas organizações da sociedade civil estão o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o da Venezuela, Hugo Chávez, o da Bolívia, Evo Morales e o do Paraguai, Fernando Lugo.


O DED - Juntamente com parceiros brasileiros, o DED também estará realizando três grandes atividades durante o FSM. Na pauta, os direitos dos povos indígenas, as política públicas voltadas para a agricultura familiar agroecológica e o diálogo entre a cooperação internacional e as instituições da sociedade civil. Esses assuntos foram escolhidos por serem temas apoiados pela organização no Brasil, e que podem encontrar, no Fórum, um espaço para o fortalecimento de um diálogo mais global e para o intercâmbio de experiências, a partir, também, da realidade vivenciada por outros países. Veja a programação

 

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Começa o Fórum Social Mundial 2009, em Belém - no Pará (Brasil) .  

Publicado: 26 de janeiro

 

O FSM só começa amanhã, mas dados preliminares já mostram o poder de mobilização da sociedade civil:

5.176 delegações

150 países

2.400 atividades inscritas

3.000 indios e índias de todo o mundo participando de difentes debates

2.000 voluntários trabalhando na realização do evento

 

Começa o Fórum Social Mundial 2009, em Belém - no Pará (Brasil) - ver mais...

DED promove e apoia diferentes iniciativas durante o FSM .  

O DED estará presente no Fórum Social Mundial (FSM) 2009 desenvolvendo uma série de atividades, em conjunto com parceiros, a partir de quatro eixos: Direitos dos Povos Indígenas, Tráfico de Mulheres, Agroecologia e Diálogo entre a Cooperação Internacional e as Organizações da Sociedade Civil Brasileira. Esses assuntos foram escolhidos por serem temas apoiados pelo DED no Brasil, e que podem encontrar, no Fórum, um espaço para o fortalecimento de um diálogo mais global e para o intercâmbio de experiências, a partir, também, da realidade vivenciada por outros países, construindo novas alianças e parcerias.

No tema do tráfico de mulheres, por exemplo, o DED já apoiou várias iniciativas de entidades do Norte e Nordeste,e que atuam em nível nacional. Na perspectiva do Fórum - houve o apoio a um evento, em novembro, da ONG Sodireitos, de Belém (Pará), que acabou de lançar um estudo sobre o tráfico de pessoas entre Brasil, Suriname e Guianas.

Embora tenha ratificado documentos internacionais e regionais (Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres - CEDAW - adotado em 1979 pela Assembléia Geral da ONU; e a Convenção de Belém - 1994) relacionados aos Direitos Humanos da mulher, pesquisas apontam que o Brasil, hoje, ainda é um dos maiores exportadores de mulheres no mundo, além de ser líder no tráfico de mulheres na América do Sul, para fins de exploração sexual e comercial, e, também, um receptor de vítimas do tráfico. As regiões mais pobres, Norte e Nordeste, são as mais atingidas pelo problema, que envolve também crianças e adolescentes.

Nesse contexto, o papel da sociedade civil organizada é fundamental, especialmente o do Movimento de Mulheres e ONGs feministas, que contribuem para o combate e à prevenção ao tráfico de mulheres, lutam pela implementação dos direitos das vítimas dessa violência, e provocam o debate e um diálogo vivo e constante sobre as causas e soluções para esse problema.

Na área dos direitos indígenas, acontecerão duas mesas de diálogo discutindo a importância da Convenção 169 da OIT e da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Nas abordagens, a realidade desses povos no Brasil terá um recorte especial: será enfocada a grande luta dessas comunidades para impedir o retrocesso na garantia dos seus direitos constitucionais.

A demarcação das suas terras tradicionais, um atendimento de saúde de qualidade, um sistema diferenciado de educação e segurança para suas famílias são alguns dos principais desafios enfrentados pelos cerca de 230 povos indígenas, falantes de mais de 180 línguas diferentes, que vivem em 630 Terras Indígenas (TI) do país. Nesse aspecto, a mobilização indígena em redes e articulações, que representam a diversidade desses povos, será mostrada como um marco que tem dado visibilidade a questão indígena brasileira, inclusive, em nível internacional.

Essas atividades acontecerão em parceria com duas das maiores representações indígenas do País: COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) e APOINME (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo).

A temática do fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia também foram pautadas como prioridades do DED para o FSM porque elas são a base do Programa Desenvolvimento Rural do DED . Um seminário intitulado Agricultura Familiar e Agroecologia - políticas públicas para um modelo sustentável de desenvolvimento rural será promovido por um grupo de entidades das regiões Nordeste e Amazônica, e contará com a participação da Associação Brasileira de Agroecologia. A Fundação Konrad Adenauer, parceira do DED nessa área através do Projeto AFAM (Agricultura Familiar, Agroecologia e Mercado), também participará da atividade.

"É preciso promover um debate baseado nas conquistas nessa área, ocorridas ao longo do tempo, visando a identificação e formulação de demandas objetivas para que a agroecologia passe a ser não só uma opção para o desenvolvimento sustentável da Agricultura Familiar, mas, sim, o seu caminho principal" - afirma o coordenador de Programa do DED Thomas Jaeschke.

A sustentabilidade institucional das ONGs e, dentro dessa abordagem, o papel da cooperação internacional, é uma questão que o DED já discute há vários anos junto com a ABONG (Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais) e outros parceiros, inclusive da própria cooperação. Por isso, esse tema também será pautado no Fórum.

Uma oficina sobre "Cooperação Internacional (CI) e Organizações da Sociedade Civil Brasileiras: um diálogo propositivo" será promovida pela Diálogo CI Nordeste, uma articulação formada por agências internacionais que atuam nessa região do País, entre elas o DED, em parceria com a ABONG. O objetivo é produzir um debate que aponte para a potencialização dessa relação de cooperação mútua entre as instituições locais e os parceiros de outros países, na perspectiva do fortalecimento da democracia no Brasil. A Coordenadora de Programa do DED - Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social, Heike Friedhoff, será uma das palestrantes durante a atividade. Para ela, esse é um momento importante porque é preciso que sejam fortalecidas, ainda mais, as estratégias de diálogo, tanto com outras agências quanto com a sociedade civil. "Do Fórum Social Mundial participam várias organizações de cooperação internacional, inclusive as que não têm sede no Brasil. Nesse sentido, temos que aproveitar esse momento para partirmos para uma nova estapa: já foram discutidos muitos problemas e desafios; mas, agora, precisamos apontar caminhos concretos para nossa atuação" - comenta.

Com a proposta de aprofundar os debates, o DED está preparando, ainda, um jornal para ser divulgado no FSM, que traz abordagens e contribuições de seus parceiros sobre esses quatro eixos temáticos. O stand montado pela organização durante os cinco dias de mobilização do Fórum promete ser, também, um espaço de diálogo e exposição de experiências dessas entidades...

"Para nós do DED, o Fórum é uma grande oportunidade de fortalecer os laços e espaços de diálogo entre atores das regiões Norte e Nordeste, possibilitando uma rica troca de experiências. Entendemos, ainda, que será uma oportunidade única não só para mostrar ao mundo como está viva e é inovadora a sociedade civil brasileira, mas, também, para chamar a atenção para a situação atual do maior ecossistema do mundo (Floresta Amazônica) ", afirma Jan Schikora um dos membros do Grupo de Trabalho (GT) do DED para o FSM, que também é cooperante na APOINME.

RUMO AO FÓRUM - Veja o que aconteceu em algumas atividades desenvolvidas em Novembro .  

Migrações e Direitos Humanos

Nos dias 13 e 14 deste mês aconteceu o ENCONTRO SEM FRONTEIRAS AMAPÁ/SURINAME/GUIANAS, no Oiapoque, com a presença de 135 pessoas, entre representantes de movimentos e organizações da sociedade civil. O tema da atividade foi Migrações e Direitos Humanos. A iniciativa foi uma ótima oportunidade para a troca de experiências, construção de pautas de lutas conjuntas e de preparação das organizações amazônicas para o Fórum Social Mundial (FSM).

Durante o evento, foram realizados dois painéis que trataram dos problemas relacionados à violação dos Direitos Humanos naquela área de fronteira, bem como dos conflitos socioambientais na Amazônia.

O primeiro painel, "Diferentes Olhares sobre a Migração", foi abordado por uma mesa composta pela ONG Sodireitos, União dos Trabalhadores da Guiana-UTG e Associação dos Migrantes. Já no segundo, "Conflitos Socioambientais", abordaram a temática representantes CIMI (Conselho Indigenista Missionário) do Oiapoque/Amapá, FUNAI, FASE e Fórum Amapá.

Na ocasião, ocorreram, ainda, quatro oficinas: Tráfico de Mulheres (ministrada pela Sodireitos); Mapa dos Conflitos Socioambientais (Fórum do Amapá); Infra-estrutura e Comércio Internacional (Fase/Rede Brasil); e Mulheres e Direito à Cidade (Fase/Fórum da Reforma Urbana/GMB). Essas atividades levantaram elementos para uma carta reflexiva e propositiva para o 2° dia do FSM, que tratará de questões Pan-Amazônicas. Ao final do evento, aconteceu uma manifestação pelas ruas da cidade, que culminou com a Travessia Transfronteiriça, feita de balsa pelo rio Oiapoque, até a cidade de Saint-Georges, na Guiana Francesa.


 

Fórum Social mobiliza Oeste do Pará

Com o tema central "um outro mundo é possível, preservando a AMAZÔNIA" e objetivando preparar a participação das entidades e movimentos da sociedade civil do Oeste do Pará para o Fórum Social Mundial ocorreu, nos dias 15 e 16 de novembro, no município de Santarém/ PA, o FSOPA (Fórum Social do Oeste do Pará). O evento contou com a participação de 268 pessoas, de 14 municípios da região.

A atividade foi pensada como um espaço aberto de debate sobre as prioridades para se chegar a um modelo de desenvolvimento sustentável nessa parte da Amazônia. Nesse sentido, foram trabalhados três eixos temáticos: "O processo predatório de urbanização das cidades da Amazônia"; "A educação amazônica e a formação da consciência crítica"; e "Os caminhos de resistência dos povos da Amazônia".

Durante os trabalhos em grupos, palestras e plenárias abertas foram sistematizadas propostas, que serão levadas ao Fórum Social Mundial 2009, em Belém.

 

Encaminhamentos

  • Foram eleitos para o FSM, em Belém, delegados de todos os municípios que participaram do FSOPA (Prainha, Monte Alegre, Santarém, Óbidos, Alenquer, Oriximiná, Belterra, Curuá, Aveiro, Faro, Terra Santa, Juruti, Santarém e Itaituba);
  • Foi elaborada uma "Carta Aberta", que será distribuída no FSM;
  • Houve, ainda, a formação de uma comissão para o Oeste do Pará, que visa coordenar e interligar melhor as ações desenvolvidas pelos movimentos.

Leia a Carta Aberta produzida durante o evento e veja as fotos das atividades no endereço: http://fsopa.wordpress.com/

Prorrogadas até 21 de novembro as inscrições de atividades para o Fórum Social Mundial 2009 .  

Últimos dias para inscrição de atividades autogestionadas para o FSM 2009 .  

Fonte: Secretaria do Fórum Social Mundial em Belém

 

O prazo para inscrição de organizações, redes e movimentos que desejam propor atividades autogestionadas para o Fórum Social Mundial 2009 acaba na próxima sexta-feira (dia 14, à meia-noite - horário de Brasília).

As organizações que desejam enviar participantes para o FSM, mas não irão propor atividades, podem se inscrever até dezembro.

De acordo com a Carta de Princípios do FSM, não é permitida a inscrição de partidos políticos e órgãos governamentais.

O FSM acontecerá entre 27 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 2009, na cidade de Belém (capital do Pará, Brasil). Até a data de fechamento deste boletim, mais de 750 atividades já haviam sido inscritas.

Para fazer a inscrição, basta acessar: inscricoes.fsm2009amazonia.org.br


Não deixe para a última hora, pois o sistema de inscrições pode ter o desempenho afetado pelo alto número de acessos.

Conheça o passo a passo para fazer a inscrição:

1-a)Como fazer a inscrição de organizações
1) Visite o site http://inscricoes.fsm2009amazonia.org.br/
2) Clique em "Nova inscrição"

3) Preencha a ficha de inscrição com os dados referentes a sua organização (os campos marcados com * são obrigatórios)

4) Digite o código de segurança que aparece na imagem ao final do formulário e clique em "Salvar"

5)Na tela seguinte, confirme os seus dados. Você será levado à tela com os dados de sua organização e terá acesso à inscrição de atividades autogestionadas, poderá inserir os nomes dos participantes e ver o resumo com o valor da sua inscrição.

6)Você receberá por email o seu número de inscrição e a sua senha de acesso ao site. Guarde estes números. Com eles você poderá retornar ao seu cadastro, alterar os dados de sua organização, dos participantes que estarão em Belém, acrescentar ou modificar atividades e também acessar o sistema de pagamentos das inscrições (que estará disponível em breve).

OBS: Sobre os participantes - durante o preenchimento da ficha com os dados de sua organização, você responderá quantos participantes pretende levar para o evento em Belém. Este número vai determinar o valor da inscrição. Só depois da confirmação do pagamento você poderá, na área de Participantes do sistema, inscrever os nomes das pessoas que participarão do evento em Belém.

1-b) Como fazer a inscrição de atividades

Depois de realizar a inscrição de sua organização (item A), você poderá cadastrar as atividades autogestionadas propostas para o FSM 2009 em Belém (depois de cadastrar sua organização, você será levado para esta página automaticamente).

1) Acesse o ítem "Atividades autogestionadas" e clique em "Propor Atividade".

2) Leia com atenção as instruções e preencha o formulário de inscrição de atividades.

3) Clique em "Salvar"

Se precisar alterar as informações sobre a sua atividade ou preferir registrá-la posteriormente, você deverá utilizar o número de inscrição e a senha enviados por email (ITEM A-6).

As atividades inscritas poderão ser alteradas/editadas até o dia 30 de Novembro de 2008.

 

 

ENCONTRO SEM FRONTEIRAS AMAPÁ/SURINAME/GUIANAS.  

O tema da atividade é MIGRAÇÕES HUMANAS & DIREITOS HUMANOS.

O DED apoiará a discussão sobre o Tráfico de Mulheres, que ocorrerá durante o encontro.

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FÓRUM SOCIAL DO OESTE DO PARÁ - FSOPA .  

Nos dias 15 e 16 de novembro acontecerá, no município de Santarém (PA), o Fórum Social do Oeste do Pará (FSOPA), um momento de debate entre a sociedade civil daquela região sobre as temáticas que deverão ser levadas ao Fórum Social Mundial (FSM). A expectativa é de que 13 municípios participem da atividade, promovida pelo Comitê local de preparação ao FSM, com representantes de aproximadamente 100 instituições, totalizando 265 pessoas.

A melhoria da qualidade de vida do povo amazônida da região Oeste do Pará entra como grande foco das discussões, pautadas a partir dos seguintes temas:
- Amazônia - suas riquezas e a cobiça nacional e internacional;
- Educação Amazônica e a formação da consciência crítica;
- Caminhos de resistência dos povos da Amazônia (experiências de
produção alternativa - produção agroecológica).

O FSOPA, que conta com o apoio do DED Brasil, será realizado nas dependências do colégio São Raimundo Nonato, cedido pelas irmãs da congregação Sagrado Coração de Jesus no bairro da Aldeia.

 

 

Conheça o folder do Fórum Social Mundial 2009 .  

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O site da caravana de comunicação e juventudes entrou no ar.  

logo-marca da caravana

24/10/2008

O projeto Caravana da Comunicação e Juventudes é fruto de uma parceria entre organizações e movimentos sociais da região Nordeste, que se propõe a desenvolver uma Caravana que percorrerá 2200 km do Recife-PE à Belém-PA, até chegar ao Fórum Social Mundial no Pará, em janeiro de 2009.

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Novidades do processo preparativo .  

15/10/2008

Um espaço virtual foi criado para facilitar a comunicação e auxiliar na preparação dos eventos que farão parte do Fórum Social Mundial (FSM). Todos os participantes do FSM estão convidados a utilizar o OpenFSM (www.openfsm.net).

Qualquer usuário registrado pode criar um espaço virtual para a sua organização, atividade, tema de interesse ou região geográfica. Cada espaço do OpenFSM oferece aos usuários listas de discussão, edição de páginas colaborativas para planejamento e trabalho, além de um blog para a divulgação de textos e fotos.

Já no site www.wsftv.net estão sendo exibidas produções audiovisuais relacionadas aos temas do Fórum Social Mundial. O portal pode ser utilizado para hospedar vídeos realizados por qualquer pessoa ou organização identificada com a Carta de Princípios do FSM.

INFORMATIVO

Este mês, o boletim do FSM traz as seguintes informações:

  • Amazônia, território protagonista do FSM 2009
  • Belém Expandia amplia participação mundial no FSM 2009
  • OpenFSM: um espaço virtual aberto e permanente para a construção de outro mundo possível
  • Vídeos sobre o FSM 2009 no WSFTV
  • III Fórum Social Américas na Guatemala

Para receber o boletim FSM, escreva para gerente@forumsocialmundial.org.br ou boletim@fsm2009amazonia.org.br
com a palavra INSCRIÇÃO no campo 'assunto' do email.

Concurso Revista Fórum e Fundação Banco do Brasil Aprender e Ensinar Tecnologia Social.  

15 de outubro de 2008

Com o objetivo de difundir o conceito e as práticas de tecnologia social é que foi criado o Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais. Ao final da iniciativa, cinco professores, um de cada região do país, serão premiados com uma viagem para o Fórum Social Mundial 2009, em Belém (PA). A idéia é incentivar professores a levar o tema da Tecnologia Social para a escola, com atividades junto aos estudantes.

As inscrições estão abertas até dia 31 de outubro.

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Mobilização para o Fórum Social Mundial é dinamizada em Pernambuco .  

25 de setembro

Por: Assessoria de Comunicação DED

 

O Comitê Pernambucano em preparação ao Fórum Social Mundial (FSM) está realizando uma série de encontros, cujas pautas dialogam diretamente com os eixos temáticos propostos para a mobilização, que acontecerá no final de janeiro, em Belém (PA). Na agenda de outubro, está previsto um encontro que irá discutir as atividades (seminários, oficinas, cursos e feiras) que as organizações estarão desenvolvendo durante Fórum.

"O objetivo desses encontros é preparar os delegados que vão ao Fórum para que eles estejam inteirados sobre os grandes debates que vão acontecer em Belém", explica Raimundo Augusto de Oliveira, membro da coordenação do Comitê Pernambuco do Fórum Social Mundial e da organização não-governamental (ONG) Equipe (Escola Quilombo dos Palmares), que atua na área da educação popular.

Ele explica que os critérios de participação dos representantes do Estado no Fórum vão ser construídos nas próximas atividades, tentando garantir a maior diversidade possível. "Além de priorizar o público do interior, vamos garantir a presença de comunidades quilombolas, tradicionais, povos indígenas, populações afro-descendentes, jovens, idosos, portadores de deficiências e todos os segmentos que se colocam como sujeitos sociais", garante Raimundo.

Essa seleção de participantes será feita pelos próprios movimentos. A idéia é que eles escolham pessoas que vão integrar a mobilização e que, depois, voltem para fortalecer seus grupos,repassando o que aprenderam em todo o processo.

Entre os temas abordados no FSM que envolverão a realidade do Nordeste, Raimundo diz que acredita que, mais uma vez, o acesso humano à água vai estar em pauta. "Fizemos uma oficina sobre o uso humano dos recursos naturais e a água foi um grande foco, pois, na nossa região, essa é uma grande problemática. A transposição do rio São Francisco será outro debate que o Nordeste vai levar para o fórum mundial", conclui.

Até o momento, o comitê de Pernambuco tem um ônibus garantido para ir ao Fórum, mas está trabalhando para conseguir mais vagas. É planejado que a delegação viaje com um total de quatro ônibus, isto é, com cerca de 200 pessoas. O transporte já garantido e a realização de algumas oficinas estão sendo apoiadas pelo DED.

O Comitê Pernambucano em preparação ao Fórum Social Mundial (FSM) está realizando uma série de encontros, cujas pautas dialogam diretamente com os eixos temáticos propostos para a mobilização, que acontecerá no final de janeiro, em Belém (PA). Na agenda de outubro, está previsto um encontro que irá discutir as atividades (seminários, oficinas, cursos e feiras) que as organizações estarão desenvolvendo durante Fórum.

"O objetivo desses encontros é preparar os delegados que vão ao Fórum para que eles estejam inteirados sobre os grandes debates que vão acontecer em Belém", explica Raimundo Augusto de Oliveira, membro da coordenação do Comitê Pernambuco do Fórum Social Mundial e da organização não-governamental (ONG) Equipe (Escola Quilombo dos Palmares), que atua na área da educação popular.

Ele explica que os critérios de participação dos representantes do Estado no Fórum vão ser construídos nas próximas atividades, tentando garantir a maior diversidade possível. "Além de priorizar o público do interior, vamos garantir a presença de comunidades quilombolas, tradicionais, povos indígenas, populações afro-descendentes, jovens, idosos, portadores de deficiências e todos os segmentos que se colocam como sujeitos sociais", garante Raimundo.

Essa seleção de participantes será feita pelos próprios movimentos. A idéia é que eles escolham pessoas que vão integrar a mobilização e que, depois, voltem para fortalecer seus grupos,repassando o que aprenderam em todo o processo.

Entre os temas abordados no FSM que envolverão a realidade do Nordeste, Raimundo diz que acredita que, mais uma vez, o acesso humano à água vai estar em pauta. "Fizemos uma oficina sobre o uso humano dos recursos naturais e a água foi um grande foco, pois, na nossa região, essa é uma grande problemática. A transposição do rio São Francisco será outro debate que o Nordeste vai levar para o fórum mundial", conclui.

Até o momento, o comitê de Pernambuco tem um ônibus garantido para ir ao Fórum, mas está trabalhando para conseguir mais vagas. É planejado que a delegação viaje com um total de quatro ônibus, isto é, com cerca de 200 pessoas. O transporte já garantido e a realização de algumas oficinas estão sendo apoiadas pelo DED.

Inscrições para o FSM 2009 começam nos próximos dias .  

Setembro// As inscrições para o FSM 2009 devem começar ainda na primeira quinzena de setembro e serão feitas exclusivamente por meio do site www.fsm2009amazonia.org.br . Participantes, organizações, estandes, voluntários, imprensa, mídia alternativa e atividades devem ser inscritos. O primeiro momento será dedicado ao cadastramento das atividades autogestionadas.

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Voluntariado do Fórum .  

Conselho Gestor do Fundo Dema realiza I Encontro Regional em preparação ao FSM.  

31/08/2008

Em Altamira, nos dias 25 e 26 de agosto, FVPP, FASE e Prelazia do Xingu organizaram o I Encontro Regional em preparação ao Fòrum Social Mundial, o objetivo do evento foi reunir todas as entidades representativas do moviemnto social da Transamazônica, preparar uma sistemática de organização e pautar algumas propostas para a plenária do FSM.

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Seminário debate o FSM e o desenvolvimento para a Amazônia no Baixo Tocantins .  

Texto enviado pela Assessoria de Comunicação do FSM

20/08/2008

 

Globalização na Amazônia, impactos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, conservação dos recursos naturais e a sociobiodiversidade, produção agropecuária e sustentabilidade são alguns dos pontos de animação do Seminário "Um outro desenvolvimento é possível - As falas da Amazônia "Rumo ao FSM 2009, a ser realizado no município de Cametá, região do Baixo Tocantins, no nordeste do Pará, entre os dias 27 a 29 de agosto. O encontro é uma promoção da ONG Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC), que atua na região desde 2000.

Entre os objetivos do seminário destacam-se: mobilizar e integrar as organizações que atuam no âmbito da agricultura familiar ao processo de construção do FSM 2009 na Amazônia; Intercambiar as experiências de campo implementadas pelas organizações da sociedade civil, com base na produção familiar e na agroecologia, e seus resultados concretos para o desenvolvimento local e; debater estratégias de intervenção junto às políticas públicas locais que incorporem tais experiências.

A APACC divide a organização do seminário com o Grupo de Assessoria em Agroecologia na Amazônia (GTNA), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional - FASE Amazônia e o Instituto Internacional de Educação do Brasil. A ONG ESSOR e Veterinários e Agrônomos Sem Fronteiras são os apoiadores no âmbito internacional.

Mais informações: APACC Cametá - (91) 3781-2062 / 3781 1622. Celular (91) 9146-0845 ou ainda pelo e-mail:apacc@apaccameta.com.br

Inscrições de estandes para o FSM 2009 .  

12/08/2008

Com informações do site do FSM - www.forumsocialmundial.org.br

 

As organizações interessadas em dispor de espaço físico para estandes institucionais, pontos de encontro e tendas de campanhas durante o FSM 2009 já podem fazer o download da ficha de solicitação específica.

As solicitações de estandes devem ser enviadas até 10 de outubro de 2008. Os pedidos serão analisados pelo Grupo Facilitador do FSM 2009 e as reservas estão condicionadas à disponibilidade de espaço físico. Até o início de novembro será enviada uma resposta em relação às solicitações. Mais detalhes estão disponíveis na ficha.

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COMITÊ PERNAMBUCO realiza oficina Rumo ao Fórum Social Mundial 2009 .  


31 de Julho 2008

Fonte: Comitê PE

 

O Comitê Pernambuco do Forum Social Mundial (FSM) estará realizando, no dia 15 de agosto, uma oficina que integra o processo preparatório de reflexão e mobilização da sociedade civil local rumo ao FSM. Para atividade, foram apontados 4 eixos/ convergências das lutas dos movimentos:


1 - Construção, implementação e controle social de políticas públicas para democratização do Estado;
2 - Democratização do acesso e preservação das riquezas naturais;
3 - Cultura política democrática de respeito à diversidade (mídia, fundamentalismos, equidade de gênero, racial);
4 - Justiça e Direitos Humanos (igualdade entre países, nas relações sociais, nas políticas de desenvolvimento, autonomia e soberania dos povos, DHESCA).
Na ocasião, também haverá um diálogo sobre a possibilidade de ser realizada uma atividade Pré-Fórum Social Mundial, no período em que estará ocorrendo o Fórum Social Hemisférico, marcado para o início de outubro.
A oficina será na ONG CENDHEC, no Recife, com início às 9h. É importante que os interessados confirmem presença, ligando para as ONGs EQUIP ou SOS CORPO. Os telefones são: (81) 34211396 ou (81)30872086 respectivamente.

Definidos 10 objetivos de ação dos participantes do FSM 2009 em Belém .  

29 de julho de 2008

Com informações do Escritório do FSM - em Belém

Definidos 10 objetivos de ação dos participantes do FSM 2009 em Belém - ver mais...

Caravana de Comunicação e Juventude participa do FSM .  

23/07/2008

A Caravana de Comunicação e Juventude que seguirá para o Fórum Social Mundial (FSM) surgiu de uma iniciativa da ONG de educação popular Equip e da Volens, entidade de cooperação internacional da Bélgica. A proposta é de que ela seja formada por jovens (entre 16 e 29 anos), que sairão de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e do Ceará para Belém (PA), cidade que sediará o FSM 2009.

Até chegar ao seu destino, a caravana irá parando no caminho para apresentar os trabalhos do jovens, compartilhar atividades educativas e dialogar com moradores de diferentes cidades levando o debate do Fórum para essas populações. Esse processo vai acontecer através de oficinas, apresentações artístico-culturais e entrega de materiais.

Em Belém, a Caravana vai apresentar os trabalhos dos seus integrantes e expor a experiência feita nesse longo percurso. Além disso, os jovens vão participar das atividades do Fórum, discutindo diferentes temáticas.

A iniciativa objetiva integrar os jovens e os moradores de áreas rurais e urbanas do Nordeste do Brasil e suas temáticas aos debates do FSM. Uma proposta que está diretamente vinculado ao verdadeiro sentido do Fórum Social Mundial, que não é simplesmente o de ser um evento que reúne muitas pessoas, mas é um processo de mobilização social, que começa com as articulações regionais e não para quando as pessoas voltam para os seus locais de origem.

Na rota planejada, a caravana começa em três diferentes pontos do Nordeste e os grupos fazem uma primeira parada temática ainda separados:

Grupo do Ceará - sai de Fortaleza e faz a parada em Crateús
Grupo de Pernambuco - sai do Recife e faz a parada em Salgueiro
Grupo do Rio Grande do Norte - sai de Natal ( a primeira parada ainda não foi determinada)

O primeiro momento juntos acontece em Teresina (PI). Em seguida, a Caravana vai parar somente em Imperatriz (MA), antes de chegar ao FSM.

O grupo de trabalho de Metodologia do Comitê de Pernambuco propôs as seguintes temáticas principais para serem trabalhadas na preparação dos jovens para a caravana:
- Protagonismo: participação política e identidade juvenil
- Meio ambiente e desenvolvimento sustentável
- Democratização da terra: Povos Indígenas, Quilombolas e Camponeses
- Democratização da comunicação
- Direito à educação de qualidade
- Relação de gênero

Diversas instituições estão participando dos comitês nos Estados, entre elas o DED.

Para mais informações sobre esse projeto, favor entrar em contato com o integrantes da Volens, Bart Vetsuypens, pelo e-mail bartdigital@gmail.com

 

Mobilização para o FSM 2009 é discutida no Acre .  

O intercâmbio entre as experiências de organização popular de Brasil, Bolívia e Peru será o norte do Seminário Internacional da Região Amazônica, que ocorre de 17 a 20 de junho, no Projeto de Assentamento Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, Estado do Acre.

O evento é organizado pelo Conselho Nacional de Seringueiros (CNS); Federação dos Trabalhadores Rurais do Acre (Fetacre); Central Única dos Trabalhadores (CUT); e Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA).

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Mais informação:

Leia, também uma entrevista especial sobre a organização do Fórum Social Mundial em Belém (PA).

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